23 de set de 2012

Capítulo 35

That's what you get when you let your heart win



Dois dias se passaram. Dois tristes dias.
No primeiro dia depois da briga, Hayley foi para a escola com o rosto cheio de maquiagem, tentando esconder as olheiras. Todos na escola a olhavam e falavam dela, porém todos sabiam que ela não era culpada.
Josh não foi à aula nesse dia. E isso acabou com ela.
No segundo dia de aula, os dois se encontraram na aula de Química. Mas eles não se falaram. Nem sequer um “oi”, nada. Apenas sentaram juntos e fizeram seus deveres.
A primeira coisa que Hayley notou nele foi que... o colar não estava mais no seu pescoço. Usou de toda a sua força para não chorar. E conseguiu.
Ao final da aula, ele se virou para arrumar as suas coisas e ela arrancou o colar do pescoço, deixando-o em cima da mesa de Josh e saiu. Josh, ao se virar novamente, viu o colar com o fecho rompido em cima da mesa. Pegou-o, segurando uma lágrima, e correu até ela.
— Ei, espera! — Gritou.
Ela se virou.
— O que foi?
— Eu dei pra você. — ele estendeu a mão — É seu. Eu não quero.
Ela olhou e fez que não com a cabeça.
— Se não vai acreditar em mim, não tem porque eu continuar com ele. — Se virou e começou a andar.
— Espera. — ela se virou novamente e o olhou — Amanhã tem ensaio.
— Vou estar lá, não se preocupe.
Josh apertou o colar na mão de forma que machucou e depois o enfiou em seu bolso.
Por que tudo tinha de ser tão difícil?
Seguiu para a aula de Literatura, a sua próxima, segurando-se para não chorar.
Sentou-se no fundo, e logo após, Jeremy chegou.
— Ei, cara. — Disse ele, sentando-se ao seu lado.
— Oi Jerm.
— Tudo bem?
— Tá indo.
— Hm... a gente precisa conversar.
— Se for sobre ela, não perca seu tempo.
— É sobre a Hayley sim, Josh. Não seja idiota. Se você não quiser conversar, pelo menos vai me ouvir.
Josh bufou. Jeremy prosseguiu:
— Não foi culpa dela, cara. Van a pegou e a agarrou sem ela poder sair ou se defender. Tanto que depois ela ainda baixou a porrada nele. A Sarah estava com ela, e ela viu...
— A Sarah, Jeremy? — Josh interrompeu — A Sarah é só outra garota, que quer o melhor para a amiga. Ela com certeza está mentindo, assim como Hayley. “A culpa não foi minha, blábláblá”, Sarah, sendo a melhor amiga da Hayley, só está dando cobertura. E eu não a culpo, eu faria a mesma coisa pelo meu melhor amigo.
— Cara, Josh, deixa de ser burro! Por que você acha que o Van foi suspenso e a Hayley não? Por quê?
— Porque ele é homem. Simples assim. Se o Van fosse uma mulher e a Hayley um homem, a Hayley teria levado a suspensão. Mas eu conheço aquele safado, Jeremy. Eu conheço ele e sei que ele não fica com meninas difíceis, porque ele prefere o que é fácil, porque é mais fácil de se livrar. A Hayley é culpada, droga. E eu não quero falar mais nisso.
— Você tá virando um idiota de novo.
Josh deu uma risada sem humor.
— Sou um idiota por ter amado ela mais do que tudo.
E a aula se seguiu.
Jeremy não proferiu mais nenhuma palavra. Josh estava frio e estranho. Estava bobo e cego, por causa da decepção. Jeremy sabia que com isso ele se feria, e feria Hayley também.
Já Hayley, estava na aula de Literatura. Se sentou no fundo e Taylor, notando que ela não estava bem, se sentou perto dela, com Dakotah.
— Ei, Hayles! — Dakotah diz e se senta atrás dela, Taylor se senta do lado.
— Oi Hayles. Tudo bom?
— Oi pessoal. Sim... ahn... estou melhorando.
— Não parece... — Taylor.
Hayley sorri e faz que não com a cabeça.
— Que isso gente, eu tô bem.
— Hayles, não mente pra gente não. — Dakotah diz sorrindo. — A gente sabe como você está, ok? Eu te conheço.
Ela faz que sim com a cabeça.
— Vai passar, ok? Vai passar.
— Você já falou com ele?
— Ele não me escuta, Taylor. Ele não acredita, e não vai adiantar se eu for tentar conversar. Quanto mais eu nego que não fui eu que quis, mais ele pensa o contrário... não adianta.
— Hayley, você tem que ter uma conversa séria... diz tudo o que aconteceu, com detalhes... Ele tá assim porque não sabe o que realmente aconteceu. Fala com ele, vai.
— É, o Taylor tem razão. Se você não tentar... não tem como. O Jeremy tá na sala dele agora, e com certeza tá conversando com ele... Vocês se amam demais, Hayley, estranhamente, mas se amam. Não deixa isso ir só por causa de uma tara idiota do imbecil do Van.
— Eu e Jeremy, a gente teve um papo com ele ontem.
— Um papo?
— E uns socos também.
— Ah, claro.
— Enfim, nós falamos com ele, mas ele teve a audácia de dizer que você estava dando em cima dele.
— O quê? Mas que desgraçado! Eu tentei fugir dele, Taylor! Caramba, que idiota!
— Calma, Hayles, a gente acredita em você. Eu vi.
— Então, Hayles, se depender do desgraçado ele não vai dizer a verdade... Eu e o Jeremy ainda batemos bastante nele, mas ele disse que você queria, e nos xingou, xingou você... Enfim. Ele é um idiota.
— É um idiota. — Dakotah.
— Com certeza... Vai para o ensaio amanhã?
— Sim... acho que vou.
— Ah, você vai. Sem você a gente não tem como ensaiar.
— Eu vou, Tay. Apesar de tudo eu vou sim.
Nesta hora, o professor aparece e pede duplas. Como Taylor e Dakotah ficaram juntos, Hayley opta por sentar-se com Jason, que estava uma cadeira a frente dela. Com as duplas feitas, o professor distribui os livros.
“Romeu e Julieta?” Hayley pensa “Era só o que me faltava.”.
— Romeu e Julieta, professor? — Jason pergunta.
— Exatamente, Sr. Bynum. Todos nós amamos, certo?
— Sim, certo.
— Pois então. Todas as pessoas que amam sabem ou pelo menos podem imaginar o quanto é ruim ficar sem o seu amado. Sheakspeare retratou a história de Romeu e Julieta, dois jovens que se amavam muito, mas tem este amor proibido pelos seus pais e suas famílias. Nesta história, as lutas de espada, o disfarce, os equívocos, a tragédia, o humor e a linguagem da paixão simbolizam, no seu conjunto, o amor verdadeiro. Eu quero que as duplas leiam e façam uma síntese, valendo um quarto da nota.
— Amo esse livro — comenta Jason —, Sheakespeare era realmente um gênio. A história inteira é perfeita. E nem tem aquele “final feliz” que todos esperavam. Acabou com a morte dos personagens principais. Com certeza, revolucionou o mundo dos livros.
— Nossa! Vamos colocar isso na nossa síntese! — Hayley diz e eles riem. — Não sabia que você se interessava tanto por literatura.
— Gosto muito.
— Hm...
— Cara, você vai me achar um idiota, mas eu não pude deixar de ouvir a sua conversa com Taylor e Dakotah...
Hayley engole seco.
— Você ouviu?
— Sim, me desculpa; E Hayley, eu concordo com eles... acho que você tinha que falar com o Josh.
— Estranho escutar isso de um cara que já se declarou pra mim. — Ela diz dando um sorriso de canto.
— Deus sabe como eu te amo. E Ele também sabe como eu odeio te ver assim: Triste... sem aquele brilho nos olhos... Hayley, eu te amo muito pra agüentar te ver triste. Acredita, isso tá acabando comigo. Por isso eu quero que você fique com o Josh... porque com ele você fica feliz e animada como antes.
— Você é um perfeito Romeu, hein?!
— É. Pois é. — Eles riem e ela lhe dá um tapa no ombro. — Mas sério, fala com ele. Ele não pode ser tão burro a ponto de não acreditar em você.
— Ok, Jason, vamos começar?
Ele sorriu e fez que sim com a cabeça.
— Vamos sim.
Jason sabia que Josh teria de acreditar nela.
Logo todas as aulas se foram e chegou o momento de ir para casa. Ainda lá fora, Hayley vê Josh indo embora. Respira fundo e decide ir até lá.
Começa a andar bem rápido até chegar até ele.
— Josh? — Ela fala alto e ele se vira — Por favor, vamos conversar.
Josh pensa nas palavras de Zac e de Nate um dia antes, para ele deixá-la se explicar.
Faz que sim com a cabeça.
— Certo, Hayley. Vamos conversar então. É... vamos até aquela lanchonete. Deixa eu te pagar um suco ou coisa assim.
Ela assente e o segue, sem dizer nada. Na esquina, eles se sentam em uma mesa e ele pede dois sucos.
— Ok... o que quer dizer?
— Eu sei que parece difícil pra você. Eu sei que parece que estou mentindo, mas por favor, Josh, eu fui pega de surpresa. Não! Não me interrompe, me deixa terminar. — ela respira fundo — Eu estava na aula de Inglês, e o Van começa a me importunar pedindo canetas emprestadas, e numa dessas ele pede pra conversar comigo. Eu não queria, então disse que conversaríamos no intervalo. Eu achei estranho, eu me sentia mal perto dele, então eu tinha em mente fugir dele, ou sei lá. Quando chegou o intervalo, eu estava com Sarah e nós estávamos indo comer, mas ele me segurou pelo braço e disse que só precisava de um minuto. Então ele começou com uma conversa boba, dizendo que eu não deveria namorar você, porque você é mau e etc. Eu disse que não, que eu conhecia você muito bem e que, principalmente, eu não precisava da opinião dele. Então ele agarrou meu braço e me beijou a força. Josh, eu não queria! Mas você sabe o quanto ele é forte. Eu sou pequena, eu não consegui me soltar dele. Não foi minha culpa, Josh, por favor, acredita em mim.
Ele estava com um semblante frio.
— Se põe no meu lugar, Hayley. Pense no que você faria se fosse eu e Jenna, nos agarrando, na escola. O que você faria? Eu digo, você mataria ela e a mim, antes mesmo de saber da história! Me desculpa, mas eu não consigo... eu... tenho que ir. — Ele disse tirando dinheiro da carteira e colocando na mesa. As lágrimas desceram pela face dela. Ela abaixou a cabeça.
— Não precisa pagar o meu.
— Eu te convidei, vou pagar.
— Não precisa pagar o meu, droga.
Ele tirou dois dóllares e colocou em cima da mesa, colocando a mochila nas costas e saindo de lá.
Hayley colocou mais dois em cima da mesa e saiu. O garçom ganhou dois dóllares e cinqüenta centavos de gorjeta.
Ela pegou a mochila e foi andando em direção a sua casa.
Eu tinha razão – pensou ela – ele não acreditou.

[...]

No outro dia, às três da tarde, estavam na garagem de Josh: Zac, Taylor e Jason, afiando os instrumentos e esperando Hayley chegar.
O clima estava meio tenso e Zac e Taylor estavam descontraindo, cantando musicas e fazendo os rapazes sorrirem.
Até que a campainha toca. Hayley havia chegado.
Isabelle atende e Hayley vai andando até a garagem.
Ela estava linda. Com um semblante... feliz.
Porém, quem a conhecesse, saberia dizer perfeitamente que ela estava camuflando a dor. Todos, principalmente Josh, souberam que ela não estava feliz. Mas decidiram não dizer nada.
— Oi galera. — ela disse chegando e brincando com o cabelo de Taylor. — Tudo bem aí com vocês?
— Não mais com o meu cabelo, né. — Taylor diz e ela gargalha.
— Foi mal, Tay.
— Comprou as cordas novas, Jas?
Ele estranhou.
— Comprei. Ficaram ótimas.
— Vamos começar com o quê?
— Que tal That’s What You Get? Melhorei meu solo na batera.
— Por mim tudo bem.
— Ok.

Paramore – That’s What You Get
Não, senhor; eu não quero ser a culpada, não mais.
É a sua vez, então sente-se para acertarmos as contas.
Por que nós gostamos tanto de nos machucar?
Eu não consigo decidir; você tornou mais difícil para prosseguir.
E Por quê? Todas as possibilidades, bem, eu estava errada.
É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar, whooa.
É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar, whooa.
Eu afoguei toda a minha razão com o som da batida.
É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar, whooa.

E todos entenderam que não havia melhor hora para aquela música ser tocada. A cada nota que Josh fazia, a cada batuque que Zac tirava, a cada corda que Taylor segurava, a cada grave que Jason tirava de seu baixo, e, a cada palavra que Hayley pronunciava, se lembrava da dor dos dois.

Eu me pergunto, como eu deveria me sentir quando você não está aqui?
Pois eu queimei todas as pontes que construí quando você estava aqui.
Eu continuo tentando me prender a coisas bobas, mas nunca aprendo.
Oh, por quê, em todas as possibilidades, sei que já as ouviu.
É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar, whooa.
É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar, whooa.
Eu afoguei toda a minha razão com o som da batida.
É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar, whooa.

Hayley cantava com um sorriso estampado no rosto.
Mas todos sabiam que ela sangrava por dentro.
O coração dos dois ganhou. E agora, por conta deste coração, os dois estavam sofrendo.
Josh não conseguia olhar para ela. Mantinha-se firmado e concentrado em sua guitarra, dando o melhor de si na música. Mas o seu íntimo estava sofrendo com aquelas palavras.

Dor, faça teu caminho até mim, até mim.
E eu sempre serei muito convidativa.
Se eu nunca começar a pensar direito,
Esse coração vai se rebelar contra mim.
Vamos começar, começar, hey!
Por que nós gostamos tanto de nos machucar?
Oh, por que nós gostamos tanto de nos machucar?

Hayley olhou para Josh, que balançava a cabeça no ritmo da música. Ele levantou a cabeça e os olhares dos dois se encontraram. Por quê nós gostamos tanto de nos machucar? Ele voltou a atenção para a sua guitarra e Hayley cantou com toda a voz a ultima parte da música.

É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar, whooa.
É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar, whooa.
É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar, whooa.
Agora não confio em mim mesma com nada além disso.
É isso que você quando deixa seu coração ganhar, whooa.

Com o ultimo batuque da bateria e a ultima nota arrancada da guitarra, a música acabou e Hayley puxou aplausos.
— Parabéns, galera. Ninguém errou! Uhuul! Vamos arrasar nesse festival.
— É isso aí, Hayles! Esse é o espírito.
O ensaio correu normal. O clima tenso era facilmente percebido, mas mesmo assim, todos se divertiram. Quarenta minutos depois deles tocaram That’s What You Get, Hayley disse que teria de ir embora, para cuidar de Mckayla, já que Erica estava na escola e os pais dela iriam sair.
Não era nada disso. Ela só não estava agüentando mais ficar ali dentro.
Despediu-se com o mesmo sorriso no rosto, pegou sua mochila e saiu. Logo depois, Taylor foi com Zac até a cozinha para comer alguma coisa. Josh estava quase indo também, até que Jason pede para ele ficar.
— Ei, e aí, cara.
— Que foi?
— A gente tem que conversar.
— Sobre o quê?
— Você sabe muito bem sobre o que é. E eu não vou deixar você se fazer de idiota, não agora. Senta aí, porque eu só saio daqui depois que a gente conversar. Sério.
Josh faz um rosto meio debochado.
— Ok, então tá.
Eles se sentam em umas caixas de madeira que ficam na garagem.
— O que você quer?
— A Hayley falou com você?
— O quê?
— Eu vi vocês dois indo para a lanchonete. Ela falou com você?
— Sim, ela falou. Falou toda aquela coisa de que não é culpa dela e tudo mais.
— E porque diabos vocês ainda não estão juntos?
— O que tu tem a ver com isso?
— Responde, droga!
— Porque ela está mentindo!
Jason dá uma gargalhada.
— Caramba, Josh... eu sempre soube que você é burro, mas agora eu tenho certeza. Meu Deus!
— Qual é cara, o que você quer?
— A culpa não foi dela, imbecil! Foi uma armadilha. Uma emboscada. E você caiu feito um patinho.
— Jason, vai à merda. Eu não quero saber. Não acredito que ela pediu pra você vir falar comigo e...
— Josh! Ela. Não. Teve. Culpa. Que desgraça! Foi um plano da Jenna pra separar vocês dois.
Josh levanta os olhos.
— Seu idiota. A Jenna falou para o Van beijar a Hayley na tua frente pra ela te ter de volta. Não é óbvio? Deixa eu fazer uma suposição: Ela já veio aqui pelo menos uma vez; Estou errado?
— Não. Ela veio aqui na segunda.
— Ah-há! Eu não disse? Josh, ela armou pra você e pra Hayley, e cara! Eu realmente achei que você não fosse imbecil o suficiente pra cair no golpezinho dela. Qual foi a única coisa que eu te pedi, cara? Qual foi a única coisa? Josh, eu só te pedi pra você fazer a Hayley feliz, e nem isso você faz!
— Por que eu acreditaria em você? Como eu vou saber se o que você diz é verdade?
Jason se levanta e começa a andar pela garagem.
— Eu sei, Josh, por que ela pediu pra mim.

Flashback on

Pov. Jason

Estava indo em direção a aula de História, e estava quase entrando na sala, quando uma mão me supreende.
— Olá, Jason.
— Oi... Jenna, certo?
— É, Jenna. É um prazer te conhecer. — Ela estende a mão pra mim.
— Jenna, o prazer é meu. Mas olha, eu tenho mesmo que entrar e...
— Calma, rapaz! — Ela diz, sorrindo — Preciso falar com você, e só vai levar um minuto.
Suspirei. O que essa menina quer comigo?
Sorri.
— Tudo certo, então... O que você precisa falar?
— Bem... eu soube que você está caidinho pela Hayley Nichole. — Ela diz olhando para uma unha. Eu sorri da forma como ela colocou.
Menina louca.
— Ér... eu gosto dela, Jenna. Não estou “caidinho”. — E solto uma risada mais forte.
— Chame como quiser. Mas você está apaixonado por ela, certo?
— Sim.
— Você a ama?
— Sim.
— Pois é, Jason, meu querido. Você já deve saber que eu era namorada do Josh até a Williams aparecer.
— Eu soube sim.
— Então... eu ainda o amo. Muito mesmo. E sabe... a gente pode se juntar, para conseguirmos o que queremos.
Mas olha só.
Bem que eu sabia que essa garota não era confiável.
Ergui uma sombrancelha.
— Hum... fale-me do que você tem em mente.
Jenna me veio com uma conversa incrivelmente imbecil. Eu teria que me aproximar de Hayley, e beijá-la na frente do Josh!
Que péssimo.
— E então... o que me diz? Vamos nos juntar?
Eu balanço a cabeça negativamente.
— Meu Deus do céu, o que passa nessa tua cabeça? Você é louca? Jenna, preste atenção no que eu vou te dizer: Eu amo a Hayley. Mas eu nunca vou conquistá-la usando de planinhos idiotas e mal feitos. Se tem uma coisa que eu tenho - e quero continuar tendo -, é o meu caráter, e eu o preso. Você deveria fazer o mesmo; Eu jamais faria algo assim para consegui-la, porque sinceramente, eu só a afastaria mais de mim. Você por acaso não pensa? Essa foi a coisa mais horrível que eu já ouvi! Meu Deus...
Ela fechou a cara na hora. Acho que ela tinha certeza que eu aceitaria.
— Mas não se preocupe, eu não vou contar pra ninguém esse monte de baboseira. Sabe por quê? Por que eu sei que aqueles dois se adoram e se amam muito, e não vão deixar a relação deles acabar por uma idiotisse dessas. Agora me dá licença, que eu preciso ir pra aula.
Ela se virou de forma nojenta e saiu em passos fortes, visivelmente irritada.

Flashback off

— Um mês se passou e eu acreditei que ela tinha desistido dessa idiotice toda. Mas não. Quando eu soube do Van, e vi Hayley chorando na escola com a Sarah, eu soube na hora que ela tinha feito aquilo. Não fiz nada, não contei nada pra ninguém, porque Josh, eu realmente acreditei que você não seria idiota a ponto de acreditar no Van Beasley, pau mandado de Jenna Rice!
Josh fica inquieto com tudo o que acabou de ouvir.
— Isso tudo é verdade mesmo?
— Sim, Josh. E cara, como você é idiota! Ela não merece você. A Hayley te ama, que droga, ela te ama demais! Você não viu hoje? Ela fingindo que estava ótima, pra não fazer os amigos dela sofrerem! E você realmente acreditou nessa historinha de “tenho que cuidar da minha irmã”? Pelo amor de Deus, Josh. Deixa de ser burro! Ela está sofrendo por você. Ela tentou te explicar, ela te disse toda a verdade e você a desprezou! Pois quer saber de uma coisa? Você deixa de ser burro, porque se você for idiota demais para não ir lá e tomá-la nos braços, eu sinto muito, mas eu não sou.
Josh sentiu um nó na garganta.
Ele não tinha argumentos para discutir com Jason, que agora estava guardando seu contra-baixo na capa. Ele havia sido insensível. Estava estático.
Ele não tinha a escutado. E agora poderia ser tarde demais.
Sim, ele sabia que essa história da Mckayla era só uma desculpa. Ele sabia disso.
E também sabia que a amava de todo o coração. Prova disso era a música que ele havia composto um dia antes sobre toda a sua dor. Aquela música que ele jurou não deixar ninguém saber.
Estava perdido em seus pensamentos. E de fato, estava se sentindo um idiota.
— Vai ficar aí? — Jason disse tirando-o do transe.
— Não. — Ele respondeu, levantando-se. — MÃE, EU VOU SAIR E NÃO TENHO HORA PRA VOLTAR. — Ele gritou, entrando no carro e abrindo o portão da garagem. Jason colocou o volume nas costas e saiu pela porta.
Josh saiu desesperado com o carro em direção a rua de Hayley. Dirigia feito louco.
Chegou em menos de três minutos e viu que a casa estava trancada, porém a luz do quarto de Hayley estava acesa. Tocava uma música muito alta, e ele podia ouvir a voz dela ecoando.
Saiu do carro e correu em direção ao quarto. A janela estava aberta.
Ele pegou a mesma escada da outra vez e a apoiou na janela. Subiu rapidamente e pulou a janela. Hayley estava arrumando seu guarda-roupa, de costas para a janela e escutando Stop And Stare – OneRepublic no som, bem alto.
Josh se lembrou de quando ele estava escutando essa música no celular e eles foram para a escola cantarolando-a.

“Pare e olhe, você começa a se perguntar por que você está aqui, não lá. E você daria qualquer coisa para conseguir o que é justo, mas justo não é o que você precisa realmente. Oh, você pode ver o que eu vejo?”

Caminhou calmamente e se sentou ao seu lado. Ela parou de cantar e ficou surpresa. Falou algumas coisas mas ele não escutou pelo som estar muito alto. Com um controle remoto, ela abaixou o volume.
— Quantas vezes você escutou essa música hoje? — Josh perguntou com um sorriso no rosto. Aquele sorriso.
— Umas cem. — Ela disse abaixando a cabeça e dando um meio sorriso. Ele levanta o rosto dela com um dedo e a faz olhar para ele.
Ao encará-la, ele nota que a íris dos olhos delas estavam vermelhas, e a pupila dilatada. Ela estava chorando enquanto cantava. A musica ainda ecoava pelo quarto.
— Me desculpa. — Ele sussurrou. — Eu te amo. Eu te amo mais do que tudo. E eu sei que você estava falando a verdade. Eu fui um idiota. Por favor... me desculpa.
Ela sorriu e as lágrimas brotaram em seus olhos.
— Oh meu Deus, Josh! — Ela diz e praticamente pula para cima dele, beijando-o.
Como puderam ficar três dias, três longos dias separados um do outro?
Eles se beijavam ardentemente. Aquele beijo estava cheio de amor, paixão, saudade, desejo... e todos os outros sentimentos que se sente quando se faz as pazes. Eles queriam um ao outro. Agora mais do que nunca.
Com o peso de Hayley sobre si, Josh acaba se deitando no tapete cheio de roupas do quarto dela, com a mão firme em sua cintura, e ela segurando a sua nuca. Quando o ar se vai, Hayley começa a beijar seu rosto rapidamente, e beija o seu pescoço também, deixando lá uma mordidinha também. Volta até a boca dele e os dois voltam a se beijar. Hayley passa a mão por dentro da camisa dele e a empurra para cima, começando a tira-la. Josh terminha de tirar a camiseta enquanto ela tira a dela também. Eles voltam a se beijar.
Josh passa a mão pelas costas dela e acha o fecho do sutiã e o tira.
— Achei que ia ter que te ajudar novamente. — Hayley diz rindo.
— Acho que peguei o jeito. — Eles sorriem novamente e voltam a se beijar. Josh passa a mão pelo seio dela, apertando-os devagar e massageando os mamilos. Passa a mão por todo o corpo dela, até chegar ao shortinho que ela usava. Sem dificuldade, ele o tira junto com a calcinha, e passa a fazer movimentos com a mão em Hayley.
Ela geme baixinho e morde o seu ombro, deixando beijos ali. Ela passa a mão pelas suas costas, arranhando-as de leve, e chega a calça. Desabotoa e Josh a ajuda a tirá-la junto com a cueca.
Josh se livra da calça e eles voltam a se beijar com ardor. O membro dele já estava rígido.
Josh pega uma camisinha que estava no bolso da calça (desde a noite que os dois tiveram anteriormente, ele passou a carregar sempre camisinhas consigo) e se encapa. Beija o pescoço de Hayley e a deita no tapete.
Começa a penetrá-la devagar, com movimentos pequenos, e sente uma chama arder dentro de si. Hayley começa a gemer. Ele a beija nos ombros e pescoço enquanto faz os movimentos, e ela geme.
Então ele passa a aumentar os movimentos, tornando-os mais rápidos e fortes. Ela gemia cada vez que ele entrava dentro dela, e o arranhava. Seu rosto estava começando a suar, e o prazer daquele momento era indescritível.
Estava muito melhor do que a primeira vez. Muito.
Ela pega nos ombros de Josh e o força para deitar, ficando agora, ela por cima dele.
Ela começa a rebolar em cima do membro de Josh, que também gemia e suava. Ficaram assim por um bom tempo, até que Josh chegou ao clímax. Tirou o preservativo com o esperma, enrolou-o num papel higiênico e o jogou no lixo. Quando voltou, Hayley estava vestida com sua blusa. Ele sorriu.
— Acho melhor tomarmos um banho.
— É. — Ela sorriu.
Foi uma ótima maneira de fazer as pazes.

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