23 de set de 2012

Capítulo 44

A festival, a night and a deception



— Hello, Franklin! — Disse um rapaz bem vestido no alto de um palco, que fora instalado na praça central da pequena cidade do Tenessee.
Franklin praticamente em peso estava reunida no centro da cidade. Não só eles, mas também algumas pessoas de Brentwood, que não perdem uma festa.
Todos gritaram com o cumprimento inicial do rapaz, que seria o apresentador da noite de festival.
— Como vão vocês? — Ele perguntou. — Bem... hoje, como vocês sabem, é um dia muito especial pra nossa população. Estamos realizando pela segunda vez, o Festival de Música, onde reunimos os artistas locais, aqui do TN e lhes damos uma oportunidade de mostrar seus talentos! — As pessoas gritaram. — Então, pessoal, preparem-se! Porque boa música vem aí! E pra começar, com chave de ouro, uma banda de rock de Los Angeles, que veio passar uma temporada na nossa cidade. Com vocês: Panic! At The Disco!
O rapaz puxou palmas e as pessoas gritaram, enquanto aplaudiam. Ele saiu correndo.
De repente a luz se apagou e, no escuro, ouviu-se a introdução de I Write Sins Not Tragedies. Uma luz apareceu ao vocalista, que estava com as mãos no teclado. O público aplaudiu e Brendon começou a cantar.

Oh,
Bem, imagine.
Enquanto eu estava passando pelos bancos em um corredor da igreja,
E eu não pude evitar mas ouvi,
Não pude evitar mas ouvi uma troca de palavras:
"Que lindo casamento! Que lindo casamento", diz uma dama de honra para o garçom,
"E, sim, mas que vergonha, que vergonha a noiva do pobre noivo é uma vadia".

O solo no teclado parou e a luz se apagou. A platéia ficou admirada com o começo da música e gritou, pedindo mais.
A luz do palco se acendeu por inteira e todos apareceram, já tocando.

Eu gritei:
"Vocês nunca ouviram falar sobre fechar a maldita porta?"
Não, é muito melhor enfrentar estes tipos de coisas
Com um sentido de equilíbrio e racionalidade?
Eu gritei:
"Vocês nunca ouviram falar sobre fechar a maldita porta?"
Não... É muito melhor enfrentar estes tipos de coisas
Com um sentido de...
Oh, bem, na verdade,
Bem, eu olharei deste modo,
Eu quero dizer tecnicamente nosso casamento está salvo,
Bem, isto pede,
Um brinde, então,
Despeje o champagne.
Oh!!! Bem, na verdade,
Bem, eu olharei deste modo,
Eu quero dizer tecnicamente nosso casamento está salvo.
Bem, isto pede um brinde,
Então, sirva o champagne, sirva o champagne!

O público dançava com as mãos para cima quando Brendon repetiu o refrão mais algumas vezes, até o fim da música. Aplaudiram e gritaram muito. Pediram mais.
— Hey Franklin! — Brendon disse — Nós somos a Panic! At The Disco, nos formamos em Los Angeles e estamos muito felizes por estar aqui! Essa música que acabamos de tocar se chama I Write Sins Not Tragedies. Vocês gostaram dela? — A platéia gritou. Ele sorriu. — Que ótimo! Bem, vamos nos apresentar. Eu sou Brendon Urie. Na guitarra, Ryan Ross. No baixo, Jon Walker e na bateria, Spencer Smith! Acessem nosso canal no youtube e myspace e escutem músicas como essa, e como a próxima, que se chama But It’s Better If You Do.
A Panic! At The Disco cantou mais 2 músicas, além das duas já citadas. Nine In The Afternoon, Always, e então Brendon começou a falar:
— Pessoal, a próxima música... Ela é nova, quer dizer, tem pouco mais de uma semana que eu a compuz. Ensaiei pouco com os meus amigos, mas... Enfim. Ela é para a minha fonte de inspiração, ultimamente. A pessoa que tem movido e transformado a minha vida, com apenas um sorriso. — Ele olhou para o canto do palco, onde Sarah acompanhava tudo com Dakotah. Ela levou uma mão a boca. — Essa música se chama Sarah Smiles.

Eu estava bem, apenas um cara vivendo 'na minha', esperando que o céu caísse,
Então você ligou e mudou tudo,
boneca,
Lábios de veludo e os olhos me puxando.
Nós dois sabiamos que você já ganharia.
Oh, seu pecado original.
Você me enganou uma vez, com seus olhos agora, querida.
Voce me enganou outra vez com suas mentiras, e eu digo:
Sarah sorri como se Sarah não se importasse,
ela vive em seu mundo tão desatenta...
Será que ela sabe que meu destino está com ela?
Sarah,
(Sarah, Sarah, Sarah)
Oh, Sarah!
(Sarah)
Você está me salvando?

Sarah estava incrédula do outro lado do palco. As mãos pareciam ter colado ao seu rosto e as lágrimas quentes de emoção brotavam de seus ollhos. Brendon cantou toda a música e, mais uma vez, foi aplaudido pelo público, que para uma platéia country, curtiu bem o som da Panic! At The Disco.
— Tchau pessoal, vocês são ótimos! Não se esqueçam de procurar nosso som na internet!
Então os garotos saíram do palco, depois de cumprimentar o apresentador. Ele começou a falar do primeiro concorrente.
Brendon foi direto para onde Sarah estava e eles se beijaram apaixonadamente e depois saíram de lá, sem falar com ninguém. Sarah estava muito feliz.
Enquanto isso, Hayley, Zac, Josh, Jeremy, Jason e Taylor estavam atrás do palco. Todos estavam bem vestidos e muito ansiosos para a primeira apresentação da Paramore.
— Iiiii am nervous... — Hayley disse cantando, fazendo seus amigos (e namorado) rirem.
— Todos estamos. — Josh concordou.
— Nós vamos arrasar, pessoal! — Zac encorajou-os.
— Vamos sim. — Jeremy.
— Mas... que diacho de música é essa? — Taylor disse, referindo-se ao Country péssima qualidade que estava sendo apresentado agora, fazendo todos rir.
— Se não ganharmos desse cara eu abandono a música e viro Hippie, sério. — Jason disse.
— Somos dois. — Zac.
Continuaram conversando até uma garota loira se aproximar. Ela deu um beijo em Jeremy.
— Oi pessoal.
— Oi Jesse. — Eles cumprimentaram sem nenhuma animação.
— Posso roubar o Jerm um pouquinho? — Perguntou, levando um dedo a boca.
— Só o traga de volta para tocar. Ainda precisamos do nosso baixista. — Hayley respondeu e Jesse deu um risinho fino, arrastando Jeremy pelo braço.
— Essa menina é esquisitinha, né. — Jason comentou, vendo os dois se afastarem.
— Hayles é esquisitinha e eu não tenho nada com isso. Ela é falsa mesmo. — Taylor disse, fazendo os outros rirem.
— Não sou esquisitinha!
— É sim, love. — Josh disse, beijando o topo de sua cabeça em seguida.
— Não, não sou. — Ela revirou os olhos. — E... ok, eu concordo. Também não gosto muito da Jesse, mas Jeremy insiste que eles só estão ficando... Não vou me intrometer. — Ela disse.
— Well, acho que você faz certo. — Josh concordou. — Levando em consideração que a última vez que você fez isso, deu no que deu.
— Não precisa jogar na cara, amor. — Hayley ironizou e os outros riram. Logo depois ela jogou a cabeça para trás, dando um beijo em Josh.
— Hey! Parem com a agarração no backstage! — Spencer gritou, chegando com os outros meninos (exceto Brendon) onde a Paramore estava. Hayley se separou de Josh selando seus lábios e se virou. Josh segurou sua cintura.
— Cale a boca, Spenc. — Ela ordenou enquanto sorria.
— Você não manda em mim, palitinho de fósforo. — Ele revidou.
— Não?
— Não.
— Vá comprar um energético pra mim. — Ela disse e Spencer fez que não com a cabeça. Ela se aproximou do ouvido de Spencer e sussurrou:
— Você vai sair agora e comprar um energético pra mim ou eu conto pra todo mundo que você fez xixi na cama até os 14 anos. — E se afastou.
— Tá certo, vou comprar. — Ele disse e saiu.
— O que você disse? — Taylor perguntou.
— Só deixei claro que eu mando nele se eu quiser. — Hayley disse sorrindo.
Após alguns minutos Spencer chegou com um suco energético e eles continuaram a conversar e rir. Até que se aproximou deles uma mulher com uma prancheta na mão.
— Vocês são a Paramore? — Perguntou e Jason disse que sim.
— Vocês são logo depois dessa apresentação. Já vão se aquecendo, ok? — Ela disse.
— Ahn, ok. Vamos.
— Cadê o Jeremy? — Josh.
— Vão indo, eu vou procurar ele. — Jon disse e a Paramore seguiu a mulher até o canto do palco.
A garota estava cantando sua última música no palco quando se avistou Jon arrastando Jeremy até o palco. Ele subiu.
— Onde você estava? — Hayley perguntou irritada.
— Jesse me levou pra comprar uma bebida...
— Ei, pessoal, vocês entram em 2 minutos. — Disse a mulher.
Josh estava com sua Fender no corpo e Jeremy pegou seu baixo. Jason também pegou sua guitarra.
A garota terminou a música e a mulher avisou para eles entrarem. Hayley sentiu uma onda de frio passar pela sua barriga. Engoliu seco e andou até o seu lugar ao palco, sem ao menos escutar uma palavra sequer do apresentador da noite.
Com todos nos seus lugares, Josh começou a introdução de Misery Business e Hayley começou a pular. Logo a platéia estava pulando também. Ela respirou fundo e colocou o microfone da frente da boca. Começou a cantar.
Zac dava seu melhor na bateria lá atrás. Jason, Taylor, Josh e Jeremy pulavam e tocavam com um sorriso no rosto.
Na hora do refrão, Jason e Josh ajudaram no backing vocal. Todos ali gritavam.
Hayley pulava, jogava o cabelo para trás e para frente e mostrava todo o seu lado artista. Cantou a música inteira perfeitamente e a energia dela foi transmitida e recebida do palco.
Ao final da música, todos aplaudiram e gritaram, começando um uníssono que repetia a palavra “Paramore” várias vezes.
Hayley agradeceu enquanto Josh corria para pegar o violão. Começou a tocar e Jason fez o solo de Conspiracy. Ela começou a cantar e a platéia colocou as mãos para cima, acompanhando o ritmo lento da música.
Ao final, foram aplaudidos novamente.
— Hey pessoal! — Hayley — Nós somos a Paramore e essa é a nossa primeira apresentação em público. Estamos muito felizes por vocês estarem curtindo o nosso som. Eu sou Hayley Williams. — Ela disse. — Na bateria, Zac Farro. — Zac fez batuques e todos gritaram. — Nas guitarras e backing vocal, Josh Farro e Jason Bynum. — Ela disse.
— Ei pessoal. — Josh disse e Jason apenas acenou.
— No baixo, e na outra guitarra, Jeremy Davis e Taylor York. — E eles aplaudiram novamente. — Comecem a pular para a nossa próxima música, que se chama That’s What You Get.
A introdução começou e Hayley cantou e é claro que a música foi muito bem aceita pelo público. E então chegou a hora de We Are Broken.
Em alguns minutos, Hayley já estava sentada ao teclado, Josh e Jason com a guitarra, Jeremy com o baixo e Taylor em um tambor de percussão. E então, começaram a tocar.
A platéia ficou em silêncio por um tempo, até o ritmo ficar mais forte e eles curtirem a música. Alguns casais espalhados escutavam a música abraçados e muita gente acompanhava a música amontoados perto do palco.
Após We Are Broken, Pressure e My Heart acabar, com muitos aplausos, Hayley voltou ao microfone.
— Pessoal, vocês gostaram? — Gritos. — Year... Bem, se vocês realmente gostaram, tudo o que vocês tem que fazer é ir até aquela barraca e votar na Paramore, right? Tchau Franklin, vocês são demais!
A Paramore saiu correndo do palco e o apresentador voltou.
— Uau! Que energia! Essa foi a banda de rock, Paramore! Criados aqui em Franklin, hein.
— Cara, isso foi incrível! — Josh disse, já atrás do palco.
— Isso foi... mais que incrível. Foi energizante! — Hayley.
— Hayles! — Ela ouviu a voz de Sarah ecoar. — Você foi incrível!
— Valeu, Sarinha. — Ela disse e Sarah se aproximou, abraçando-a.
— Vai ganhar, com certeza. Vocês foram incríveis, pessoal. Todos vão votar em vocês. — Ela disse. — Eu já votei, pelo menos. E vi mais um monte de gente votando também...
— Pois é. Vocês vão ganhar. — Brendon — E bem, mudando de assunto... nós temos uma novidade pra vocês. — Brendon disse.
— Novidade? — Taylor.
— É. Bem... sabem os nossos vídeos no Myspace? — Eles fizeram que sim com a cabeça. — Pete Wentz, o baixista da Fall Out Boy, viu esses vídeos e depois mostrou pra gravadora deles, a DecayDance. Eles adoraram.
— Sério, man? Que ótimo! — Josh.
— O melhor ainda está por vir. — Ryan — Nós falamos com o cara e ele disse que quer produzir nosso primeiro CD e começar uma turnê pelos Estados Unidos. — Ele disse e todos abriram a boca, incrédulos.
— E, como eu já disse pra Sarah, ela irá comigo. — Brendon disse sorrindo. — Faço questão de ela me acompanhar e a gravadora vai liberar um professor particular pra ela terminar os estudos.
— Meu Deus! Que incrível! Parabéns! Vocês vão fazer um sucesso muito grande, como eu sempre disse. — Hayley.
— É, Hayles foi sempre nossa fã numero um. Depois da mãe do Spencer, é claro. — Jon disse e eles riram.
— Hey, Paramore, venham aqui. — Disse a mesma mulher, aparecendo atrás do palco.
Eles parabenizaram a Panic! mais uma vez e seguiu a mulher.
— Essa é a ultima apresentação e depois os votos vão acabar. Mais vinte minutos, quando computarem tudo, vamos descobrir quem vai ser o campeão. Enquanto isso, fiquem aqui. — Ela disse, saindo em seguida, buscando as outras bandas, duplas e artistas concorrentes.
Alguns minutos depois, ela reapareceu chamando-os para o palco. A Paramore entrou e ficou ao lado de um trio que também havia se apresentado. Eles deram as mãos.
— Hoje foi uma noite muito satisfatória. Nós recebemos vários artistas de todos os estilos e ouvimos muita música boa. Antes de tudo quero dizer aos artistas que todos eles foram maravilhosos, e que nunca devem desistir do sonho, e seguir em frente; Mas... Apenas um de vocês vai ganhar os 2.000 dollares. Então, vamos lá. Kristin Lenn, James Oliver e Paramore, um passo a frente.
Quando o apresentador disse o nome “Paramore”, Hayley sentiu uma corrente elétrica passar pelo seu corpo. Ela e os meninos deram um passo a frente.
— Os outros podem se retirar do palco. Eu sinto muito, pessoal. — As pessoas restantes saíram do palco e ficaram apenas os dois artistas country e a Paramore em cima dele. — James Olives, com sua voz forte, nos lembrou da velha e boa música sertaneja e conquistou grande parte da nossa platéia. A pequena Kris, com sua voz doce encantou todo mundo com seu country-pop e a Paramore, na voz forte de Hayley Williams, mostrou que o Tennessee é muito mais do que a música sertaneja. O TN também é rock! Parabéns a todos aqui, mas apenas um pode ser o ganhador. E esse ganhador é... — Ele abriu um envelope e fez uma cara de surpresa. — ...puxa vida. Paramore! — Ele gritou e Hayley abraçou os meninos, pulando e gritando em seguida. Cumprimentaram os perdedores e receberam o envelope com o dinheiro do apresentador e é claro, foram muito aplaudidos pelo público.
Hayley agradeceu e eles saíram do palco, encontrando-se com a Panic! At The Disco atrás do palco. Eles se abraçaram. Todos estavam felizes.
— Hey galera, vamos lá pra casa comemorar? — Jon sugeriu.
— Year! Vamos! — Jason.
— E aí a gente aproveita pra gastar o dinheiro da Paramore, hein. — Ryan disse.
— Não! — Hayley — Vamos gastar esse dinheiro de forma responsável.
— Eita, menina responsável. — Josh disse e a pegou pela cintura, dando-lhe um selinho demorado em seguida.
— Então... vamos? — Brendon disse, abraçado a Sarah.
Eles colocaram as guitarras, baixos e violões nos carros e seguiram para a denomidada Casa da Bagunça Extrema. Ou só o dormitório da Panic! at The Disco.
Chegando lá, Josh pegou um violão e Jason pegou o outro. Eles entraram na casa gritando e tocando os instrumentos.
Ryan correu e pegou algumas cervejas e outras bebidas alcoólicas na geladeira, distribuindo-as em seguida.
Josh e Jason tocavam as músicas e todos cantavam. Tocaram de tudo: Desde P!ATC à Paramore, e outras bandas também. Estavam todos felizes e eufóricos pelo sucesso das duas bandas: A Paramore, ganhando o concurso regional e a Panic! At The Disco, em busca do sucesso mundial, quem sabe.
Eles gritaram e fizeram farra até o primeiro vizinho reclamar. Decidiram então dar um tempo.
Josh largou o violão no sofá e arrastou Hayley até a cozinha, onde não havia ninguém. Abraçou a sua cintura e começou a distribuir beijos pelo seu pescoço. Ela mordeu o lábio inferior reprimindo pequenos gemidos que o toque dos lábios e piercing de Josh lhe causava. Ele fez um caminho devagar até a sua boca, quando a beijou com paixão e urgência, entralaçando sua língua a dela. Quando os pulmões improlaram por ar, eles se afastaram por um segundo ainda com as testas coladas.
— Vamos sair daqui? — Ele pediu ofegante, quase sussurrando.
— Vamos. — Ela assentiu da mesma forma e os dois voltaram a se beijar.
A mão de Josh percorria pela cintura e costas de Hayley enquanto ela puxava sua nuca e cabelos. O beijo continuava feroz até eles se separarem novamente e saírem pela porta da cozinha, sem avisar ninguém.
Entraram no carro e Josh começou a dirigir até a sua casa.
Eles queriam um ao outro, e a espera de três minutos até a chegada a casa de Josh os estavam matando. Quando Josh finalmente estacionou o carro na frente da garagem da casa dele, eles voltaram a se beijar ignorando a divisória dos bancos, até se separarem novamente.
Hayley saiu do carro e abriu o portão da garagem e Josh colocou o carro dentro dela. Ela fechou o portão e foi até o carro, agarrando Josh pela cabeça novamente. Eles se beijavam com tanta ferocidade e vontade que gemidos involuntários escapavam de ambos de vez enquando. Ainda se beijando, eles saíram derrubando as coisas para subir até a casa.
Enquanto Hayley mordia e beijava seu pescoço, Josh abria a porta com a chave e subiu a pequena escada que dava acesso a cozinha. Eles foram se agarrando até subir as escadas e chegarem ao quarto de Josh. Quando entraram, ele trancou a porta e acendeu a luz. A olhou por inteiro e mordeu o lábio inferior, avançando ferozmente para cima dela em seguida.
Josh deitou Hayley em sua cama de casal e deitou em cima dela logo em seguida. Beijou e chupou seu pescoço e ela gemia baixo, tentando não acordar ninguém. Ele passou a mão pela blusa dela e a retirou com ajuda. Tirou sua própria camiseta rapidamente e voltou a beijá-la no colo. Tirou o sutiã dela (a abertura era pela frente) e passou a beijar seus seios. Ela gemia baixinho. Ele começou a sugá-los com vontade e luxúria.
Hayley colocou a mão nos ombros dele e os arranhou de leve e ele voltou a sua boca, beijando-a novamente com vontade.
Hayley colocou a mão na sua calça e desabotoou-a e então, sem abaixá-la, colocou a mão dentro da calça e da cueca e encontrou o membro já rígido de Josh. Ela apertou de leve e ele gemeu, mordendo seu pescoço em seguida. Ela passou a fazer movimentos com as mãos, masturbando-o. Josh gemeu um pouco mais alto e se livrou das roupas em seguida, a fim de aproveitar melhor o momento. Hayley já havia deixado os movimentos muitos mais rápidos e de repente, parou. Josh a olhou quase implorando para que continuasse. Ela sorriu maliciosa.
— Você não precisa das minhas mãos se pode ter mais do que isso. — Sussurrou baixinho, e ela mesma tirou a calça junto com a calçinha.
Pegou a camisinha que estava na gaveta do criado-mudo de Josh e ela o encapou. Se sentou em cima dele.
Começou a rebolar em cima de seu membro e Josh gemia. Ele a pegou pelo braço e a deitou na cama, ficando por cima dessa vez. Começou a penetrá-la com movimentos médios, para frente, para trás e para os lados. Hayley gemia baixo, tentando reprimir-se para não acordar os irmãos de Josh.
Ela estava suada e suas pernas começavam a fraquejar. Os movimentos de Josh já estavam mais rápidos. Ela passava as unhas pelas suas costas.
Então ela passou as pernas pela cintura de Josh e eles ficaram por um momento assim. Até que Josh sentiu que chegaria ao clímax e retirou-se dela, retirando também, sua camisinha.
Hayley estava com a respiração desregulada e o coração batendo rapidamente. Josh apagou a luz deitou-se ao seu lado, da mesma forma.
Ela pegou o cobertor e os cobriu, deitando em cima do seu peito e se esforçando para não fechar os olhos de cansaço.
— Eu te amo. — Ela sussurrou, deitada no peito nu de Josh.
— Também te amo, minha linda. — Ele disse.
Então, sem mais forças, ela fechou os olhos e a escuridão a abateu.

[...]

Hayley abriu os olhos devagar, acordando. Olhou para si mesma. Estava vestida.
“Que estranho,” pensou ela “me lembro de ter dormido sem roupa ontem à noite.”
Josh chegou em seguida, enxugando o cabelo com uma toalha de rosto e vestido com uma calça e uma camiseta. Tinha acabado de tomar banho, isso era certeza.
— Bom dia! — Ele disse.
— Bom dia... Você me vestiu? — Ela perguntou.
— Não, Hayley. Eu acordei você duas horas atrás e te dei as suas roupas. Você vestiu e deitou de novo.
— Ahn... Eu não me lembro disso... — Ela disse com uma mão no rosto e Josh gargalhou.
— Bem, vai tomar um banho e acordar de vez. Vou com o Zac comprar alguma coisa para comermos, ok?
— Não vamos pra escola hoje?
— Nem se a gente quisesse daria. Teríamos que pegar o quarto período, o que não pode, você sabe. E ainda assim nós combinamos de matar aula hoje. Provavelmente só o Jason foi a aula.
Ela fez que sim com a cabeça. Ele se aproximou e lhe deu um selinho.
— Volto já. — Dito isso ele saiu do quarto.
Hayley se espriguiçou e seguiu para o banheiro daquela casa. Tomou um banho rapidamente, se enxugou com a toalha de Josh e se vestiu no banheiro mesmo. Saiu do banheiro bem mais apta a ver o dia lá fora.
Saindo do banheiro ela escutou o telefone da casa tocar. Ninguém atendeu. Então ela decidiu atender.
— Alô.
— Bom dia, é a residência do Sr. Joshua Farro?
— É sim. — Ela respondeu confusa.
— Ele está?
— Não... Você quer deixar um recado?
— Sim, claro. Estou ligando apenas para relembrar o Sr. Joshua que o alistamento dele foi aceito e a convocação dele para a guerra em Israel será depois de amanhã.
Hayley ficou estática.
— Peraí, guerra? Não, não pode ser! Você deve estar enganada.
— Esta é a casa do Sr. Joshua Neil Farro, não é mesmo?
— Sim, é.
— Então estou certa, Senhora. Avise-o para retornar a ligação ao Exército Americano assim que possível. Obrigada.
E a mulher desligou.
Hayley deixou o telefone cair no chão. Não conseguia pensar, tampouco se mexer. Josh não podia... Simplesmente não podia...
Quando finalmente conseguiu se mexer, ela correu para o quarto de Josh e abriu o guarda-roupa. Sentiu as lágrimas tomarem seu rosto.
O guarda-roupa estava com uma farda, guardadas em plástico, pendurada em um cabide. Ela a pegou e estava bordada “Sold. Joshua Farro” no peito esquerdo.
Josh iria lutar em uma guerra sem a avisar? Iria deixá-la dali a dois dias e ela nem sequer dizer?
Ela se sentou no chão e abraçou suas pernas, deixando as lágrimas invadirem seu rosto.
Alguns minutos depois Josh entrou no quarto, com um sorriso no rosto. Esse sorriso que logo se desfez ao deparar-se com a cena: Hayley chorando e sua farda jogada no chão.
Ela havia descoberto.
— Por favor, me diz que você não fez isso. — Ela sussurrou entre soluços, levantando-se em seguida.

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