23 de set de 2012

Capítulo 40

My heart is your heart



Hayley empalideceu.
O maior dos arrepios percorria o seu corpo agora, enquanto um dejá vú passava pelos seus olhos, vendo Josh da mesma forma que estava agora, só que há dezoito anos atrás. Ela viu o mesmo sorriso maroto, o mesmo olhar esperançoso e penetrante, a mesma postura perfeita. E com os flashes das imagens do seu casamento passando pelos olhos, Hayley se sentiu quase tonta, especialmente agora que Josh a olhava como se dissesse “eu aposto que você não esperava por isso outra vez”.
Na realidade ela tinha quase certeza que era isso em que ele estava pensando.
Ainda assim, a surpresa paralisava-a, e o único movimento que seu corpo fazia era o tremor de seus joelhos.
Diferente da outra vez em que isso aconteceu, ela agora sabia o que esperar de Josh ali. Sabia bem.
Mesmo assim, estava paralisada. Completamente paralisada.
— Pois é, queridos amigos... eu tenho algo a dizer — Josh continuou, já no palco, em pé, colocando o microfone no suporte. — Mas antes... fazendo uma pequena reflexão, quanto tempo tem que eu não subo num palco desse tipo para falar algo importante como vou fazer agora?
— Acho que devem ter uns dezoito anos... — quem disse isso foi Brendon, que surpreendeu Hayley. Ela olhou para trás e viu que não só ele estava lá, como Sarah e seu filhinho, Spencer, Taylor que se juntara a Dakotah, Jeremy, Zac, Erica, McKayla, sua mãe e Scott, seu pai e Jessica, Isabelle e seu marido...
Todos os seus amigos e familiares haviam adentrado aquele salão naquele momento.
Hayley levou as mãos até o rosto, mais do que surpresa.
— É, acho que deve ter isso mesmo... — Josh colocou uma mão no queixo, fazendo-se de confuso. Sorriu. — Enfim. Como todos vocês sabem, eu me chamo Joshua Farro. Sou um general e lutei pelo país na guerra de Israel, vinte e dois anos atrás. Sou conhecido militarmente pela dureza, severidade e agilidade do meu trabalho. A maioria das pessoas me considera um homem forte. — Josh fez uma pausa, suspirando. — Mas eu não sou. Por toda a minha vida eu lutei para que fosse, mas eu não sou. Eu tenho muitas fraquezas e incontáveis defeitos, e eu errei. Eu erro, e mesmo que quisesse que não, ainda vou errar. E, claro, errar é humano, certo? — ele fez uma pausa, e as pessoas responderam “sim” em uníssono. — Então. A questão é que eu errei mais do que seria permitido, e o pior é que com esses erros, eu machuquei a pessoa que eu mais amo no mundo. Por isso eu não sou forte. Por que erro. E por que sem essa pessoa que eu machuquei, eu não sou nada. — Josh pausou mais uma vez e Hayley mordeu o lábio inferior, sentindo cada palavra que Josh dizia. Sabendo que essa pessoa era ela. O nó se formou em sua garganta. — Eu tenho um grande amor — ele sorriu, como se iniciasse uma história. — Um amor muito grande, entendem? Sabe aqueles amores que se vêem nos filmes e nos livros? Então. Esse amor é maior do que tudo o que eu já vi ou senti. É o chamado “amor para toda a vida” e essas coisas. Sim, eu tenho um grande amor, e eu sempre tive. Mas a minha fraqueza, aquela mesma de que eu falei agora pouco, me fez perdê-lo. Eu o perdi ainda criança, quando ela, a mulher que eu amo, precisou ir embora. Perdi novamente quando ela voltou e eu fui insensível, e perdi outra vez quando não acreditei no que ela dizia e me privei de amá-la. Eu perdi o meu amor quando precisei ir para a guerra de Israel, e... perdi outra vez, recentemente, quando escondi dela o maior dos segredos. Eu perdi o meu amor tantas vezes por ser... fraco. Por errar. Por me deixar vencer por sentimentos de culpa, angústia e pela fraqueza em si. — Josh fez uma pausa, deixando o salão em total silêncio, atento às suas palavras. Hayley, sem conseguir encará-lo, dava o seu melhor para não deixar as lágrimas saírem de seus olhos. Ele continuou: — Mas a vida de alguma forma sempre deu um jeito de trazer o meu amor de volta para mim. Mesmo com todos os erros, mesmo sendo fraco, mesmo não merecendo jamais, a vida me trouxe de volta o meu amor. E... eu fui feliz. Eu fui feliz durante muito tempo simplesmente por poder amar e ser amado como deve ser. E agora, que a minha fraqueza me tirou meu amor de novo, eu decidi que não vou esperar a vida me trazê-lo novamente. E é por isso, hoje, eu estou aqui. — Josh deu um meio sorriso, suspirando. — Eu poderia simplesmente chegar para a mulher que eu amo, e dizer que eu a amo, que quero perdão, que a quero de volta. Eu poderia, sim, olhar nos olhos verdes dela e dizer, desesperado, “eu te amo”. Poderia. Mas é tudo mais complexo do que isso. A frase “eu te amo” não expressa exatamente o que eu sinto por ela, por que eu sei, e creio que ela também sabe, que o que nós sentimos um pelo outro é mais do que “amor”. Caramba, é muito mais! Ela é... uma parte de mim, e sem ela eu não fico completo. Eu sempre disse para ela que ela é minha, não importa o que aconteça, mas eu ando pensando que isso não é mais exatamente verdade. Por que eu a amo tanto que quando estou sem ela, eu... não sou eu mesmo. A saudade que eu sinto dela é a coisa mais dolorosa pela qual eu já passei. Eu não tenho palavras para dizer o quão apaixonado eu sou e sempre fui por ela, por que o que eu sinto é maior do que qualquer palavra, qualquer história, qualquer poema. Não dá pra dizer, não dá... pra descrever. E eu não consigo, não quero, não aguento viver sem ela. E como está numa canção que nós escrevemos juntos há muito tempo atrás, esse coração só bate por ela...— ele apontou para o próprio peito. — Hayley, o meu coração é seu. Completamente seu. — Disse, fixando seu olhar no dela, sentindo o coração apertar por vê-la chorar. Hayley já havia deixado as lágrimas saírem de seus olhos quando ele citou My Heart. Ela estava chorando por que sabia que tudo o que ele havia dito era verdade. A mais pura verdade. Josh suspirou antes de continuar: — Me perdoa, Hayles, por errar tanto como eu errei, por te fazer sofrer tanto como eu fiz. Acredita em mim quando eu digo que nunca foi a minha intenção que nada de mal te acontecesse. Eu preferia que toda essa dor ficasse só em mim para te privar de qualquer sofrimento. Eu me odeio por ter deixado que isso acontecesse com você. — Josh fez outra pausa, ainda encarando os olhos dela, que choravam. — Mas como eu te disse naquela noite na minha casa, eu não posso te perder. Eu estou disposto a consertar tudo de mal que eu te fiz, eu estou disposto a acabar com toda essa dor. Por que... eu também sinto dor. Mas o único remédio para a minha dor é você, e eu sei, você também sabe, que o remédio para a sua dor sou eu, mesmo que eu a tenha causado. E mesmo com tudo isso, eu estou sendo egoísta o suficiente para te pedir que volte para mim, minha Hayles. Para te pedir que me deixe te fazer feliz como eu fiz durante tanto tempo, e para te pedir que me deixe ser seu novamente. — Josh disse tudo isso com um meio sorriso no rosto, enquanto Hayley ainda paralisada, deixava as lágrimas saírem dos olhos. — Mas olha, você não precisa responder isso agora, ok? — todos do salão encararam Josh, confusos. Ele ainda mantinha seu meio sorriso no rosto quando continuou: — Antes de você responder ao pedido, eu fiz uma lista de prós e contras de se ficar comigo, para te convencer melhor.
— Boa ideia. — Sarah interrompeu Josh, fazendo-o sorrir.
— Obrigado — ele apertou os lábios, assentindo. — Onde está a lista?
— A lista! — de repente, Joe apareceu no canto do palco, trazendo consigo um papel nas mãos. Ele estava elegantemente vestido em um terno preto, assim como todos os convidados homens daquela festa que Hayley achava ser de gala. Ela, mesmo chorando, deixou uma risada sair de sua garganta, quando todos do salão riram pela espontaneidade do garoto.
— Obrigado, Joe — Josh disse, recebendo o papel das mãos do filho, que sorriu. — Você está muito bonito nesse terno.
— Eu sei! — Joe disse, passando as mãos pelo paletó, e todos no salão riram. — Quase me apaixonei por mim mesmo, é sério! Eu deveria usar ternos mais vezes, por que, cara, eu estou muito lindo.
Enquanto todos, inclusive Hayley, riam, Joe saiu pelo canto, indo para perto de Sarah.
As lágrimas ainda saíam dos olhos de Hayley, mas ela estava com um sorriso no rosto. Já não sabia mais o que sentir ou pensar, e seu cérebro simplesmente parou, deixando com que ela fosse levada pelo momento.
Josh pigarreou.
— Ok, estou com a lista. Mas que tal um pouco de música?
— Alguém aí falou em música? — quem apareceu dessa vez foi Sophie, fazendo Hayley rir e soluçar ao mesmo tempo. Ela se sentou ao piano onde outro musicista tocava anteriormente. — E então, o que quer, pai? Algo como Beethoven? Mozart? Bach? Ou Paramore?
Todos no salão riram novamente.
— Paramore está ótimo — Josh disse, com um sorriso no rosto.
— Boa escolha — Sophie disse, dando um sorriso doce e fechando os olhos, para começar a tocar suavemente o piano.
Hayley apenas se deixou chorar ainda mais quando percebeu que a música era My Heart.
— Bem... — Josh riu outra vez, escutando a introdução da música sendo perfeitamente tocada pela filha. — Enquanto nossa linda filha toca a nossa música e os nossos filhos arrancam suspiros das moças pelos ternos elegantes — Josh apontou para onde Joe estava, agora já acompanhado de Nate —, é melhor eu começar a leitura da lista, certo? Vocês não concordam? — Josh perguntou e todos responderam “sim” em uníssono. Pôde-se até ouvir o comentário de Sarah, que disse “estou curiosa para saber o que tem naquele papel, viu”, e mais risadas ecoarem. Josh teve de sorrir antes de continuar. — Vamos começar com os prós, então. — Ele pigarreou. — Numero um: se você ficar comigo, vai ter um marido particularmente bem bonitão. — Todos deixaram uma risada escapar, inclusive Hayley, que tentou limpar as lágrimas com as mãos. — Número dois: você terá um marido que matará qualquer barata que aparecer no seu caminho, o que já é o sonho de quase toda mulher; Número três: você terá um marido que sempre lavará a louça ou colocará o lixo para fora quando a empregada ficar doente; Número quatro: se tivermos outro filho... — Josh teve de parar de falar, pois todos já estavam rindo alto. Sophie teve que se concentrar para não errar a música, mas ainda assim, ela gargalhava. Hayley, por sua vez, também ria, sem acreditar naquilo tudo. — É sério, gente. — Josh falou, fazendo as pessoas rirem ainda mais um pouco. — Tá, continuando: se tivermos outro filho, eu me comprometo e digo que você nunca vai precisar acordar à noite quando ele chorar. Como eu não fiz isso muito com as outras crianças, fica o comprometimento para o próximo bebê. — Hayley levou uma mão à boca, rindo, enquanto todos do salão também riam. — Número cinco: você terá um marido que sempre te ouvirá quando você precisar desabafar, e que sempre te amará, não importa o que aconteça; Número seis: você terá sempre um marido que te fará uma massagem quando você estiver muito cansada, ou te oferecerá um ombro amigo se você estiver chateada. Número sete: você terá um escravo sexual. — Todos que anteriormente estavam sensibilizados pelas palavras iniciais de Josh, começaram a rir alto. — Essa é a parte que eu mais gosto, se querem saber — ele comentou e as risadas apenas aumentaram. Hayley deixou-se gargalhar. — E, para terminar a lista de prós, número oito: você não terá apenas um marido. Você terá um amante, um ouvinte, um suporte, e um amigo. Você terá tudo de bom que eu posso e não posso te oferecer. Você terá o homem que te ama mais do que ele mesmo. — Josh parou de falar, fazendo uma pausa, e deixando que todos ficassem emocionados pelas suas palavras enquanto escutavam a bela atuação de Sophie ao piano.
— Bom trabalho, irmão — as pessoas riram quando escutaram a voz de Zac preencher o lugar. Ele deu dois pequenos socos no próprio peito, assentindo com a cabeça.
— Obrigado, Zac — Josh franziu a testa, fazendo com que as pessoas rissem ainda mais. — Quanto à lista de contras, ela... só tem um item. — Josh disse, mostrando o verso do papel, com apenas algumas letras escritas. — Mas vou vê-la mesmo assim. — Ele pigarreou. — Lista de contras; Numero um: você não terá o amor da sua vida do seu lado quando acordar. — Ele leu, fazendo com que todos fizessem silencio, que só era quebrado pelo piano de Sophie.
Hayley levou uma das mãos ao rosto, limpando mais uma lágrima teimosa que insistiu em cair.
— Hayley — Josh olhou diretamente para ela. — Minha Hayley, minha Spongebob, minha Hayles, minha menina brigona... Da última vez em que eu subi num palco como esse, há quase dezoito anos atrás, eu fiz você vir até ele, lembra? — ela assentiu com a cabeça, deixando mais lágrimas inundarem seu rosto. — Hoje será diferente. Hoje eu irei até você.
Josh deixou o microfone no suporte e as pessoas abriram espaço para que ele atravessasse o salão e chegasse bem perto dela.
Foi nessa hora que Sophie parou de tocar.
— Eu sei que não sou perfeito e jamais serei. Mas... eu preciso estar completo. Eu preciso da minha outra metade para viver. — Ele sorriu e colocou uma mecha de cabelo dela atrás da orelha, enquanto enfiava a outra mão no bolso. — Eu preciso de você. Por favor, me deixa cuidar de você, me deixa ser seu, me deixa te fazer a mulher mais feliz do mundo da mesma maneira que você me fez. Me deixa te amar outra vez, minha Hayles. Me deixa te dar tudo de bom que eu tenho. — Josh pegou sua mão delicadamente e se ajoelhou no chão, ainda olhando-a nos olhos. Retirou a caixinha de veludo do bolso, abrindo-a com apenas uma mão. Sorriu. — Hayley, minha Hayley, minha amiga, meu grande amor... você aceita se casar comigo... de novo?
Hayley levou uma mão ao rosto choroso, e sinceramente não soube onde encontrou voz para dizer o que veio em seguida.
— Sim. — Foi o que ela disse, com as lágrimas saindo pelos olhos e a felicidade inundando do coração. Josh sorriu e colocou o anel em seu dedo trêmulo, beijando-o logo depois. Então ele se levantou e tomou os lábios daquela que amava em um beijo doce e sincero. Sophie começou a tocar novamente do refrão, de onde tinha parado, e todos os que estavam presentes naquele salão passaram a gritar e bater palmas.
Josh colocou uma mão no rosto de Hayley, sentindo calmamente e aplacando a saudade deles que tanto o machucava. Separaram-se com um selinho, e então ela o abraçou, apertando seus ombros largos o máximo que podia.
— Não acredito... — ela sussurrou, ainda com as lágrimas saindo dos seus olhos. Apenas Josh pôde escutar.
— Acredite. E me desculpe por repetir a ideia, é que não sou muito bom com essas coisas — ele sussurrou de volta, fazendo-a rir enquanto chorava.
— Por que você tem que me fazer te amar tanto? — ela disse, tentando passar as mãos pelos olhos, sem saber se chorava ou ria ou fazia os dois ao mesmo tempo.
Ele segurou seu rosto e a olhou no fundo dos olhos.
— Só por que sem o seu amor eu não sou nada — ele riu e juntou suas testas, colando seus lábios novamente em um selinho demorado.
Não demorou muito para Kathryn trazer o microfone de volta para Josh de onde ele estava.
— Bem... — ele disse. — Não sei nem por que te dei um anel de noivado, levando em conta que você vai tirar ele agora mesmo.
Hayley riu.
— Você nem sempre foi muito esperto — ela disse no microfone, fazendo as pessoas rirem.
— E essa é a mulher por quem eu me apaixonei... — ele disse, fazendo mais risadas ainda. — Bem, então vamos nos casar?
Hayley riu, assentindo com a cabeça, já sabendo o que vinha em seguida.
— Sim, né — respondeu, encolhendo os ombros.
Com o término da música, Sophie se aproximou do microfone que estava preso ao piano.
— Ok, pessoal, vocês sabem o que fazer — ela disse para todos da festa. — Mãe, você segue a tia Katt. Pai, você não, por que ver a noiva antes do casamento dá azar e tudo o que nós menos precisamos nesse casamento é azar. Onde estão os alfaiates?
Kathryn apareceu, pegando a mão de Hayley e levando-a até um outro lugar do salão. Quando passou por Sophie, disse que os alfaiates já estavam em seus lugares.
— Você sabia esse tempo todo... — Hayley murmurou, enquanto Katt a fazia se sentar em uma espécie de camarim. Pelo menos dez pessoas começaram modificar o seu vestido branco.Branco. Ele deveria imaginar.
— Sabia — ela respondeu, com um meio sorriso sapeca no rosto. — Tudo bem, pode falar. Eu sou uma ótima atriz.
— E... tudo aquilo de xingamento à Amanda a semana toda? E a correria, e...
— Atuação — Katt riu. — Acredite, eu não xingaria a Amanda seriamente depois do que Isabelle Farro fez com ela. Sinto pena dela para sempre.
Hayley riu.
— Isso é inacreditável — ela disse, enquanto um rapaz pregava o resto de seu vestido facilmente, como se ele já houvesse sido feito para aquilo. — Não acredito que você conseguiu me enganar. Ainda mais com esse vestido que você escolheu.
— Hayles, minha linda, eu te conheço há muitos anos. Passo mais tempo do meu dia com você do que com o meu marido! E você acha que eu não iria conseguir te enganar? — Katt riu. — Olha, eu te amo, sério. E foi por isso que eu, e todos os seus amigos, até mesmo os seus filhos, concordamos em ajudar em tudo isso. A gente quer o seu melhor. E o melhor pra você é o Josh, não tem como negar.
Hayley levou uma mão ao rosto, suspirando.
— Vamos retocar sua maquiagem, babe, você deixou ela meio desbotada quando chorou — um outro rapaz disse para ela, que riu, assentiu com a cabeça e retirou a mão do rosto.
— Oi, oi — Hayley ouviu a voz de Sarah ecoar e ela aparecer em seu campo de visão. — Olha só quem é que vai se casar de surpresa pela segunda vez na vida!
— Sarah, sua vaca — Hayley disse. — Você...
— Todos sabiam — Sarah interrompeu. — Mas quem mais ajudou mesmo foram Katt, eu e Sophie. Inclusive, bom trabalho, Kathryn. — Ela fez uma imitação de voz britânica, tentando ser formal.
— Obrigada. É isso que as pessoas fazem pelas suas amigas.
— É — Sarah deu uma meia risada. — Mas ela é minha melhor amiga.
— Mas é minha sócia, e passa mais tempo comigo do que com você. — Katt fechou a cara, entrando na brincadeira.
— Continua sendo minha melhor amiga — Sarah chegou perto dela, com um ar de superioridade.
— Vai à merda — Katt deu de ombros, e logo as duas estavam rindo.
— Vocês são malucas... — Hayley disse, enquanto o rapaz retocava uma camada de blush em suas bochechas. Sabia que Katt e Sarah estavam brincando.
— Eu sei — Sarah disse. — Bem, precisamos ir ajudar lá fora, Kathryn. Bom casamento, babe.
Hayley sorriu e logo as duas saíram dali, deixando-a pasma com toda aquela situação. Era tão... surreal que isso acontecesse de novo. Nem em um milhão de anos Hayley pensaria que teria um fim de dia como esse assim que acordou. Josh havia conseguido surpreendê-la completamente outra vez, e ela simplesmente não teve como dizer não a tudo aquilo. Amava Josh de todo o coração e tinha de admitir que não conseguia viver sem ele, mesmo depois de tudo o que havia acontecido. Ela havia nascido para ele. Era ele dele, e era essa a verdade incontestável. Hayley só seria feliz se estivesse com ele, ao lado dele, amando ele, sendo amada por ele.
— Você tá linda, mãe — ela sorriu ao escutar a voz de Sophie e se virou. Seu vestido estava quase pronto, só havia duas pessoas trabalhando na calda agora. Sophie estava com um vestido lilás que ia até o joelho e seu cabelo estava com alguns cachos nas pontas, deixando-a ainda mais bonita. Ela segurava um ramalhete de rosas brancas com uma das mãos, já que a outra estava entrelaçada à mão de Luke, que estava vestido com um terno preto assim como todos os rapazes dali. Ele também sorria. — Vim te trazer isso. O que é uma noiva sem buquê, não é mesmo?
Hayley riu, pegando as rosas da mão da filha.
— Eu escolhi as melhores rosas da floricultura — Luke disse, apontando para o buquê.
— Vocês todos sabiam — Hayley disse. — É inacreditável.
— Bem, papai não tinha muito tempo, então tivemos que fazer um esforço conjunto. Todos ajudamos em alguma coisa. — Ela disse, rindo.
— Só não pense que as surpresas já acabaram, tia — Luke deu um sorriso malicioso.
— Ai, meu Deus — Hayley olhou para cima, sentindo um frio passar pela barriga.
— Posso confessar também que adorei essa ideia do papai — Soph disse. — Tô realizando um sonho, né? Eu não estava aqui da outra vez que isso aconteceu.
— Eu estava — Luke cutucou a cintura de Sophie e recebeu um tapa no ombro como resposta.
— Cale a boca — ela revirou os olhos, fazendo Hayley rir. — De qualquer maneira, eu adorei tudo isso, e já tá tudo quase pronto lá fora. É melhor a gente ir, eu vou chamar o vovô.
— Oh, Deus — Hayley levou as mãos ao rosto, rindo. — Isso é inacreditável.
— Acredite, mãe — ela disse, olhando nos olhos verdes de Hayley. — Uma mulher muito esperta me disse certa vez que “não importa o quanto você sofra, vai ter sempre um pouco de felicidade à sua espera”. Encare sua felicidade. — Sophie sorriu e Luke apertou sua mão. — Vou chamar o vovô.
Hayley viu a filha sair sorrindo com Luke, parando apenas para lhe dar um selinho rápido. Parecia muito feliz.
Ela ficou pensando no que Sophie tinha dito, citando a frase que Hayley dissera na tarde em que as duas conversaram sobre sua história com Josh. Hayley se lembrava bem que havia dito para a filha a mesma coisa que ela lhe dissera agora, e estava feliz por ver que Sophie tinha aceitado o inevitável e ficado com Luke de uma vez por todas.
Mas o que importava mesmo era que Hayley não tirou como exemplo suas próprias palavras. Agora ela aprenderia a fazê-lo, pois Josh estaria lá fora, esperando-a entrar e esposá-la novamente.
Novamente.
— Pronto — disse o mesmo rapaz maquiador, depois de encaixar os saltos nos pés de Hayley. — A noiva mais rápida da história, pessoal.
Atrás dele, os maquiadores e alfaiates comemoraram, e logo se viu a figura de Joey adentrar o lugar. Vendo o pai, Hayley o abraçou forte e ele lhe deixou um beijo na bochecha, com cuidado para não estragar o trabalho dos maquiadores.
— É isso? — Joey disse, depois de se separar da filha, olhando-a nos olhos. — Vou entregar minha menina para o mesmo cara pela terceira vez?
Hayley riu e não respondeu.
— Eu sempre zelei pelo seu bem estar, você sabe, não é, minha filha? — ela fez que sim com a cabeça. — Bem... é só por isso que eu estou fazendo isso de novo. Por que eu sei e sempre soube que você e Josh estão destinados a ficarem juntos, não importa o que aconteça. E é por te amar demais que eu concordei em ajudar a enganar você hoje.
Hayley riu.
— Também te amo demais, pai. Obrigada por tudo — ela disse, emocionada.
— Vamos? — Katt apareceu e perguntou. Eles assentiram com a cabeça.
Com o buquê em mãos e segurando o braço do pai, Hayley seguiu Katt até o salão que anteriormente ela achava que aconteceria uma festa de gala. Mas para a surpresa da própria Hayley, o lugar estava vazio.
— Onde...? — Hayley começou a perguntar, mas só recebeu uma risada do pai.
— Continue andando — foi o que Kathryn respondeu com um sorriso no rosto antes de sair na frente.
Hayley estava confusa. Ela jurava que tudo aconteceria no salão mesmo, já que eles já tinham até instalado o palco, e tudo estava previamente pronto. Mas não, o salão estava deserto. Como... Onde aconteceria?
— Vamos devagar, querida — Joey disse quando chegou à porta do salão. — Já fiz levei duas filhas para o altar antes, temos que dar passos pequenos. — Ela riu.
— Pai, onde... — ela voltou a perguntar, mas não precisou terminar.
Pois assim que ela olhou para fora, viu que embaixo de uma grande árvore, estavam instalados dois palcos e várias pessoas estavam sentadas em filas. Então ela sorriu.
Seu terceiro casamento seria ao ar livre. Assim como o primeiro.
Ela viu Katt, perto de onde as pessoas estavam sentadas. Viu quando ela colocou o dedo no bluetoof e disse algo, e entendeu quando o que ela disse foi direcionado a banda que estava em um dos palcos.
Não pôde segurar a emoção quando viu que o início daquele teclado era o início de My Heart.
— Hey, pessoal — ela ouviu a voz de Sophie ecoar. — Nós somos a segunda geração da Paramore e essa música se chama My Heart. Vamos todos celebrar o casamento.
Então todos se levantaram e olharam para Hayley, que entrava de braços dados com o pai.
Quando Sophie começou a cantar a música e Hayley avistou Josh, em sua farda branca, sorrindo como se nunca estivesse tão feliz, ela simplesmente não conseguiu impedir as lágrimas de caírem.



I am finding out that maybe I was wrong. That I've fallen down and I can't do this alone. Stay with me, ‘cause this is what I need, please?
Sing us a song and we'll sing it back to you. We could sing our own but what would it be without you?
(Eu estou descobrindo que talvez eu estava errada. Que eu caí e eu não posso fazer isso sozinha.
Fique comigo, porque isto é o que eu preciso, por favor?
Nos cante uma musica e nós cantaremos de volta pra você. Nós poderíamos cantar sozinhos mas o que isto seria sem você?)



A voz da filha de Hayley ecoava apenas com o teclado que ela tocava e no refrão, pôde-se escutar a segunda voz e o violão de Luke e Nate. Sophie cantava em falsete, o que deixava a música ainda mais bonita, e fazia Hayley chorar ainda mais. Não podia acreditar que iria se casar novamente e teria sua filha tocando ali. Não apenas sua filha, mas seu filho e os amigos deles. Cada um em seu lugar, formando a segunda geração da Paramore. A segunda geração da banda de Hayley e Josh. E Jeremy, e Taylor, e Zac. Era tanta emoção que Hayley custava a acreditar e deixava com que as lágrimas banhassem seu rosto, mesmo que houvesse um sorriso em seus lábios.
Olhando para o “noivo” posicionado onde estava, ela soube que ele também lutava para não se emocionar.




I am nothing now and it's been so long since I've heard a sound, the sound of my only hope.
This time I will be listening.
Sing us a song and we'll sing it back to you. We could sing our own but what would it be without you?

(Eu sou nada agora e faz muito tempo desde que eu escutei o som, o som da minha única esperança.
Desta vez eu estarei escutando.
Nos cante uma musica e nós cantaremos de volta pra você. Nós poderíamos cantar sozinhos mas o que isto seria sem você?)



As lágrimas ainda banhavam o rosto de Hayley, que sorria ao ver os rostos que a olhavam enquanto ela caminhava em direção ao homem que amava. Josh estava posicionado ao lado do palanque decorado com rosas brancas e sorria, enquanto cantarolava quase imperceptivelmente a letra da música que ele mesmo havia escrito. Ver aquele sorriso e aquele olhar, tão brilhante e feliz, só fazia Hayley ficar mais emocionada. Lembrou-se de relance de quando Josh, aos sete anos de idade, a olhou daquele jeito enquanto colocava a aliança no seu dedo e se dizia casado com ela. Lembrou-se também de dezoito anos atrás, quando ela viu o mesmo homem, aos vinte e seis anos de idade, trajado em sua farda e olhá-la daquela forma.
Agora, dezoito anos depois, Josh estava mudado. Mas uma coisa que jamais mudara era esse olhar. Esses olhos castanhos brilhantes que sempre sorriam quando encaravam Hayley. E ela sabia, que não importava quanto tempo passasse, essa era uma coisa que jamais iria mudar.
A única coisa que ela não sabia era que ela também tinha um olhar. E era esse olhar que Josh encarava agora, sentindo-se imensamente feliz por finalmente ter a mulher que ama ao seu lado.



This heart, it beats, beats for only you. This heart, it beats, beats for only you.
This heart, it beats, beats for only you, my heart is yours.
This heart, it beats, beats for only you,
my heart, my heart is your heart.
(It beats, beats for only you. My heart is yours.)
This heart, it beats, beats for only you, my heart, my heart is yours…
(Please don't go now, please don't fade away.)
My heart is…
(Este coração, bate, bate apenas por você. Este coração, bate, bate apenas por você.
Este coração, bate, bate apenas por você, meu coração é seu.

Este coração, bate, bate apenas por você
Meu coração é seu
(Meu coração, bate por você)

Este coração, bate, bate apenas por você,
meu coração, meu coração é seu coração,
(Bate, bate apenas por você. Meu coração é seu.)
Este coração, bate, bate apenas por você, meu coração, meu coração é seu...
(Por favor não vá agora, por favor não desapareça.)
Meu coração é...




A música encerrou quando Josh apertou a mão de Joey e tomou o braço de Hayley aos seus. Ainda com lágrimas nos olhos, ela esforçou-se para se controlar, e virou-se para o pastor que ali estava, com sua bíblia em mãos e o rosto amigável. Ele sorriu.
— Estamos aqui reunidos para constatar a união de Hayley Nichole Williams e Joshua Neil Farro em santo matrimônio. Aqui, amigos e parentes dos noivos estão reunidos com o propósito de celebrar a união sendo selada por Deus, perante a Igreja — ele abriu a bíblia, encarando o rosto dos noivos. — Esta é uma cerimônia diferente, nós temos que concordar. Quando eu vou realizar um matrimônio, usualmente eu digo das responsabilidades, alegrias e dificuldades que a vida após o casamento pode trazer aos noivos. Entretanto, este um caso em que eu não vejo o porquê de dizer tais coisas, pois vocês, os noivos, já viveram juntos e casados durante muito tempo. Ao ver a declaração de Joshua para Hayley há poucos instantes atrás, porém, decidi citar um trecho da Bíblia que de muito pode servir aos noivos. Está em Coríntios, 13:4-7. — O pastor levou os óculos aos olhos, entregando-se a leitura em seguida: — “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” — Ele retirou os óculos do rosto, enquanto Hayley já não conseguia segurar as lágrimas novamente. Não só ela chorava, mas como também sua filha, que no palco ao lado, deixava com que as lágrimas saíssem tranquilamente de seus olhos. — Esta deve ser uma das minhas citações favoritas na Bíblia. Indo mais a fundo, ela diz basicamente que para amarmos, sofremos. E quando amamos, passamos por cima de nós mesmos para agradar a pessoa amada. O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Se os noivos souberem e entenderem essas palavras citadas em Coríntios, estarão abençoados pela Igreja, por Jesus e por Deus. Pois como diz em Colossenses, 3:14, “amor é o único vínculo da perfeição”. Só sede perfeitos, meus filhos, se vós amardes uns aos outros. — O pastor fez uma pausa. — Uma vez que estão aqui para celebrar matrimônio, Joshua e Hayley, é de livre vontade que fazê-lo?
Josh olhou para Hayley, que sorriu mais uma vez.
— Sim — responderam juntos.
— Uni as mãos direitas e manifestai o vosso consentimento na presença de Deus e da sua igreja, usando uma aliança como instrumento de vosso amor e fidelidade.
Todos olharam para o fim do altar, onde mostrou Adam, caminhando pelo altar enquanto segurava uma almofada de camurça vermelha. Ele sorria, e logo seus pés pequenos e ligeiros caminharam por todo o lugar até alcançar Hayley e Josh.
Como não podia ser diferente, as alianças não eram feitas de ouro, e sim, de papel.
Hayley ainda chorava quando Josh pegou a primeira aliança pegou sua mão esquerda, posicionando delicadamente o anel no quarto dedo dela.
— Eu, Joshua Neil Farro, recebo a ti como minha esposa, Hayley Nichole Williams, e prometo te amar, te respeitar e te ser fiel, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias de nossa vida — ele disse docemente e beijou a mão de Hayley onde havia colocado a pequena aliança.
Hayley respirou fundo e pegou a aliança na almofada em que Adam segurava, para logo depois o menino sair em direção à mãe.
Ela apanhou a mão esquerda de Josh, posicionando a aliança no quarto dedo devagar.
— Eu, Hayley Nichole Williams, recebo a ti por meu esposo, Joshua Neil Farro, e prometo amar-te, respeitar-te e ser-te fiel, na alegria e na tristeza, na saúde a na doença, todos os dias de nossa vida — ela beijou a mão dele, para logo depois segurar as suas duas mãos com firmeza, deixando as lágrimas ainda saírem de seus olhos.
— Pelos poderes a mim investidos, em nome de Deus e perante nossos amigos cristãos, eu vos declaro, Hayley Nichole Williams e Joshua Neil Farro, marido e mulher. “Que ninguém separe o que Deus uniu.” — O pastor fechou a Bíblia, sorrindo. — Pode beijar a noiva.
Ainda segurando suas mãos, Josh aproximou-se de Hayley para dar-lhe um selinho demorado, não podendo estar mais feliz por estar revivendo aquele momento. Todos se levantaram e enquanto Hayley e Josh faziam o caminho de volta do altar, foram banhados pela chuva de arroz que lhes jogaram.
Eles seguiram sendo banhados até chegarem ao carro de luxo que já estava devidamente estacionado em frente ao salão. Josh chamou Sophie, Joe, Nate e Danna para perto quando eles chegaram em frente ao carro.
Sophie abraçou o pai, enquanto Joe e Nate brigavam para abraçar Hayley. Passou o braço pelos ombros dele e sussurrou:
— Você fez a coisa certa, pai — Josh sorriu e levantou-a do chão, fazendo com que ela desse um pequeno grito. Pousou-a. — Amo você, divirta-se.
— Eu te amo mais, linda — ele disse, passando os dedos pelos seus cabelos. — Obrigado. Obedeça à sua irmã.
— Pode deixar — Sophie riu, virando-se para a mãe. — A noiva mais linda do mundo! — exclamou, fazendo Hayley rir e apertá-la contra si.
Nate deu um abraço apertado no pai, seguido de Joe. E depois que os três menores haviam abraçado seus pais, Danna sorriu.
— Enquanto estivermos na nossa lua de mel, Danna vai cuidar dos meninos — Josh disse para Hayley.
Ela sorriu.
— Ótimo, assim vou saber que eles estarão bem — disse, e inclinou-se para abraçar Danna. — Obrigada por aparecer e me fazer ver que o meu amor é mais forte do que eu posso imaginar. Obrigada por tudo.
Danna separou-se de Hayley, controlando-se para não deixar que uma lágrima teimosa caísse.
— Eu que tenho a agradecer — ela disse, sorrindo para Hayley. Deu um abraço apertado em Josh, despedindo-se. — Divirtam-se — desejou, vendo o casal entrar no carro que saiu em direção ao aeroporto. Todos gritavam e riam pelo nome que estava escrito na traseira do carro: “(quase) recém-casados”.
Dentro do carro, Hayley não conseguia tirar o sorriso do rosto, enquanto encarava sua mão entrelaçada à de Josh, e a aliança de papel no quarto dedo dela. Era só... tão irreal. Era como um sonho que ela estivesse vivendo — ou revivendo, vai saber.
Mas ela estava feliz. Imensamente feliz.
— Eu jamais iria saber que você ia fazer isso de novo... — ela comentou, apertando sua mão.
— Achei que teria que repetir o momento perfeito para te lembrar do quanto você pode ser feliz comigo — ele riu, encarando-a. Hayley aproximou-se dele, juntando seus lábios num beijo calmo.
— Pra onde estamos indo? — ela perguntou sussurrando, com suas testas coladas.
— L.A. — ele respondeu com um sorriso. — Onde tivemos nossa primeira viagem juntos.
— Eu te amo — ela sussurrou, sentindo sua respiração se misturar à dele.
— Eu te amo — ele repetiu, antes de depositar mais um beijo nos seus lábios macios dos quais ela tanto sentia saudade, e sentindo uma onda de paz invadir seu coração por completo. Ele havia feito a coisa certa, afinal. E agora sabia que nada mais poderia separá-lo de Hayley. Aquela que ele amou, ama, e irá amar. Para sempre.

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