10 de nov de 2013

Capítulo 11

Brigas


Meu Deus, OI!!!!!!!!!!!!
Eu sei que existem pessoas que não estão acostumada a ver fanfics sendo postadas aqui (já fazem SETE MESES que eu não posto fanfics). SETE MESES!!!! Mas bem, se você é um leitor que não acompanha minhas fics, fique a vontade para lê-las nas categorias e tal. ESTE É O CAPITULO ONZE DE... TRUCKER!!!!!!!!!!
YAY!
Juro que quando acordei hoje pela manhã a última coisa que me passaria pela cabeça seria tirar a Trucker o hiatus.
Mas vocês não sabem como minha cabeça e minha inspiração funcionam. HUE
Vou falar pouco por aqui, que eu ainda tenho que postar isso lá no animespirit. Seguinte: eu não sei quando sai o próximo capítulo e honestamente nao me lembro do comentário de vocês no capítulo passado (pequeno resumo: Hayley bate em Josh por ele ter beijado Tabitha Richards e quase vai pros finalmentes com ele, até que Dakotah interrompa dizendo que Jenna terminou com Kevin Perkins, o nerd). Mas acho que vocês gostaram e esperavam uma hentai pra esse capítulo???
IT'S NOT GONNA HAPPEN. não hoje.
Anyway, esse capítulo ficou... tá, não ficou MARAVILHOSO. Ficou meramente bonzinho. E isso porque é um capítulo tenso, de tensão mesmo, e não do tipo bom de tensão. O próximo talvez será melhor.
E eu não sei quando o próximo sai porque não sei como anda minha inspiração.
VAMOS LER?



A essa altura do campeonato, eu sei exatamente o que você deve pensar sobre mim. “Hayley Williams é uma garota violenta, pouco confiável, apaixonada por crianças (e por mostarda) que não tem nenhum coração”. Mas, sinto dizer a você: sua percepção da minha pessoa está um pouco errada.
Eu realmente tenho uma fixação por mostarda; mas também tenho sim um coração — apesar de nunca ter me apaixonado ou essas coisas. E, eu sei que posso parecer nunca ficar triste. Resolver todos os problemas da minha vida com uma ameaça ou um murro na cara. Mas... às vezes, bem raramente, eu me sinto triste. Triste de verdade.
(O que não me impede de querer quebrar as pernas de alguém com as minhas próprias mãos, se precisar.)
Eu estava caminhando em silêncio ao lado de Dakotah, que tinha o skate preso embaixo dos braços. Nós havíamos acabado de descarregar duas dúzias de ovos no carro do Kevin Perkins, mas eu queria mesmo era ter esfregado sua cara geek no asfalto quente. Filho da mãe. Simplesmente não podia acreditar no quanto Jenna estava triste por ter confiado em um vagabundo desses, durante tanto tempo. Espero que seu carro fique cheirando a ovos pelos próximos trinta anos.
Não acho que exista coisa pior do que ver um amigo chorar. Sério. Eu sei que conheço essas meninas há pouco tempo, mas elas são... como dizer? São as vadias mais legais que eu já conheci. Eu, usualmente, não fazia amizade com garotas — elas são muito complicadas e invejosas —, mas tudo muda com essas três. É claro que, de todas nós, a que menos merecia ter o coração partido era a Rice. Quero dizer, ela é provavelmente a mais “certinha” de todas nós. Afinal, Dakotah ainda é a skatista mais barraqueira da história. Kathryn não só é fofoqueira, como é uma bela de uma oportunista e chantagista. E você sabe que eu não sou um exemplo de santificação.
Por isso, enquanto eu colocava a mão nos bolsos e assistia Rice chorar, não pude deixar de pensar no quanto aquilo era... injusto.
Kathryn foi quem realmente lidou com a situação. Tudo o que eu e Dakotah conseguíamos falar era “...ai... que filho da puta... vamos matá-lo... para de chorar... ai, meu Deus...”, ao passo que Kathryn a abraçou e lhe deu simplesmente a maior lição de moral da história.
— Olha, amada — havia dito ela, segurando o rosto de Jenna enquanto eu e Dakotah parecíamos duas estátuas, sem saber o que fazer —, escute o que eu te digo, tudo bem? Desapegue. Eu sei que faz pouco tempo, mas não vou aceitar que você se menospreze por macho nenhum. Perkins não é homem para você. E já estava bem óbvio que vocês dois não iriam durar. Portanto, lave esse rosto e aproveite a sua vida, porque se livrar dele foi a melhor coisa que já te aconteceu.
— Principalmente porque eu vou arrancar as bolas dele com um alicate de unha — Dakotah murmurou, cerrando os punhos. Jenna e Kathryn riram (mesmo que eu não tenha entendido bem o porquê, uma vez que eu mesma estava com a ideia em mente).
É claro que eu e Dakotah estávamos simplesmente morrendo de raiva quando saímos da casa da Rice. A ideia dos ovos foi dela, e nós o fizemos mais para descontar a raiva que tínhamos do que para nos vingarmos do Kevin Perkins. Porque, creio eu, minha melhor amiga vaca devia estar pensando o mesmo que eu.
É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar.


[...]


Como você bem deve se lembrar, parte do acordo estabelecido nesse “relacionamento” entre mim e Josh foi a promessa de que ele me deixaria em paz quando eu estivesse fazendo o meu trabalho — isto é, cuidando dos meus queridos Filhos Provisórios. Durante esse mês, Josh vinha cumprido sua parte no trato muito lindamente, sem aparecer totalmente gostoso sem a camisa e sujo de graxa como costumava fazer. O que eu agradecia muito, se você quer saber. Por mais que tivesse... hmm... desejo por ele, gostava de me sentir uma babá responsável e bem resolvida, que levava seu trabalho acima do casinho com o irmão mais velho.
Mas nem tudo são jujubas na vida de Hayley Williams, meu caro amigo.
De modo que, hoje, depois de finalmente conseguir fazer com que Jonathan dormisse, adivinhe com quem dei de cara no corredor.
Isso mesmo: ninguém. Mas Josh me esperava no fim da escada.
— Você não consegue imaginar o quanto eu amo essa tatuagem — disse ele, os olhos presos nas minhas coxas descobertas. Eu ainda estava com o short de ginástica porque saí do chuveiro do colégio diretamente para cá. E, muito embora já tivesse chegado a certos estágios mais altos com Josh, aquele olhar... não me agradou.
— Quer mesmo apanhar no meio da sua casa? — disse eu, impaciente. Escute: meu dia não incrível. Jenna passou a manhã inteira fungando, Dakotah estava de muito mau humor por causa de Taylor York e eu tive de aturar o Kevin Perkins tentando explicar o porquê do término a mim e a Kathryn. Além disso, o jogo de vôlei foi horrível e a Menina dos Braços Roxos não parava de fofocar sobre mim e Josh (o que me forçou a sem querer meter uma bola no seu rosto, fazendo com que seu nariz sangrasse e eu fosse para a diretoria). Isso sem dizer que Isabelle estava gripada e passou o dia inteiro chorando de dor (e um pouco de manha, também), ao passo que Jon não poderia estar mais elétrico. Não estava tudo às mil maravilhas, não. E eu não estava pronta para aturar os abusos de Josh sem descontar minha fúria nele.
— Wow — disse ele, levantando os braços. — Relaxe, baby. Só estou fazendo um comentário.
— Um comentário infeliz — eu cheguei ao fim das escadas e segui em direção à cozinha sem olhar para ele. Prestar atenção em seu corpo seminu e sujo de graxa nunca fazia bem para uma garota irritada que queria continuar irritada. — Você não deveria ficar longe de mim enquanto estou cuidando dos seus irmãos? Se me lembro bem, fazia parte do nosso trato.
Josh veio me seguindo, a respiração acima da minha cabeça.
— É claro. Mas posso reincidir o trato quando tivermos um problema — ele parou a minha frente, prendendo os cabelos nas orelhas. — E, no momento, nós temos um problema.
Desvencilhei-me dele, seguindo para a pia.
— Tá grávido? — ironizei.
Josh deu uma risada sarcástica, como um “ha, ha, ha”.
— Muito engraçada você, baby. Estou rolando de rir.
Então eu me deixei sorrir e me virei, encarando-o, a mais ou menos dois metros de distância de mim.
— Tudo bem, pode falar — disse eu. — Mas vista uma camisa antes.
Ele apertou os olhos.
— Estou na minha casa — disse. — Não vou vestir uma camisa na minha casa.
Eu olhei bem para ele, tentando entender sua cara cínica.
— Mas o que isso tem a ver...? — perguntei. Tipo, o quê?!
Josh sorriu.
— Eu estava na minha garagem, consertando o meu carro, sem a minha camisa. E agora estou na minha casa sem a minha camisa porque a casa é minha, e eu não preciso usar minha camisa na minha casa se eu não quiser — ele explicou para mim como se tudo fosse muito óbvio, enquanto eu continuava a olhar para ele como se ele fosse a pessoa mais louca desse mundo. Além disso, nunca o pronome “minha” tinha sido tão aplicado em uma frase.
— Não é só a sua casa — disse eu.
— Não, mas é minha o suficiente para eu não precisar usar uma camisa.
— Então por que não tira a calça também?!
— Já que você insiste... — ele colocou as mãos no cinto, desafivelando-o. Não percebi que estava gritando quando de fato o som saiu da minha garganta.
— NÃO. NÃO FAÇA ISSO.
E então Josh estava rindo daquele jeito cínico, afivelando o cinto novamente, mas com os olhos presos nos meus olhos assustados. Qual é, ele não pode ameaçar tirar a casa no meio da cozinha da mãe dele, isso é contra as leis dos relacionamentos entre babás e irmãos mais velhos.
Vagabundo.
— Um dia você ainda me mata, baby — disse ele, sarcasticamente. Quis vomitar.
— Olha, eu não tô com paciência pra você hoje, então saia daqui antes que eu te mate de porrada — declarei, simpaticamente, em direção à pia de louças sujas para eu lavar. A doença de Isabelle me fez sujar muito mais copos e pratos do que usualmente faço.
Josh suspirou e eu pude jurar que ele estava revirando os olhos.
— Ainda puta por causa da Tabitha? Sério? — perguntou, retirando minhas mãos da pia e forçando-me a olhá-lo, sem escapatória. Franzi o cenho, tentando me lembrar do nome que ele havia acabado de pronunciar.
Oh, Tabitha Richards. A vadia que o beijara dois dias atrás. Havia me esquecido desse detalhe. Preciso dar-lhe uma surra.
Suspirei.
— Quase me esqueci dessa vaca — pensei alto, olhando para baixo a fim de evitar os olhos de Josh, o que não foi exatamente uma escolha inteligente. Digamos apenas que ele parece estar sempre de barraca armada. Corei, desviando os olhos. Ai, meu Deus, não pense nisso, Hayley. Pôneis, bala de menta, bombom de coco, sorvete de flocos...
— Então qual é o problema, afinal? Baby, não vou ficar adivinhando o porquê de você estar uma fera, sabe — disse ele, parecendo não notar. Agradeci a Deus e olhei para seus olhos, porque era mesmo a melhor opção (ele ainda estava sem camisa e enfim).
— Tem um monte de problemas — eu disse, percebendo que meu autocontrole estava muito perto de ir para o espaço. A proximidade de Josh não estava exatamente ajudando. E, por algum motivo desconhecido, comecei a despejar: — Jenna está muito mal com a coisa do Perkins, e o Perkins veio, veja você, se desculpar comigo por eu ter ficado com raiva e bombardeado seu carro com ovos. Se desculpar, o desgraçado! Além disso, sua irmã me deixou exausta e eu estou realmente preocupada com ela, porque se não for uma simples gripe, Josh, ela pode estar com uma virose e isso vai passar para o Jon, também. E eu estou em detenção e ainda preciso bater na Tabitha Richards, o que provavelmente vai me garantir uma suspensão. Eu quero matar alguém no momento de tanta raiva, e você não está ajudando.
Josh ia assentindo conforme eu contava todos os problemas e, quando terminei, ele sorriu, soltando-me.
— Bem, eu sinto muito mesmo, mas você tem mais um problema, baby — disse ele. — Mas esse é meio que nosso. É o que estou tentando te contar desde que comecei a falar com você, mas você não deixou.
Passei as mãos pelo rosto, tentando imaginar o que poderia estar pior. Quando você não está bem, parece que o mundo conspira para te deixar um verdadeiro caco. Maldito seja Murphy.
— E qual é o problema? Vou perder meu emprego porque você não consegue me deixar em paz?!
Josh deu outro sorriso safado.
— Pior. Zac está a fim de você.
Se eu estivesse tomando alguma coisa, teria cuspido todo o líquido na cara do Josh. Ao invés disso, apenas olhei para ele como se ele houvesse acabado de dizer que era uma tartaruga ninja.
— Você está zoando — desafiei, sabendo que aquilo não tinha o menor cabimento. Enquanto cuidava das crianças, eu não via Zac com tanta frequência, confesso. Também não o via muito na escola. Não conversávamos tanto quanto costumávamos. Na realidade, a última vez em que de fato paramos para falar algumas bobagens foi no aniversário do Josh, semanas atrás.
— Queria estar — Josh colocou seus cabelos longos atrás das orelhas. — Ele tem andado meio estranho desde que nós “anunciamos” nosso caso para o mundo, mas eu, lerdo, não tinha ligado uma coisa com a outra. Hoje ele praticamente disse que me deserdaria como irmão, me mataria e daria meus restos mortais para os crocodilos se eu machucasse você.
Arregalei os olhos.
— Sério isso?
Josh riu.
— Bem, talvez eu tenha exagerado. Ele perguntou sobre a Richards, contei a história a ele e depois ele disse algo como — ele olhou para cima por um momento, quase dois segundos, para depois voltar para mim com uma expressão terrivelmente forçada — ela não é como as outras garotas, Josh. Não a machuque.
Fiz uma careta.
— Você é um ator extremamente gay — disse, porque era verdade mesmo. Ainda mais com aquele cabelinho de Jennifer Aniston e a expressão de novela mexicana. Mas, então, percebi que estávamos falando de um problema realmente sério, e tudo o que consegui falar foi: — Oh, merda.
Merda. Total. Isso explicaria o jeito como Zac estava se comportando em relação a mim. Eu não havia notado muita coisa porque nunca fomos exatamente íntimos, para além de que ele era só um calouro no CHS. Droga. Droga, mil vezes droga.
— O que você vai fazer?
Olhei para Josh, que estava lá, sendo idiota enquanto olhava para mim como se eu tivesse a resolução do problema entre os meus dedos. Oh, querido, acho que vou simplesmente jogar um pó mágico desapaixonizador nele e acabar com essa história de uma vez.
— O que eu vou fazer?! — perguntei, irritada.
— É claro! — Josh encolheu os ombros num gesto “eu-que-tenho-razão”. — Você fez com que ele se apaixonasse, baby. A culpa é inteiramente sua.
— Eu não fiz nada! — praticamente gritei. E era verdade. Se eu bem me lembro, na primeira vez em que conversei com Zac, o chamei de idiota irresponsável. — E cale a boca antes que eu quebre seus ossos!
— Viu?! — Josh sorriu, apontando para mim. — É exatamente disso que eu estou falando.
Franzi o cenho, abrindo os punhos que se fecharam por instinto. O quê?!
— Como é? — perguntei.
— Você não é só difícil — Josh sorriu. — Você é, desculpe a palavra, um porre de pessoa. Não consegue ficar dois minutos sem ameaçar e/ou bater e/ou atirar alguma coisa na pessoa. Além disso, é muito gostosa também. Isso é que é um desafio.
Senti muita vontade de bater nele pelos insultos, mas acho que isso apenas confirmaria seu argumento esquisito, e eu não queria dar a Josh o gostinho da vitória (mesmo que ele viesse com um pouco de sangue pela parte interna da bochecha).
— Homens gostam de desafios — Josh foi continuando —, e você é um e tanto. Não culpo Zac por estar a fim, justamente porque a culpada aqui é você.


[...]


É claro que não é uma surpresa para ninguém que Josh é o maior idiota da vida e eu precisei dar uns tapas nele de qualquer jeito, mas uma coisa em nossa conversa me deixou realmente preocupada. Zac. O Zac gordinho, calouro, de quinze anos de idade, que me arranjou esse emprego e que de um jeito ou de outro, eu via como um amigo, quase um irmão mais novo. Estava. Apaixonado. Por mim.
Segundo o Josh, é claro.
Se fosse com qualquer outra pessoa em qualquer outro dia, eu deixaria isso de lado, juro para você. Mas Zac ainda era... bem, o Zac, e não se pode machucar o Zac. Além disso, ontem mesmo eu vi uma das minhas melhores amigas chorar por causa de relacionamentos e a ideia de que alguém poderia se machucar por minha causa (e esse alguém sendo o adolescente mais boboca que eu já tenha conhecido) me assustou para valer.
Então eu subi as escadas e bati à porta de Zac.
— Hbomb! — gritou ele quando a porta se abriu, com um grande sorriso estampado em seu rosto em forma de círculo.
A visão meio que me chocou, se você quer saber. Josh disse que Zac estava abalado e tinha ameaçado seu próprio irmão por minha causa, de modo que eu esperava encontrar um adolescente tristonho, curvado, choroso e escutando Mariah Carey.
Mas eu acho que Zac iria preferir Christina Aguilera à Mariah Carey.
— Você não cansa desse apelido ridículo? — perguntei, revirando os olhos e adentrando seu quarto. Havia mais pôsteres de jogadores de futebol americano do que de mulheres seminuas, ao contrário do quarto de Josh.
— Ele combina com a sua fofura e meiguice, sabe — Zac deu de ombros e sentou-se em frente ao seu computador, onde jogava GTA.
— Vou mostrar minha meiguice com um soco no seu nariz.
— Não disse?
Revirei os olhos outra vez. Zac estava matando pessoas em seu computador e vi na mesma hora que não estava cumprindo missão nenhuma. Só roubando uns carros e atropelando personagens, para variar. Cinco estrelinhas piscavam no canto da tela e eu me perguntei o porquê de ele não ter digitado a manha para retirar a polícia da sua cola.
— Por que você não se livra logo disso? Vai aparecer um helicóptero de polícia para você.
— É isso que é legal! — disse ele, os olhos vidrados na tela. Percebi que sua vitalidade também já estava acabando. De modo que se ele levasse só mais um tiro, provavelmente... — Ah. Morri. — ...morreria. Agora CJ estava numa poça de sangue e as palavras “you failed” piscavam no centro da tela. Zac se virou para mim, parecendo não dar a mínima para sua derrota. — Mas diz aí, Hbomb, o que traz a sua ilustre presença ao meu humilde quarto?
Apertei os olhos.
— Hum... — eu não podia dizer simplesmente “ah, então, é que eu fiquei sabendo que você está apaixonado por mim e vim quebrar o seu coração”, porque isso seria horrível. Mas qualquer variação disso parecia igualmente horrível. — Hum.
— Hum?
— Hum... — tentei pensar no que falar.
— Hum?
— É... que...
— Hum!!! Hum... — Zac devolveu, passando as mãos sobre o queixo e aderindo uma expressão pensativa.
— Para com isso!
— Hum?
— É!
E então nós dois estávamos rindo do diálogo mais esquisito da face da terra. Na verdade eu estava com um pouco de raiva dele por zoar minha incapacidade de levantar um assunto, mas sua expressão pensativa estava mais engraçada do que minha irritação.
— Josh me contou que você foi até ele para... — comecei a falar de uma vez, fazendo com que Zac parasse de rir, mas sem achar uma boa terminação para a frase. Ameaçá-lo por minha causa? Não. Me defender? Não, por favor. Cuidar da minha integridade moral? Nah, não mesmo.
— Bancar o príncipe encantado e impedir que o príncipe 2 machuque a minha querida plebeia-ameaçadora mais conhecida como Hbomb? — Zac estufou o peito de um jeito que me fez sorrir. — Mentira isso. Só pedi para ele comprar leite.
Eu ainda estava sorrindo.
— Sério, Zac — disse eu, nem um pouco séria.
Ele deu de ombros, recostando-se na cadeira em que estava sentado.
— Eu sabia que você viria, mais cedo ou mais tarde, por causa disso. Meu irmão é um puta bocudo que não sabe guardar um segredo — ele sorriu de novo, como se o comportamento de Josh não o chateasse. — Vamos acabar logo com isso. Se quiser me bater por tentar te defender, aceito um murro em qualquer lugar, menos na boca, porque eu preciso dos dentes para comer, e no saco, porque ainda pretendo ter filhos. Dez deles.
— Você é ridículo.
— Eu sei. Totalmente não deveria ter mencionado meu saco na frente da namorada do meu irmão.
— Não somos namorados — repeli a ideia com tanta ferocidade que quase não o deixei terminar de falar. Foi impossível não detectar uma pequena chateação na voz de Zac, e isso meio que me deixou mal. Além disso, era verdade. Eu e Josh não estávamos namorando. Não estávamos namorando mesmo! — É só uma... relação... que não aceita furos. Não é um namoro. Pelo amor de Deus.
Pela primeira vez no dia, pude ver um punhado de tristeza (e pena?) no sorriso de Zac.
— Tu não devia fazer isso — disse ele, apenas.
Por algum motivo, a frase me pegou de surpresa como um tapa na cara. Prendi a respiração por um tempo, o arrepio pesado percorrendo meu corpo, como se ele tivesse razão sobre o que estava dizendo, e eu soubesse disso. Mesmo que não tivesse ideia do que ele estava falando.
— Isso o quê? — perguntei num fio de voz.
— Ficar com o Josh.
— Por quê?
— Porra, Hayley — não sabia se me assustava mais por ouvi-lo dizer um palavrão ou por ouvi-lo dizer meu nome sem nenhum apelido imbecil. Quase senti falta do Hbomb. — Não tá óbvio? Cara, eu amo meu irmão. Josh é um cara sem tamanho, sabe? Mas caramba, você não sabe do histórico dele? Tem ideia de quantas meninas ele descartou que nem lixo desde a sétima série? — eu não conseguia responder. — Ele pode falar todas as coisas pra você, Hayley, mas ele fala tudo isso para todas. O Josh não liga para os seus sentimentos ou qualquer coisa assim. Quando ele se cansar de você, te larga e pronto. É assim que aconteceu com todas as outras. E sei lá, eu sei que as meninas têm essa coisa de querer ser a exceção e ter certeza de que com elas o bad boy vai deixar de ser bad boy, mas isso não acontece, sabe? Ele vai ser sempre um puta de um cretino. Ele vai usar você como usou as outras.
Depois disso, tudo o que se seguiu foi um silêncio muito constrangedor. Eu estava tentando digerir todas as coisas que Zac havia dito. Tentando descobrir se eu agradecia ou lhe dava um chute. Tentando entender o que eu estava sentindo enquanto Zac jogava na minha cara que meu relacionamento com o Josh resultaria em uma Hayley machucada.
Mas ele estava errado. Porque eu não era apaixonada pelo Josh. E não poderia me machucar se não nutrisse sentimentos por ele.
— Não amo o seu irmão — respondi, então, depois do que me pareceram mil anos. Zac torceu os lábios e colocou uma mão na cintura.
— E eu não amo pizza.
— Tô falando sério, Zac! — percebi que estava gritando e meu peito estava se inflando de raiva de seu sorriso de discórdia. — Eu estou com o Josh por uma questão puramente... fí...sica.
— Me poupe dos detalhes, amiga — disse ele, em sua melhor imitação de gay.
— Vou dar um murro na sua cara! — gritei de novo e tentei respirar fundo, mas estava realmente irritada com a ideia de amar, veja só, amar Josh Farro. Impossível! Pelo amor de Deus. Eu não cheguei a amar nem mesmo Chad Gilbert que foi o melhor namorado que uma garota já teve nessa droga de vida!
— Pode dar. Isso não vai fazer você amá-lo menos.
Levantei a mão para acertá-lo, mas me pareceu errado no meio do caminho.
— Você não sabe o que se passa dentro de mim, Zac! Você só tá dizendo isso porque eu estou com ele ao invés de voc... — percebi que tinha falado a maior merda do mundo pouco antes de terminar a frase. Fechei a boca, vendo a cara do irmão de Josh perder a cor e o sorriso por uma fração de segundo. Zac sorriu outra vez.
— Ao contrário de você, Hayley, eu nunca me iludi em relação aos meus sentimentos. Gostei de você, sim, mas nem por isso vou ficar achando que nós vamos namorar, nos casar e viver felizes para sempre — apesar do sorriso, sua expressão estava dura. — Ao contrário de você, eu sei o que pode me machucar e o que não pode. Você é uma bomba. E eu não tô a fim de ir pelos ares quando você explodir. Mas, olha, isso é só uma dica de amigo: largue o Josh. Não banque a espertinha porque eu convivo com o meu irmão há quinze anos inteiros. Eu o conheço melhor que você. E sei melhor do que você do que ele é capaz.
— Eu sou perfeitamente capaz de cuidar de mim mesma, Zac — respondi, mais dura do que ele estava. — Não preciso que você me diga que o Josh é cafajeste ou qualquer outra porra dessas. Eu sei disso. E escolhi ficar com ele mesmo assim.
Mas ele riu outra vez.
— Acho que me enganei ao pensar que você era diferente das outras garotas e realmente não se deixasse levar pelo meu irmão — ele deu de ombros. — Depois não diga que eu não avisei, Hbomb. Não diga que eu não avisei.

 

TENSIONNNNNNNNNNNNNNNN. I know. 
Acho que não tenho nada a dizer sobre o Zac e sobre todas as coisas que estão dando errado para a nossa Hayleyzinha. Verdade seja dita, todos temos uns dias que são ótimos para os inimigos.
De qualquer forma, COMENTEM!!! Sério. É SÉRIO. Eu preciso saber se vocês ainda estão comigo pra não deixar isso cair em hiatus de novo ;-;
Muito amorrrrrrrrrrrr ♥




5 comentários:

  1. TRUUUUUCKEEER <3

    Você não tem noção da saudade que eu senti do Josh Cafajeste, da Hayley valentona e do Zac fofo. :3

    Melhor. Fic. Com. Caminhoneiros. Ever

    Acho que eu esqueci como comentar em fanfics, e a culpa, cara Sarinha, é tOTALMENTE SUA!

    VOCÊ DEIXOU ELAS EM HIATUS POR SETE. FUGGING. MESES!

    Aff, parei com o surto.

    Sério.

    (Mentira, estou surtando por dentro)

    Enfim... Ovos. Kkkkkk Tacar ovos em um carro me fez querer deitar em posição fetal em um cantinho escuro e chorar todo o líquido do meu corpo. Por motivos de: TFIOS.

    Her name is sua inspiração, right? Can I leave her a message? So, sua ispiração... NÃO DEIXE ISSO AQUI SER ABANDONADO POR MAIS SETE MESES, OKAY?

    Parafraseando a nossa Hayley (Ou quase. e.e)

    Enfim, esse cap estava maravilhoso. Como sempre. <3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3

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  2. CARA QUE SAUDADE DESSA FIC!!!!
    Eu nem tinha lido o capítulo passado, li agora pouco e vou comentar depois
    Que capítulo perfeeeeeeeeeeeeeeeeeeito, eu amei tanto quanto o capítulo passado. Espero que vc não demore a postar o próximo.
    Quem diria que o Zac se apaixonaria pela Hay?
    Josh sem comentários, tá cada vez mais sexy HUSAHUSAH

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  3. Olha, gata, tua escrita tá crescendo tanto, meu Deus. Em uma fic totalmente extrovertida e legal tu consegue colocar um monte de pensamentos perfeitos e sérios (ao mesmo tempo que engraçados, e <3. Cara, QUE SAUDADES QUE EU SENTI DE TRUCKER!!!!!!!!!!!!!!!!!11 não tem noção das saudades que eu tava dessa fic, meu deus <33333
    hayley com amiguinhas fazendo arte, que vida loka, nossa. rsrsrs
    Zac nosso fofo lindo, não se machuque, você é tão meigo, poxa. ): <3 Amo Zac forever.
    E, Hayley, se machuque. A história precisa continuar, porque é muito boa. MUAHAHAH que malvada que eu sou.
    Beijão, Sarinha! ♥ Continue.

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  4. Tipo, depois desse capítulo, eu acho que já sei como vai ser o final da fic. Kk
    Eu tenho meio que uma ideia de como vai ser.
    Gostei do que o Zac fez. Ele estava se preocupando com a Hayley. Amei o capítulo <3

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  5. Sarah, vulgo a menina que escreve as fics Joshays mais perfeitas (sim estou falando de Odeio Amar Você) <3 cara continua pq eu quero saber o final dessa história logo

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