23 de set de 2012

Capítulo 43

'Cause it's nine in the afternoon



Pov. Hayley

2 meses depois

Nine In The Afternoon – Panic! At the Disco
De volta à rua onde começamos, sentindo-se tão bem como os amantes podem, você sabe
Que estamos sentindo tão bem
Pegando coisas que não deveríamos ler, parece o fim da história que conhecemos
É apenas o fim do mundo.
De volta à rua onde começamos, sentindo-se tão bem como o amor, você poderia, você pode
Em um lugar onde os pensamentos podem florescer. Em uma sala onde é nove da tarde.
E sabemos que poderia ser... E sabemos que deveria... E você sabe que sente isso também.
Porque é nove da tarde, seus olhos são do tamanho da lua, você é boa porque você pode então faça.
Estamos nos sentindo tão bem, do jeito que nós fazemos
Quando é nove da tarde, seus olhos são do tamanho da lua, você é boa porque você pode então faça
Estamos sentindo tão bem.
Voltar para a rua, ao nossos pés, perdendo a sensação de se sentir único.
Você sabe o que quero dizer?
Voltar para o lugar onde nós costumávamos dizer: "Cara, é bom se sentir assim"
Agora eu sei o que quero dizer
Voltar para a rua, de volta ao lugar, voltar para o quarto onde tudo começou...
Voltar para o quarto onde tudo começou.
Porque é nove da tarde, seus olhos são do tamanho da lua, você é boa porque você pode então faça.
Estamos nos sentindo tão bem, do jeito que nós fazemos
Quando é nove da tarde, seus olhos são do tamanho da lua, você é boa porque você pode então faça.
Estamos nos sentindo tão bem, do jeito que nós fazemos, quando é nove da tarde... seus olhos são do tamanho da lua, você é boa porque você pode então faça. Estamos nos sentindo tão bem, do jeito que nós fazemos
Quando é nove da tarde.

Soltei o braço de Josh e aplaudi, acompanhada por todos naquela garagem. Brendon curvou o corpo em agradecimento e Spencer batucou fortemente nos tambores da bateria de Zac.
Sarah passou por mim e Josh, indo em direção ao rapaz moreno que estava cantando no meu microfone e lhe abraçou, assim que chegou por lá. Seus lábios fizeram um “Obrigada” e ele sussurrou algo nos seus ouvidos, dando-lhe um selinho em seguida. Pude ver Jeremy encolher e virar a cabeça discretamente, engolindo em seco.
Ele ainda sofria com isso.
Nine In The Afternoon é só mais outra música que Brendon compôs para ela. “Your eyes are the size of the moon”. Ela havia me dito que essa era uma frase que ele disse para ela, um pouco antes de se juntar a Ryan e dar início a mais uma produção Panic! At The Disco.
Já é setembro. Os meninos decidiram ficar aqui até outubro. Porquê? Pelo festival de música, que acontecerá no dia 2. Eles haviam sido convidados como banda de fora, e não como um participante normal. Diferente, é claro, da Paramore, que iria lutar para ganhar dos sertanejos.
A Paramore agora tinha a formação: Eu, Josh, Zac, Jason, Taylor... e Jeremy! Sim, Jeremy. A The Factory teve de acabar, pois a vocalista e o baterista se mudaram para fazer a faculdade. Jeremy, então, passou a ser nosso baixista e, Jason, virou meio que um faz-tudo. Tocando guitarra, principalmente. Ele simplesmente arraza nos solos e riffs.
Falando em Jeremy, ele havia “superado” o fato de Sarah e Brendon terem ficado juntos (fizeram um mês de namoro ontem), e estava ficando com uma tal de Jesse Lee (garota do nosso colégio. Loira, com umas mechas rosas no cabelo, e bem, não sou fã dela não. Fala comigo e com os nossos amigos por mera simpatia e, pelo que soube, se atracou com Sarah na oitava série. Fazer o quê, né.). Mas se via pelo rosto dele que doía nele ver Sarah com Brendon. A amizade deles... se resumiu a mera simpatia e educação.
E dói em mim dizer isso. Mas nada será do mesmo jeito que era antes.
Hoje é a apresentação de Erica na escola. Ela está tocando e cantando maravilhosamente bem. Ela completou 10 anos de idade mês passado. Josh vai comigo até a escola dela, afinal, Isabelle irá dançar.
Minha mãe mudou-se para Nashville com Scott e está bem feliz, pelo que eu soube. Ela vem pelo menos uma vez a cada 10 dias para me ver.
A casa do meu pai já havia virado a minha casa. Erica era uma ótima companheira de quarto e nada é mais relaxante do que ler algo para Mckayla dormir, ou apenas se entreter. Jessica gostava de mim e as vezes me obrigava a lavar a louça ou o banheiro, mas acho que era só pra deixar claro “quem é que manda”. Meu pai... bem, ele trabalha muito e eu só o vejo a noite, quando vejo. Não mudou muita coisa desde que eu e minha mãe fomos embora.
Eu e Josh discutimos feio uns dias pra trás (lê-se: Jenna vaca deu em cima dele de novo e ele não fez nada. Nós brigamos e ficamos duas horas sem nos beijar.). Mas superamos. Lógico que eu superei bem mais confortavelmente logo depois de colocar laxante no suco de laranja sem açúcar de Jenna.
Descobri que vinganças alternativas também são muito boas. Nada é melhor do que ver sua arqui-inimiga sair as pressas da sala de aula, a ponto de sujar as calças. E... não, eu não presto.
Josh comprou um piercing de prata, pois aquele de aço tinha inflamado o lábio dele (ou pelo menos, pelo o que ele disse, porque eu não vi nada). Ele não agiu estranho de novo, então... tudo bem. Josh nunca foi normal. Não creio que seu lábio também seja.
Taylor e Dakotah, e Zac e Emily continuavam juntos. Felizes. Por mais que tenham briguinhas, que todo casal tem.
Jason continuava cordial, respeitoso e brincalhão como sempre. Ele não escondia de nada nem de ninguém o que sentia por mim, mas... ele conseguia me abraçar sem segundas intensões. E Josh já não sentia tantos ciúmes. Eles até conversavam educadamente, o que é estranho, mas ao mesmo tempo, incrível.
Não vou ressaltar a escola aqui porque não acho necessário. Aliás, acho que preciso dizer que a Professora-Macaca-dos-Infernos saiu da escola e a antiga voltou! E essa é simplesmente incrível. Nada como uma piadinha da tabela periódica ou esperiências divertidas com elementos químicos.
— E aí, curtiram? — Ryan disse empolgado, após terminar de cantar e tocar a guitarra de Jason. Brendon nos olhou com curiosidade.
— Se curti? Cara, invejo vocês pra sempre, sem bricadeira. A letra tá uma coisa perfeita, e a melodia então! A cara de vocês. Amei, a música tá incrível. — Eu disse, e eles sorriram. Jason concordou.
— Hayles tem razão. Vocês são incríveis.
E todos começaram a parabenizar os meninos pela música.
— Vão tocar essa no FF? (Franklin Festival). — Taylor.
— Sim, vamos. — Brendon confirmou — Nine in The Afternoon, Always, I Write Sins Not Tragedies, But It’s Better If You Do e... Estou escrevendo outra que pretendo tocar também. Mas se não der, encaixaremos Let’s Kill Tonight. — Ele disse rindo.
— E vocês, vão tocar quais? — Jon perguntou, referindo-se a mim e os meninos.
— Estamos pensando em iniciar com Misery Bussiness, sendo a segunda Conspiracy, That’s What You Get, aí entra We Are Broken, pro pessoal ficar mais calmo, e anima de novo com Pressure. Então fechamos com My Heart. — Disse Jason e eu concordei com a cabeça.
— Podemos assistir o ensaio da Paramore? — Spenc perguntou como se não concordássemos.
A Panic! At The Disco saiu dos seus lugares na casa dos Farro a Paramore voltou ao seu lugar. Peguei meu microfone e o encaixei no suporte.
Josh começou o solo.

Me diga onde foi parar o nosso tempo, e se ele foi bem gasto.
Apenas não me deixe adormecer me sentindo vazia novamente.
Porque eu temo que posso ceder e eu temo que não possa agüentar.
Esta noite vou deitar e ficar acordada...
Me sentindo vazia.
Eu posso sentir a pressão... Está chegando mais perto agora.
Nós estamos melhor sem você
Eu posso sentir a pressão... Está chegando mais perto!
Nós estamos melhor sem você.
Agora que eu estou perdendo as esperanças e não há mais nada a mostrar
Por todos os dias que passei levada pra longe de casa
Algumas coisas eu nunca vou saber, e eu tenho que deixá-las ir
Estou me sentando sozinha...
Me sentindo sozinha.
Eu posso sentir a pressão... Está chegando mais perto agora
Nós estamos melhor sem você.
Eu posso sentir a pressão... Está chegando mais perto agora!
Nós estamos melhor sem você... Sem você...
Algumas coisas eu nunca vou saber... E eu tenho que deixá-los ir...
Algumas coisas eu nunca vou saber, e eu tenho que deixá-los ir. Estou me sentando sozinha, mee sentindo sozinha...
Eu posso sentir a pressão... Está chegando mais perto agora.
Nós estamos melhor sem você.
Sentir a pressão... Está chegando mais perto!
Você está melhor sem mim.

E eles aplaudiram.
— E depois essa menina de cabeça vermelha ainda diz que minhas músicas são melhores do que as dela. Nem tem vergonha de mentir! — Brendon.
— Não estava mentindo, menino de cabeça grande. — Revidei. Todos riram.
— Vocês dois escrevem perfeitamente bem, ok? — Sarah. — Calem a boca.
Eu ri. Perguntei que horas eram para Zac e ele me disse que faltavam quinze minutos para as três da tarde. Simplesmente amo a idéia de ser um sábado.
As festividades do colégio começariam as três. E... eu prometi não me atrasar. Erica fez eu prometer de mindinho, prometendo logo depois o meu piano, o meu violão, os meus materiais escolares, o meu namorado, o meu fígado... E tudo mais o que foi necessário para ela acreditar que, dessa vez, eu chegaria no horário.
Minha fama de atrazada fica maior a cada segundo que se passa.
— Bem, galera... Eu e Josh vamos ao colégio de nossas irmãs... Erica vai cantar.
— O que ela vai cantar? — Spenc.
— Jimmy Eat World. É, pois é. Me mata de orgulho. — Eu disse e gargalhei.
— É aquela apresentação que a Isabelle tá ensaiando desde o mês passado? — Zac disse, rodando as baquetas nos dedos.
— Sim. — Respondi.
— Ah, então eu vou também! E vou pegar a câmera. E vou gritar quando ela subir no palco.
— Ela vai te odiar por isso. — Josh.
— Eu sei! Por isso eu vou.
Revirei os olhos.
— Ok, vamos? Erica me fez prometer chegar no horário ou um raio cairá em cima de mim e de tudo o que eu amo.
Zac fingiu não se importar.
— Você me ama? — Perguntou.
— Sim. — Assenti.
— Eita merda! Vamos logo!
Nós rimos.
— Ok, vamos.
Zac pegou a câmera e todos saímos da garagem dos Farro. Foram todos para a casa alugada da Panic!.
Nós três (eu, Zac e Josh) entramos no carro de Josh, que começou a dirigir. Logo chegamos a escola primária de Erica e Isabelle.
Tinha jeito de escola primária. Era bem menor do que a nossa.
A música ecoava alta pelo lugar. Haviam muitos pais que queriam ver suas crianças apresentando suas músicas, peças teatrais e danças. Erica ria com Isabelle e três garotos na porta da escola. Logo ela me viu andando até ela.
— Hayley chegou! — Ela disse alto o suficiente para eu escutar. Ela veio até mim com Isabelle, deixando os garotos lá.
— Ei, Hayles. — Ela disse e me abraçou rapidamente. — Chegou na hora!
— Eu disse que chegaria. E aí, Belle.
— Oi HayHay. Onde está Josh? — Disse ela. Belle estava com uma roupa estilo indiana. Ela e mais duas garotas dançariam dança do ventre.
— Arranjando um lugar pra estacionar o carro com o Zac. — Isabelle arregalou os olhos.
— Zachary está vindo? — Ela disse com medo.
— Sim, está.
— Ah, Senhor, estou frita. Frita! Frita! — Ela disse com uma mão na cabeça. — Ele trouxe a câmera da mamãe?
— Trouxe.
— Ahn, não! Bye bye, gatinhos. — Ela disse triste, olhando para os três rapazes que acenaram para ela.
Não pude deixar de gargalhar.
— Minha pequena dançarinaaa! — Zac disse se aproximando, com a câmera (que sinceramente, parecia ter trinta anos de idade) em punhos. — Dá uma olhadinha para a câmera e sorria neste dia especial.
— Zac, por favor. — Ele praticamente implorou com os olhos.
— Belle, você está divina. Diga oi para a câmera.
— Zachary Wayne Farro, se você e essa câmera velha não derem meia volta para a nossa casa neste momento você nunca mais terá uma só noite em paz. — Ela ameaçou, tirando aquele semblante pidão do rosto e dando espaço a um sorriso sarcástico e... intimidador.
— Quer falar de paz? Vamos falar de paz, querida irmã. Eu não estou em paz com a minha namorada, porque a senhorita fez questão de nos subornar depois de nós termos matado aula. Não temos paz, porque o aniversário dela vai chegar e eu não tenho dinheiro para comprar um presente para ela. Não tenho paz, porque não estou em paz. E como eu sou alguém muito disposto a dividir o que é meu, a minha não-paz vai ser a sua também!
Belle revirou os olhos.
— Feito, ok? Eu devolvo o dinheiro de vocês se você tirar essa coisa asquerosa da minha apresentação perfeita. — Ela suspirou e Zac sorriu. — Josh, vai ficar sem presente de aniversário. — Disse por fim.
Eu sorri. Acho que o meu presente de aniversário para Josh já seria o suficiente.
Josh indiguinou-se.
— Mas... o Zac faz as merdas e eu tenho que pagar? Que injusto!
— A vida é injusta, bro. — Disse Zac. — Agora vou voltar pra casa. Não quero ver isso mesmo.
— Tchau. — Belle disse. — Seu dinheiro está guardado dentro do cachorro cor-de-rosa.
— Dentro? — Zac perguntou confuso.
— Entre as patas traseiras tem um zíper transparente que eu mesma coloquei ali. Ele dá acesso à uma pequena bolsa que é maior do que realmente parece. Pegue apenas o que lhe pertence, ou já sabe quais serão as conseqüências.
— Prometo que só vou pegar o que é meu.
— Ok. Tchau. — Ela disse e Zac sorriu, indo andando para casa.
Eu e Josh nos entreolhamos.
Pra uma criança de 9 anos... Ela é muito original. E precoce. E esperta. E quanto mais eu conheço Isabelle Farro mais percebo que nada sei sobre ela.
Belle pegou no braço de Josh e o arrastou para conhecer o professor e suas colegas. Entrei junto com Belle no colégio.
— E então... — Eu disse, observando e falando com ela. — Onde está Matt? — Perguntei.
Matthew, ou Matt, era o garoto de quem Erica gostava. Tudo o que eu sei sobre ele é que “ele é encatadoramente encantador, anda de skate, tem o meio sorriso mais lindo do mundo e gosta de sorvete de pistache.” Não me pergunte como ela soube desse ultimo fato.
Os olhos azuis da minha irmãzinha brilharam ao avistar o bonitão, digo, Matt.
— Ali, ó. — Ela disse, apontando para um garoto aparentemente mais velho um ano ou dois do que ela, conversando com dois garotos. Ele estava vestido com uma farda. — Ele vai apresentar uma peça com aqueles garotos, o Paul e o Gerard. Eles não são amigos, se conheceram para fazer a peça.
— Hm...
— E aí?
— E aí o que?
— Acha que eu tenho chance?
— Ainda acho que você é muito nova para tal.
— Mas eu já tenho dez anos, Hayley!
— Parece muito pouco pra mim.
— Você é muito careta, isso sim.
— Careta?! Dá uma olhada no meu cabelo! Pelo amor de Deus.
Ela gargalhou.
— É sério, o que achou?
— Sei lá... Ele parece meio bobo.
— Ah, cala a boca Hayley. — Ela disse revirando os olhos e deu de ombros. Sorri.
E pouco depois começaram as apresentações. Algumas crianças do jardim de infância apresentaram uma peça musical, que continha árvores-crianças e etc. Não entendi o contexto, mas isso não importa.
E então veio a apresentação de Isabelle. Josh estava ao meu lado e nós aplaudimos alto e gritamos. A irmã de Josh começou a remexer a cintura, acompanhada por duas garotas que faziam o mesmo que ela. Ela estava no meio. Ela era o centro das atenções.
A apresentação dela foi incrível. Isabelle realmente sabe dançar muito bem. Mas sinceramente, creio que ela deve ser ótima em tudo o que se dedica a fazer.
Outras apresentações ocorreram, como a do Matthew. Ele interpretou um guarda alemão.
E então chegou a hora de Erica.
Passei a olhar as pessoas. Matt estava conversando com seus colegas de peça, até Erica subir com seu violão. Ela estava linda. Tinha uma maquiagem marcante nos olhos e o cabelo estava solto. Usava uma calça jeans rasgada nos joelhos e um all star. Uma blusa regata e uma munhequeira no braço.
Sentou-se num pequeno banco e sorriu para todo mundo. O garoto Matt fez um gesto de silêncio para seus amigos e passou a prestar atenção. Pude vê-la sorrir por isso.
Então ela começou a introdução que ensinei e começou a cantar a música Hear You Me.
A voz dela é extremamente potente (talvez até mais do que a minha) e ela conseguiu cantar a primeira parte em falsete com perfeição. Toda a platéia ficou em silêncio para ouví-la. Eu sorria. Josh sorria. Isabelle sorria. E o garoto sorria também.
No último verso da música, Erica usou um agudo bem difícil. Isso deixou a música bem mais perfeita do que já estava, naquela versão acústica de apenas violão, com a voz feminina dela.
A música acabou e, antes que eu pudesse puxar aplausos, Matthew já tinha feito isso.
Ela saiu do palco.
— Essa foi nossa aluna da 6ª série, Erica Williams, cantando e tocando Hear You Me. É um verdadeiro talento, essa menina. — Disse a cordenadora do colégio, assim que tomou o microfone. Fui até Erica e Josh me acompanhou.
Entrei em uma sala, onde ela estava colocando seu Tagima na capa.
— Ei, Eri! — Gritei e ela veio até mim. A abracei. — Você foi maravilhosa!
— É, Erica, pois é. Eu me enganei quando achei que Hayley cantava essa música melhor do que ninguém. Você supera. — Josh disse e eu lhe dei um tapa. Ele gritou um “Au” e Erica riu.
— Obrigada gente. — Agradeceu.
— ERICA! — Isabelle gritou, passando por cima de todo mundo. — AMIGA DEU CERTO! VOCÊ VIU? PARABÉNS.
— Deu certo o quê? — Josh perguntou confuso.
— Josh, estou com sede, compra um refrigerante pra mim? — Pedi.
— Mas eu...
— Por favor?
— Ok, ok. — Ele disse confuso e saiu dali. Eu sorri.
— Tá aprendendo, hein HayHay?! — Isabelle disse rindo.
— Acho que sim. — Eu disse. — E é verdade, o tal do menino-da-cara-de-bobo tava de olho em você, maninha. — Eu disse rindo e Erica me olhou num misto de raiva por eu ter xingado o garoto e felicidade pelo seu plano infalível ter dado certo.
— Você é genial, Belle. — Ela disse.
— Eu sei. — Isabelle sorriu.
— Obrigada, Hayles, por me ajudar. — Ela agradeceu.
— Sempre aqui. — Respondi com um sorriso no rosto.
Depois de Josh ter chegado com minha Coca-Cola e as apresentações acabarem, nós saímos do colégio e ficamos encostados no carro. Isabelle e Erica estavam conversando com os mesmos três garotos do começo da festa.
Eram os novos amigos de Isabelle. Eles riam.
Então os amigos delas saíram e Matt chegou perto das duas garotas. Isabelle quase infartou, mas antes, tomou a iniciativa de sair de lá, dizendo que iria falar comigo e com Josh (eu presumo, pois ela veio em direção a nós logo depois de dizer alguma coisa).
Veio correndo e apertou a minha mão, segurando-se para não gritar de felicidade.
— Olha, HayHay! Tá vendo?! Ah! Eu não acredito!
— Que história é essa de você ficar andando com aqueles garotos? O que você sabe sobre eles? Quem te disse que tem idade para ter amiguinhos homens, hein, dona Isabelle? — Josh disse, todo enciumado.
Isabelle soltou uma sonora risada.
— Ando com quem eu quiser, Josh. Tenho os meus amigos homens, sim, porque eles são companias muito melhores do que aquelas patricinhas invejosas e sem nenhum tipo de personalidade. Elas morrem pelos meus amigos, e me detestam por isso. Erica é a única menina que realmente presta aqui e isso é só porque eu a conheço desde o jardim de infância e consegui afastá-la do lado negro da força. Então, quiete o faixo, porque se passar pela sua cabeça a idéia de querer bancar o irmão-protetor-de-araque, você irá arrepender-se amargamente. — Belle disse ainda sorrindo e de olho em Erica e Matt. Josh ficou sem palavras.
— E eu achava que você era um mal exemplo. — Eu disse rindo.
— Em alguns pontos, assumo que sou. — Ela disse. — Mas posso ser um bom exemplo quando quero.
Erica conversava com o garoto, que olhava de vez enquando para baixo. Josh estava inquieto ao meu lado.
Ao final da conversa dos dois, o garoto se aproximou e lhe deu um beijo na bochecha. Ela sorriu de lado e veio andando até nós.
Isabelle já estava surtanto totalmente. Achei que a garota fosse ter uma crise epilética.
Quando Erica chegou, elas se abraçaram e Isabelle sussurrou algumas coisas no ouvido de Erica.
— Não acredito que o primeiro beijo da minha melhor amiga está próximo! OMG! Agora, diga, se eu não sou legal? E esperta?
— Sim, Isabelle Farro, você é a pessoa mais legal e esperta que existe. Obrigada.
— E como foi? O que ele disse?
— Prepare-se: Ele. Me. Chamou. Para. Sair! — Ela disse dando gritos histéricos. — É um encontro, Belle!
E então elas começaram a gritar e pular.
— Ok, agora que todas as meninas já surtaram e gritaram por causa do namorado da Erica que é suuper lindo... — Josh disse afinando a voz e parecendo se importar. — ...será que dá pra ir embora? — Ele perguntou sem paciência.
— Vamos, Josh. — Eu disse e me aproximei dele, dando-lhe um selinho demorado.
Sorri feliz. O plano de Isabelle dera certo, afinal.

[...]

Ensfreguei os punhos nos olhos, acordando.
Erica dormia na cama ao meu lado. Sentei-me.
Hoje é domingo. Dia 29. Aniversário do Josh.
Peguei o celular que, pra variar, estava embaixo da cama. 8h49. Ainda era cedo. Disquei o número.
— Bom dia, aqui é a Hayley Williams. Eu marquei de estar aí as três da tarde, só queria confirmar.
— Então, Srta. Williams, a senhorita pode vir às três da tarde que tudo a estará esperando.
— Ok, obrigada.
E desliguei o telefone.
Me levantei, deixando Erica dormindo, e fui até o banheiro. Depois de tomar um banho e me trocar, saí do banheiro e Jessica já havia acordado. Preparava um café.
— Bom dia, Hayley. — Ela me cumprimentou.
— Bom dia, Jess. Dormiu bem?
— Sim, dormi. E você?
— Bem...
Ela pegou o bule e encheu duas canecas de café, presumindo que eu também queria uma. Agradeci e soprei o café quente.
— Vai almoçar em casa hoje?
— Oh, não. Hoje é aniversário do Josh, então, não vai dar... Quero passar o dia com ele.
— Ok. — Ela sorriu. — Mas hoje não é o dia que sua mãe vem te ver?
— Pedi pra ela vir outro dia. Hoje é importante que eu e Josh fiquemos juntos.
Ela assentiu.
— Vocês são lindos juntos. — Ela disse rindo. Dei um meio sorriso e tomei um gole do café.
— Eu o amo. — Disse baixo, porém num tom suficientemente alto para ela escutar.
Ela me olhou de um jeito... estranho. Como se sentisse pena.
— Algum problema? — Perguntei.
— Não... é só que... Já vi um monte de relacionamentos lindos como o seu acabarem, assim, sabe... Você é uma menina boa. Não merece sofrer.
— Não vou sofrer, Jess. — Eu disse rindo. — Pelo menos, não mais.
— Não coloque todas as suas fés e esperanças em um homem, Hayley. É um conselho de amiga.
Estranho. Fiz uma careta.
— Obrigada... pelo conselho. — Sorri. — Mas, bem, eu vou mesmo agora.
— Não vai tomar café?
— Não... quero pegar o Josh dormindo e... com certeza a mãe dele vai me obrigar a comer, então é melhor sair só com o seu café no estômago. — Eu disse sorrindo. — Diga ao pai e as meninas que eu amo eles.
Ela assentiu. Peguei a minha mochila e saí.
Alguns minutos depois eu cheguei a casa de Josh. Bati na porta e Isabelle me atendeu. A abracei.
— E aí, HayHayBall?
— Olha, eu até acho fofo os apelidos que você me arranja, mas... HayHayBall? — Eu disse e ela riu. — Seu irmão já acordou?
— Josh? Acordado as nove e meia da manhã num domingo? Mais fácil uma lagartixa e uma aranha terem um caso e farezem filhos.
Gargalhei.
— Vou acordá-lo.
— Mas... Mas eu tinha elaborado um plano especial de aniversário! HayHay, por favor, não tire minha razão de viver!
— Achei que sua razão de viver fossem seus amigos e seus “gatinhos”.
— Eles também, mas... O que será do meu dia sem acordar o Josh de um modo totalmente horrível?
— Um dia não fará falta, Belle. — Eu disse entrando e andando em direção ao quarto de Josh, antes que ela começasse a me ameaçar.
Rodei a maçaneta e ele dormia feito uma pedra.
Selei os seus lábios e comecei a cantar no seu ouvido a musica “Happy Bday To You”. Ele abriu os olhos devagar e eu comecei a pular na cama, enquanto cantava a música mais alto.
Ele sorriu, enquanto se sentava.
— Feliz aniversário, meu lindo! — Eu disse alto. — Vamos lá: Parabéns para o Josh! Parabéns para o Josh! Parabéns para o Josh... Parabéns para o Josh! — Eu cantei e ele começou a bater palmas.
— Obrigado, linda. — Ele disse e me deu um selinho. — Eu só tenho uma pergunta...
— Qual?
— Porque minha camiseta está dura?
— O quê? — Perguntei confusa. Ele arregalou os olhos e pulou da cama.
— AH MEU DEUS! — ele disse olhando para si mesmo. Sua camiseta estava totalmente colada ao seu corpo, e estava pintada também. Estava escrita na frente “Happy Birthday To...” e atrás “...My Fool Brother! Hahaha”. — ISABELLE!
Neste momento a porta do quarto se abriu e uma cabeça sapeca apareceu no quarto.
— Como eu sou uma irmã muito amoroza, eu consegui te dar um presente mesmo com Zac pegando mais da metade do meu dinheiro. Te amo, feliz aniversário, maninho. — Ela disse e fechou a porta, rindo.
— ...Como...?! — Josh disse se analizando e tentando puxar a camiseta.
— Sua irmã é a rainha das pegadinhas. — Exclamei.
— A rainha das maldades, isso sim.
— Vai descolar sua camisa do seu corpo, vai.
— Adeus, qualquer vestígio de pelo que havia aqui. — Ele disse e soltou uma risadinha. Lhe dei um ultimo selinho e ele foi em direção ao banheiro.
Saí do quarto e minha tia me chamou para me sentar à mesa. Depois de alguns minutos, Josh saiu do banheiro com uma camiseta solta no corpo. Cantamos parabéns e ele agradeceu.
Depois do café, eu e Josh fomos ver televisão.
— 18 anos... — Ele disse, longe, enquanto eu mechia no seu cabelo.
— É. — Eu disse sorrindo.
— Não queria que essa data chegasse. — Ele sussurrou.
— O quê?
— Nada. — Ele sorriu. — O que vamos fazer hoje?
— Vamos a Nashville? — Eu perguntei. — Quero que esse dia seja especial pra você. Aqui em Franklin não dá pra fazer nada de interessante.
— Claro que vamos. Passar meu dia com você já vai ser mais do que especial. — Ele disse rindo.
— Own. — Agarrei seu rosto e o puxei para um beijo. — Então vá se arrumar. Vamos almoçar por lá.
— Ok, linda.
Josh saiu e foi até o banheiro. Zac ligou o Playstation e começamos a jogar (lê-se: comecei a perder). Logo a campainha toca. Isabelle atende e entram Taylor, Jeremy, Sarah, Dakotah, Jason, Emily e os garotos da Panic!. Tudo de uma vez. Jason tinha um volume na mão.
— Hey! — Gritei. — O que estão fazendo aqui? — Perguntei e abracei um por um.
— Viemos desejar feliz aniversário para o Josh. — Taylor.
— E trazer o presente dele. — Jason.
— É... — Jeremy.
— O que vocês compraram? — Perguntei.
— Fizemos uma vaquinha... — Jason começou.
— Vaquinha? Uma bela de uma grande vacona, isso sim. — Sarah corrigiu, fazendo todos rirem.
— Ok Sah. Fizemos uma “vacona” e compramos uma Fender.
Abri a boca.
— Uma Fender?
— Sim.
— Senhor! Ele vai... Ele vai amar! É o melhor instrumento do mundo! Meu Deus... Vocês são amigos incríveis.
— É, nós sabemos. — Brendon disse.
— Hello! O que vocês todos estão fazendo aqui? — Josh diz, chegando a sala.
— Parabéns, man.
Todos o parabenizaram e cantaram a música.
— Bem, nós compramos um presente pra você. — Emily disse.
— Um presente, é? — Josh arqueou uma sobrancelha.
— É... — Jeremy — Você disse outro dia que sua Condor tava meio velhinha... e que seria legal uma guitarra nova, então eu juntei um dinheiro que tinha guardado...
— Eu peguei o que a Belle tomou de mim... — Zac.
— Eu também... — Emily.
— Eu vendi minha bateria velha lá em L.A... — Spencer.
— Eu peguei uma grana que eu tinha guardada... — Brendon.
— Eu também. — Jon e Ryan disseram ao mesmo tempo.
— Eu só pedi pra minha mãe! — Sarah exclamou e Taylor e Dakotah assentiram com a cabeça.
— Enfim — Jason —, todos nós demos um jeito e conseguimos o dinheiro o suficiente pra comprar a melhor guitarra do mercado na sua opinião. Joshua, feliz 18 anos. Sua Fender. — Jason disse e entregou a Josh a caixa de papelão lacrada. Josh abriu a boca, completamente sem entender o que aquilo queria dizer. Rasgou a caixa do jeito mais desesperado do mundo e deparou-se com uma Fender Telecaster Blacktop, nova, linda.
— Cara... — Ele disse, tocando a guitarra de leve com os dedos, sem saber o que dizer. — ...Vocês são incríveis, sério! Obrigado, man. Obrigado.
Josh abraçou a todos os nossos amigos.
— Babe, tem como a gente esperar um pouquinho? Eu preciso ver o som dessa linda. — Josh fez o olhar mais pidão do mundo e eu sorri largamente.
— Claro, eu também estou ansiosa pra ver.
Ele a pegou delicadamente pelo braço da guitarra e foi até a garagem, acompanhado de todo mundo.
Ligou a guitarra no amplificador e fez uma nota qualquer. Seus olhos brilharam.
Então ele equalizou o som na pedaleira e começou a fazer a introdução de Misery Business. Aplaudimos.
— Man... o som dessa coisa linda aqui é simplesmente incrível. Valeu pessoal.
Josh agradeceu novamente todo mundo e nós conversamos durante um tempo. Expliquei a eles que iria a Nashville com o Josh, passar o dia. Só não expliquei, é claro, o quê nós faríamos lá.

[...]

— Dude, eu não sabia que tinha comida italiana nesse shopping. — Josh disse rindo.
Curiosidade: Ele adora massa.
— Pois é. Tem.
— E agora, o que vamos fazer? Já que estamos aqui em Nashville a gente podia, sei lá, passar na sua mãe.
— Hmm... estava planejando outra coisa... — Eu disse, fazendo uma careta sapeca. Ele parou de andar e se colocou na minha frente.
— Fez planos pra hoje?
— Talvez.
— E pra onde nós vamos?
— Você já vai saber. Mas, olhe, eu vou dirigir e você vai usar uma venda. É surpresa.
— Ai meu Pai. Essa menina quando inventa de fazer surpresa...
— Cala a boca, tá? Eu acho que você vai gostar.
— Ok, ok! — Ele disse. — Então vamos?
— Não, agora não. Vamos deixar o almoço pelo menos pré-digerir, né.
— Estou com medo. — Ele me olhou, fingindo estar aterrorizado.
— Não precisa. — Eu disse e ele sorriu, fazendo que não com a cabeça.
Decidimos ver um filme. E então eu peguei um cinema com o Josh. Ignore o “um cinema com” e descubra o que eu realmente fiz naquele escurinho.
Pouco antes do filme acabar, nós saímos. Eu precisaria estar lá às três da tarde, e não deveria faltar, ou roubariam nossa vaga. Independente de eu já ter pagado (muito, por sinal).
Josh me implorou de todas as formas pra eu contar pra ele minha surpresa, mas não, eu não fiz isso. Fiz ele colocar a venda e eu mesma dirigi o carro.
E então chegamos. Tirei Josh do carro e ele tirou as vendas. Olhou em volta e abriu a boca.
— Uma montanha?! — Ele disse.
— É.
— Eu não acredito que você me trouxe para voar de Asa-Delta, Hayley Nichole Williams!
— Não acredite, então, Joshua Neil Farro. — Eu disse rindo.
— Ah! — Ele me abraçou e tirou meus pés do chão, incrédulo. E gritava. — Eu não acredito! Não acredito!
— Pois acredite, porque eu marquei estar com o instrutor e a equipe as três da tarde, e acho que são aqueles ali. — Eu disse apontando para uns rapazes que estavam conosco naquela montanha.
— Oh My God! — Ele disse, entusiasmado. — Meu sonho, cara.
Peguei no braço dele e fui andando até os rapazes.
— A senhorita é Hayley Williams? — Um loiro e alto perguntou.
— Sim, sou eu. E esse é Josh Farro. — Nós apertamos as mãos.
— Bem, garotos, eu sou Fred Stewart, o instrutor de vocês. Eu só tenho uma pergunta: Vocês tem medo de altura?
— Só um pouco. — Eu disse.
— Nem um pouco. — Josh disse calmo.
Ok. Estranho.
— É assim que eu gosto! — Fred riu. — Já que vocês não tem medo, será muito mais fácil trabalhar aqui. Nada, garotos, é melhor do que você sentir o vento no rosto e o corpo suspenso em asas. Você se sente verdadeiramente livre. É perfeito!
— Eu sei, man! É o meu sonho isso aqui!
— Bem, vou lhes apresentar uma velha amiga minha: a asa-delta.
Fred nos explicou as partes da Asa-Delta e como nos devíamos fazer para controlá-la. Não parecia difícil.
Depois de uma hora explicando, a equipe havia terminado o sistema de segurança. Eu havia pagado por um vôo de 500m.
Eu e Josh nos amarramos com todas as cordas, coletes, luvas e parafernálhas necessárias para a nossa segurança. Os olhos de Josh brilhavam cada vez mais e ele me agradecia quase toda vez que tinha a oportunidade.
Até que finalmente chegou a hora. A asa-delta era bem grande e por isso seria apenas uma para nós três: Eu, Josh e Fred, que controlaria a grande asa para humanos.
Todas as medidas de segurança foram tomadas e nós fomos para a asa-delta. Fred disse para corrermos para o fim da montanha e foi isso que fizemos. Corri, sendo acompanhada por Josh e Fred e pulei quando percebi que o chão não estava mais por baixo dos meus pés.
Gritei. Gritei como nunca havia gritado na minha vida. Olhei para baixo e vi quase toda a Nashville e vi também o campo onde pousaríamos. Tudo ali parecia pequeno.
E foi aí que eu gritei mesmo.
— Hayley, pára de gritar! Se acalma e sente o ar! — Fred gritou e eu parei de gritar por um segundo.
Apenas um segundo.
E voltei a gritar novamente, fazendo Josh rir.
É apavorante. Você está suspensa a não-sei-quantos pés do chão, sendo agüentada apenas por uma asa de plástico forte, ou seja lá do que isso for feito. O mundo pequeno está lá embaixo e se você cair, morrerá antes mesmo de sofrer impacto.
Animador, não é mesmo?
Que idéia idiota que eu tive.
Gritava feito louca, até que fechei os olhos, sem agüentar mais. E continuei gritando.
Em 5 minutos, que mais pareceram 5 décadas, chegamos em terra firme. Senti a melhor sensação do mundo ao ver que estava no chão.
— Ai, Senhor, graças a Deus. — Dito isso eu me deitei na grama.
— Caaaaaara! Isso foi louco! Posso ir outra vez? Eu amei. — Josh disse totalmente empolgado.
— É, pois é. Josh, man, você foi o cara mais calmo que eu já vi descendo na asa. Você já fez isso antes, né?
— Não...
— Parabéns, rapaz. Você devia trabalhar com isso. — Ele disse rindo, enquanto eu estava morta no chão. — Ou então, deviam te chamar pro exército. Você não ia ter medo de pular de um helicóptero em movimento em um campo inimigo. — Fred disse rindo.
— É, não tenho mesmo... — Josh riu de canto, meio acanhado.
— Acho que vou vomitar... — Eu disse, com uma mão na barriga, deitada no chão.

[...]

Depois do meu lindo vômito adubar a grama e os médicos fazerem um pequeno exame em mim, nós pegamos nosso carro (que foi trazido para baixo da montanha por um rapaz da compania). Entramos no carro e Josh foi dirigindo.
— Tá bem, linda? — Ele perguntou, meio preocupado.
— Estou sim. — Eu sorri. — Foi um pesadelo pra mim, mas tudo bem, é o seu aniversário e você merece se divertir. Que bom que você gostou.
Ele riu.
— Eu amei, cara. Foi alucinante!
— Você nem gritou, né?
— Não. — Ele fez indiferença.
— Como você pode sorrir e não soltar nem um grito sequer enquanto eu estava quase morrendo?
— Não sei. — Ele disse, confuso. — Não é novidade que não somos iguais.
— É, né. — Concordei.
Josh dirigiu normalmente até Franklin. Chegamos dando sete da noite.
— Te deixo na sua casa ou você vai ficar comigo até o fim da noite? — Ele disse e me olhou malicioso.
— Desculpa, love, mas agora eu tenho pai, mãe, madrasta, duas irmãs e um horário para chegar em casa.
Ele gargalhou.
— Ok... — Ele disse e mordeu o lábio interior, manobrando o carro. — Hayles?
— O quê?
— Você me ama, não é? — Ele perguntou sem me olhar.
— Claro que sim, eu bobão. — Eu disse rindo. Ele sorriu também.
— Que bom. Eu te amo também. — Ele afirmou com um tanto de frieza e paixão ao mesmo tempo.
Estacionou o carro na frente da casa do meu pai.
Eu lhe beijei docemente durante alguns minutos. Não queria me separar dali. Quando nós nos afastamos novamente, pois tínhamos que fazer algumas pausas por conta do ar, ele disse:
— Eu amo você... don’t forget this.
— Também te amo... — Então nós trocamos outro beijo breve. — Me promete que nunca vai me deixar.
Ele ficou em silêncio por um tempo e me tomou para outro beijo, agarrando minha nuca.
Ficamos por mais um minuto nos beijando.
— É melhor você ir. Seu pai já desce aqui. — Ele disse rindo.
— Ok, feliz aniversário, Josh.

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