16 de nov. de 2013

[Livro X Filme] Jogos Vorazes: Em Chamas



Os fãs gringos sempre tiveram vantagem sobre nós quando o assunto era acesso sobre as coisas das quais gostamos. Os exemplos dessa afirmação são infindáveis. Os potterheads brasileiros, por exemplo, tiveram que esperar TRÊS INACABÁVEIS MESES para comprar o último livro da série em português. Os tributos, fãs de Jogos Vorazes, precisaram implorar às editoras brasileiras para fazer um lançamento decente e, enquanto isso, baixar as traduções em PDF do grupo After Dark no Orkut.
O brasileiro, meus amigos, é um sofredor árduo quando se trata de suportar as regalias que a fãbase gringa tem sobre ele.
BUT NOT THIS TIME.



Jogos Vorazes: Em Chamas estreou ANTES DO MUNDO TODO no Brasil. E eu, é claro, peguei o busu cozamigos em direção ao que seria o FILME MAIS FODA DO ANO.
Talvez eu esteja simplesmente exagerando.
Se você não acredita que a adaptação ficou assim legal: assista. Não, é claro, se você for gringo. Porque aí você vai ter que esperar mais uma semana (22 de novembro). Sorry, sweetheart.
A garota que vos fala, não podendo ser diferente, foi ver o filme na estreia. Ganhou um pôster bonitinho. Segurou a mão do amiguinho tão forte que quase arrancou, na hora do surto. Não pôde gritar porque não paravam de mandá-la calar a boca, mesmo que ela só sussurrasse algumas coisas como "ÇPASKOQHJWNRKEJDBLQIWUAEGBHDSÇOIQJKWSA AI MEU DEUS PEENISS!!!".
E ela, em consideração a vocês, contextuados do core, vai tentar não ser muito anti-profissional para escrever o LIVRO X FILME desse mês.
Com vocês: The Hunger Games: Catching Fire! And may the odds be ever in your favor!

AVISO: Esse artigo contém spoiler PRA CARAMBA.


Autor X Roteirista


Qualquer um que já tenha visto Clifford, O Gigante Cão Vermelho ou Clarissa Sabe Tudo já conheceu uma pitadinha do trabalho da nossa autora-meu-deus-um-reality-show-por-que-não-fazer-adolescentes-se-matando-na-tv? mais linda do mundo, Suzanne Collins. Isso porque, SIM, Suze já divou escrevendo roteiros para a Nickelodeon e essas eram as suas séries mais famosinhas.
(Embora ela não conste na Wikipédia como criadora do cachorro vermelho que mesmo tendo nascido como o menor de sua família vermelha, desafiou todas as leis animalescas do mundo e se tornou um gigante em poucas semanas. Isso porque ela não o criou. Só escreveu várias de suas aventuras.)
Aqui está Suze Collins, pessoal.
A cara da riqueza.
Acontece que Suze, que já tinha escrito outros milhares de livros infantis que vocês provavelmente vão se sentir tão tentados a ler quanto eu, de repente estava assistindo a um reality show e pensou, tipo, "por que não escrever uma distopia onde existem doze distritos e uma capital opressora que impõe o seu poder capturando um tributo de sexo feminino e um tributo de sexo masculino para lutarem até a morte em uma arena, televisionada para todo o país - que poderia muito bem se chamar Panem?". Como de idiota dona Collins não tem nem a cara, escreveu um young adult (que já tava super in por causa de Crepúsculo em 2008), conseguiu colocar um triângulo amoroso no meio de toda a política e voilá. Ficou rica. Famosa. Glamourosa. Lu-xo-sa. Sambando na cara dos haters.
A notícia de que Jogos Vorazes teria um filme veio logo depois do lançamento do último livro, se a moça que vos escreve não está enganada, e toda a fã-base de The Hunger Games ficou eufórica. No dia 23 de março de 2012, estávamos todos no cinema, vendo Jennifer Lawrence interpretando gostosamente Katniss Everdeen, Josh Hutcherson sendo fofo no corpo de Peeta Mellark, e o irmão do Thor sendo o Gale que não tem brilho nenhum no primeiro livro/filme e que ninguém ama.
"Eles desenharam um pênis."
Culpa sua ter um shipper tão chamativo.
(Nada contra o Liam Hemsworth, inclusive o acho extremamente legal, só que shippo Peeniss para a vida e esse artigo pode ser levemente inclinado a isso.) (Desculpem se prometi não ser anti-profissional.)
 O primeiro filme foi, para a alegria geral da população, bastante fiel ao livro. Além disso, conseguiu inovar, ultrapassando o ponto de vista único da Katniss e mostrando os jogos acontecendo por um meio geral. Sem falar que aquele close da cara do Gale no beijo Peeniss fez minha sala de cinema explodir em gargalhadas.
Portanto, quando a blogueira em questão dirigiu-se à parte mais ryca de Brasília na esperança de ver o segundo filme da quadrilogia, pode-se dizer que as expectativas estavam altas.
E FORAM SUPERADAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Tô cabeluda de dizer para vocês que entendo que uma adaptação cinematográfica de uma obra literária dá trabalho de fazer. O tempo é muito pequeno, especialmente se o livro for grande. Precisa-se de diretores competentes. Fotografia competente. Atores competentes. Sonoplastia competente. ROTEIRISTA competente. E, acima de tudo isso, precisa-se de muito. dinheiro.
(140 milhões de verdinhas gringas foram gastas em Jogos Vorazes: Em Chamas. Pouquinho assim.)
Os roteiristas de Em Chamas chamam-se Simon Beaufoy, Michael Arndt e SUZANNE COLLINS. O que quer dizer, meus queridos, que não tem nada versus nada aqui mais não. O filme foi perfeitamente premeditado sob os parâmetros do livro. Existem cenas que têm as mesmas falas. Coisas que sabemos pelos pensamentos da Katniss e que foram reproduzidas em vídeo da forma mais inteligente que se poderia imaginar (todos sabemos, por exemplo, que a Katniss sente o hálito de sangue do presidente Snow. Sabe como eles reproduziram isso? O cara dá um gole no champanhe e o líquido volta vermelho. ARREPIOS, GALERA, ARREPIOS). As falhas que Gary Ross nos deixou no primeiro filme (tipo, adiós, Madge) são facilmente relevadas no segundo, apesar de ter dado ao espancamento do Gale menos espaço do que é dado no livro. MAS QUEM LIGA PARA O GALE?, o filme soube ser inovador, soube seguir os parâmetros livrísticos (rs), soube ser romântico (sério <3), soube ser ousado (só eu não esperava ver a Johanna pelada?)...
Ao diretor Francis Lawrence e aos roteiristas amorzinhos: PARABÉNS, CARAS. O filme soube ser incrível.

Personagens X Atores


Tá certo que todos fomos irremediavelmente ligados aos atores que nossas cabeças tinham cogitado aos nossos queridos amiguinhos literários. Confesso que queria muito que a Mila Kunis fosse escalada para Johanna Mason, por exemplo, o que eu percebi ao assistir esse filme que: FOI DOIDERA. O cast escolhido, meus caros, simplesmente sambou duas horas e vinte e três minutos de carnaval nas nossas faces.
Como ponto estético, é importante ressaltar que o Gale deveria, de acordo com o livro, ser parecido com a Katniss (pele morena, olhos e cabelos escuros, corpo forte, etcs). Também deveria ser assim com o Haymitch, aliás. Mas houve um cleaning no elenco do livro e as pessoas que deveriam ser morenas e sofridas tornaram-se magicamente loiras, lindas, divas e ricas, ao menos no primeiro filme. A miséria e revolta nos distritos ficou bem mais evidente em Em Chamas. Principalmente os figurantes. Sofridos, maltratados, com olhos de esperança, encostando os dedos aos lábios e assobiando o toque do Mockingjay. Gosto assim. 

  • Jennifer Gostosa Lawrence interpreta Katniss Everdeen novamente e mostra que não tem um oscar e mais um zilhão de prêmios por acaso. A gente sabe que a Jenn é uma das atrizes mais promissoras de róliúdi, oras, vivem falando disso o tempo todo. Em Jogos Vorazes: Em Chamas, ela simplesmente pisou em cima do meu coração com um salto agulha. Chorei 9017281368172 vezes. Acho que ela devia ganhar mil oscares só pelas olhadas de desespero que me faziam ficar com o coração na mão. Perfeita, perfeita mil vezes, não consigo achar defeitos nessa mulher. 
    Jennifer Lawrence as Katniss Everdeen. Approved.


  •  Josh Hutcherson interpreta Peeta Mellark e, gente!, esse menino!!! Convenhamos que o pequeno (rsrsrs) Joshua já é nosso xodozinho desde ABC do Amor e Ponte Para Terabítia. Nós o vimos no primeiro filme, todo fofinho, todo centrado, como o Peeta era, mesmo. Mas querem saber de uma coisa? A atuação desse moleque em Jogos Vorazes: Em Chamas obteve uma melhora significativa. Desde o momento de fúria dele ao jogar as bebidas do Haymitch fora, até os olhares de ela-não-me-ama... os beijos, OH, OS BEIJOS. As contracenas Josh+Jenn foram as coisas mais shippáveis e lindas DO MUNDO. Palmas?

    Josh Hutcherson as Peeta Mellark. Approved.


  • Liam cyrus irmão do thor Hemsworth interpreta Gale Hawthorne e PAUSA PARA OUTRA ATUAÇÃO DIVOSA. Tudo bem que o Gale não é meu personagem favorito da vida, mas eu ainda o amo lá no fundo, e o fato de ele ser interpretado por um dos irmãos Hemsworth influi um pouquinho nisso. Como foi anteriormente dito, o Gale do livro pouco bate fisicamente com o Gale do filme, mas o que falta em aparência, compensa em competência. Outro aprovado. Deus?

    Liam Hemsworth as Gale Hawthorne. Approved.
  • Woody Harrelson interpreta Haymitch Abernathy e, cara, se esse Woody se provou incrível no primeiro filme, não deixou nadinha a desejar no segundo. Mesmo sem ser moreno e com toda aquela cabeleira, não tem nada mais aconchegante do que ouvir um "stay alive" ou um "sweetheart" da boca deste homem.


    Woody Harrelson as Haymitch Abernathy. Approved.
     
  • Donald Sutherland interpreta President Snow. Sei lá, eu simplesmente admiro esse cara. Pouco antes de assistir ao primeiro filme, eu imaginava que seria impossível vê-lo em uma má figura, justamente porque um dos meus filmes favoritos da vida (Orgulho e Preconceito - 2005) o tem como a melhor figura paternal de sempre. Assim, eu olhava para o sorriso gostoso do Sr. Bennet e pensava "aw, como esse cara vai ser o pior homem do universo?".
    Ele conseguiu, caras. Ele conseguiu.
    Em Jogos Vorazes, foca-se mais no massacre na arena do que nas questões políticas distritais, de modo que Donald não tem tanto glamour. Mas nesse filme, temos vários takes de suas conversas com Plutarch Heavensbee (Philip Seymour Hoffman), vários discursos e aquela cena maravilinda do champanhe cheio de sangue. Sem falar nas cenas com a netinha dele.
    E eu juro que ele dá medo.

    Donald Sutherland as Presidente Snow. Approved.
  • Willow Shields interpreta Primrose Everdeen e eu só tenho uma palavra para descrever a atuação pequena, mas importante dessa criança: AWN.

    Willow Shields as Primrose Everdeen. Approved.
  • Sam Claflin interpreta Finnick Odair e, e aí, vocês querem um torrão de açúcar? Vamos falar sério aqui: quando Sam foi escalado para Finnick, a maior parte dos tributos xaropou. Disseram que ele era frio. Que não era bonito o suficiente. Que não atuava bem o suficiente. Reclamaram até cansar. E, bem, acho que não falo só por mim quando digo que esse cara não foi apenas sedutor como Finnick, mas mortífero também. Oh, yeah, eu quero um torrão de açúcar.

    Sam Claflin as Finnick Odair. Approved.

  • Jena Malone interpreta Johanna Mason e, MEU DEUS, GENTE, ESSA MENINA FOI A REVELAÇÃO MASTER DESSE FILME. Eu tinha meus motivos para não ter concordado com Jena à primeiro momento. A começar pelo rostinho dela. Pela palidez dela. Falando a verdade, não estava acreditando que a garota se sairia bem ao interpretar a minha provável personagem favorita do terceiro livro.
    Mas foi exatamente isso que ela fez.
    Jenny sambou nua na minha cara dentro daquele cinema. Conseguiu ser corajosa, sexy, ousada, irritante... tudo. Pode ser que o personagem simplesmente fosse maravilhoso e qualquer atriz suficientemente competente faria com que eu o amasse. Mas, falando sério? Gritei quando ela mandou a capital tomar no c* no programa de Caesar Flickerman.
Jena Malone as Johanna Mason. Approved. ESSA CENA S2


Tudo bem. Fui dar uma olhada na minha listinha de personagem e percebi que AINDA TEM MUITA GENTE, CARAMBA. Vamos combinar. São vinte e quatro tributos. Sem contar os outros personagens. Vai ficar chato falar de todos eles e, como eu percebi, não tenho de quem falar mal. Portanto, APLAUSOS A TODO O CAST, MEU POVO!!! Calaram a boca dos haters.




 Últimos Capítulos X Últimos Minutos


A maior parte das cenas do filme são idênticas aos do filme, só que ainda melhores. A névoa é mais espessa. A cara do Finnick ao perder a Mags, logo depois de receber um beijo dela. Os gaios tagaleras gritando as súplicas das pessoas que Katniss e Finnick amavam. Os beijos Peeniss. O plano de Beetee. O "fique abaixada, ok?" de Johanna após cortar o antebraço de Katniss. As mortes. O girar da cornucópia. O raio na grande árvore. Tudo, tudo.
PEENISS PEENISS PEENISS PEENISS PEENISS
PEENISS PEENISS PEENISS PEENISS PEENISS
PEENISS PEENISS PEENISS PEENISS PEENISS
Eles conseguiram melhorar. O companheirismo estabelecido pela Johanna e a Katniss inicia-se agora, mesmo, no segundo filme, e eu sei que eu vou morrer de chorar quando as duas treinarem juntas no quarto. O fim visto por um segundo ponto de vista. A forma como o "lembre-se de quem é o inimigo" é externada ao espectador, diferentemente de como Suze fez no livro, em que as palavras simplesmente vêm à mente de Katniss. A flecha no campo de força.
A queda do campo de força.
Chorei quando o campo de força caiu, o presidente Snow via que a transmissão havia acabado e Plutarch havia sumido. Chorei quando Katniss abriu os olhos e viu tudo cair, viu um aerodeslizador levantá-la, seus olhos brilhantes e distantes, o corpo sujo. Chorei porque aquela cena foi tão, tão linda, muito mais linda do que eu poderia imaginar, e eu sabia o que viria em seguida. O tapa na cara do Haymitch. Ela xingando-o de "son of a bitch" e  chamando-o de mentiroso até que desmaiasse por causa dos sedativos.
Gale.
"O distrito 12 não existe mais."
O filme acaba com um foco nos olhos da Katniss, lágrimas inundando-o. Mas depois elas param. E Katniss encara a câmera.
Então um tordo pega fogo, voa, e Atlas do Coldplay começa a tocar, enquanto as luzes do cinema se acendem e você não é mais ninguém.
Céus.


Considerações Finais


Podemos considerar, é claro, as cenas que foram cortadas. Poucas coisas das quais eu realmente senti falta. Como o relógio do Plutarch (que na realidade aparece, mas só numa versão especial para DVD), Katniss, Peeta e Haymitch treinando como carreiristas, a choradeira da equipe de preparação, a cena no terraço do prédio, os vestidinhos de mocinha inocente da Katniss, os vestidos de noiva, Madge...
E também as coisas que acrescentaram. Os xingamentos da Johanna e a cena em que ela segura a mão de Katniss, um beijo extra para o Gale (pelo menos isso, né?), o champanhe cheio de sangue do Snow...
Em geral, foi uma adaptação muito boa. Não só porque foi fiel e cara, não só porque uma das roteiristas foi a própria escritora dos livros, não só porque eu sou uma fã assumida de THG e sou suspeita para dizer.
Mas porque foi emocionante, arrepiante, aterrorizante.
E porque eu ganhei um pôster. Tipo, valeu totalmente os onze reais gastos.
Motivos para se ler o livro: apesar da narrativa meio lenta no início do livro, é uma continuação cheia de ação e genuinamente mais emocionante e revoltosa do que o primeiro da sequência; você quer um torrão de açúcar?; Katniss está mais confusa do que nunca; daqui a cem anos vão se retratar a The Hunger Games como um clássico e sério que você não quer ler os livros?
Motivos para se ver o filme: a fotografia maravilhosa; o desempenho de Jennifer Lawrence que vai te fazer chorar; a paranoia e a loucura de Katniss que fica evidente logo na primeira cena do filme; peeniss; Sam Claflin; quer um torrão de açúcar?; Jena Malone ficando nua; a cara da Jennifer Lawrence quando a Jena Malone fica nua; um monte de beijos esquisitos (Chaff e Katniss, Peeta e Finnick (que não é bem um beijo mas...), Mags e Finnick); Sam Claflin; a trilha sonora tá estupidamente incrível; já cheguei a mencionar o Sam Claflin?



13 de nov. de 2013

Playlist: amizade


Olá galerinha, como vocês estão? Com quantos amigos vocês conversaram hoje? Quanta demonstrações de afeto (mordidas, tapas e beliscões carinhosos também são válidos) houveram no dia de hoje? Bem, as músicas selecionadas para a playlist de hoje falam sobre uma coisa que nunca pode faltar na nossa vida: amizade.
Como estamos em clima de final de ano, muita gente se formando (amanhã viajo com os amiguinhos para comemorar a formatura, yay!) e, infelizmente, muita gente se despedindo, ou porque vai se mudar, ou trocar de escola, ou vai para a faculdade. O motivo não importa, o que importa é que temos que manter nossas amizades, por mais que vocês não irão se ver com muita frequência.
Não sei se vocês já perceberam, mas já notaram a quantidade de músicas feitas em homenagem a amigos é bem menor do que as músicas dedicadas à namoradas/namorados dos compositores (o que, na minha humilde opinião, é uma sacanagem, já que se você levar um pé na bunda, seus amigos que vão te ajudar, mas enfim).
Começando a playlist com uma das melhores músicas sobre o tema: I'll Be There For You, da banda The Rembrandts. A música, que é tema da série Friends (nem vou comentar sobre a relação dela com o post, acho desnecessário). É uma das minhas músicas favoritas e, em uma homenagem, acho que essa é a ideal.
Oath, da Cher Lloyd, é uma das músicas mais fofas da playlist. Super famosa entre as adolescentes, assim como One And The Same, interpretada por Demi Lovato e Selena Gomez, melhores amigas de infância. Essa música entrou na trilha sonora do filme Programa de Proteção para Princesas, interpretado pelas duas.
E também temos músicas das duas bandas mais famosas da Fueled by Ramen: Fast In My Car, da Paramore, e I Have Friends In Holy Spaces, da Panic! At The Disco. Fast In My Car é uma música numa vibe mais "não tente me estressar, estou de bem com a vida, meus amigos vão me ajudar e tudo vai dar certo", já IHFIHS (nomes de músicas da Panic! dão muito trabalho para escrever, meu Deus) diz que a guria (ou guri) o lembra de uns amigos do compositor.
Sim, eu realmente coloquei Amigo, Estou Aqui na playlist. Fala sério, todo mundo aqui já viu Toy Story, que filme perfeito, música perfeita, dá saudades da infância... Enfim, achei digno colocar aqui. E outra música muito digna aqui é Wannabe, das Spice Girls. O trecho "If you wanna be my lover, you gotta get with my friends, make it last forever, friendship never ends" é a melhor parte. Tanta gente que se afasta dos amigos por causa de namorado, é até triste de se ver, achei essa condição muito boa, aderi para a vida.

Se você achava que a música Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos era uma música de amor, you're wrong. música foi feita de Roberto Carlos para Caetano Veloso na Essa época que ele estava exilado do país, durante o regime militar. Interessante, né?


P.S.: Estamos testando uma nova forma de colocar as músicas nas playlists, que tal comentar aqui embaixo sobre o que vocês acharam da playlist incorporada no Plaay?
Então pessoal, isso é tudo, espero que vocês tenham gostado, beijos e até a próxima quarta!


10 de nov. de 2013

Capítulo 11

Brigas


Meu Deus, OI!!!!!!!!!!!!
Eu sei que existem pessoas que não estão acostumada a ver fanfics sendo postadas aqui (já fazem SETE MESES que eu não posto fanfics). SETE MESES!!!! Mas bem, se você é um leitor que não acompanha minhas fics, fique a vontade para lê-las nas categorias e tal. ESTE É O CAPITULO ONZE DE... TRUCKER!!!!!!!!!!
YAY!
Juro que quando acordei hoje pela manhã a última coisa que me passaria pela cabeça seria tirar a Trucker o hiatus.
Mas vocês não sabem como minha cabeça e minha inspiração funcionam. HUE
Vou falar pouco por aqui, que eu ainda tenho que postar isso lá no animespirit. Seguinte: eu não sei quando sai o próximo capítulo e honestamente nao me lembro do comentário de vocês no capítulo passado (pequeno resumo: Hayley bate em Josh por ele ter beijado Tabitha Richards e quase vai pros finalmentes com ele, até que Dakotah interrompa dizendo que Jenna terminou com Kevin Perkins, o nerd). Mas acho que vocês gostaram e esperavam uma hentai pra esse capítulo???
IT'S NOT GONNA HAPPEN. não hoje.
Anyway, esse capítulo ficou... tá, não ficou MARAVILHOSO. Ficou meramente bonzinho. E isso porque é um capítulo tenso, de tensão mesmo, e não do tipo bom de tensão. O próximo talvez será melhor.
E eu não sei quando o próximo sai porque não sei como anda minha inspiração.
VAMOS LER?



A essa altura do campeonato, eu sei exatamente o que você deve pensar sobre mim. “Hayley Williams é uma garota violenta, pouco confiável, apaixonada por crianças (e por mostarda) que não tem nenhum coração”. Mas, sinto dizer a você: sua percepção da minha pessoa está um pouco errada.
Eu realmente tenho uma fixação por mostarda; mas também tenho sim um coração — apesar de nunca ter me apaixonado ou essas coisas. E, eu sei que posso parecer nunca ficar triste. Resolver todos os problemas da minha vida com uma ameaça ou um murro na cara. Mas... às vezes, bem raramente, eu me sinto triste. Triste de verdade.
(O que não me impede de querer quebrar as pernas de alguém com as minhas próprias mãos, se precisar.)
Eu estava caminhando em silêncio ao lado de Dakotah, que tinha o skate preso embaixo dos braços. Nós havíamos acabado de descarregar duas dúzias de ovos no carro do Kevin Perkins, mas eu queria mesmo era ter esfregado sua cara geek no asfalto quente. Filho da mãe. Simplesmente não podia acreditar no quanto Jenna estava triste por ter confiado em um vagabundo desses, durante tanto tempo. Espero que seu carro fique cheirando a ovos pelos próximos trinta anos.
Não acho que exista coisa pior do que ver um amigo chorar. Sério. Eu sei que conheço essas meninas há pouco tempo, mas elas são... como dizer? São as vadias mais legais que eu já conheci. Eu, usualmente, não fazia amizade com garotas — elas são muito complicadas e invejosas —, mas tudo muda com essas três. É claro que, de todas nós, a que menos merecia ter o coração partido era a Rice. Quero dizer, ela é provavelmente a mais “certinha” de todas nós. Afinal, Dakotah ainda é a skatista mais barraqueira da história. Kathryn não só é fofoqueira, como é uma bela de uma oportunista e chantagista. E você sabe que eu não sou um exemplo de santificação.
Por isso, enquanto eu colocava a mão nos bolsos e assistia Rice chorar, não pude deixar de pensar no quanto aquilo era... injusto.
Kathryn foi quem realmente lidou com a situação. Tudo o que eu e Dakotah conseguíamos falar era “...ai... que filho da puta... vamos matá-lo... para de chorar... ai, meu Deus...”, ao passo que Kathryn a abraçou e lhe deu simplesmente a maior lição de moral da história.
— Olha, amada — havia dito ela, segurando o rosto de Jenna enquanto eu e Dakotah parecíamos duas estátuas, sem saber o que fazer —, escute o que eu te digo, tudo bem? Desapegue. Eu sei que faz pouco tempo, mas não vou aceitar que você se menospreze por macho nenhum. Perkins não é homem para você. E já estava bem óbvio que vocês dois não iriam durar. Portanto, lave esse rosto e aproveite a sua vida, porque se livrar dele foi a melhor coisa que já te aconteceu.
— Principalmente porque eu vou arrancar as bolas dele com um alicate de unha — Dakotah murmurou, cerrando os punhos. Jenna e Kathryn riram (mesmo que eu não tenha entendido bem o porquê, uma vez que eu mesma estava com a ideia em mente).
É claro que eu e Dakotah estávamos simplesmente morrendo de raiva quando saímos da casa da Rice. A ideia dos ovos foi dela, e nós o fizemos mais para descontar a raiva que tínhamos do que para nos vingarmos do Kevin Perkins. Porque, creio eu, minha melhor amiga vaca devia estar pensando o mesmo que eu.
É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar.


[...]


Como você bem deve se lembrar, parte do acordo estabelecido nesse “relacionamento” entre mim e Josh foi a promessa de que ele me deixaria em paz quando eu estivesse fazendo o meu trabalho — isto é, cuidando dos meus queridos Filhos Provisórios. Durante esse mês, Josh vinha cumprido sua parte no trato muito lindamente, sem aparecer totalmente gostoso sem a camisa e sujo de graxa como costumava fazer. O que eu agradecia muito, se você quer saber. Por mais que tivesse... hmm... desejo por ele, gostava de me sentir uma babá responsável e bem resolvida, que levava seu trabalho acima do casinho com o irmão mais velho.
Mas nem tudo são jujubas na vida de Hayley Williams, meu caro amigo.
De modo que, hoje, depois de finalmente conseguir fazer com que Jonathan dormisse, adivinhe com quem dei de cara no corredor.
Isso mesmo: ninguém. Mas Josh me esperava no fim da escada.
— Você não consegue imaginar o quanto eu amo essa tatuagem — disse ele, os olhos presos nas minhas coxas descobertas. Eu ainda estava com o short de ginástica porque saí do chuveiro do colégio diretamente para cá. E, muito embora já tivesse chegado a certos estágios mais altos com Josh, aquele olhar... não me agradou.
— Quer mesmo apanhar no meio da sua casa? — disse eu, impaciente. Escute: meu dia não incrível. Jenna passou a manhã inteira fungando, Dakotah estava de muito mau humor por causa de Taylor York e eu tive de aturar o Kevin Perkins tentando explicar o porquê do término a mim e a Kathryn. Além disso, o jogo de vôlei foi horrível e a Menina dos Braços Roxos não parava de fofocar sobre mim e Josh (o que me forçou a sem querer meter uma bola no seu rosto, fazendo com que seu nariz sangrasse e eu fosse para a diretoria). Isso sem dizer que Isabelle estava gripada e passou o dia inteiro chorando de dor (e um pouco de manha, também), ao passo que Jon não poderia estar mais elétrico. Não estava tudo às mil maravilhas, não. E eu não estava pronta para aturar os abusos de Josh sem descontar minha fúria nele.
— Wow — disse ele, levantando os braços. — Relaxe, baby. Só estou fazendo um comentário.
— Um comentário infeliz — eu cheguei ao fim das escadas e segui em direção à cozinha sem olhar para ele. Prestar atenção em seu corpo seminu e sujo de graxa nunca fazia bem para uma garota irritada que queria continuar irritada. — Você não deveria ficar longe de mim enquanto estou cuidando dos seus irmãos? Se me lembro bem, fazia parte do nosso trato.
Josh veio me seguindo, a respiração acima da minha cabeça.
— É claro. Mas posso reincidir o trato quando tivermos um problema — ele parou a minha frente, prendendo os cabelos nas orelhas. — E, no momento, nós temos um problema.
Desvencilhei-me dele, seguindo para a pia.
— Tá grávido? — ironizei.
Josh deu uma risada sarcástica, como um “ha, ha, ha”.
— Muito engraçada você, baby. Estou rolando de rir.
Então eu me deixei sorrir e me virei, encarando-o, a mais ou menos dois metros de distância de mim.
— Tudo bem, pode falar — disse eu. — Mas vista uma camisa antes.
Ele apertou os olhos.
— Estou na minha casa — disse. — Não vou vestir uma camisa na minha casa.
Eu olhei bem para ele, tentando entender sua cara cínica.
— Mas o que isso tem a ver...? — perguntei. Tipo, o quê?!
Josh sorriu.
— Eu estava na minha garagem, consertando o meu carro, sem a minha camisa. E agora estou na minha casa sem a minha camisa porque a casa é minha, e eu não preciso usar minha camisa na minha casa se eu não quiser — ele explicou para mim como se tudo fosse muito óbvio, enquanto eu continuava a olhar para ele como se ele fosse a pessoa mais louca desse mundo. Além disso, nunca o pronome “minha” tinha sido tão aplicado em uma frase.
— Não é só a sua casa — disse eu.
— Não, mas é minha o suficiente para eu não precisar usar uma camisa.
— Então por que não tira a calça também?!
— Já que você insiste... — ele colocou as mãos no cinto, desafivelando-o. Não percebi que estava gritando quando de fato o som saiu da minha garganta.
— NÃO. NÃO FAÇA ISSO.
E então Josh estava rindo daquele jeito cínico, afivelando o cinto novamente, mas com os olhos presos nos meus olhos assustados. Qual é, ele não pode ameaçar tirar a casa no meio da cozinha da mãe dele, isso é contra as leis dos relacionamentos entre babás e irmãos mais velhos.
Vagabundo.
— Um dia você ainda me mata, baby — disse ele, sarcasticamente. Quis vomitar.
— Olha, eu não tô com paciência pra você hoje, então saia daqui antes que eu te mate de porrada — declarei, simpaticamente, em direção à pia de louças sujas para eu lavar. A doença de Isabelle me fez sujar muito mais copos e pratos do que usualmente faço.
Josh suspirou e eu pude jurar que ele estava revirando os olhos.
— Ainda puta por causa da Tabitha? Sério? — perguntou, retirando minhas mãos da pia e forçando-me a olhá-lo, sem escapatória. Franzi o cenho, tentando me lembrar do nome que ele havia acabado de pronunciar.
Oh, Tabitha Richards. A vadia que o beijara dois dias atrás. Havia me esquecido desse detalhe. Preciso dar-lhe uma surra.
Suspirei.
— Quase me esqueci dessa vaca — pensei alto, olhando para baixo a fim de evitar os olhos de Josh, o que não foi exatamente uma escolha inteligente. Digamos apenas que ele parece estar sempre de barraca armada. Corei, desviando os olhos. Ai, meu Deus, não pense nisso, Hayley. Pôneis, bala de menta, bombom de coco, sorvete de flocos...
— Então qual é o problema, afinal? Baby, não vou ficar adivinhando o porquê de você estar uma fera, sabe — disse ele, parecendo não notar. Agradeci a Deus e olhei para seus olhos, porque era mesmo a melhor opção (ele ainda estava sem camisa e enfim).
— Tem um monte de problemas — eu disse, percebendo que meu autocontrole estava muito perto de ir para o espaço. A proximidade de Josh não estava exatamente ajudando. E, por algum motivo desconhecido, comecei a despejar: — Jenna está muito mal com a coisa do Perkins, e o Perkins veio, veja você, se desculpar comigo por eu ter ficado com raiva e bombardeado seu carro com ovos. Se desculpar, o desgraçado! Além disso, sua irmã me deixou exausta e eu estou realmente preocupada com ela, porque se não for uma simples gripe, Josh, ela pode estar com uma virose e isso vai passar para o Jon, também. E eu estou em detenção e ainda preciso bater na Tabitha Richards, o que provavelmente vai me garantir uma suspensão. Eu quero matar alguém no momento de tanta raiva, e você não está ajudando.
Josh ia assentindo conforme eu contava todos os problemas e, quando terminei, ele sorriu, soltando-me.
— Bem, eu sinto muito mesmo, mas você tem mais um problema, baby — disse ele. — Mas esse é meio que nosso. É o que estou tentando te contar desde que comecei a falar com você, mas você não deixou.
Passei as mãos pelo rosto, tentando imaginar o que poderia estar pior. Quando você não está bem, parece que o mundo conspira para te deixar um verdadeiro caco. Maldito seja Murphy.
— E qual é o problema? Vou perder meu emprego porque você não consegue me deixar em paz?!
Josh deu outro sorriso safado.
— Pior. Zac está a fim de você.
Se eu estivesse tomando alguma coisa, teria cuspido todo o líquido na cara do Josh. Ao invés disso, apenas olhei para ele como se ele houvesse acabado de dizer que era uma tartaruga ninja.
— Você está zoando — desafiei, sabendo que aquilo não tinha o menor cabimento. Enquanto cuidava das crianças, eu não via Zac com tanta frequência, confesso. Também não o via muito na escola. Não conversávamos tanto quanto costumávamos. Na realidade, a última vez em que de fato paramos para falar algumas bobagens foi no aniversário do Josh, semanas atrás.
— Queria estar — Josh colocou seus cabelos longos atrás das orelhas. — Ele tem andado meio estranho desde que nós “anunciamos” nosso caso para o mundo, mas eu, lerdo, não tinha ligado uma coisa com a outra. Hoje ele praticamente disse que me deserdaria como irmão, me mataria e daria meus restos mortais para os crocodilos se eu machucasse você.
Arregalei os olhos.
— Sério isso?
Josh riu.
— Bem, talvez eu tenha exagerado. Ele perguntou sobre a Richards, contei a história a ele e depois ele disse algo como — ele olhou para cima por um momento, quase dois segundos, para depois voltar para mim com uma expressão terrivelmente forçada — ela não é como as outras garotas, Josh. Não a machuque.
Fiz uma careta.
— Você é um ator extremamente gay — disse, porque era verdade mesmo. Ainda mais com aquele cabelinho de Jennifer Aniston e a expressão de novela mexicana. Mas, então, percebi que estávamos falando de um problema realmente sério, e tudo o que consegui falar foi: — Oh, merda.
Merda. Total. Isso explicaria o jeito como Zac estava se comportando em relação a mim. Eu não havia notado muita coisa porque nunca fomos exatamente íntimos, para além de que ele era só um calouro no CHS. Droga. Droga, mil vezes droga.
— O que você vai fazer?
Olhei para Josh, que estava lá, sendo idiota enquanto olhava para mim como se eu tivesse a resolução do problema entre os meus dedos. Oh, querido, acho que vou simplesmente jogar um pó mágico desapaixonizador nele e acabar com essa história de uma vez.
— O que eu vou fazer?! — perguntei, irritada.
— É claro! — Josh encolheu os ombros num gesto “eu-que-tenho-razão”. — Você fez com que ele se apaixonasse, baby. A culpa é inteiramente sua.
— Eu não fiz nada! — praticamente gritei. E era verdade. Se eu bem me lembro, na primeira vez em que conversei com Zac, o chamei de idiota irresponsável. — E cale a boca antes que eu quebre seus ossos!
— Viu?! — Josh sorriu, apontando para mim. — É exatamente disso que eu estou falando.
Franzi o cenho, abrindo os punhos que se fecharam por instinto. O quê?!
— Como é? — perguntei.
— Você não é só difícil — Josh sorriu. — Você é, desculpe a palavra, um porre de pessoa. Não consegue ficar dois minutos sem ameaçar e/ou bater e/ou atirar alguma coisa na pessoa. Além disso, é muito gostosa também. Isso é que é um desafio.
Senti muita vontade de bater nele pelos insultos, mas acho que isso apenas confirmaria seu argumento esquisito, e eu não queria dar a Josh o gostinho da vitória (mesmo que ele viesse com um pouco de sangue pela parte interna da bochecha).
— Homens gostam de desafios — Josh foi continuando —, e você é um e tanto. Não culpo Zac por estar a fim, justamente porque a culpada aqui é você.


[...]


É claro que não é uma surpresa para ninguém que Josh é o maior idiota da vida e eu precisei dar uns tapas nele de qualquer jeito, mas uma coisa em nossa conversa me deixou realmente preocupada. Zac. O Zac gordinho, calouro, de quinze anos de idade, que me arranjou esse emprego e que de um jeito ou de outro, eu via como um amigo, quase um irmão mais novo. Estava. Apaixonado. Por mim.
Segundo o Josh, é claro.
Se fosse com qualquer outra pessoa em qualquer outro dia, eu deixaria isso de lado, juro para você. Mas Zac ainda era... bem, o Zac, e não se pode machucar o Zac. Além disso, ontem mesmo eu vi uma das minhas melhores amigas chorar por causa de relacionamentos e a ideia de que alguém poderia se machucar por minha causa (e esse alguém sendo o adolescente mais boboca que eu já tenha conhecido) me assustou para valer.
Então eu subi as escadas e bati à porta de Zac.
— Hbomb! — gritou ele quando a porta se abriu, com um grande sorriso estampado em seu rosto em forma de círculo.
A visão meio que me chocou, se você quer saber. Josh disse que Zac estava abalado e tinha ameaçado seu próprio irmão por minha causa, de modo que eu esperava encontrar um adolescente tristonho, curvado, choroso e escutando Mariah Carey.
Mas eu acho que Zac iria preferir Christina Aguilera à Mariah Carey.
— Você não cansa desse apelido ridículo? — perguntei, revirando os olhos e adentrando seu quarto. Havia mais pôsteres de jogadores de futebol americano do que de mulheres seminuas, ao contrário do quarto de Josh.
— Ele combina com a sua fofura e meiguice, sabe — Zac deu de ombros e sentou-se em frente ao seu computador, onde jogava GTA.
— Vou mostrar minha meiguice com um soco no seu nariz.
— Não disse?
Revirei os olhos outra vez. Zac estava matando pessoas em seu computador e vi na mesma hora que não estava cumprindo missão nenhuma. Só roubando uns carros e atropelando personagens, para variar. Cinco estrelinhas piscavam no canto da tela e eu me perguntei o porquê de ele não ter digitado a manha para retirar a polícia da sua cola.
— Por que você não se livra logo disso? Vai aparecer um helicóptero de polícia para você.
— É isso que é legal! — disse ele, os olhos vidrados na tela. Percebi que sua vitalidade também já estava acabando. De modo que se ele levasse só mais um tiro, provavelmente... — Ah. Morri. — ...morreria. Agora CJ estava numa poça de sangue e as palavras “you failed” piscavam no centro da tela. Zac se virou para mim, parecendo não dar a mínima para sua derrota. — Mas diz aí, Hbomb, o que traz a sua ilustre presença ao meu humilde quarto?
Apertei os olhos.
— Hum... — eu não podia dizer simplesmente “ah, então, é que eu fiquei sabendo que você está apaixonado por mim e vim quebrar o seu coração”, porque isso seria horrível. Mas qualquer variação disso parecia igualmente horrível. — Hum.
— Hum?
— Hum... — tentei pensar no que falar.
— Hum?
— É... que...
— Hum!!! Hum... — Zac devolveu, passando as mãos sobre o queixo e aderindo uma expressão pensativa.
— Para com isso!
— Hum?
— É!
E então nós dois estávamos rindo do diálogo mais esquisito da face da terra. Na verdade eu estava com um pouco de raiva dele por zoar minha incapacidade de levantar um assunto, mas sua expressão pensativa estava mais engraçada do que minha irritação.
— Josh me contou que você foi até ele para... — comecei a falar de uma vez, fazendo com que Zac parasse de rir, mas sem achar uma boa terminação para a frase. Ameaçá-lo por minha causa? Não. Me defender? Não, por favor. Cuidar da minha integridade moral? Nah, não mesmo.
— Bancar o príncipe encantado e impedir que o príncipe 2 machuque a minha querida plebeia-ameaçadora mais conhecida como Hbomb? — Zac estufou o peito de um jeito que me fez sorrir. — Mentira isso. Só pedi para ele comprar leite.
Eu ainda estava sorrindo.
— Sério, Zac — disse eu, nem um pouco séria.
Ele deu de ombros, recostando-se na cadeira em que estava sentado.
— Eu sabia que você viria, mais cedo ou mais tarde, por causa disso. Meu irmão é um puta bocudo que não sabe guardar um segredo — ele sorriu de novo, como se o comportamento de Josh não o chateasse. — Vamos acabar logo com isso. Se quiser me bater por tentar te defender, aceito um murro em qualquer lugar, menos na boca, porque eu preciso dos dentes para comer, e no saco, porque ainda pretendo ter filhos. Dez deles.
— Você é ridículo.
— Eu sei. Totalmente não deveria ter mencionado meu saco na frente da namorada do meu irmão.
— Não somos namorados — repeli a ideia com tanta ferocidade que quase não o deixei terminar de falar. Foi impossível não detectar uma pequena chateação na voz de Zac, e isso meio que me deixou mal. Além disso, era verdade. Eu e Josh não estávamos namorando. Não estávamos namorando mesmo! — É só uma... relação... que não aceita furos. Não é um namoro. Pelo amor de Deus.
Pela primeira vez no dia, pude ver um punhado de tristeza (e pena?) no sorriso de Zac.
— Tu não devia fazer isso — disse ele, apenas.
Por algum motivo, a frase me pegou de surpresa como um tapa na cara. Prendi a respiração por um tempo, o arrepio pesado percorrendo meu corpo, como se ele tivesse razão sobre o que estava dizendo, e eu soubesse disso. Mesmo que não tivesse ideia do que ele estava falando.
— Isso o quê? — perguntei num fio de voz.
— Ficar com o Josh.
— Por quê?
— Porra, Hayley — não sabia se me assustava mais por ouvi-lo dizer um palavrão ou por ouvi-lo dizer meu nome sem nenhum apelido imbecil. Quase senti falta do Hbomb. — Não tá óbvio? Cara, eu amo meu irmão. Josh é um cara sem tamanho, sabe? Mas caramba, você não sabe do histórico dele? Tem ideia de quantas meninas ele descartou que nem lixo desde a sétima série? — eu não conseguia responder. — Ele pode falar todas as coisas pra você, Hayley, mas ele fala tudo isso para todas. O Josh não liga para os seus sentimentos ou qualquer coisa assim. Quando ele se cansar de você, te larga e pronto. É assim que aconteceu com todas as outras. E sei lá, eu sei que as meninas têm essa coisa de querer ser a exceção e ter certeza de que com elas o bad boy vai deixar de ser bad boy, mas isso não acontece, sabe? Ele vai ser sempre um puta de um cretino. Ele vai usar você como usou as outras.
Depois disso, tudo o que se seguiu foi um silêncio muito constrangedor. Eu estava tentando digerir todas as coisas que Zac havia dito. Tentando descobrir se eu agradecia ou lhe dava um chute. Tentando entender o que eu estava sentindo enquanto Zac jogava na minha cara que meu relacionamento com o Josh resultaria em uma Hayley machucada.
Mas ele estava errado. Porque eu não era apaixonada pelo Josh. E não poderia me machucar se não nutrisse sentimentos por ele.
— Não amo o seu irmão — respondi, então, depois do que me pareceram mil anos. Zac torceu os lábios e colocou uma mão na cintura.
— E eu não amo pizza.
— Tô falando sério, Zac! — percebi que estava gritando e meu peito estava se inflando de raiva de seu sorriso de discórdia. — Eu estou com o Josh por uma questão puramente... fí...sica.
— Me poupe dos detalhes, amiga — disse ele, em sua melhor imitação de gay.
— Vou dar um murro na sua cara! — gritei de novo e tentei respirar fundo, mas estava realmente irritada com a ideia de amar, veja só, amar Josh Farro. Impossível! Pelo amor de Deus. Eu não cheguei a amar nem mesmo Chad Gilbert que foi o melhor namorado que uma garota já teve nessa droga de vida!
— Pode dar. Isso não vai fazer você amá-lo menos.
Levantei a mão para acertá-lo, mas me pareceu errado no meio do caminho.
— Você não sabe o que se passa dentro de mim, Zac! Você só tá dizendo isso porque eu estou com ele ao invés de voc... — percebi que tinha falado a maior merda do mundo pouco antes de terminar a frase. Fechei a boca, vendo a cara do irmão de Josh perder a cor e o sorriso por uma fração de segundo. Zac sorriu outra vez.
— Ao contrário de você, Hayley, eu nunca me iludi em relação aos meus sentimentos. Gostei de você, sim, mas nem por isso vou ficar achando que nós vamos namorar, nos casar e viver felizes para sempre — apesar do sorriso, sua expressão estava dura. — Ao contrário de você, eu sei o que pode me machucar e o que não pode. Você é uma bomba. E eu não tô a fim de ir pelos ares quando você explodir. Mas, olha, isso é só uma dica de amigo: largue o Josh. Não banque a espertinha porque eu convivo com o meu irmão há quinze anos inteiros. Eu o conheço melhor que você. E sei melhor do que você do que ele é capaz.
— Eu sou perfeitamente capaz de cuidar de mim mesma, Zac — respondi, mais dura do que ele estava. — Não preciso que você me diga que o Josh é cafajeste ou qualquer outra porra dessas. Eu sei disso. E escolhi ficar com ele mesmo assim.
Mas ele riu outra vez.
— Acho que me enganei ao pensar que você era diferente das outras garotas e realmente não se deixasse levar pelo meu irmão — ele deu de ombros. — Depois não diga que eu não avisei, Hbomb. Não diga que eu não avisei.

 

TENSIONNNNNNNNNNNNNNNN. I know. 
Acho que não tenho nada a dizer sobre o Zac e sobre todas as coisas que estão dando errado para a nossa Hayleyzinha. Verdade seja dita, todos temos uns dias que são ótimos para os inimigos.
De qualquer forma, COMENTEM!!! Sério. É SÉRIO. Eu preciso saber se vocês ainda estão comigo pra não deixar isso cair em hiatus de novo ;-;
Muito amorrrrrrrrrrrr ♥

6 de nov. de 2013

Daydreaming all the time!

Olá galera, tudo bem com vocês? Hoje eu vim aqui para trazer ótimas notícias: essa semana saiu o terceiro single do álbum autointitulado da banda Paramore! E não, pessoal, não é Ain’t It Fun (que estava marcado para sair o clipe uns meses atrás, porém, dizem as más línguas, que os integrantes do grupo não gostaram do resultado final do vídeo), e sim, Daydreaming.
O clipe deu um tapa na cara de todos que disseram que não iria dar certo, pois o vídeo simplesmente é incrível. Em certos momentos, podemos ver a banda tocando a música em um dos shows da nova turnê e em outros, vemos uma história de duas garotas (amigas, irmãs, namoradas, whatever, dá pra perceber o carinho que elas sentem uma pela outra de longe) que estão se preparando para viajar.
Enfim, a música é boa, o clipe é super fofo e, mais uma vez, a banda surpreendeu os fãs. Que tal ver o clipe e deixar um comentário aqui?


Espero que vocês tenham gostado, beijos e até a próxima quarta!

31 de out. de 2013

NaNoWriMo: novembro é mês de escrever um romance!

EU SEI, EU TAMBÉM NÃO SABIA!!! (E, é, a frase não fez o menor sentido. MAS ESSE NÃO É O PONTO!)
Oi, contextuados! Tudo bem com vocês? Eu realmente espero que sim, e se não estiverem, espero que você acabem se contagiando com a minha animação!
(Ou não.)
Então, eu costumo ficar muito no twitter e lá, eu sigo muita gente legal. Entre essa gente toda, a Bell, ou Bárbara Morais, que é a autora de A Ilha dos Dissidentes e blogueira do Nem Um Pouco Épico (um dos melhores blogs da atualidade brasileira, bjks). E aí eu vi ela falando bastante sobre esse tal de NaNoWriMo, sobre fóruns e metas e 50.000 palavras, e como eu sou uma pessoa extremamente curiosa, cliquei nos links que ela postava e fui ver do que se tratava.
E AÍ EU FIQUEI SUPER ANIMADA!!!


Sem mais delongas, vou dizer o que É QUE SIGNIFICA ISSO AFINAL MEUS DEUSES SARAH O QUE É ISSO CONTA LOGO POR QUE VOCÊ TÁ FAZENDO SUSPENSE. Pois é. Acontece que esse há um tempo indeterminado (mentira, eu só tô com preguiça de procurar), esses norte-americanos lindos resolveram criar um programa de incentivo a escrita: o NaNoWriMo. Eles resolveram também que novembro é o mês anual de se escrever um livro. E ADIVINHA, MUITOS BRASILEIROS ADERIRAM A IDEIA. (E americanos também, sabia que a continuação de Insaciável, da Meg Cabot, foi escrito durante um NaNoWriMo?) (E essa coisa de brasileiros aderindo também automaticamente detona o "national", uma vez que o "national" remete a "USA" e nós sabemos, ou descobrimos hoje, que pessoas do mundo inteiro participam do NaNoWriMo.)
Para usar, é muito simples:
Passo 1: você se inscreve.
Passo 2: você escreve.
I KNOW!!!
Tá, tudo bem, não é ASSIM tão simples, mas é basicamente isso. Existem fóruns, pelo que eu vi, de escritores em comum. Você não posta sua história no site (foi a primeira dúvida que tive) e também não precisa escrever em inglês (foi a segunda). Basicamente, você precisa escrever e atualizar o status da sua história no site e pronto! Para que você complete o mês de novembro feliz, precisa atingir a meta PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL de 50.000 palavras na sua história. (Dizem que se você fizer isso, o NaNo te dá uma medalhinha!!!)






E por que alguém faria isso?, você me pergunta.
PORQUE É COMPLETAMENTE INSANO! 
Tudo bem que nos Estados Unidos não existe tanta preocupação com o mês de novembro porque ELES GERALMENTE NÃO TEM DE FECHAR UM SEMESTRE NO MEIO DO INVERNO (lá é inverno), mas nós, temos (embora aqui ainda seja primavera, MAS WHATEVER, TEMOS DE FECHAR O SEMESTRE MESMO ASSIM). A questão é que você precisa escrever 50 mil palavras em 30 dias, o que, nos cálculos da Bell, são 1667 palavras por dia.
(Em times 12, margens comuns, três páginas do Word.)
E isso é difícil, porque, geralmente, vão haver dias em que você vai escrever o triplo e dias em que você não vai escrever nada. Digo isso por experiência própria. Não de NaNo, mas de escrita mesmo.
Então, Sarinha, depois que eu terminar minha história de 50k no NaNoWriMo e ganhar minha medalinha, e ser feliz, posso mandar pra editora?
NOOOOO. A ideia do NaNo é: criar disciplina. TODO MUNDO SABE que muitos escritores têm problemas sérios com procrastinação, tempo e pura preguiça. Quando você tá na correria, escrevendo que nem um filho da mãe, desesperado pra conseguir a meta, você não se importa se seu texto tá uma droga. Você só continua escrevendo. E NÃO PODE PROCRASTINAR, OU ENTÃO, NÃO CONSEGUE A META!!!
É meio que um compromisso consigo mesmo.
Ano passado eu descobri que trabalho bem melhor sob pressão, por isso, É CLARO QUE EU TÔ NESSA. Além disso, eu tenho uma leve inclinação a desafios. Bem leve mesmo.
Mas eu não estou fazendo esse post por minha causa. Estou fazendo por causa de vocês!!! Porque eu sei que mesmo com a escola ferrando tudo, vocês podem escrever para o NaNo!!!
Levando em consideração que é um desafio pessoal seu, e que a história pode tanto vir na hora quanto ser planejada meses antes (é, agora não dá, porque começa amanhã HUE), e que o único jeito de se aprender a escrever é escrevendo, sério, o que você tem a perder?
A história que eu vou escrever, felizmente, será postada para vocês, queridos. Mas não aqui no (con), muito embora vá ter um link direto para ela aqui no cantinho do blog. Tô animada com a ideia e estudando muito pra ela, portanto... 50.000 PALAVRAS EM NOVEMBRO NOS AGUARDAM!
Bora escrever?  Como diria a própria faq do site: o mundo precisa do seu romance!
Se vocês ainda tiverem dúvidas sobre o NaNoWriMo, deem uma lida nesse post do NUPE, uma FAQ feita pela própria Bárbara, e esse post do Literalmente Falando. A Iris também é veterana.  Agora sai desse blog que você tem um romance a escrever.

P.S.: FELIZ HALLOWEEN!