20 de out. de 2013

[Think About It] Uma mensagem para a Sarah de 19 anos



Reprodução / We ♥ It



Oi, meus amores! Nem acreditam que eu vou começar um post supostamente informal aqui hoje, NÉ?
Nah, menos, Sarah. Bem menos.
Eu sei, vocês já olharam lá em cima, viram o nome do post, querem saber do que se trata tudo isso e o motivo de eu continuar falando tanto de ~mim~ por aqui. A verdade é que THIS IS MY BLOG, BITCHIES, SO I CAN TALK ABOUT ANYTHING I WANT mentira, nem posso, mas quero abrir uma exceção. Isso porque eu acabei de ter uma ideia legal, assim, do nada, e acho que deveria dividir com vocês porque vocês são boas pessoas que eu amo e considero. Eu sei também que estou devendo toneladas de posts referentes a QUALQUER COISA QUE NÃO SEJA UM PENSAMENTO BOBO DA MINHA CABEÇA OU UM TEXTO REFLEXIVO, mas vocês me conhecem e eu nunca cumpro minhas responsabilidades.
Brincadeirinha. Semana que vem adianto algo útil pra vocês. E vocês sempre podem contar com a maravilhosa equipe (con) para saber de coisas legais!
De qualquer forma, para poder agrupar esse tipo de post sem-noção-mas-com-noções-de-vida em uma categoria só, eu criei o "think about it", que é basicamente um lugar onde eu postarei algumas bobagens desse estilo. 
Agora, vamos falar rapidinho sobre o nome deste blog e como o "contexto" se aplica às nossas vidas. Para isso, responda a três perguntas super-hiper-mega-master-práticas:
1ª - Quantos anos você tem? (AND I KNOW THAT A LADY NEVER REVEALS HER AGE mas esqueça isso por um tempo)
2ª - Como é a sua vida hoje?
3ª - O que o "você" de três anos atrás te diria?
A sua perspectiva de qualquer-coisa muda quando você é inserido em diferentes contextos e sob novas experiências e ideias, sabe? Você é como um personagem não-onisciente, você tem um só ponto de vista e, para continuar vivendo, você meio que precisa mudar de acordo com o seu contexto - físico, motivacional, virtual, social, sei lá, vivencial em si - muda.
Isso pode estar ficando confuso.
Simplificando: você está em constante mudança, por mais que ache (e, às vezes, você acha) que vai SEMPRE continuar com os mesmos costumes, crenças e amores. Isso muda porque a vida te garante experiências e garante experiências para as pessoas que te rodeiam. 
O ponto é: você é capaz de registrar essa mudança? 
Claro que é. Você pode muito bem olhar para quem você era no ano passado e pensar algo tipo, "puxa, como eu era idiota", ou "puxa, eu era feliz e nem sabia", ou qualquer variação dessas frases, só que sem o "puxa" no início das frases, porque só eu falo isso. Não importa.
Vamos só questionar essa sua ideia mais uma vez.
Você é realmente capaz de registrar a mudança que acontece com você? A longo prazo?
Nah, eu acho que não. Porque, sabe, você pode lembrar que o seu "eu" de três anos atrás não precisava se preocupar com vestibular, e tinha uma paixão platônica por um dos Jonas Brothers, e costumava ser muito dramático. Mas você lembra de como o seu "eu" de três anos atrás gostava de pentear o cabelo? E qual era a sua camiseta favorita? E o que te fazia mais feliz? E quais eram as suas principais ambições? E o que o seu "eu" de três anos atrás diria para o seu "eu" de agora?
Existem mil outras perguntas que você pode fazer a você mesmo, porque, oras!, quem sabe da sua vida não sou eu. Eu estava tentando pensar como a Sarah de 13 anos e me dei conta de que ela provavelmente estaria orgulhosa de mim, hoje. Se fosse se comunicar comigo, daria pulinhos de alegria por eu ter conseguido escrever um livro. E terminar as OAV's. E ir ao show do Paramore! Ela ficaria satisfeita, eu acho, em ver que eu me sinto mais confortável no meu corpo do que ela se sentia no dela. Talvez ficasse um pouco chateada em saber que as amigas dela na época mal falam comigo hoje. E, bem, talvez torcesse os lábios quando eu lhe contasse que o Marcus, irmão dois anos mais novo, agora é dez centímetros mais alto. E me contaria da vida dela. De como ela estava ansiosa para o fim do ano, quando viajaria com a turma durante três dias, para a formatura. Do Guilherme e de como ela tinha se apaixonado por ele. De como a Ana Lívia era uma péssima companheira de quarto e do quanto ela mal pode esperar para ter um só pra ela. De uma fic nova que ela achava que era a melhor coisa que ela já havia escrito. De como ela mal podia esperar ir para o ensino médio. E de muitas outras coisas que eram a vida dela na época, mas que agora só me trazem nostalgia, e um pouco de "ainda-bem-que-isso-passou" (acredito que esse sentimento tenha um nome, mas você entendeu).
Pensando sobre isso, eu fiquei ponderando o que eu diria para a Sarah de 19 anos. Pensar sobre ela me deixa animada. Faculdade, carteira de habilitação, semi-independência? Melhores habilidades no violão? Ainda escreve? Ainda lê tanto quanto eu, agora, com 16? Tá gostando do seu curso? Você continuou com a decisão de fazer Letras, não é? E o inglês? Namorando alguém? Quem são os seus amigos? E quem não são mais? Em quem você votou esse ano?
Se eu pudesse falar com ela, perguntaria tudo isso, com um brilho nos olhos. Talvez ela não me responda satisfatoriamente nem metade dessas perguntas, devo dizer, tal como eu provavelmente não responderia muito bem algumas perguntas da Sarah de 13 anos. Mas, aí, eu contaria um pouco da minha vida pra ela, pra que ela se lembrasse de como era ser eu, aos 16. É, segundo ano do ensino médio, cara. Nenhum cursinho. No money for that. Nem fiz ENEM, também, mas acho que vou me arrepender disso depois. Namorando o Daniel. Sofia ainda é minha melhor amiga e irmã e todo o resto. Sem muitos amigos, mas muitos colegas. Tentando acreditar no certo e lutar por isso - o que envolve algumas causas feministas, anti-homofóbicas, anti-racistas, anti-opressivas, anti-bullys, e mais um monte de "anti's" sobre os quais tenho orgulho de falar, de vez em quando. Tentando ser mais gentil. Mais humana. E, ao mesmo tempo, tentando passar menos tempo no Facebook, e não procrastinar todos os deveres do colégio. Escrevendo o segundo livro, teoricamente mais maduro que o primeiro, que eu nem sei, honestamente, se vai ser lançado pra variar. Não que eu me importe. O que vale é a experiência. 
Experiência. No fim, é a experiência que faz valer a pena. Sabe, pensando melhor, se a Sarah de 19 anos aparecesse para mim, agora, eu não lhe perguntaria nada. Eu lhe daria um conselho:
Aproveita, por favor, as experiências que a vida te dá. E não para de escrever sobre isso (mesmo que indiretamente) e deixar você mesma saber do quanto você muda conforme os anos vão passando. É bom se re-essensificar. De vez em quando. Põe um sorriso no seu rosto. E deixa a Sarah de 22 anos saber quem foi a Sarah de 19.

Reprodução / We ♥ It


HOMEWORK FOR YOU, KIDS! Mentira, vocês só fazem se quiserem. A ideia é: escrever, realmente, uma mensagem para o seu "eu" de três anos pra frente. Escreva o que você quiser. Pergunte, fale, ora, a vida e a mensagem são suas. Depois, guarde. Ou poste no Tumblr ou no seu blog pessoal, ou no seu Facebook, ou em qualquer rede/meio social que você queira. Agende um dia no ano de 2016 para você ler essa mensagem. Que não seja ano novo ou o seu aniversário, porque essas datas já são essencialmente nostálgicas e não precisam de um toque extra; é mais legal que seja um dia comum, sem significado. Faça um compromisso consigo mesmo e não leia a mensagem escrita até o dia em questão. E, aí, em 2016, você lê sua própria carta pra você e tenta se lembrar do que já foram seus valores e suas experiências imaturas. Vocês vão ver o quanto é gostoso mudar; e melhor: o quanto é gostoso perceber essa mudança. 
Muito amor, viu?, sempre ♥



18 de out. de 2013

[RESENHA] Feliz Por Nada, Martha Medeiros


Título: Feliz por Nada
Editora: L&PM
Ano: 2011
Páginas: 211


Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve.” É com a força transformadora de um abraço que Martha Medeiros abre este novo livro de crônicas e é com a mesma singeleza e olhar arguto para o cotidiano que a escritora ilumina algumas das questões mais urgentes do século XXI. A destacada romancista, cronista e poeta, que já teve obras adaptadas para o cinema, para a tevê e para o teatro, fala aos leitores com a sinceridade de um amigo e materializa as angústias e os anseios da sociedade pós-tudo, que vive acuada sob o grande limitador do tempo. Nesta coletânea de mais de oitenta crônicas, Martha Medeiros aborda temas muito diversos e ao mesmo tempo muito próximos do leitor. A autora tem o dom para aproximar assuntos por vezes fugidios – como é próprio do cotidiano – de questões universais, como o amor, a família e a amizade, e criar lugares de reconhecimento para o leitor, como ao falar de Deus, dos romances antigos e novos, da mulher, de escritores e cineastas que são imortais, de se perder e se reencontrar, do que a vida oferece e muitas vezes se deixa passar. “Feliz por nada”, afirma Martha Medeiros, é fazer a opção por uma vida conscientemente vivida, mais leve, mas nem por isso menos visceral.




Martha Medeiros é aquele tipo de escritora que, independente de sua idade, você consegue se identificar na maioria de suas reflexões. E, pessoalmente, conheci sua escrita ao ler Feliz Por Nada.


“(...) Sem dar uma chance à vida é que não acontece mesmo.” Pág. 200, crônica O Que a Vida Oferece


Admito que em algumas de suas crônicas simplesmente parei e repensei aquelas palavras, simples e claras, e revivi momentos, indecisões e pontos fracos. Outras simplesmente ri um bocadinho, outras xinguei outro bocadinho, mas posso dizer que as senti profundamente.
Em cada crônica você pode se ver em uma situação comum do cotidiano comum de Martha – que pra mim não é tão comum assim -, em algum comentário ou pensamento, você pode se ler, ler um amigo, ler a sua vida, e ler coisas a respeito sobre o que gosta e não gosta. Você vive, você pensa, você reflete, você sonha, você sente – como já falei, mas vale realçar.
Pode parecer exagero, mas é extremamente comum e incrível, ao mesmo tempo, o que Martha nos faz sentir com Feliz Por Nada. Eu amei a experiência, e acho que faz bem, sabe? Simplesmente assim, com coisas banais, pensar.
Com encapamento ótimo, folhas grossas e cheirosas, e uma letra maravilhosa de se ler, é um dos livros mais bem editados que possuo.
E... “Acho que é isso. Espero que seja isso, pois me parece perfeitamente curável, basta a coragem de se desarmar.” Pág. 148, crônica Saúde Mental
Bom final de semana, gente bonita. Até semana que vem.




17 de out. de 2013

[Resenha] Jane Eyre, de Charlotte Brontë

Título Original: Jane Eyre
Skoob












Jane Eyre é uma menina órfã que vive com sua tia, a sra. Reed, e seus primos, que sempre a maltratam. Até que, cansada do convívio forçado com a sobrinha de seu falecido esposo, a mulher envia Jane a um colégio para moças, onde ela cresce e se torna professora. Com o tempo, cresce nela a vontade de expandir seus horizontes. Ela põe um anúncio no jornal em busca de trabalho como governanta. O anúncio é respondido pela senhora Fairfax, e Jane parte do colégio para trabalhar em Thornfield Hall. Lá, ela conhece seu patrão, o sr. Rochester, um homem brusco e sombrio, por quem se apaixona. Mas um grande segredo do passado se interpõe entre eles.






Alô! É quinta feira e Sofia tem comentários literários para tecer. Seja bem vindo!
Para a resenha de hoje, vamos viajar para a Inglaterra Vitoriana e descobrir que, apesar de estarmos no século XIX, já existiam protagonistas femininas com uma coragem inexorável e uma força de vontade devastadora… tudo isso, enquanto usavam um corpete.

“Eu não sou nenhum pássaro; e nenhuma rede me prende; eu sou ser humano livre com uma vontade independente.”

1. O universo

Como já referi, a história de Jane Eyre, nossa heroína, desenrola-se na Inglaterra vitoriana, por volta de 1850’s. Claro que esse cenário vem com o seu próprio conjunto de regras – sobretudo sociais – e implicações na história. É do conhecimento geral que a ordem social de então era extremamente rígida (especialmente para quem já leu Jane Austen - mas não falemos de Jane nessa resenha, para evitar que Charlotte dê algumas voltas no seu caixão, visto que ela própria criticou o trabalho de Austen), o que vai em muito condicionar a forma de pensar de Eyre, e logo, também de agir - assim como condiciona as ações daqueles que a envolvem.
Talvez seja por isso que decisões que, nos nossos dias, nos parecem exageradas e irracionais, tenham toda a justificação para ser tomadas por Jane. Os princípios morais são outro fator que em muito influenciará a protagonista, e também eles se devem ao contexto histórico onde ela se encontra.
Para Charlotte Brontë, esta é a realidade em que ela habita, por isso aquilo que nos parece estranho ou ultrapassado por ser próprio dessa época, obviamente, não levanta quaisquer dúvidas para a autora. Fora isso, penso que é um retrato muito interessante da sociedade de então, e visto por olhos um pouco diferentes do habitual - os de Jane, que por vários motivos, se torna quase sempre marginal à sociedade.
Tudo isto, penso eu, só enriqueceu o trabalho de Brontë, que por si só, é um ótimo trabalho descritivo.

Pontuação:


2. A escrita e o enredo

A escrita é, como não poderia deixar de ser, caracteristicamente vitoriana, rica em descrições, detalhes, e referências a passagens de outras obras. Há um embelezamente estético que não passa despercebido a leitor algum, mas o fato é que a narrativa se torna apelativa e não propriamente pesada em adjetivos e descrições, como seria de esperar. Isto deve-se à capacidade de Brontë em contrabalançar com perícia a descrição e a ação - tudo isso, sem abandonar um certo tom de crítica social muito sutil -, mas também se deve, e em muito, ao enredo.
E o que tem de tão especial esse enredo? O que o torna tão bom é a sua complexidade e os seus enigmas, sendo que, muitas vezes, a ação se desenrola de formas inesperadas para o leitor. Existem mistérios e dúvidas que, durante muito tempo, ficam por responder, deixando até o leitor mais atento indeciso sobre o que pensar. As explicações acabam sempre por surgir, mas só depois de alguma tortura. Mas admitamos: que leitor comprometido não curte um pouquinho de tortura?

Pontuação:


3. Os personagens

Esta é uma obra com um elenco de personagens consideráveis - até porque é uma biografia, o que faz com seja incluídas todas as pessoas que, de um jeito ou de outro, foram importantes na vida de Jane. Mas também por ser uma biografia, há muitas personagens recorrentes - ou seja, que surgem uma e outra vez, e muitas vezes desaparecem por algum tempo só para voltar a surgir no futuro - e, claro, há um claro protagonismo dado a Jane. O palco é dela.
E ainda bem! Pessoalmente, eu adoro Jane. Como em toda a obra bem escrita, ela possui os seus defeitos - dificuldades em resistir calmamente à opressão; um temperamento ou muito manso, ou muito prepotente; uma submissão natural a caráteres mais fortes... -, mas o jeito como ela valoriza a humanidade nas pessoas, muito mais do que o seu aspecto; a importância que ela dá ao conhecimento e a disfrutar um bom livro; a necessidade que ela tem de ser amada e de, por sua vez, amar de volta; a força impetuosa com que ela persegue seus valores morais... Tudo isso me faz querer me identificar com ela, o que a torna, de longe, na minha personagem favorita. O que pode não acontecer com você - e, como eu já falei noutras resenhas, é uma das características que eu considero mais importantes quanto a construção de um personagem.
Os restantes personagens são extremamente diferentes entre si - e muitos deles possuem um caráter muito marcado - o que eu acho que demonstra ainda mais o brilhantismo de Brontë. Honestamente, para mim, são os personagens que fazem o livro valer a pena.

Pontuação:


4. A temática

Sendo uma biografia, Jane Eyre não tem uma única temática fortemente marcada. Porém, eu diria que o contraste entre o amor e os valores morais é o tema mais recorrente e, talvez até, importante de todo o livro. Em muitas situações, Jane é forçada a escolher entre ser apreciada, amada - ou simplesmente incluída socialmente - e seus valores morais e, no fundo, a própria pessoa que ela é. A minha apaixonada admiração por Jane começa com sua enorme força de vontade, que nunca a permite viver numa situação em que ela se sinta anulada como pessoa.
Em momentos críticos, ela sempre escolhe aquilo em que acredita e aquilo que ela quer acima de qualquer outra coisa. E o fato de ela o conseguir fazer talvez lhe dê esperança e coragem a si para fazer o mesmo. Sei que, comigo, foi isso o que aconteceu.

Pontuação:


5. Tópico surpresa: O vlog

"O vlog?", você pode estar-se perguntando, "mas que vlog?!". Bem, é certo que ele não foi criado por Brontë (well, duh), mas também é verdade que ele existe, e pretende se passar por algo que a própria Jane criaria.
À semelhança daquilo que Hank Green e Bernie Su fizeram com The Lizzie Bennet Diaries, Alyssa Hall (a própria atriz que interpreta Jane) e Nessa Aref criaram uma história virtual a ser contada principalmente através do formato de vlog (aqui está o site da história, intitulada "The Autobiography of Jane Eyre"). O legal é que se pretende que os personagens pareçam realmente existir (como o que aconteceu com a história de Lizzie), e que as interações virtuais entre o público e eles sejam o mais realistas possíveis.
Até agora, posso garantir que isso está acontecendo. A história está plausível, e tem sido uma aventura assistir, semana após semana, a como os escritores escolherão adaptar essa história tão antiga - e, pelos vistos, tão contemporânea.
O resultado foi um vlog criativo, apelativo, e muito, muito engraçado. Especialmente engraçado.
Assista por você mesmo ;)



Pontuação:


Conclusão

Ao nos trazer Jane Eyre, Charlotte Brontë provavelmente não considerou ter criado uma obra que resistiria às provações do tempo e que, século e meio depois, seria visto como um clássico, digno até de adaptações para formatos mais recentes da tipicamente humana narração de histórias. O fato, porém, é que eu, assim como muitos outros fãs, amo ler e reler essa história, e estou simplesmente deliciada com a chance que tenho agora de ver essa obra recontada numa webseries.
E se o nome de Brontë lhe pareceu familiar, é porque ela é irmã de Emily Brontë, a autora d'O Morro dos Ventos Uivantes, outro livro que se tornou um clássico. Tendo lido os dois, posso dizer que considero o trabalho de Charlotte muito mais interessante, complexo, realista e apelativo - mas essa é só minha opinião. Se gostou - ou odiou - O Morro dos Ventos Uivantes, minha sugestão é: leia Jane Eyre e compare. Nada como uma boa rivalidade entre irmãs para inspirar a criatividade ;)

Pontuação final:
 





Nota da revisora (Sarah Malta): o vlog The Autobiography Of Jane Eyre, até semana passada disponível apenas em inglês (para os que, como Sofia, têm as manhas de pegar um filme sem legenda e entendê-lo completamente), graças à Larissa Siriani (que também legendou The Lizzie Bennet Diaries), está agora está sendo esporadicamente legendado no canal dela no YouTube.
Dica de amiga? Faça um favor a si mesmo e assista. É de matar de tão bom que é.