29 de set de 2013

Sobre a visão romantizada do amor adolescente

Fonte: We ♥ It
Nada a ver com o post, só tô com uma puta vontade de rever Gossip Girl. Queen <3




Eu sou adolescente, ora essa, e já diziam os adultos: "tudo é maior quando se é adolescente". Isso significa que, o quê, afinal? Que, por ser adolescente, eu supostamente deveria enxergar as coisas e situações sob uma perspectiva mais ampla que os outros nascidos antes de mim? Que, para mim, as músicas são mais altas? Que os livros são maiores? Que o choro é mais triste? Que a risada é mais engraçada? O ódio é mais rancoroso? E o amor, mais aterrador?
Então, eu nunca fui adulta, de modo que não tenho como responder qualquer uma dessas questões em teor comparativo. Se eu sinto mais do que meus pais, por exemplo, não sei. Não obstante, se existe algo que eu posso apontar em mim mesma e em certas pessoas de mesma faixa etária que conheço, é a constante expectativa que eu - e você, provavelmente - tenho sobre tudo. Escola, trabalho, a vida, amizade, amor, tudinho. Morria de ansiedade para entrar no Ensino Médio, por exemplo, e entrei, para então decepcionar-me. Queria amigos verdadeiros, e os tive, perdendo-os meses após. Desenvolvo opiniões e penso sobre coisas para caramba, e então mudo de ideia, porque a noção do que tá acontecendo agora é uma: as coisas mudam, e o "daydream" pede demais, mais do que eu tenho, e do que vou ter.
Assim, pelo tanto que eu li e assisti, por tudo o que aconteceu sob os meus olhos, e com um dedinho de influência dessa expectativa ansiosa que ocasionalmente toma de conta de mim, eu aguardava, mesmo que não assumisse para ninguém, que um sentimento aterrador me preenchesse quando eu passasse a amar alguém, da forma que uma mulher ama um homem (ou do que um homem ama outro homem, ou uma mulher ama outra mulher, conjugalmente falando, vocês entenderam meu ponto de vista).  E aí, taí, que não faz tanto tempo que isso aconteceu pela primeira vez e, adivinha?, aquele sentimento maluco e quase psicótico que as músicas e filmes e livros e etc. pregam não apareceu.
É engraçado eu dizer isso a vocês, mas eu sinto muito, parte do que escrevi naquelas fanfics era a mais pura romantização de um sentimento que eu nunca havia sentido, uma clara tentativa de se fazer acreditar em um protótipo literário completamente surreal. Sabe, você não se cega, e sua vida não muda tanto. Você ainda tem que estudar, por exemplo, e atualizar o seu blog. Ainda precisa lavar a louça do jantar e cuidar do seu priminho. Você ainda lê Harry Potter e ainda divide cola na prova de física. A diferença que se dá na sua vida é bastante clara, entretanto. A felicidade passa a te acompanhar. A calma, também, acompanhada de alguns medos, talvez. Ah, você passa a trocar mais mensagens de texto do que costumava. O tempo fica mais lento. As noites mais curtas. Os suspiros mais demorados. Você tem alguém com quem reclamar dos professores mais terríveis do colégio. Alguém pra abraçar forte. E, bem, a ideia torna-se acostumável, e quando tu se dá por si, indispensável.
Não tem algo que diga exatamente o que acontece, com a exceção de, talvez, a música "Wake Me Up", do Ed Sheeran. Porque nós sabemos e entendemos que ninguém entende de sentimentos como ele.
Eu amo, mas nem sabia que estava amando, porque a ideia polida de amor que eu tinha era mais louca do que a que eu sinto. E a calma de um beijo somada a euforia de um bando de palavras bonitas não tem absolutamente nada a ver com a ideia de coisa-louca-que-vira-tua-cabeça-de-cabeça-para-baixo que eu escrevi meses atrás. Sem poder estar mais feliz, eu admito, que é bem melhor. Só que mesmo depois de escrever durante anos sobre isso, e ler tanto, e ouvir tanta música, é esquisito que eu me sinta caminhando sobre um terreno completamente novo.
(Isso era para ser uma opinião e tornou-se uma espécie de confessionário, palmas para mim que não sei escrever textos profissionais para um blog que amo.)
Uma dica de amiga? Esqueça tudo o que você já leu. Nada daquilo é real. A realidade é bem mais confusa e confortadora. Quando chegar para você, me avisa, me deixa ficar sabendo, eu vou gostar de saber se você também chegou à conclusão de que tinha uma visão bobamente superficial da ideia de amor.
A conclusão desse texto, praticamente inexistente, é simples: talvez, bem, tudo seja mesmo maior quando se é adolescente. E a consequência de que o "meu primeiro ~amor~" está sendo tão gradativo, calmo e gostoso, talvez me faça acreditar que eu estou crescendo. 


P.S.: Baseada na ideia de visão romantizada do amor, adivinha quem começou a escrever um novo livro? Gostaria de saber nos comentários o que vocês pensam sobre o assunto e como é/são o/s relacionamento/s de vocês. Quero saber se meus argumentos têm algum fundamento! Mesmo se você não comentar com frequência no blog, deixa tua história aqui, vou adorar conhecê-la. Se não quiser se expor nos comentários, manda pra blogcontextuando@gmail.com, e um dia eu faço um grande post expondo e comentando nossos amores-não-esteriotipados (caso você não queira se expor, só avisar, não divulgo nome nem nada) :3
P.S.S.: É a primeira vez que eu escrevo sobre meu namoro aqui e tô meio envergonhada. 
P.S.S.S.: Se você é o Daniel, amor, não fique paranoico por causa desse texto. É sério. Tu ainda me mudou pra melhor e adicionou cor ao meu preto e branco ♥


Tutorial DIY: Caneca personalizada





Boa quinta-feira, (con)textuados! Espero que tenham tido uma boa semana desde que falamos sobre Jogos Vorazes, e que ainda não tenha surtado (exageradamente, vá) por não conseguir mais esperar pela estreia de Em Chamas. (Por falar nisso, já viu a lista das músicas da soundtrack? Está divinal!)

Mas não, meus caros, eu não vim conversar mais sobre o belíssimo trabalho de Suzanne Collins (embora esse assunto me agrade bastante), mas vim sim dar uma nova dica para vocês! Afinal, eu sei que muitos de vocês estão cansados de levantar de manhã, abrir o armário da cozinha, e achar aquela prateleira de canecas cheia de velharias compradas/ganhas/herdadas pela sua mãe, ou com aquele boneco que você gostava há 5 anos atrás. Onde está aquela caneca ideal com que você vem sonhando? Onde está a liberdade de expressão no mundo da cerâmica e porcelana?!

Se é esse o seu caso, caro (con)textuado, NÃO DESESPERE! Eu tenho a solução perfeita para si!

*insira aqui música super épica e gloriosa*

Sharpie dishes tutorial by A Beautiful Mess

Não estão lindas? Também acho. E o melhor é que você pode criar umas iguais, de forma rápida e econômica!

Materiais:
- Caneca(s) brancas;
- Marcador permanente (preferivelmente, de cor preta, porque sai mais dificilmente, mas pode também utilizar de outras cores);
- Inspiração (é um material de trabalho também, ok? Porém, faltando a inspiração, cometa plágio e cite algum autor que você ame).

Instruções:
(1) Lave e limpe a caneca com álcool etílico.
(2) Desenhe à vontade, escreva algo, faça rabiscos... liberte a sua imaginação! Se errar qualquer coisa, é só passar um pouco de álcool e desenhar de novo.
(3) Quando estiver contente com o seu desenho, coloque a caneca no forno, a 200ºC, por cerca de 45 minutos. Deixe a caneca arrefecer dentro do forno.

Sharpie dishes tutorial

Et voilá! Aí tem a sua caneca personalizada, linda e maravilhosa, que além de prática e útil, é também bela! Porém, visto que ela é uma coisa tão perfeita e delicada, não a coloque na máquina de lavar louça; lave-a à mão. Não só pelo carinho absolutamente absurdo que você deve ter por ela, mas porque é provável que a máquina destrua o seu desenho cuidadosamente elaborado. Por outro lado, se deixar a máquina de fora (ou a caneca fora da máquina, para ser mais precisa), pode contar com que o desenho dure e não saia danificado por qualquer coisinha! Use também marcadores de qualidade: quanto melhor o marcador, mais duradouro será o desenho.

Sharpie dishes how-to


As fotografias foram retiradas desse site. Deixo mais algumas, em jeito de inspiração ;)

Citação de Orgulho e Preconceito.


Também pode fazer coisas lindas assim com cores, mas suspeito que não durará tanto.
















Uma grande variedade de cores de canecas, e também de citações.


A minha preferida, de A Culpa É das Estrelas.






27 de set de 2013

[Recomendo: fanfic] Efeito Bumerangue, de Sofia Brito

Classificação: +13
Fandom: Paramore
Gêneros: Amizade, Romance, Drama


A vida de Sarah não era perfeita. Ah, não. Nunca fora, nem ela esperava que algum dia fosse. Claro que havia coisas que ela queria, mas tinha vindo a descobrir que querer coisas não é algo que te ajude a sobreviver. A ilusão só cria dor, e para ter dor, ela não precisava mais nada do que o que já tinha - ou o que lhe faltava.

E agora, Sarah estava entrando para o liceu - o seu inferno pessoal. Ela não sabia o que esperar disso, então se limitou a engolir o receio e a agir, com o simples apoio do seu caderno favorito, que usava como diário.
Com o tempo, Sarah irá descobrir que essa foi a melhor decisão de sua vida, pois é lá que irá encontrar as amizades que vinha necessitando, o apoio que lhe faltava e, no meio de alegrias, desilusões e provas de coragem, também o amor que nunca soube que tinha para dar.
Ao som do rock alternativo e ao ritmo da aventura que é a formação de uma nova banda, você, caro leitor, irá aprender o que é a liberdade e o amor - e as coisas loucas que alguns fazem por ele. Porque tudo o que você ama sempre volta, tal qual um bumerangue.


Eu tenho que compartilhar com vocês que essa é uma das melhores fanfics que eu já li, e não tenho nem um pouco de receio ao falar isso. Sim, eu não li tantas fanfics assim, mas o número de fanfics mal escritas que há atualmente é... realmente deprimente. É uma tarefa difícil achar fanfics legais e bem escritas. E EB – sigla de Efeito Bumerangue -, é totalmente incrível!

O jeitinho que ela consegue ultrapassar os limites de genial e perfeito é único. E ela é todinha assim, única. Narrada em uma primeira pessoa muito bem escrita, Sarah e Taylor contam em seus diários lindos pra nós suas histórias, e já lhe aviso: não vai consegui parar de ler até o final do epílogo, depois de pura perfeição de 41 capítulos e bônus. Não tem como ver o tempo passar, e os personagens fazem você entrar naquele mundo. Ao mesmo tempo que eles são humanos como você, e você consegue se identificar demais, eles tem personalidades incríveis e Você vai se entristecer, vai se irritar, vai se magoar, e... Vai se divertir, vai rir, vai se apaixonar e vai agradecer demais por ter sentido tudo isso.

O enredo é simplesmente espetacular, com histórias clichês misturadas com surpresas muito diferentes. Se imagine com sua banda favorita como os melhores amigos do mundo, e talvez tenha uma leve percepção do nível de perfeição. Você vai crescer grandemente por dentro, principalmente. Porque além de EB ter todo aquele universo adolescente e atual, tem todo um ensinamento por trás, e você vai ficar boboª com o quão maravilhoso e reflexivo é.

E olha que tem mais! A playlist dessa fanfic é linda, e Sofia tem um gosto musical super admirável. Vocês vão poder ouvir muitas músicas legais, com destaque, é claro, pra Paramore – afinal, é o fandom. E a banda combina muito com a fanfic de formas especiais.

Se gostou e quer dar uma olhadinha, ela está todinha disponível no Across The Ocean Fanfics. Quero ainda desejar um feliz aniversário pra Sof linda, e que muitas fanfics lindas como essa venham por aí. Espero que tenham gostado, e obrigado por lerem!






25 de set de 2013

Conheça: John Mayer

O cantor e compositor John (Gostoso) Mayer veio ao Brasil na última semana para dois shows: um no Anhembi e outro no festival Rock In Rio. Infelizmente, o show desse lindo foi reduzido em uma hora no festival (por motivos de Bruce Springsteen), porém, isso não impediu que ele fosse um dos melhores shows dessa edição do festival. John teve uma interação incrível com o público, permitindo que o povo escolhesse entre Vultures ou Stop This Train e, ainda por cima, adicionou a música Neon no setlist enquanto estava no palco, que foi uma das músicas que a galera gritava (lê-se implorava) para que o cantor tocasse durante o show.
John é considerado um dos maiores guitarristas da atualidade, e é um título merecido, assista qualquer live dele ou tente tocar uma música do cara e vocês entenderão o que estou falando. Além disso tudo, John é muito popular entre a mulherada, pois, além de incrivelmente talentoso, ele é sensível, simpático, gato, gostoso, tesão, etc. Mas agora eu vou parar de enrolar e colocar as músicas desse lindo aqui.

Neon




Uma das primeiras músicas de John a ser lançada, Neon é uma das favoritas do público. A música apareceu pela primeira vez no EP Inside Wants Out, no ano de 1999 e logo depois no primeiro álbum de Mayer, Room For Squares, porém, a versão do EP é acústica.

Your Body Is A Wonderland




Não há palavras no mundo que expliquem o quanto eu amo essa música. John simplesmente conseguiu transformar p*****a em uma música linda e romântica, com uma melodia gostosa de ouvir e aquela voz dele, meu Senhor... Até senti calor agora.

Slow Dancing In A Burning Room





Um conselho de amiga: se você estiver chorosa nesse exato momento, não escute essa música (ou escute, pra desgraçar de vez). A letra é impactante, impossível não derramar uma ou duas lágrimas escutando algum live dela (ou até a versão de estúdio mesmo).

Espero que vocês gostem,  nos vemos na próxima quarta, beijos!

23 de set de 2013

Los Hermanos

Eu sei que quando leu o título desse post um nome veio a sua cabeça, e eu sei que não foi Marcelo Camelo, mas sim Anna Julia. Los Hermanos foi formada em 1997, mas só explodiu nas rádios em 1999 com o single "Anna Julia", com o som pesadinho, a Mariana Ximenes em um clipe e uma indicação ao Grammy, a banda conquistou o coração dos jovens do ínicio dos anos 2000. Um ano mais tarde eles mostraram, que apesar de afirmarem constantemente pertencer ao rock, mandavam muito bem no MPB. Aqui estão algumas músicas pra provas que Los Hermanos é muito mais do que uma banda de um sucesso só:

Sentimental


Com uma letra que conta uma história que nos faz derreter por dentro, e um ritmo carregado de sentimento, "Sentimental", na minha opinião, é uma das mais brilhantes autorias de Camelo.

Morena


Melodia mais mansa e mais gostosa que de Morena é difícil de se encontrar, sem contar que a letra ganha no quesito fofura. Meu conselho é: se alguém um dia cantar Morena pra você, case com essa pessoa.

Veja bem, meu bem


Um hino pra quem sofre de saudade, um mantra para os eternos apaixonados, não é muito raro encontrar frases aleatórias de Veja bem, meu bem circulando por redes sociais nos dias de hoje. Até Ney Matogrosso  se rendeu e fez um cover dessa canção.

O velho e o moço


Uma conversa entre um velho e um moço, como o nome sugere, dentro de uma melodia super amor e narrada pela voz de nosso amado Marcelo Camelo. Acho impossível não amar essa uma música, ou ao menos sentir uma simpatia por ela.

21 de set de 2013

Dica de sábado: [PLAYLIST] K-pop masculino!

Dica de sábado: Playlist - k-pop masculino.

Seguindo a iniciativa do Wes, tô vindo aqui hoje para falar de kpop. Kpop, como ele já explicou para vocês, é pop coreano (mas praticamente todas as músicas do kpop tem trechos em inglês). Eu gosto DEMAIS de kpop, principalmente dos grupos de meninos. Sou perdidamente apaixonada. Conheci em 2009, mas fui me apaixonar totalmente  em 2011 e hoje, inclusive, tenho um grupo de dança que é cover de kpop. Mas isso não vem ao caso. Já que o Wes fez uma playlist (que eu devo dizer que está maravilhosa) só com músicas de garotas, hoje, finalmente, farei uma só com boybands (iuhuuuuuuuuuuul!). 
Vamos à playlist, sim?  Não liguem se eu me empolgar e acabar colocando música demais. Quando começo a falar dos meus coreaninhos, dá nisso hahaha.

1. Miss Right - Teen Top



Teen Top é um grupo de seis integrantes que debutou em 2010 (é o meu grupo favorito, pfvr <3) e foi crescendo bastante de lá para cá. São considerados um dos grupos mais sincronizados desse mundo do kpop. E são os mais baixinhos, também. Porém lindos. Miss right foi lançada no início desse ano, para o primeiro comeback de 2013 dos meninos e, claro, para mostrar o quão incrível está o primeiro álbum completo deles, o No.1 (que eu recomendo que vocês ouçam, pois está bem dançante). Lallalalla hey! Lallalalla hey! 

2. N.O - BTS



BTS é um grupo que debutou esse ano, mas já me conquistou. Os garotos são novinhos (tanto na mídia quanto na idade, mesmo) mas cheio de talentos. Eles têm um jeitinho único de dançar e cantar. Todos cantam, todos dançam, todos fazem rap, etc. Os garotos são incríveis. Essa é a música mais recente deles, foi lança esse mês. Recomendo que ouçam as outras, porque vale a pena! 

3. No Mercy - B.A.P




B.A.P também é um grupo relativamente novo, os meninos não estão nem dois anos na mídia. Se eu não me engano, debutaram ano passado. No Mercy, na minha opinião, é uma das melhores músicas que eles já fizeram. É impossível não colocá-la em qualquer playlist que um kpopper faça. 

4.  Venus - Shinhwa




Que tipo de kpopper eu seria se não colocasse Shinhwa aqui? Esses são os titios do kpop, as coisas mais lindas do mundo! Hahaha os caras são bem antigos nessa, estão na estrada desde 1998. Venus é uma música maravilhosa e bem dançante, além de mostrar como os tios de trintão podem, sim, dançar e cantar ao mesmo tempo. 

5. Highway - MR.MR




MR.MR é um grupo não muito conhecido, mas que eu adoro. Os rapazes são bem talentosos e sabem fazer as pessoas viciarem neles. Não são muito conhecidos porque não têm tantas chances quanto os outros grupos, além de serem de uma gravadora um tanto quanto menor que as outras. Mas eu realmente não me sentiria bem se não os colocasse aqui. 

MÚSICA BÔNUS: Sexy, Free & Single - Super Junior




Mas é claro, óbvio e evidente que Super Junior não poderia faltar, certo? Acho que eu apanharia dos fãs se não os colocasse aqui. Não sou fã do grupo mas os admiro demais e preciso dizer que o show deles aqui no Brasil esse ano foi maravilhoso. Não fui, mas vááários amigos meus foram, e eu acompanhei o show pela internet e fiquei apaixonada! Os rapazes mandam MUITO bem ao vivo. Não vou falar muito porque não os conheço tão bem para isso, mas sei que já estão há bastante tempo na estrada e têm fãs em todos os lugares do mundo. Super Junior, com certeza, é um dos grupos mais conhecidos de kpop. 

Bem, é isso! A playlist sairia bem maior se eu não estivesse tão cansada. Peço desculpas pelo horário em que o post está saindo, mas é que eu jurava que hoje era sexta-feira hahahahahahahah logo, esqueci que tinha que fazer meu post. Mas é isso aí, pessoal! Semana que vem eu e o Wes provavelmente faremos outra playlist pra vocês, só que um pouco mais... Divertida hahaha. De kpop também, só que... Hmmm... Bem, esperem até semana que vem! Tenho certeza que o Wes vai mandar super bem na próxima playlist! 
Beijinhos e até sábado que vem! <3





19 de set de 2013

[Resenha] Saga Jogos Vorazes, de Suzanne Collins



Título original: The Hunger Games
Editora: Rocco
Ano: 2011
Páginas: 397




Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?



É quinta, e a vossa resenhista universitária residente está aqui para vocês! Não sentem já a animação crepitar no âmago do vosso ser? Sentem? Bom, então espero que realmente seja apenas animação, e não a faísca da rebelião (também conhecida por Katniss Everdeen).
Escolhi Jogos Vorazes para a resenha de hoje, porque:
a) é provavelmente minha segunda saga favorita (não tenho que dizer qual é a primeira, pois não?);
b) faltam cerca de dois meses para sair Em Chamas, a adaptação cinematográfica do segundo livro da saga;
c) você simplesmente tem que ler.
Isto é, se não o fez até agora (e você já deveria ter lido)! Todos sabemos que o fenômeno de Jogos Vorazes começou com o lançamento do primeiro filme da saga, onde Jennifer Lawrence dá vida à feroz protagonista Katniss Everdeen. O mais provável é que você já tenha até visto o filme… e amado, estou certa? E se ainda não se lançou à aventura literária com o livro que o inspirou, foi porque ainda não encontrou um exemplar perto de si.
Mas, meu querido, se esse é o caso, sugiro que não leia essa resenha. Ela enumerará todas as razões pelas quais você está errado em ainda não ter comprado a trilogia mais quente do momento – literalmente.

“E que a sorte esteja sempre a seu favor!”

1. O universo
Apesar de não ocorrer em nenhum tipo de universo alternativo, podemos considerar que a história se desenrola, sim, num universo um pouco diferente do nosso: o futuro. Na mente de Suzanne, o futuro do nosso planeta encontra-se arrasado e enegrecido por toda a poluição e destruição massiva a que nós, humanos, o iremos submeter nos próximos séculos. Cenário totalmente plausível, diria eu, sobretudo à luz dos últimos acontecimentos internacionais.
E no meio de todo o caos, o que acontece? O que sempre aconteceu ao longo da história da humanidade: uma ditadura. É geralmente assim que as populações lidam com os momentos mais difíceis. As crenças tornam-se mais fanáticas, as opiniões mais radicais, e faz falta uma mão pesada que dê um murro na mesa e controle as coisas.
Até demais.
E a forma como a tecnologia é incorporada – simplesmente genial! O espólio tecnológico pertence somente aos ricos e poderosos, e é forçado a existir nas mãos dos pobres só para servir o propósito de um Estado corrupto, sendo que famílias de distritos da periferia só possuem televisões para serem forçados a assistir ao sacrifício dos seus filhos. Acho que essa imagem do uso da tecnologia diz muito em relação ao ponto que Suzanne tentou passar com a história, porque, de certo modo, a pobreza e a fome coexistirem com aparelhos tecnológicos avançados coloca em destaque a horrível crueldade de toda a situação.

Pontuação: 

2. A escrita e o enredo
Nesse tópico, toda eu sou elogios! Suzanne fez um trabalho excelente, tanto a nível de escrita como de enredo.
A escrita é simples, direta, envolvente e apelativa. É realmente fácil imaginá-la saindo da “boca” de uma garota de 16 anos. Além disso, o jeito como a escrita e o enredo são coerentes torna a leitura extremamente prazerosa e viciante, já que ambos estão constantemente marcando um ritmo acelerado e imprevisível.
É certo que há momentos mais pausados – muitas vezes marcados pela angústia dos personagens, o que os torna ainda mais pesados –, mas de forma alguma acho que seria possível contar essa história sem recorrer a momentos desses. É imperativo que, numa narrativa como essa, o leitor possa sentir o desespero dos personagens juntamente com eles, e isso é impossível de fazer enquanto o ritmo se mantiver intenso.
Por outras palavras, só quando a vida começa a abrandar é que as pessoas são forçadas a lidar com os seus sentimentos, a realmente se entregar a eles. E quando a pessoa em questão é um personagem do livro, o leitor tem que sofrer junto. Por mais que custe.

Pontuação: 

3. Os personagens
Acho que, de tudo aquilo que tenho para falar sobre essa saga, esse tópico é o mais polêmico. Gale, Peeta, Katniss… todos eles têm tanto fãs incondicionais como haters incondicionais. Tem pessoas que amam a Prim, há pessoas que acham a Prim super chatinha; há pessoas que idolatram o Cinna (levanta a mão pro céu), há pessoas que não acham o Cinna tão especial assim; há pessoas que simplesmente amam a barbicha do Seneca, a malvadez do Snow, o instinto assassino do Cato, Haymitch bêbado, o gato (!)…
A lista continua interminavelmente. As poucas personagens que conseguem um consenso de todos os fãs provavelmente restringem-se a Rue e Finnick (spoiler: a gente ama os dois; mas se você discorda dessa opinião, deixe aí um comentário, para eu saber que estou errada).
Pessoalmente, eu tenho absolutamente zero contra personagens que inspiram reações tão diferentes nos fãs, sabe porquê? Por que isso quer dizer que eles estão bem construídos e que são realistas. Têm pontos bons e pontos maus, e dependendo do leitor e das coisas que ele mais valoriza, ele tanto pode prestar mais atenção às qualidades ou aos defeitos. E isso empresta à obra um carácter subjetivo que só a enriquece.
Porém, essa subjetividade não te dá carta branca para odiar todo o mundo. Use de seu senso comum e tente-se colocar no lugar dos personagens. Talvez vocês se tivessem saído pior no lugar deles (sim, pessoas que querem o Gale morto, eu estou olhando para vocês).

Pontuação: 

4. A temática
Meu Deus, a temática! Tinha como ela ter ficado mais clara? SPOILER ALERT: essa saga é sobre riqueza e pobreza, opressão e liberdade, conformismo e revolta, com um toque de amor à mistura. Desculpe arruinar a sua leitura, aposto que você nunca imaginou que fosse esse o tema. *alerta de ironia*
Claro que a temática não se restringe unicamente a esses pontos: também se fala imenso de amizade, laços familiares, solidariedade, ódio, fome de poder… Outros assuntos menores no contexto geral da história, mas que se enquadram totalmente nos temas principais e que dão um tom mais humano à narrativa.
Na minha opinião, um livro de YA (young adult – jovem adulto) que lida com temas tão profundos – e que ainda hoje estão em permanente discussão e são, muitas vezes, desrespeitados – samba na cara daqueles que julgam o gênero como fútil e romanceado. Não, minha gente, YA não é apenas sobre amores adolescentes (e por isso é que acho irritantes aqueles leitores que só falam do triângulo amoroso Gale-Katniss-Peeta… alô, gente? tem mais história que isso) e coleções de clichés, fáceis de decifrar e criticar. Esse YA, em particular, lida com temas absolutamente adultos e maduros, com dilemas éticos e morais, com sofrimentos e torturas horrendas… Mas acima de tudo, coloca em destaque a diferença que uma só pessoa, aparentemente impotente, pode fazer, apenas por acreditar que a vida humana é mais valiosa que qualquer espécie de poder.
Não me culpe por não ter mais palavras do que: genial.

Pontuação: 

5. Tópico surpresa: A verdade, nua e crua
Quando terminei de ler a saga, eu estava tocada e fragilizada ao ponto de achar horrível que uma pessoa se pudesse declarar da saga. Achava horrível que houvesse páginas no facebook fazendo piadas, que houvesse fanfictions sobre romances improvavéis, que houvesse fã-clubes e role-playing’s e surtos e fangirls. Achava impossível e inumano que, depois de tudo aquilo, de tudo o que tinha acontecido, as pessoas pudessem tratar aquela história como outra história qualquer.
Claro que eu estava errada, em parte. Devemos sempre celebrar aquilo que amamos – e surtar também é uma forma de festejo. Hoje em dia, eu própria faço a maioria das coisas referidas acima.
Mas o que me incomodava – o que eu odiava mesmo, pronto – era sentir que Suzanne tinha escrito toda essa obra, tido todo esse trabalho, e que, mesmo assim, o verdadeiro ponto que ela queria transmitir tinha passado ao lado da maioria dos leitores. Pense para você: você acha que uma história dessas poderia realmente acontecer? De verdade? E que você poderia fazer parte dela?

Bem, o certo é que já aconteceu. E que ainda hoje acontece. Há países que vivem em ditaduras tão revoltantes quanto a de Snow. A distribuição mundial da riqueza é simplesmente nojenta e repulsiva. Pessoas morrem, todos os dias, do mesmo jeito e pelas mesmas razões fundamentais que ceifaram tantas vidas ficcionais. Só que eram vidas reais, de pessoas reais. O que Suzanne fez foi tirar um mero retrato dessa faceta da realidade em que vivemos. Então compreendam por que me revoltava escutar pessoas falando que “não, isso é só um livro de ficção” ou “sim, tem a ver com a realidade por que os reality-shows podem eventualmente chegar ao ponto de assistirmos pessoas morrendo ao vivo”. Nós só não fazemos já isso, meus caros, por que preferimos virar a cara na outra direção, enquanto os poderosos colocam a vida e dignidade humanas no fundo da tabela de prioridades.
Pode chamar isso de consciência, eu tenho vontade de chamar de covardia.
E, se depois de ler essa trilogia, você ainda sonha com dinheiro e poder acima da honestidade e solidariedade humanas… ou você é doente ou precisa começar a prestar mais atenção à entrelinhas. E às próprias linhas. Está tudo lá.

Qualquer semelhança com a realidade está longe de ser pura coincidência.

Pontuação: 


Conclusão
Com a trilogia de Jogos Vorazes, Suzanne Collins apresentou-nos um trabalho realista, verdadeiro, complexo e, mesmo assim, sem qualquer intenção de ser pretensioso. A profundidade da obra surge dos temas com que ela lida, e não da forma como a autora os coloca – o que, na minha opinião, é profundidade feita do jeito certo.
Ela toma valores que são inerentes à nossa humanidade e coloca-os em perigo, ameaça-os, querendo que o leitor se insurja e se revolte juntamente com a protagonista. Porém, Katniss não é mais que uma mera adolescente, presa algures entre o peso da responsabilidade e a insegurança da juventude. Somos, então, levados através de suas fraquezas e dores, de seus momentos de glória, de júbilo, de felicidades e prazeres passageiros, de suas vitórias e conquistas, derrotas e fracassos, até ao centro daquilo em que ela e nós próprios acreditamos. Até ao centro do verdadeiro heroísmo e altruísmo, num sacrifício pela justiça e liberdade.
Uma saga a se ler e reler, com gosto e empenho pessoal. Por que depois de a ler, você não será mais o mesmo.

Pontuação final: