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Fonte: We ♥ It
Nada a ver com o post, só tô com uma puta vontade de rever Gossip Girl. Queen <3 |
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Eu sou adolescente, ora essa, e já diziam os
adultos: "tudo é maior quando se é adolescente". Isso significa que,
o quê, afinal? Que, por ser adolescente, eu supostamente deveria enxergar as
coisas e situações sob uma perspectiva mais ampla que os outros nascidos antes
de mim? Que, para mim, as músicas são mais altas? Que os livros são maiores?
Que o choro é mais triste? Que a risada é mais engraçada? O ódio é mais
rancoroso? E o amor, mais aterrador?
Então, eu nunca fui adulta, de modo que não tenho
como responder qualquer uma dessas questões em teor comparativo. Se eu sinto
mais do que meus pais, por exemplo, não sei. Não obstante, se existe algo que
eu posso apontar em mim mesma e em certas pessoas de mesma faixa etária que
conheço, é a constante expectativa que eu - e você, provavelmente - tenho sobre
tudo. Escola, trabalho, a vida, amizade, amor, tudinho. Morria de
ansiedade para entrar no Ensino Médio, por exemplo, e entrei, para então
decepcionar-me. Queria amigos verdadeiros, e os tive, perdendo-os meses após.
Desenvolvo opiniões e penso sobre coisas para caramba, e então mudo de ideia,
porque a noção do que tá acontecendo agora é uma: as coisas mudam, e o
"daydream" pede demais, mais do que eu tenho, e do que vou ter.
Assim, pelo tanto que eu li e assisti, por tudo o
que aconteceu sob os meus olhos, e com um dedinho de influência dessa
expectativa ansiosa que ocasionalmente toma de conta de mim, eu aguardava,
mesmo que não assumisse para ninguém, que um sentimento aterrador me
preenchesse quando eu passasse a amar alguém, da forma que uma mulher ama um
homem (ou do que um homem ama outro homem, ou uma mulher ama outra mulher,
conjugalmente falando, vocês entenderam meu ponto de vista). E aí, taí,
que não faz tanto tempo que isso aconteceu pela primeira vez e, adivinha?,
aquele sentimento maluco e quase psicótico que as músicas e filmes e livros e
etc. pregam não apareceu.
É engraçado eu dizer isso a vocês, mas eu sinto
muito, parte do que escrevi naquelas fanfics era a mais pura romantização de um
sentimento que eu nunca havia sentido, uma clara tentativa de se fazer
acreditar em um protótipo literário completamente surreal. Sabe, você não se
cega, e sua vida não muda tanto. Você ainda tem que estudar, por exemplo, e
atualizar o seu blog. Ainda precisa lavar a louça do jantar e cuidar do seu
priminho. Você ainda lê Harry Potter e ainda divide cola na prova de física. A
diferença que se dá na sua vida é bastante clara, entretanto. A felicidade
passa a te acompanhar. A calma, também, acompanhada de alguns medos, talvez.
Ah, você passa a trocar mais mensagens de texto do que costumava. O tempo fica
mais lento. As noites mais curtas. Os suspiros mais demorados. Você tem alguém
com quem reclamar dos professores mais terríveis do colégio. Alguém pra abraçar
forte. E, bem, a ideia torna-se acostumável, e quando tu se dá por si,
indispensável.
Não tem algo que diga exatamente o que
acontece, com a exceção de, talvez, a música "Wake Me Up", do Ed
Sheeran. Porque nós sabemos e entendemos que ninguém entende de sentimentos
como ele.
Eu amo, mas nem sabia que estava amando, porque a
ideia polida de amor que eu tinha era mais louca do que a que eu sinto. E a
calma de um beijo somada a euforia de um bando de palavras bonitas não tem
absolutamente nada a ver com a ideia de
coisa-louca-que-vira-tua-cabeça-de-cabeça-para-baixo que eu escrevi meses
atrás. Sem poder estar mais feliz, eu admito, que é bem melhor. Só que mesmo
depois de escrever durante anos sobre isso, e ler tanto, e ouvir tanta música,
é esquisito que eu me sinta caminhando sobre um terreno completamente novo.
(Isso era para ser uma opinião e tornou-se uma
espécie de confessionário, palmas para mim que não sei escrever textos
profissionais para um blog que amo.)
Uma dica de amiga? Esqueça tudo o que você já leu.
Nada daquilo é real. A realidade é bem mais confusa e confortadora. Quando
chegar para você, me avisa, me deixa ficar sabendo, eu vou gostar de saber se
você também chegou à conclusão de que tinha uma visão bobamente superficial da
ideia de amor.
A conclusão desse texto, praticamente inexistente,
é simples: talvez, bem, tudo seja mesmo maior quando se é adolescente. E a
consequência de que o "meu primeiro ~amor~" está sendo tão gradativo,
calmo e gostoso, talvez me faça acreditar que eu estou crescendo.
P.S.: Baseada na ideia de visão romantizada do amor, adivinha quem começou a escrever um novo livro? Gostaria de saber nos comentários o que vocês pensam sobre o assunto e como é/são o/s relacionamento/s de vocês. Quero saber se meus argumentos têm algum fundamento! Mesmo se você não comentar com frequência no blog, deixa tua história aqui, vou adorar conhecê-la. Se não quiser se expor nos comentários, manda pra blogcontextuando@gmail.com, e um dia eu faço um grande post expondo e comentando nossos amores-não-esteriotipados (caso você não queira se expor, só avisar, não divulgo nome nem nada) :3
P.S.S.: É a primeira vez que eu escrevo sobre meu namoro aqui e tô meio envergonhada.
P.S.S.S.: Se você é o Daniel, amor, não fique paranoico por causa desse texto. É sério. Tu ainda me mudou pra melhor e adicionou cor ao meu preto e branco ♥