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4 de out. de 2013

[OPINIÃO] Marley e Eu, de John Grogan

Sinopse: John e Jenny eram jovens, apaixonados e estavam começando a sua vida juntos, sem grandes preocupações, até ao momento em que levaram para casa Marley, "um bola de pêlo amarelo em forma de cachorro", que, rapidamente, se transformou num labrador enorme e encorpado de 43 quilos. 

Era um cão como não havia outro nas redondezas: arrombava portas, esgadanhava paredes, babava nas visitas, comia roupa do varal alheio e abocanhava tudo a que pudesse. De nada lhe valeram os tranqüilizantes receitados pelo veterinário, nem a "escola de boas maneiras", de onde, aliás, foi expulso. Mas, acima de tudo, Marley tinha um coração puro e a sua lealdade era incondicional. Imperdível.






                                                                                                             

Estreando categoria nova, uhu. Hoje vou falar um pouquinho sobre minha opinião de Marley e Eu.

Eu ainda me lembro da cena que foi eu com meus oito anos, folhando a revista da Avon na casa da minha avó sem nada pra fazer – por que dessa vez meu primo não estava lá pra brincar comigo-, quando dou de cara com a foto de um livro com um cachorrinho muito fofo na capa, e ainda com o nome de Marley. Lá fui eu correndo pra minha mãe, que viu que eu iria obviamente gostar – sempre fui apaixonada por animais -, pelo simples fato de ser a história de um cachorro.

E dali mais ou menos um mês o livro chegou, e eu como lia livrinhos de infanto-juvenil de 150 páginas em média – Bat Pat era meu preferido -, fiquei meio assim com suas 300 páginas. Mas depois de terminar o que estava lendo e dizer pra minha mãe ler ele enquanto lia o outro – mesmo ela não gostando de cachorros, leu o livro de tanto que incomodei -, finalmente li o livro. E, meu Deus, nunca tinha lido um livro assim.

Eu posso ter tido a impressão errada, afinal eu era uma criança de oito anos que não tinha lido livros assim antes, mas ele era tão legal! O livro até hoje tem lugarzinho especial pra mim. O jeito que ele é narrado em primeira pessoa te prende com uma escrita leve e interessante.

A chance de você ter visto por aí uma história da vida de um cachorro como o Marley é algo realmente difícil de acontecer. Qualquer coisa do mundo pode acontecer com ele, e história engraçada é o que não vai faltar. Mas o melhor é que esse cachorrinho é realmente diferente e vai mudar a vida de seus donos, e vai fazer isso de uma forma especial. Além do amor especial que seus donos têm entre si, e por ele. Ele é o pior cão do mundo, mas é o melhor de certa forma também.

Esse livro literalmente é uma vida.


Um bom final de semana, e até sexta que vem!










29 de set. de 2013

Sobre a visão romantizada do amor adolescente

Fonte: We ♥ It
Nada a ver com o post, só tô com uma puta vontade de rever Gossip Girl. Queen <3




Eu sou adolescente, ora essa, e já diziam os adultos: "tudo é maior quando se é adolescente". Isso significa que, o quê, afinal? Que, por ser adolescente, eu supostamente deveria enxergar as coisas e situações sob uma perspectiva mais ampla que os outros nascidos antes de mim? Que, para mim, as músicas são mais altas? Que os livros são maiores? Que o choro é mais triste? Que a risada é mais engraçada? O ódio é mais rancoroso? E o amor, mais aterrador?
Então, eu nunca fui adulta, de modo que não tenho como responder qualquer uma dessas questões em teor comparativo. Se eu sinto mais do que meus pais, por exemplo, não sei. Não obstante, se existe algo que eu posso apontar em mim mesma e em certas pessoas de mesma faixa etária que conheço, é a constante expectativa que eu - e você, provavelmente - tenho sobre tudo. Escola, trabalho, a vida, amizade, amor, tudinho. Morria de ansiedade para entrar no Ensino Médio, por exemplo, e entrei, para então decepcionar-me. Queria amigos verdadeiros, e os tive, perdendo-os meses após. Desenvolvo opiniões e penso sobre coisas para caramba, e então mudo de ideia, porque a noção do que tá acontecendo agora é uma: as coisas mudam, e o "daydream" pede demais, mais do que eu tenho, e do que vou ter.
Assim, pelo tanto que eu li e assisti, por tudo o que aconteceu sob os meus olhos, e com um dedinho de influência dessa expectativa ansiosa que ocasionalmente toma de conta de mim, eu aguardava, mesmo que não assumisse para ninguém, que um sentimento aterrador me preenchesse quando eu passasse a amar alguém, da forma que uma mulher ama um homem (ou do que um homem ama outro homem, ou uma mulher ama outra mulher, conjugalmente falando, vocês entenderam meu ponto de vista).  E aí, taí, que não faz tanto tempo que isso aconteceu pela primeira vez e, adivinha?, aquele sentimento maluco e quase psicótico que as músicas e filmes e livros e etc. pregam não apareceu.
É engraçado eu dizer isso a vocês, mas eu sinto muito, parte do que escrevi naquelas fanfics era a mais pura romantização de um sentimento que eu nunca havia sentido, uma clara tentativa de se fazer acreditar em um protótipo literário completamente surreal. Sabe, você não se cega, e sua vida não muda tanto. Você ainda tem que estudar, por exemplo, e atualizar o seu blog. Ainda precisa lavar a louça do jantar e cuidar do seu priminho. Você ainda lê Harry Potter e ainda divide cola na prova de física. A diferença que se dá na sua vida é bastante clara, entretanto. A felicidade passa a te acompanhar. A calma, também, acompanhada de alguns medos, talvez. Ah, você passa a trocar mais mensagens de texto do que costumava. O tempo fica mais lento. As noites mais curtas. Os suspiros mais demorados. Você tem alguém com quem reclamar dos professores mais terríveis do colégio. Alguém pra abraçar forte. E, bem, a ideia torna-se acostumável, e quando tu se dá por si, indispensável.
Não tem algo que diga exatamente o que acontece, com a exceção de, talvez, a música "Wake Me Up", do Ed Sheeran. Porque nós sabemos e entendemos que ninguém entende de sentimentos como ele.
Eu amo, mas nem sabia que estava amando, porque a ideia polida de amor que eu tinha era mais louca do que a que eu sinto. E a calma de um beijo somada a euforia de um bando de palavras bonitas não tem absolutamente nada a ver com a ideia de coisa-louca-que-vira-tua-cabeça-de-cabeça-para-baixo que eu escrevi meses atrás. Sem poder estar mais feliz, eu admito, que é bem melhor. Só que mesmo depois de escrever durante anos sobre isso, e ler tanto, e ouvir tanta música, é esquisito que eu me sinta caminhando sobre um terreno completamente novo.
(Isso era para ser uma opinião e tornou-se uma espécie de confessionário, palmas para mim que não sei escrever textos profissionais para um blog que amo.)
Uma dica de amiga? Esqueça tudo o que você já leu. Nada daquilo é real. A realidade é bem mais confusa e confortadora. Quando chegar para você, me avisa, me deixa ficar sabendo, eu vou gostar de saber se você também chegou à conclusão de que tinha uma visão bobamente superficial da ideia de amor.
A conclusão desse texto, praticamente inexistente, é simples: talvez, bem, tudo seja mesmo maior quando se é adolescente. E a consequência de que o "meu primeiro ~amor~" está sendo tão gradativo, calmo e gostoso, talvez me faça acreditar que eu estou crescendo. 


P.S.: Baseada na ideia de visão romantizada do amor, adivinha quem começou a escrever um novo livro? Gostaria de saber nos comentários o que vocês pensam sobre o assunto e como é/são o/s relacionamento/s de vocês. Quero saber se meus argumentos têm algum fundamento! Mesmo se você não comentar com frequência no blog, deixa tua história aqui, vou adorar conhecê-la. Se não quiser se expor nos comentários, manda pra blogcontextuando@gmail.com, e um dia eu faço um grande post expondo e comentando nossos amores-não-esteriotipados (caso você não queira se expor, só avisar, não divulgo nome nem nada) :3
P.S.S.: É a primeira vez que eu escrevo sobre meu namoro aqui e tô meio envergonhada. 
P.S.S.S.: Se você é o Daniel, amor, não fique paranoico por causa desse texto. É sério. Tu ainda me mudou pra melhor e adicionou cor ao meu preto e branco ♥