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16 de nov. de 2013

[Livro X Filme] Jogos Vorazes: Em Chamas



Os fãs gringos sempre tiveram vantagem sobre nós quando o assunto era acesso sobre as coisas das quais gostamos. Os exemplos dessa afirmação são infindáveis. Os potterheads brasileiros, por exemplo, tiveram que esperar TRÊS INACABÁVEIS MESES para comprar o último livro da série em português. Os tributos, fãs de Jogos Vorazes, precisaram implorar às editoras brasileiras para fazer um lançamento decente e, enquanto isso, baixar as traduções em PDF do grupo After Dark no Orkut.
O brasileiro, meus amigos, é um sofredor árduo quando se trata de suportar as regalias que a fãbase gringa tem sobre ele.
BUT NOT THIS TIME.



Jogos Vorazes: Em Chamas estreou ANTES DO MUNDO TODO no Brasil. E eu, é claro, peguei o busu cozamigos em direção ao que seria o FILME MAIS FODA DO ANO.
Talvez eu esteja simplesmente exagerando.
Se você não acredita que a adaptação ficou assim legal: assista. Não, é claro, se você for gringo. Porque aí você vai ter que esperar mais uma semana (22 de novembro). Sorry, sweetheart.
A garota que vos fala, não podendo ser diferente, foi ver o filme na estreia. Ganhou um pôster bonitinho. Segurou a mão do amiguinho tão forte que quase arrancou, na hora do surto. Não pôde gritar porque não paravam de mandá-la calar a boca, mesmo que ela só sussurrasse algumas coisas como "ÇPASKOQHJWNRKEJDBLQIWUAEGBHDSÇOIQJKWSA AI MEU DEUS PEENISS!!!".
E ela, em consideração a vocês, contextuados do core, vai tentar não ser muito anti-profissional para escrever o LIVRO X FILME desse mês.
Com vocês: The Hunger Games: Catching Fire! And may the odds be ever in your favor!

AVISO: Esse artigo contém spoiler PRA CARAMBA.


Autor X Roteirista


Qualquer um que já tenha visto Clifford, O Gigante Cão Vermelho ou Clarissa Sabe Tudo já conheceu uma pitadinha do trabalho da nossa autora-meu-deus-um-reality-show-por-que-não-fazer-adolescentes-se-matando-na-tv? mais linda do mundo, Suzanne Collins. Isso porque, SIM, Suze já divou escrevendo roteiros para a Nickelodeon e essas eram as suas séries mais famosinhas.
(Embora ela não conste na Wikipédia como criadora do cachorro vermelho que mesmo tendo nascido como o menor de sua família vermelha, desafiou todas as leis animalescas do mundo e se tornou um gigante em poucas semanas. Isso porque ela não o criou. Só escreveu várias de suas aventuras.)
Aqui está Suze Collins, pessoal.
A cara da riqueza.
Acontece que Suze, que já tinha escrito outros milhares de livros infantis que vocês provavelmente vão se sentir tão tentados a ler quanto eu, de repente estava assistindo a um reality show e pensou, tipo, "por que não escrever uma distopia onde existem doze distritos e uma capital opressora que impõe o seu poder capturando um tributo de sexo feminino e um tributo de sexo masculino para lutarem até a morte em uma arena, televisionada para todo o país - que poderia muito bem se chamar Panem?". Como de idiota dona Collins não tem nem a cara, escreveu um young adult (que já tava super in por causa de Crepúsculo em 2008), conseguiu colocar um triângulo amoroso no meio de toda a política e voilá. Ficou rica. Famosa. Glamourosa. Lu-xo-sa. Sambando na cara dos haters.
A notícia de que Jogos Vorazes teria um filme veio logo depois do lançamento do último livro, se a moça que vos escreve não está enganada, e toda a fã-base de The Hunger Games ficou eufórica. No dia 23 de março de 2012, estávamos todos no cinema, vendo Jennifer Lawrence interpretando gostosamente Katniss Everdeen, Josh Hutcherson sendo fofo no corpo de Peeta Mellark, e o irmão do Thor sendo o Gale que não tem brilho nenhum no primeiro livro/filme e que ninguém ama.
"Eles desenharam um pênis."
Culpa sua ter um shipper tão chamativo.
(Nada contra o Liam Hemsworth, inclusive o acho extremamente legal, só que shippo Peeniss para a vida e esse artigo pode ser levemente inclinado a isso.) (Desculpem se prometi não ser anti-profissional.)
 O primeiro filme foi, para a alegria geral da população, bastante fiel ao livro. Além disso, conseguiu inovar, ultrapassando o ponto de vista único da Katniss e mostrando os jogos acontecendo por um meio geral. Sem falar que aquele close da cara do Gale no beijo Peeniss fez minha sala de cinema explodir em gargalhadas.
Portanto, quando a blogueira em questão dirigiu-se à parte mais ryca de Brasília na esperança de ver o segundo filme da quadrilogia, pode-se dizer que as expectativas estavam altas.
E FORAM SUPERADAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Tô cabeluda de dizer para vocês que entendo que uma adaptação cinematográfica de uma obra literária dá trabalho de fazer. O tempo é muito pequeno, especialmente se o livro for grande. Precisa-se de diretores competentes. Fotografia competente. Atores competentes. Sonoplastia competente. ROTEIRISTA competente. E, acima de tudo isso, precisa-se de muito. dinheiro.
(140 milhões de verdinhas gringas foram gastas em Jogos Vorazes: Em Chamas. Pouquinho assim.)
Os roteiristas de Em Chamas chamam-se Simon Beaufoy, Michael Arndt e SUZANNE COLLINS. O que quer dizer, meus queridos, que não tem nada versus nada aqui mais não. O filme foi perfeitamente premeditado sob os parâmetros do livro. Existem cenas que têm as mesmas falas. Coisas que sabemos pelos pensamentos da Katniss e que foram reproduzidas em vídeo da forma mais inteligente que se poderia imaginar (todos sabemos, por exemplo, que a Katniss sente o hálito de sangue do presidente Snow. Sabe como eles reproduziram isso? O cara dá um gole no champanhe e o líquido volta vermelho. ARREPIOS, GALERA, ARREPIOS). As falhas que Gary Ross nos deixou no primeiro filme (tipo, adiós, Madge) são facilmente relevadas no segundo, apesar de ter dado ao espancamento do Gale menos espaço do que é dado no livro. MAS QUEM LIGA PARA O GALE?, o filme soube ser inovador, soube seguir os parâmetros livrísticos (rs), soube ser romântico (sério <3), soube ser ousado (só eu não esperava ver a Johanna pelada?)...
Ao diretor Francis Lawrence e aos roteiristas amorzinhos: PARABÉNS, CARAS. O filme soube ser incrível.

Personagens X Atores


Tá certo que todos fomos irremediavelmente ligados aos atores que nossas cabeças tinham cogitado aos nossos queridos amiguinhos literários. Confesso que queria muito que a Mila Kunis fosse escalada para Johanna Mason, por exemplo, o que eu percebi ao assistir esse filme que: FOI DOIDERA. O cast escolhido, meus caros, simplesmente sambou duas horas e vinte e três minutos de carnaval nas nossas faces.
Como ponto estético, é importante ressaltar que o Gale deveria, de acordo com o livro, ser parecido com a Katniss (pele morena, olhos e cabelos escuros, corpo forte, etcs). Também deveria ser assim com o Haymitch, aliás. Mas houve um cleaning no elenco do livro e as pessoas que deveriam ser morenas e sofridas tornaram-se magicamente loiras, lindas, divas e ricas, ao menos no primeiro filme. A miséria e revolta nos distritos ficou bem mais evidente em Em Chamas. Principalmente os figurantes. Sofridos, maltratados, com olhos de esperança, encostando os dedos aos lábios e assobiando o toque do Mockingjay. Gosto assim. 

  • Jennifer Gostosa Lawrence interpreta Katniss Everdeen novamente e mostra que não tem um oscar e mais um zilhão de prêmios por acaso. A gente sabe que a Jenn é uma das atrizes mais promissoras de róliúdi, oras, vivem falando disso o tempo todo. Em Jogos Vorazes: Em Chamas, ela simplesmente pisou em cima do meu coração com um salto agulha. Chorei 9017281368172 vezes. Acho que ela devia ganhar mil oscares só pelas olhadas de desespero que me faziam ficar com o coração na mão. Perfeita, perfeita mil vezes, não consigo achar defeitos nessa mulher. 
    Jennifer Lawrence as Katniss Everdeen. Approved.


  •  Josh Hutcherson interpreta Peeta Mellark e, gente!, esse menino!!! Convenhamos que o pequeno (rsrsrs) Joshua já é nosso xodozinho desde ABC do Amor e Ponte Para Terabítia. Nós o vimos no primeiro filme, todo fofinho, todo centrado, como o Peeta era, mesmo. Mas querem saber de uma coisa? A atuação desse moleque em Jogos Vorazes: Em Chamas obteve uma melhora significativa. Desde o momento de fúria dele ao jogar as bebidas do Haymitch fora, até os olhares de ela-não-me-ama... os beijos, OH, OS BEIJOS. As contracenas Josh+Jenn foram as coisas mais shippáveis e lindas DO MUNDO. Palmas?

    Josh Hutcherson as Peeta Mellark. Approved.


  • Liam cyrus irmão do thor Hemsworth interpreta Gale Hawthorne e PAUSA PARA OUTRA ATUAÇÃO DIVOSA. Tudo bem que o Gale não é meu personagem favorito da vida, mas eu ainda o amo lá no fundo, e o fato de ele ser interpretado por um dos irmãos Hemsworth influi um pouquinho nisso. Como foi anteriormente dito, o Gale do livro pouco bate fisicamente com o Gale do filme, mas o que falta em aparência, compensa em competência. Outro aprovado. Deus?

    Liam Hemsworth as Gale Hawthorne. Approved.
  • Woody Harrelson interpreta Haymitch Abernathy e, cara, se esse Woody se provou incrível no primeiro filme, não deixou nadinha a desejar no segundo. Mesmo sem ser moreno e com toda aquela cabeleira, não tem nada mais aconchegante do que ouvir um "stay alive" ou um "sweetheart" da boca deste homem.


    Woody Harrelson as Haymitch Abernathy. Approved.
     
  • Donald Sutherland interpreta President Snow. Sei lá, eu simplesmente admiro esse cara. Pouco antes de assistir ao primeiro filme, eu imaginava que seria impossível vê-lo em uma má figura, justamente porque um dos meus filmes favoritos da vida (Orgulho e Preconceito - 2005) o tem como a melhor figura paternal de sempre. Assim, eu olhava para o sorriso gostoso do Sr. Bennet e pensava "aw, como esse cara vai ser o pior homem do universo?".
    Ele conseguiu, caras. Ele conseguiu.
    Em Jogos Vorazes, foca-se mais no massacre na arena do que nas questões políticas distritais, de modo que Donald não tem tanto glamour. Mas nesse filme, temos vários takes de suas conversas com Plutarch Heavensbee (Philip Seymour Hoffman), vários discursos e aquela cena maravilinda do champanhe cheio de sangue. Sem falar nas cenas com a netinha dele.
    E eu juro que ele dá medo.

    Donald Sutherland as Presidente Snow. Approved.
  • Willow Shields interpreta Primrose Everdeen e eu só tenho uma palavra para descrever a atuação pequena, mas importante dessa criança: AWN.

    Willow Shields as Primrose Everdeen. Approved.
  • Sam Claflin interpreta Finnick Odair e, e aí, vocês querem um torrão de açúcar? Vamos falar sério aqui: quando Sam foi escalado para Finnick, a maior parte dos tributos xaropou. Disseram que ele era frio. Que não era bonito o suficiente. Que não atuava bem o suficiente. Reclamaram até cansar. E, bem, acho que não falo só por mim quando digo que esse cara não foi apenas sedutor como Finnick, mas mortífero também. Oh, yeah, eu quero um torrão de açúcar.

    Sam Claflin as Finnick Odair. Approved.

  • Jena Malone interpreta Johanna Mason e, MEU DEUS, GENTE, ESSA MENINA FOI A REVELAÇÃO MASTER DESSE FILME. Eu tinha meus motivos para não ter concordado com Jena à primeiro momento. A começar pelo rostinho dela. Pela palidez dela. Falando a verdade, não estava acreditando que a garota se sairia bem ao interpretar a minha provável personagem favorita do terceiro livro.
    Mas foi exatamente isso que ela fez.
    Jenny sambou nua na minha cara dentro daquele cinema. Conseguiu ser corajosa, sexy, ousada, irritante... tudo. Pode ser que o personagem simplesmente fosse maravilhoso e qualquer atriz suficientemente competente faria com que eu o amasse. Mas, falando sério? Gritei quando ela mandou a capital tomar no c* no programa de Caesar Flickerman.
Jena Malone as Johanna Mason. Approved. ESSA CENA S2


Tudo bem. Fui dar uma olhada na minha listinha de personagem e percebi que AINDA TEM MUITA GENTE, CARAMBA. Vamos combinar. São vinte e quatro tributos. Sem contar os outros personagens. Vai ficar chato falar de todos eles e, como eu percebi, não tenho de quem falar mal. Portanto, APLAUSOS A TODO O CAST, MEU POVO!!! Calaram a boca dos haters.




 Últimos Capítulos X Últimos Minutos


A maior parte das cenas do filme são idênticas aos do filme, só que ainda melhores. A névoa é mais espessa. A cara do Finnick ao perder a Mags, logo depois de receber um beijo dela. Os gaios tagaleras gritando as súplicas das pessoas que Katniss e Finnick amavam. Os beijos Peeniss. O plano de Beetee. O "fique abaixada, ok?" de Johanna após cortar o antebraço de Katniss. As mortes. O girar da cornucópia. O raio na grande árvore. Tudo, tudo.
PEENISS PEENISS PEENISS PEENISS PEENISS
PEENISS PEENISS PEENISS PEENISS PEENISS
PEENISS PEENISS PEENISS PEENISS PEENISS
Eles conseguiram melhorar. O companheirismo estabelecido pela Johanna e a Katniss inicia-se agora, mesmo, no segundo filme, e eu sei que eu vou morrer de chorar quando as duas treinarem juntas no quarto. O fim visto por um segundo ponto de vista. A forma como o "lembre-se de quem é o inimigo" é externada ao espectador, diferentemente de como Suze fez no livro, em que as palavras simplesmente vêm à mente de Katniss. A flecha no campo de força.
A queda do campo de força.
Chorei quando o campo de força caiu, o presidente Snow via que a transmissão havia acabado e Plutarch havia sumido. Chorei quando Katniss abriu os olhos e viu tudo cair, viu um aerodeslizador levantá-la, seus olhos brilhantes e distantes, o corpo sujo. Chorei porque aquela cena foi tão, tão linda, muito mais linda do que eu poderia imaginar, e eu sabia o que viria em seguida. O tapa na cara do Haymitch. Ela xingando-o de "son of a bitch" e  chamando-o de mentiroso até que desmaiasse por causa dos sedativos.
Gale.
"O distrito 12 não existe mais."
O filme acaba com um foco nos olhos da Katniss, lágrimas inundando-o. Mas depois elas param. E Katniss encara a câmera.
Então um tordo pega fogo, voa, e Atlas do Coldplay começa a tocar, enquanto as luzes do cinema se acendem e você não é mais ninguém.
Céus.


Considerações Finais


Podemos considerar, é claro, as cenas que foram cortadas. Poucas coisas das quais eu realmente senti falta. Como o relógio do Plutarch (que na realidade aparece, mas só numa versão especial para DVD), Katniss, Peeta e Haymitch treinando como carreiristas, a choradeira da equipe de preparação, a cena no terraço do prédio, os vestidinhos de mocinha inocente da Katniss, os vestidos de noiva, Madge...
E também as coisas que acrescentaram. Os xingamentos da Johanna e a cena em que ela segura a mão de Katniss, um beijo extra para o Gale (pelo menos isso, né?), o champanhe cheio de sangue do Snow...
Em geral, foi uma adaptação muito boa. Não só porque foi fiel e cara, não só porque uma das roteiristas foi a própria escritora dos livros, não só porque eu sou uma fã assumida de THG e sou suspeita para dizer.
Mas porque foi emocionante, arrepiante, aterrorizante.
E porque eu ganhei um pôster. Tipo, valeu totalmente os onze reais gastos.
Motivos para se ler o livro: apesar da narrativa meio lenta no início do livro, é uma continuação cheia de ação e genuinamente mais emocionante e revoltosa do que o primeiro da sequência; você quer um torrão de açúcar?; Katniss está mais confusa do que nunca; daqui a cem anos vão se retratar a The Hunger Games como um clássico e sério que você não quer ler os livros?
Motivos para se ver o filme: a fotografia maravilhosa; o desempenho de Jennifer Lawrence que vai te fazer chorar; a paranoia e a loucura de Katniss que fica evidente logo na primeira cena do filme; peeniss; Sam Claflin; quer um torrão de açúcar?; Jena Malone ficando nua; a cara da Jennifer Lawrence quando a Jena Malone fica nua; um monte de beijos esquisitos (Chaff e Katniss, Peeta e Finnick (que não é bem um beijo mas...), Mags e Finnick); Sam Claflin; a trilha sonora tá estupidamente incrível; já cheguei a mencionar o Sam Claflin?



20 de out. de 2013

[Think About It] Uma mensagem para a Sarah de 19 anos



Reprodução / We ♥ It



Oi, meus amores! Nem acreditam que eu vou começar um post supostamente informal aqui hoje, NÉ?
Nah, menos, Sarah. Bem menos.
Eu sei, vocês já olharam lá em cima, viram o nome do post, querem saber do que se trata tudo isso e o motivo de eu continuar falando tanto de ~mim~ por aqui. A verdade é que THIS IS MY BLOG, BITCHIES, SO I CAN TALK ABOUT ANYTHING I WANT mentira, nem posso, mas quero abrir uma exceção. Isso porque eu acabei de ter uma ideia legal, assim, do nada, e acho que deveria dividir com vocês porque vocês são boas pessoas que eu amo e considero. Eu sei também que estou devendo toneladas de posts referentes a QUALQUER COISA QUE NÃO SEJA UM PENSAMENTO BOBO DA MINHA CABEÇA OU UM TEXTO REFLEXIVO, mas vocês me conhecem e eu nunca cumpro minhas responsabilidades.
Brincadeirinha. Semana que vem adianto algo útil pra vocês. E vocês sempre podem contar com a maravilhosa equipe (con) para saber de coisas legais!
De qualquer forma, para poder agrupar esse tipo de post sem-noção-mas-com-noções-de-vida em uma categoria só, eu criei o "think about it", que é basicamente um lugar onde eu postarei algumas bobagens desse estilo. 
Agora, vamos falar rapidinho sobre o nome deste blog e como o "contexto" se aplica às nossas vidas. Para isso, responda a três perguntas super-hiper-mega-master-práticas:
1ª - Quantos anos você tem? (AND I KNOW THAT A LADY NEVER REVEALS HER AGE mas esqueça isso por um tempo)
2ª - Como é a sua vida hoje?
3ª - O que o "você" de três anos atrás te diria?
A sua perspectiva de qualquer-coisa muda quando você é inserido em diferentes contextos e sob novas experiências e ideias, sabe? Você é como um personagem não-onisciente, você tem um só ponto de vista e, para continuar vivendo, você meio que precisa mudar de acordo com o seu contexto - físico, motivacional, virtual, social, sei lá, vivencial em si - muda.
Isso pode estar ficando confuso.
Simplificando: você está em constante mudança, por mais que ache (e, às vezes, você acha) que vai SEMPRE continuar com os mesmos costumes, crenças e amores. Isso muda porque a vida te garante experiências e garante experiências para as pessoas que te rodeiam. 
O ponto é: você é capaz de registrar essa mudança? 
Claro que é. Você pode muito bem olhar para quem você era no ano passado e pensar algo tipo, "puxa, como eu era idiota", ou "puxa, eu era feliz e nem sabia", ou qualquer variação dessas frases, só que sem o "puxa" no início das frases, porque só eu falo isso. Não importa.
Vamos só questionar essa sua ideia mais uma vez.
Você é realmente capaz de registrar a mudança que acontece com você? A longo prazo?
Nah, eu acho que não. Porque, sabe, você pode lembrar que o seu "eu" de três anos atrás não precisava se preocupar com vestibular, e tinha uma paixão platônica por um dos Jonas Brothers, e costumava ser muito dramático. Mas você lembra de como o seu "eu" de três anos atrás gostava de pentear o cabelo? E qual era a sua camiseta favorita? E o que te fazia mais feliz? E quais eram as suas principais ambições? E o que o seu "eu" de três anos atrás diria para o seu "eu" de agora?
Existem mil outras perguntas que você pode fazer a você mesmo, porque, oras!, quem sabe da sua vida não sou eu. Eu estava tentando pensar como a Sarah de 13 anos e me dei conta de que ela provavelmente estaria orgulhosa de mim, hoje. Se fosse se comunicar comigo, daria pulinhos de alegria por eu ter conseguido escrever um livro. E terminar as OAV's. E ir ao show do Paramore! Ela ficaria satisfeita, eu acho, em ver que eu me sinto mais confortável no meu corpo do que ela se sentia no dela. Talvez ficasse um pouco chateada em saber que as amigas dela na época mal falam comigo hoje. E, bem, talvez torcesse os lábios quando eu lhe contasse que o Marcus, irmão dois anos mais novo, agora é dez centímetros mais alto. E me contaria da vida dela. De como ela estava ansiosa para o fim do ano, quando viajaria com a turma durante três dias, para a formatura. Do Guilherme e de como ela tinha se apaixonado por ele. De como a Ana Lívia era uma péssima companheira de quarto e do quanto ela mal pode esperar para ter um só pra ela. De uma fic nova que ela achava que era a melhor coisa que ela já havia escrito. De como ela mal podia esperar ir para o ensino médio. E de muitas outras coisas que eram a vida dela na época, mas que agora só me trazem nostalgia, e um pouco de "ainda-bem-que-isso-passou" (acredito que esse sentimento tenha um nome, mas você entendeu).
Pensando sobre isso, eu fiquei ponderando o que eu diria para a Sarah de 19 anos. Pensar sobre ela me deixa animada. Faculdade, carteira de habilitação, semi-independência? Melhores habilidades no violão? Ainda escreve? Ainda lê tanto quanto eu, agora, com 16? Tá gostando do seu curso? Você continuou com a decisão de fazer Letras, não é? E o inglês? Namorando alguém? Quem são os seus amigos? E quem não são mais? Em quem você votou esse ano?
Se eu pudesse falar com ela, perguntaria tudo isso, com um brilho nos olhos. Talvez ela não me responda satisfatoriamente nem metade dessas perguntas, devo dizer, tal como eu provavelmente não responderia muito bem algumas perguntas da Sarah de 13 anos. Mas, aí, eu contaria um pouco da minha vida pra ela, pra que ela se lembrasse de como era ser eu, aos 16. É, segundo ano do ensino médio, cara. Nenhum cursinho. No money for that. Nem fiz ENEM, também, mas acho que vou me arrepender disso depois. Namorando o Daniel. Sofia ainda é minha melhor amiga e irmã e todo o resto. Sem muitos amigos, mas muitos colegas. Tentando acreditar no certo e lutar por isso - o que envolve algumas causas feministas, anti-homofóbicas, anti-racistas, anti-opressivas, anti-bullys, e mais um monte de "anti's" sobre os quais tenho orgulho de falar, de vez em quando. Tentando ser mais gentil. Mais humana. E, ao mesmo tempo, tentando passar menos tempo no Facebook, e não procrastinar todos os deveres do colégio. Escrevendo o segundo livro, teoricamente mais maduro que o primeiro, que eu nem sei, honestamente, se vai ser lançado pra variar. Não que eu me importe. O que vale é a experiência. 
Experiência. No fim, é a experiência que faz valer a pena. Sabe, pensando melhor, se a Sarah de 19 anos aparecesse para mim, agora, eu não lhe perguntaria nada. Eu lhe daria um conselho:
Aproveita, por favor, as experiências que a vida te dá. E não para de escrever sobre isso (mesmo que indiretamente) e deixar você mesma saber do quanto você muda conforme os anos vão passando. É bom se re-essensificar. De vez em quando. Põe um sorriso no seu rosto. E deixa a Sarah de 22 anos saber quem foi a Sarah de 19.

Reprodução / We ♥ It


HOMEWORK FOR YOU, KIDS! Mentira, vocês só fazem se quiserem. A ideia é: escrever, realmente, uma mensagem para o seu "eu" de três anos pra frente. Escreva o que você quiser. Pergunte, fale, ora, a vida e a mensagem são suas. Depois, guarde. Ou poste no Tumblr ou no seu blog pessoal, ou no seu Facebook, ou em qualquer rede/meio social que você queira. Agende um dia no ano de 2016 para você ler essa mensagem. Que não seja ano novo ou o seu aniversário, porque essas datas já são essencialmente nostálgicas e não precisam de um toque extra; é mais legal que seja um dia comum, sem significado. Faça um compromisso consigo mesmo e não leia a mensagem escrita até o dia em questão. E, aí, em 2016, você lê sua própria carta pra você e tenta se lembrar do que já foram seus valores e suas experiências imaturas. Vocês vão ver o quanto é gostoso mudar; e melhor: o quanto é gostoso perceber essa mudança. 
Muito amor, viu?, sempre ♥



29 de set. de 2013

Sobre a visão romantizada do amor adolescente

Fonte: We ♥ It
Nada a ver com o post, só tô com uma puta vontade de rever Gossip Girl. Queen <3




Eu sou adolescente, ora essa, e já diziam os adultos: "tudo é maior quando se é adolescente". Isso significa que, o quê, afinal? Que, por ser adolescente, eu supostamente deveria enxergar as coisas e situações sob uma perspectiva mais ampla que os outros nascidos antes de mim? Que, para mim, as músicas são mais altas? Que os livros são maiores? Que o choro é mais triste? Que a risada é mais engraçada? O ódio é mais rancoroso? E o amor, mais aterrador?
Então, eu nunca fui adulta, de modo que não tenho como responder qualquer uma dessas questões em teor comparativo. Se eu sinto mais do que meus pais, por exemplo, não sei. Não obstante, se existe algo que eu posso apontar em mim mesma e em certas pessoas de mesma faixa etária que conheço, é a constante expectativa que eu - e você, provavelmente - tenho sobre tudo. Escola, trabalho, a vida, amizade, amor, tudinho. Morria de ansiedade para entrar no Ensino Médio, por exemplo, e entrei, para então decepcionar-me. Queria amigos verdadeiros, e os tive, perdendo-os meses após. Desenvolvo opiniões e penso sobre coisas para caramba, e então mudo de ideia, porque a noção do que tá acontecendo agora é uma: as coisas mudam, e o "daydream" pede demais, mais do que eu tenho, e do que vou ter.
Assim, pelo tanto que eu li e assisti, por tudo o que aconteceu sob os meus olhos, e com um dedinho de influência dessa expectativa ansiosa que ocasionalmente toma de conta de mim, eu aguardava, mesmo que não assumisse para ninguém, que um sentimento aterrador me preenchesse quando eu passasse a amar alguém, da forma que uma mulher ama um homem (ou do que um homem ama outro homem, ou uma mulher ama outra mulher, conjugalmente falando, vocês entenderam meu ponto de vista).  E aí, taí, que não faz tanto tempo que isso aconteceu pela primeira vez e, adivinha?, aquele sentimento maluco e quase psicótico que as músicas e filmes e livros e etc. pregam não apareceu.
É engraçado eu dizer isso a vocês, mas eu sinto muito, parte do que escrevi naquelas fanfics era a mais pura romantização de um sentimento que eu nunca havia sentido, uma clara tentativa de se fazer acreditar em um protótipo literário completamente surreal. Sabe, você não se cega, e sua vida não muda tanto. Você ainda tem que estudar, por exemplo, e atualizar o seu blog. Ainda precisa lavar a louça do jantar e cuidar do seu priminho. Você ainda lê Harry Potter e ainda divide cola na prova de física. A diferença que se dá na sua vida é bastante clara, entretanto. A felicidade passa a te acompanhar. A calma, também, acompanhada de alguns medos, talvez. Ah, você passa a trocar mais mensagens de texto do que costumava. O tempo fica mais lento. As noites mais curtas. Os suspiros mais demorados. Você tem alguém com quem reclamar dos professores mais terríveis do colégio. Alguém pra abraçar forte. E, bem, a ideia torna-se acostumável, e quando tu se dá por si, indispensável.
Não tem algo que diga exatamente o que acontece, com a exceção de, talvez, a música "Wake Me Up", do Ed Sheeran. Porque nós sabemos e entendemos que ninguém entende de sentimentos como ele.
Eu amo, mas nem sabia que estava amando, porque a ideia polida de amor que eu tinha era mais louca do que a que eu sinto. E a calma de um beijo somada a euforia de um bando de palavras bonitas não tem absolutamente nada a ver com a ideia de coisa-louca-que-vira-tua-cabeça-de-cabeça-para-baixo que eu escrevi meses atrás. Sem poder estar mais feliz, eu admito, que é bem melhor. Só que mesmo depois de escrever durante anos sobre isso, e ler tanto, e ouvir tanta música, é esquisito que eu me sinta caminhando sobre um terreno completamente novo.
(Isso era para ser uma opinião e tornou-se uma espécie de confessionário, palmas para mim que não sei escrever textos profissionais para um blog que amo.)
Uma dica de amiga? Esqueça tudo o que você já leu. Nada daquilo é real. A realidade é bem mais confusa e confortadora. Quando chegar para você, me avisa, me deixa ficar sabendo, eu vou gostar de saber se você também chegou à conclusão de que tinha uma visão bobamente superficial da ideia de amor.
A conclusão desse texto, praticamente inexistente, é simples: talvez, bem, tudo seja mesmo maior quando se é adolescente. E a consequência de que o "meu primeiro ~amor~" está sendo tão gradativo, calmo e gostoso, talvez me faça acreditar que eu estou crescendo. 


P.S.: Baseada na ideia de visão romantizada do amor, adivinha quem começou a escrever um novo livro? Gostaria de saber nos comentários o que vocês pensam sobre o assunto e como é/são o/s relacionamento/s de vocês. Quero saber se meus argumentos têm algum fundamento! Mesmo se você não comentar com frequência no blog, deixa tua história aqui, vou adorar conhecê-la. Se não quiser se expor nos comentários, manda pra blogcontextuando@gmail.com, e um dia eu faço um grande post expondo e comentando nossos amores-não-esteriotipados (caso você não queira se expor, só avisar, não divulgo nome nem nada) :3
P.S.S.: É a primeira vez que eu escrevo sobre meu namoro aqui e tô meio envergonhada. 
P.S.S.S.: Se você é o Daniel, amor, não fique paranoico por causa desse texto. É sério. Tu ainda me mudou pra melhor e adicionou cor ao meu preto e branco ♥


1 de set. de 2013

[PLAYLIST] Músicas que você já gostou, mas tem vergonha de admitir

VAMO LÁ!!! YO, TELL ME WHAT YOU WANT, WHAT YOU REALLY REALLY WANT (so tell me what you want, what you really really want) I WANNA (ah!) I WANNA (ah!) I WANNA REALLY REALLY REALLY WANNA ZIG ZIG AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH.
Eu sei quem você é, meu amor. Você é uma pessoa certa de seus valores sociais e culturais, ciente de seus gostos e das nuances do seu querer. Isso significa que você sempre — sempre — estará disposto a defender seu ponto de vista em discussões sobre música. Funk? Nem pensar. Música de pouco valor cultural, vadiagem, só tem merda. Axé, forró, sertanejo? Tudo farinha do mesmo saco. Ritmos engajados em apologia ao sexo que só servem para satisfazer uma massa que não tem absolutamente nada a ver com você. Você, ah, não, você só escuta música boa. De valor, com uma mensagem a passar. Você, querido, tem o melhor gosto musical do mundo e faz questão de exibi-lo — mesmo que a maior parte da sociedade discorde veementemente de você, o que só prova a sua teoria de que eles estão alienados pelos mesmos ritmos vazios e supérfluos.
MAS O TEU PASSADO TE CONDENA, AMIGO!!!
Não adianta corar! Eu estou observando, posso ver a vermelhidão nas suas bochechas, as suas tentativas falhas de negar o que eu estou apontando neste momento. Você, colega, você já gostou de muita coisa ruim. E, se nos comentários dessa postagem, você vier me dizer que não, vou saber que está mentindo. Acredite! Eu sempre sei!
Portanto, pode retirar o cavalinho da chuva se o teu intuito ao abrir esse post foi zombar do meu antigo gosto musical. Porque, você, amado leitor, já cantou — e dançou! — muita merda.
Vamos começar a semana falando de vergonha! (Afinal, eu cantei Spice Girls ali em cima, perfavore.)

 1. Musa do Verão - Felipe Dylon

 



Se você acha que Cody Simpson começou com a ideia de fazer músicas sobre amores de verão, VOCÊ ESTÁ ERRADO! Muito antes disso, um galã estava manchando as coxas das menininhas brasileiras, com músicas cheias de auto-tune e letras mimimizadas. E este era, meus queridos, Felipe Dylon.
Sabe o que é pior? VOCÊ GOSTAVA DELE!!! VOCÊ SABIA AS MÚSICAS DE COR QUANDO ELE IA CANTAR NO PROGRAMA DO GUGU!!!
Felipe foi o tipo de artista que só teve um sucesso na vida, ganhou uma mixaria, lançou outro milhão de músicas ruins — que foram ignoradas, uma vez que o público já havia percebido que estava pisando na merda ao gostar do sucesso anterior —, enlouqueceu, se meteu com drogas, engordou, para depois só aparecer de relance em algum programa podre de fofoca que tem prazer em mostrar como a vida dele ficou uma porcaria. Yep, that happens.
Mas enquanto ele estava no auge do sucesso, época em que as rádios brasileiras tocavam Luka e Eguinha Pocotó à granel, não havia uma só adolescente que não fosse apaixonada por sua voz aveludada, seus olhos azuis e sua bela pele bronzeada. Felipe Dylon era, nada mais, nada menos, do que o sonho de toda menininha de doze anos.
E você curtia.
Eu sei. Não adianta mentir.

Vem dançar pra mim, estrela do mar  
Vem dançar pra mim, como é bom te amar...

É, a musa do verão, calor no coração
o fogo do teu beijo traz alucinação...
Musa do verão, ardente tentação,
40 graus de sonho de desejo e paixão.



Seríssimo. "Musa do verão"??? MUSA DO VERÃO??? Você não tem vergonha na cara por já ter gostado de uma coisa dessas???
(Pelo menos ele sabia rimar, isso é inegável. "40 graus de sonho de desejo e paixão". Nossa. Apesar de eu achar que ele mora no Amazonas, porque é o único lugar no Brasil que chega a esse extremo de temperatura. Mas mesmo assim. Não subestimem o talento do menino.)


Música: Musa do Verão

Intérprete: Felipe Dylon 

Disco: Felipe Dylon

Ano: 2003
Nível de vergonhice alheia:
 
 2. Razões e Emoções - NX Zero



Chegamos à 2008, onde o que fez as rádios brasileiras foi o movimento emo. Garotos com franjas que tapavam os olhos, sendo incompreendidos, sofrendo por amor, aderindo o movimento "ser estranho" ao mesmo que "ser legal". A geração, mais melancólica do que nunca, abraça músicas sem nenhum contexto físico ou nexo inteligente: apenas um monte de mimimis gritados na sua cabeça ao som de um riff simples e forte de guitarra.
(WELCOME TO MY LIFE!!!)
Sim, você cantava NX Zero na época em que o baterista não transava com a Pitty e todos eles usavam cabelos ridiculamente trabalhados na chapinha e lápis de olho.
Você sabe que sim.
Essa foi a música que deu o sucesso de alavanque à banda de rock alternativo NX Zero. Com um clipe genialmente dirigido (quer dizer, quem não ama corações voadores, flertes com um flamingo, voar em peixes, tocar guitarra em um campo de flores carnívoras cor-de-rosa, ver cabras pularem cercas, pessoas chovendo, e um Gandhi com cara de cabra?) e super condizente com a letra da música em si (porque todo mundo sabe que dor de cotovelo combina totalmente com um inferno bizarro), Di Ferrero deu voz a uma geração de jovens incompreendidos.
Céus.

Entre razões e emoções
A saída
É fazer, valer a pena
Se não agora
Depois não importa
Por você!
Posso esperar



É sério. Eu ainda estou procurando o sentido nessa música.
(E tentando saber como eu pude gostar dela, um dia.)


Música: Razões e Emoções

Intérprete: NX Zero

Disco: NX Zero

Ano: 2008
Nível de vergonhice alheia:
  


3. Don't cha - The Pussycat Dolls




É sempre legal rir dessa música quando ela é usada em montagens de internet ou filmes de comédia, certo? Você já fez isso. Sabe que a música fez muito sucesso na virada do século e admite que ela era uma porcaria, mesmo. Você nunca realmente gostou de Pussycat Dolls.
Men-ti-ra.
Você não assume que tentava pegar a coreografia em frente a televisão de catorze polegadas, não é? Não assume que ia limpar o chão da cozinha escutando don't cha wish your girlfriend was hot like me na maior altura. Você ri, mas não assume que já foi um fã de carteirinha das seis mulheres incrivelmente gostosas e já quis ser uma delas. 



Você não queria que sua namorada fosse gostosa como eu?
Você não queria que sua namorada fosse maluca como eu?
Você não gostaria?
Você não gostaria?
Você não queria que sua namorada fosse cruel como eu?
Você não queria que sua namorada fosse divertida como eu?


O fato é que você não é mais gostosa que a namorada do sujeito da música, mas você tentou. Só não assume.

Música: Don't Cha

Intérprete: The Pussycat Dolls

Disco: PCD

Ano: 2006
Nível de vergonhice alheia:



4. Xibom Bombom - As Meninas



ESSA MÚSICA É TÃO VERGONHOSA QUE EU TÔ COM VERGONHA DE COLOCÁ-LA NA PLAYLIST DE MÚSICAS VERGONHOSAS. SOCORRO. OLHA SÓ O QUE EU DESENTERREI, AMIGO!
E você gostava!
E sabe por que você gostava?
Na época em que Xibom Bombom foi lançada, não havia ódio e o gosto musical de todo mundo era uma coisa só. Se um gostasse, todos gostavam. Digamos apenas que era um pouco complicado montar uma identidade cultural sem a internet... ou os CD's.
Além disso, essa porcaria gruda na cabeça de um jeito descomunal. É natural, para um axé com treze anos de idade e um refrão que repete aproximadamente cinquenta e oito vezes ao longo dos três minutos de música, que vão parecer horas. Se você começar a cantar Xibom Bombom para uma criança de dez anos, ela provavelmente saberá o resto. O anormal é que o single foi lançado em 1999.
Sério.


Bom xibom, xibom, bombom!
Bom xibom, xibom, bombom!
Bom xibom, xibom, bombom!
Bom xibom, xibom, bombom!



Desnecessário colocar mais uma parte da letra da música aí em cima. Acredite em mim: bom xibom, xibom, bombom é a única coisa da qual você vai se lembrar até o fim dos seus dias.
(Mas pelo menos ela tem uma crítica social bem legal.)

Música: Xibom Bombom

Intérprete: As Meninas

Fita CasseteDisco: Xibom Bombom

Ano: 1999
Nível de vergonhice alheia:


5.  Racatanga - Rouge




É CLARO QUE ROUGE NÃO PODERIA FALTAR!
Eu não conheço uma só pessoa que não sinta vergonha de assumir para os coleguinhas que sim, dançou Racatanga tantas vezes que arranhou o CD. Que ia para a casa das amiguinhas para treinar a coreografia. Que fazia todos os passinhos na hora do intervalo na escola. Que discutia com a melhor amiga para ver quem ia ser a Patrícia e quem ia ser a Luciana.
Crianças dançavam. Debutantes dançavam. Velhinhas dançavam.
Rouge foi uma das primeiras bandas lançadas pelos concursos de canto aqui no Brasil. Muito antes da gente saber o que diabos era American Idol, o SBT já estava copiando um reality show argentino chamado "Popstars". A ideia, muito simples: selecionar um bando de meninas bonitas, que soubessem cantar e dançar, e formar uma girl group que vendesse milhões.
Deu certo com a Rouge (e deu certo com Broz também, você sabe que se lembra, e sabe que gostava).
Evidentemente, Racatanga não foi o único sucesso dessas gurias. Mas, com certeza, foi o mais ridículo.


Aserehe ra de re, de hebe tu de hebere
Seibiunouba mahabi, an de bugui an de buididipi


 
É sério. Quando criança, eu me lembro claramente de perguntar a todos os adultos que eu conhecia o que diabos significava o refrão dessa música, mas nunca fui devidamente respondida. Cheguei a pensar, na época, que era um ritual de iniciação satânico (o que explicaria o sucesso estrondoso). Ou, quem sabe, uma linguística indígena que faria chover. Algo em árabe.
Quando cresci, descobri que nem mesmo o google sabia a resposta, mas encontrei várias teorias satânicas legais sobre a música. Parece que tem algo a ver com heresia. 
E você cantava isso no intervalo da escola, hein, querido? Trate de pôr Jesus no coração depois dessa.


Música: Racatanga

Intérprete: Rouge

Disco: Rouge

Ano: 2002
Nível de vergonhice alheia:


Eu tive que fazer uma seleção detalhada entre todas as músicas ruins que gostei durante a infância e a pré-adolescência, é verdade. Muita bosta com farinha ainda poderia ter entrado nessa playlist. Quem sabe um dia eu não volto com uma segunda parte?
Mas vamos falar sério: na época em que essas músicas fizeram sucesso, nós sequer sabíamos que elas eram tão ruins. Gostos mudam, inibições também. Por enquanto, deixo a dica: cuidado com o que você ouve. Pode te envergonhar no futuro.
E você? Tem uma música supervergonhosa pra compartilhar comigo? Fala nos comentários aí pra mim, vamos trocar experiências musicais.
Muito amor ♥
P.S.: Desculpe se ofendi alguém.
P.S.S: #LUTOLACRAIA
P.S.S.S: Daqui a cinco anos volto para fazer uma playlist igual falando de One Direction, Carly Rae e Anitta. Beijos!