5 de set. de 2013

Tutorial DIY: Vira-Tempo

Olá, (con)textuados lindos! Mais uma quinta, e aqui a Sofia está de volta para conversar com vocês. Porém, dessa vez, resolvi fazer algo diferente: em vez de uma resenha, temos um tutorial de DIY (do-it-yourself, que corresponde a faça-você-mesmo). Eu sou praticamente obcecada com DIY’s, porque:
a) eu adoro trabalhos manuais, é algo que eu simplesmente amo fazer;
b) acho muito legal poder fazer as coisas ao meu jeito e gosto, e ficar com um produto final diferente de tudo o que poderia comprar numa loja;
c) poupar dinheiro é bom!;
d) a minha coisa preferida no mundo é criar, mesmo que seja apenas um pequeno anel, ou algo assim. Faz-me sentir bem.

Então, uma das minhas criações preferidas foi (oh, a eterna surpresa de haver uma relação com Harry Potter!) um colar vira-tempo, estilo Hermione, que eu fiz há cerca de um ano. O original é esse:


E o meu ficou assim:


Você pode fazer um mais pequeno e mais perfeitinho, tudo depende dos materiais que encontrar. O meu maior problema foi não achar anéis maiores que aquele anel de chaveiro que ficou no centro. Eu pensei em tentar arrumar uns mais pequenos, mas aí seria mais difícil trabalhar com os materiais, porque tudo teria que ser feito em ponto mais pequeno… e bem, você entendeu a dificuldade. Mas se se sentir à vontade em fazer a experiência, tem todo o meu apoio! Confesso que eu mesma queria experimentar de novo.
Vamos àquilo que você precisa para começar.

Materiais:

- Os anéis de chaveiro que você consiga arranjar, desde que caibam bem dentro uns dos outros;
- 2 missangas grandes, que caibam juntas dentro do seu anel mais pequeno;
- 4 missangas mais pequenas;
- Arame;
- Tinta ou spray dourado;
- Super cola;
- Essas duas ferramentazinhas (uma delas para trabalhar o arame – não necessariamente igual à que tenho aqui – e a outra para cortá-lo):


Instruções:

(1) Pegue seu anel mais pequeno e corte um pedaço de arame que não esteja torto como o da imagem que o atravesse de um lado ao outro, deixando ainda comprimento suficiente para enrolar ao redor do anel, de forma a segurá-lo. Passe as duas missangas pelo arame e enrole o excesso ao redor do anel. Eu só enrolei uma vez, mas você pode e deve enrolar mais um pouco.

(2) Corte um pedaço de arame mais ou menos nessa proporção em relação ao seu anel. Enrole uma das pontas ao redor do anel, fixando-a bem.

(3) Passe uma das missangas mais pequenas pelo arame (aqui, ela é igual às outras duas, mas ignore – você precisa que a missanga seja pequena).

(4) Pegue seu alicate de pontas achatadas e enrole a outra ponta do arame sobre si mesma, de forma a criar uma espécie de nó que impedirá a missanga de deslizar ou cair - como na foto.



(5) Corte um pedaço de arame mais ou menos do tamanho do pedaço anterior e enrole uma das pontas como demonstram as fotos. NÃO APERTE DEMAIS! É importante que você possa deslizar outro arame por entre essa espiral, porque…


(6) … agora você irá passar a espiral pelo pedacinho de arame que ficou entre o anel e a missanga. Depois, use o alicate e achate a espiral, de modo a ficar só um círculo mais pequeno do que a sua missanga.

(7) Encurve o resto do arame de modo a que ele se ajuste e se encoste à missanga. NÃO CORTE O EXCESSO! Será necessário. Repita o processo para o outro lado.


Se você tem outro anel de chaveiro, pule para o passo (8).

(7.1) Esses passos são apenas para quem, como eu, não conseguiu mais do que o primeiro anel de chaveiro. Pegue no seu arame e experimente-o ao redor daquilo que você já fez, de forma a que ele se encaixe. Deixe um bom pedaço de excesso e corte.

(7.2) Feche o seu aro sobrepondo as duas pontas por alguns milímetros e enrolando o excesso dos dois lados, exatamente como fez no segundo passo, por exemplo. Aperte bem e achate se necessário.  Assim que lhe pareça firme o suficiente, sem que se desenrole, pode cortar o restante excesso.

(8) Pegue o seu segundo aro ou anel e enrole o excesso de arame que deixamos no passo (7) ao redor dele, de forma a ficar bem apertado. Se você está trabalhando com o aro que fizemos nos passos (7.1) e (7.2), recomendo que enrole uma das pontas sobre o ponto de fecho do aro, como demonstra a foto. Isso vai impedir que ele deslize.
Pouse isso por agora.

(9) Corte dois pedaços de arame com cerca de 3 cm cada. Pegue num e dobre uma das pontas de forma a impedir a missanga pequena de cair (ver passo 4). Pegue nas duas missangas pequenas que faltam e passe-as pelo arame. Se tiver um terceiro anel, é só enrolar o excesso de arame ao redor dele. Se tiver que criar um aro, forme uma espiral pouco mais larga que o seu arame e achate de seguida, de forma a que a peça fique igual à da foto.


(10) Notou que nem as pecinhas, nem o seu terceiro anel estão ligados à peça central do vira-tempo que você já criou? Pois é, mas é só repetir os passos (5) a (7), e enrolar as pontas ao redor do seu segundo anel, como mostram as fotos!

(11) Se vai criar o seu terceiro aro, só necessita de repetir o passo (7.1), passar o aro que criou pelas espirais que estão na ponta da peça das missangas, e repetir o (7.2). Verifique mesmo que passou o aro pela pecinha antes de fechá-lo, para não ter que desfazer o seu trabalho depois. Seu vira-tempo deve estar, nessa fase, com o aspeto da foto.

(12) O que eu fiz para poder pendurar o vira-tempo num fio, foi apenas pegar em mais dois pequenos pedaços de arame e formar duas saliências, enrolando as pontas firmemente sobre o fecho do terceiro aro.

(13) Passe super cola nos locais de ligação entre os aros – nas espirais achatadas, se quiser. Tenha cuidado para não colar certos arames às missangas, pois, como já deve ter notado, é isso que faz com o vira-tempo gire. O ideal é que esses arames fiquem o mais soltos possível.

(14) Pinte o seu vira-tempo de dourado! Se for utilizar spray, tenha em atenção que o deve fazer num local arejado e NUNCA dentro de casa. Deixe a tinta secar e…




… o seu vira-tempo está pronto! É só pendurar numa corrente ou fio e pô-lo ao pescoço! E não tenha medo de o girar naqueles dias em que só precisava de mais umas horinhas ;)



PS: Não nos responsabilizamos pelos danos causados a bruxos que mexeram com o tempo.





4 de set. de 2013

Playlist: covers famosos

Sabe aquela música que você escutou na voz de tal cantor e tempos depois foi descobrir que a música não é dele? E quando você sabe que a música é de outra pessoa, mas prefere na voz de fulano de tal, pois o arranjo ficou mais bem feito e/ou a voz da pessoa é mais agradável? Pois é isso que nós (ou nesse caso, ouvir) vamos falar agora.
Quando um cover é bem feito, não há nada na face da terra que me faça escutar a música original e gostar dela tanto quanto o cover. Ainda mais quando pegam uma música extremamente animada e a transformam numa versão acústica (e nessa hora você diz “nossa, Rebeca, como assim você gostar disso?”, mas o que eu posso fazer?). Então que tal escutar as músicas a seguir? Aproveitem a onda e digam outros covers também nos comentários!

Use Somebody – Paramore



Use Somebody é da banda Kings Of Leon, e é bem diferente do cover que o Paramore fez. No cover, até o tom da música foi alterado e esta versão é acústica. A versão original é interpretada por um homem e a música é mais agitada, mas não alterou o fato de o cover ser ótimo.

A outra – Mallu Magalhães e China



Embora Mallu já tenha cantado essa música com Marcelo Camelo antes, adoro essa versão (que ficou como um sambinha) com o China! A música é da banda Los Hermanos (aliás, foi escrita por Marcelo Camelo) e, cá entre nós, prefiro a versão da Mallu. A versão na voz doce da cantora ficou tão gostosa de ouvir, e, se você sambe dançar, dá até para sambar um pouquinho.

Only Girl (In The World) – Ellie Goulding



Se você acha que música eletrônica não pode ser adaptada para uma versão acústica linda, eis aqui a prova de que você está errado, meu amigo. Ellie Goulding fez uma versão completamente diferente da música de Rihanna, que é bem mais animada e dançante, isso sem contar que a voz de Ellie é bem diferente da voz da intérprete original, o que deixou essa versão mais legal ainda.

Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda (Casinha de Sapê) – Tiago Iorc e Clarice Falcão


Caros leitores, definitivamente, esse é o melhor cover de toda a playlist. A música foi composta por Hyldon, ficou famosa com o Kid Abelha e agora o cover de Clarice e Tiago fez um grande sucesso. Não vi uma única pessoa dizendo “prefiro a versão original” e olha que o povo da internet é bem maldoso e chatinho com isso. Mas claro, uma parceria com dois dos maiores talentos atualmente na música brasileira, seria, perdoem-me o palavreado, uma grande cagada se desse errado. A música é linda, e na voz desses de Tiago e Clarice, ficou melhor ainda! Simplesmente um dos melhores que já ouvi em toda minha vida.

Santa Chuva – Maria Rita



Não sei bem se posso classificar a versão de Maria Rita como um cover, já que ela gravou a música, mas Santa Chuva é uma composição de Marcelo Camelo (segunda vez que o nome desse lindo aparece aqui, mas, sejamos honestos: ele é o cara). Ambas as versões são bem impactantes, daquele tipo que te arrepia até a alma. Enfim, deixo aqui a genialidade de Camelo e o talento de Maria Rita para vocês.


That’s all, folks, espero que vocês tenham gostado. Beijos e até semana que vem!

3 de set. de 2013

O quão gay você é de 0 a essa playlist?

E aí, galera! Ok, eu quero que preparem seus coraçõeszinhos e suas purpurinas porque essa playlist é apenas #polêmica! E quando eu digo isso, não tô brincando. Eu já estava preparando essa faz um tempo, e como é minha primeira playlist no (con), decidi entrar com estilo ;) Aloka, amiga! Aí vem as 5 músicas mais gays que vocês já viram na vida! amo/sou todas

1. I Kissed a Girl - Katy Perry



Se o título dessa música não te diz nada, é melhor você pegar seu dicionário de inglês e checar alguns conceitos. Mas cara, não tinha como não citar I Kissed a Girl aqui! É uma das músicas mais explicitas em relação ao tema da playlist nos dias de hoje e... Bem, quem não gosta de um brilho labial de cereja de vez em quando?

Katy ousou, brilhou, ahazou!

"Eu beijei uma garota e gostei disso
Do gosto do brilho labial de cereja dela
Eu beijei uma garota só para experimentar
Espero que meu namorado não se importe
Pareceu tão errado , pareceu tão certo
Não significa que estou apaixonada essa noite
Eu beijei uma garota e gostei disso
Eu gostei disso"

Nível de amo/sou:

2. Let's have a kiki - Scissor Sisters

Oh, meu caro leitor, nesse momento você se pergunta "o que é um kiki?", certo? De acordo com minhas perguntas pra Izabela pesquisas mirabolantes, cheguei a conclusão que um kiki é uma orgia de travestis. Sim, isso mesmo. Mas não travestis normais. Drag Queen é o termo mais utilizado, pois tem muitas penas, purpurina, brilho e rosa pink envolvido nisso! Além dessa música ser a+, a coreografia é tão amo/sou quanto!




"Então eu espero que você esteja pra cima, garota
Porque nós todos estamos chegando
Tranque as portas
Abaixe as cortinas
Acenda a máquina de fumaça
E coloque seus saltos
Porque eu sei exatamente do que precisamos
Vamos ter uma Kiki"

Nível de amo/sou:



3. The Weathergirls - "It's Raining Men"

Venham cá, quem nunca sonhou com um mundo onde homens musculosos e incrivelmente gostosos não caíssem como chuva na nossa vida? As Weathergirls fizeram uma música muito gay e sem caras bonitos pra isso! Orgasmos múltiplos com ela, convenhamos! Imagina você caminhando pela rua e PUMFT! Taylor Lautner exibindo seu abs na sua cara! É óbvio que você ia achar MA-RA!


"Está chovendo homens, Aleluia
 Está chovendo homens, Amém
Eu vou sair
Eu vou pegar um para mim
E com certeza beber muito
Está chovendo homens, Aleluia 
Está chovendo homens
De todas as espécies
Alto, loiro, moreno e baixo
Rude e resistente e forte e magro"

Nível de amo/sou:

4. Gloria Gaynor - I Will Survive

Okay, se você não conhece o clássico da MGM (Música Gay Mundial), você não vive no planeta Terra! Gloria GAAAAAAAAAAAAAAAAAYnor nos mostra todo seu glamour com I Will Survive, a música mais gay da história! Ai, Wilson, vai


"Oh não, eu não! Eu vou sobreviver!
Enquanto eu souber como amar
Eu sei que permanecerei viva
Eu tenho minha vida toda para viver
Eu tenho meu amor todo para dar
E eu vou sobreviver! Eu vou sobreviver!
Hey, Hey!"

Nível de amo/sou:


5. Express Yourself - Madonna

Como não citar a maior diva de todos os tempos? Não existe uma pessoa que não rebola ao som de Madonna, a diva! Ela é um dos maiores ícones gays da atualidade, competindo com GaGa e Spears e ganhando de lavada. Aloka, bee! Não vou nem comentar a letra de Express Yourself, leiam vocês mesmo... Só digo uma coisa: É FA-BU-LO-SA!


"Se expresse
(Você tem que fazer com que)
Ele se expresse,
Hey, hey, hey, hey
Então, se você quiser agora mesmo, faça-o mostrar como
Expressar o que ele sente, oh baby, esteja pronto ou não"

Nível de amo/sou:


Então, galera, essa é minha primeira playlist e espero realmente que tenham gostado. Acham que faltou alguma música essencial pra ela? Me conte mais! Deixa aí seu comentário, quero saber sua opinião!

P.S.: Somos todos contra a homofobia e boa parte da playlist foi apenas brincadeira.

P.S2.: Sim, gatinhos, sou gay. Bem gay.


6. MÚSICA BÔNUS - Faz UÓ - Banda UÓ

Deixem o som do Uó conduzir a todos! (dica: prestem bastante atenção na Candy Mel, a cantora. Não é bem o que os "héteros" que estão excitados pensam. É muito mais! HAHAHAHAHA)



1 de set. de 2013

[PLAYLIST] Músicas que você já gostou, mas tem vergonha de admitir

VAMO LÁ!!! YO, TELL ME WHAT YOU WANT, WHAT YOU REALLY REALLY WANT (so tell me what you want, what you really really want) I WANNA (ah!) I WANNA (ah!) I WANNA REALLY REALLY REALLY WANNA ZIG ZIG AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH.
Eu sei quem você é, meu amor. Você é uma pessoa certa de seus valores sociais e culturais, ciente de seus gostos e das nuances do seu querer. Isso significa que você sempre sempre — estará disposto a defender seu ponto de vista em discussões sobre música. Funk? Nem pensar. Música de pouco valor cultural, vadiagem, só tem merda. Axé, forró, sertanejo? Tudo farinha do mesmo saco. Ritmos engajados em apologia ao sexo que só servem para satisfazer uma massa que não tem absolutamente nada a ver com você. Você, ah, não, você só escuta música boa. De valor, com uma mensagem a passar. Você, querido, tem o melhor gosto musical do mundo e faz questão de exibi-lo — mesmo que a maior parte da sociedade discorde veementemente de você, o que só prova a sua teoria de que eles estão alienados pelos mesmos ritmos vazios e supérfluos.
MAS O TEU PASSADO TE CONDENA, AMIGO!!!
Não adianta corar! Eu estou observando, posso ver a vermelhidão nas suas bochechas, as suas tentativas falhas de negar o que eu estou apontando neste momento. Você, colega, você já gostou de muita coisa ruim. E, se nos comentários dessa postagem, você vier me dizer que não, vou saber que está mentindo. Acredite! Eu sempre sei!
Portanto, pode retirar o cavalinho da chuva se o teu intuito ao abrir esse post foi zombar do meu antigo gosto musical. Porque, você, amado leitor, já cantou — e dançou! — muita merda.
Vamos começar a semana falando de vergonha! (Afinal, eu cantei Spice Girls ali em cima, perfavore.)

 1. Musa do Verão - Felipe Dylon

 



Se você acha que Cody Simpson começou com a ideia de fazer músicas sobre amores de verão, VOCÊ ESTÁ ERRADO! Muito antes disso, um galã estava manchando as coxas das menininhas brasileiras, com músicas cheias de auto-tune e letras mimimizadas. E este era, meus queridos, Felipe Dylon.
Sabe o que é pior? VOCÊ GOSTAVA DELE!!! VOCÊ SABIA AS MÚSICAS DE COR QUANDO ELE IA CANTAR NO PROGRAMA DO GUGU!!!
Felipe foi o tipo de artista que só teve um sucesso na vida, ganhou uma mixaria, lançou outro milhão de músicas ruinsque foram ignoradas, uma vez que o público já havia percebido que estava pisando na merda ao gostar do sucesso anterior —, enlouqueceu, se meteu com drogas, engordou, para depois só aparecer de relance em algum programa podre de fofoca que tem prazer em mostrar como a vida dele ficou uma porcaria. Yep, that happens.
Mas enquanto ele estava no auge do sucesso, época em que as rádios brasileiras tocavam Luka e Eguinha Pocotó à granel, não havia uma só adolescente que não fosse apaixonada por sua voz aveludada, seus olhos azuis e sua bela pele bronzeada. Felipe Dylon era, nada mais, nada menos, do que o sonho de toda menininha de doze anos.
E você curtia.
Eu sei. Não adianta mentir.

Vem dançar pra mim, estrela do mar  
Vem dançar pra mim, como é bom te amar...

É, a musa do verão, calor no coração
o fogo do teu beijo traz alucinação...
Musa do verão, ardente tentação,
40 graus de sonho de desejo e paixão.



Seríssimo. "Musa do verão"??? MUSA DO VERÃO??? Você não tem vergonha na cara por já ter gostado de uma coisa dessas???
(Pelo menos ele sabia rimar, isso é inegável. "40 graus de sonho de desejo e paixão". Nossa. Apesar de eu achar que ele mora no Amazonas, porque é o único lugar no Brasil que chega a esse extremo de temperatura. Mas mesmo assim. Não subestimem o talento do menino.)


Música: Musa do Verão

Intérprete: Felipe Dylon 

Disco: Felipe Dylon

Ano: 2003
Nível de vergonhice alheia:
 
 2. Razões e Emoções - NX Zero



Chegamos à 2008, onde o que fez as rádios brasileiras foi o movimento emo. Garotos com franjas que tapavam os olhos, sendo incompreendidos, sofrendo por amor, aderindo o movimento "ser estranho" ao mesmo que "ser legal". A geração, mais melancólica do que nunca, abraça músicas sem nenhum contexto físico ou nexo inteligente: apenas um monte de mimimis gritados na sua cabeça ao som de um riff simples e forte de guitarra.
(WELCOME TO MY LIFE!!!)
Sim, você cantava NX Zero na época em que o baterista não transava com a Pitty e todos eles usavam cabelos ridiculamente trabalhados na chapinha e lápis de olho.
Você sabe que sim.
Essa foi a música que deu o sucesso de alavanque à banda de rock alternativo NX Zero. Com um clipe genialmente dirigido (quer dizer, quem não ama corações voadores, flertes com um flamingo, voar em peixes, tocar guitarra em um campo de flores carnívoras cor-de-rosa, ver cabras pularem cercas, pessoas chovendo, e um Gandhi com cara de cabra?) e super condizente com a letra da música em si (porque todo mundo sabe que dor de cotovelo combina totalmente com um inferno bizarro), Di Ferrero deu voz a uma geração de jovens incompreendidos.
Céus.

Entre razões e emoções
A saída
É fazer, valer a pena
Se não agora
Depois não importa
Por você!
Posso esperar



É sério. Eu ainda estou procurando o sentido nessa música.
(E tentando saber como eu pude gostar dela, um dia.)


Música: Razões e Emoções

Intérprete: NX Zero

Disco: NX Zero

Ano: 2008
Nível de vergonhice alheia:
  


3. Don't cha - The Pussycat Dolls




É sempre legal rir dessa música quando ela é usada em montagens de internet ou filmes de comédia, certo? Você já fez isso. Sabe que a música fez muito sucesso na virada do século e admite que ela era uma porcaria, mesmo. Você nunca realmente gostou de Pussycat Dolls.
Men-ti-ra.
Você não assume que tentava pegar a coreografia em frente a televisão de catorze polegadas, não é? Não assume que ia limpar o chão da cozinha escutando don't cha wish your girlfriend was hot like me na maior altura. Você ri, mas não assume que já foi um fã de carteirinha das seis mulheres incrivelmente gostosas e já quis ser uma delas. 



Você não queria que sua namorada fosse gostosa como eu?
Você não queria que sua namorada fosse maluca como eu?
Você não gostaria?
Você não gostaria?
Você não queria que sua namorada fosse cruel como eu?
Você não queria que sua namorada fosse divertida como eu?


O fato é que você não é mais gostosa que a namorada do sujeito da música, mas você tentou. Só não assume.

Música: Don't Cha

Intérprete: The Pussycat Dolls

Disco: PCD

Ano: 2006
Nível de vergonhice alheia:



4. Xibom Bombom - As Meninas



ESSA MÚSICA É TÃO VERGONHOSA QUE EU TÔ COM VERGONHA DE COLOCÁ-LA NA PLAYLIST DE MÚSICAS VERGONHOSAS. SOCORRO. OLHA SÓ O QUE EU DESENTERREI, AMIGO!
E você gostava!
E sabe por que você gostava?
Na época em que Xibom Bombom foi lançada, não havia ódio e o gosto musical de todo mundo era uma coisa só. Se um gostasse, todos gostavam. Digamos apenas que era um pouco complicado montar uma identidade cultural sem a internet... ou os CD's.
Além disso, essa porcaria gruda na cabeça de um jeito descomunal. É natural, para um axé com treze anos de idade e um refrão que repete aproximadamente cinquenta e oito vezes ao longo dos três minutos de música, que vão parecer horas. Se você começar a cantar Xibom Bombom para uma criança de dez anos, ela provavelmente saberá o resto. O anormal é que o single foi lançado em 1999.
Sério.


Bom xibom, xibom, bombom!
Bom xibom, xibom, bombom!
Bom xibom, xibom, bombom!
Bom xibom, xibom, bombom!



Desnecessário colocar mais uma parte da letra da música aí em cima. Acredite em mim: bom xibom, xibom, bombom é a única coisa da qual você vai se lembrar até o fim dos seus dias.
(Mas pelo menos ela tem uma crítica social bem legal.)

Música: Xibom Bombom

Intérprete: As Meninas

Fita CasseteDisco: Xibom Bombom

Ano: 1999
Nível de vergonhice alheia:


5.  Racatanga - Rouge




É CLARO QUE ROUGE NÃO PODERIA FALTAR!
Eu não conheço uma só pessoa que não sinta vergonha de assumir para os coleguinhas que sim, dançou Racatanga tantas vezes que arranhou o CD. Que ia para a casa das amiguinhas para treinar a coreografia. Que fazia todos os passinhos na hora do intervalo na escola. Que discutia com a melhor amiga para ver quem ia ser a Patrícia e quem ia ser a Luciana.
Crianças dançavam. Debutantes dançavam. Velhinhas dançavam.
Rouge foi uma das primeiras bandas lançadas pelos concursos de canto aqui no Brasil. Muito antes da gente saber o que diabos era American Idol, o SBT já estava copiando um reality show argentino chamado "Popstars". A ideia, muito simples: selecionar um bando de meninas bonitas, que soubessem cantar e dançar, e formar uma girl group que vendesse milhões.
Deu certo com a Rouge (e deu certo com Broz também, você sabe que se lembra, e sabe que gostava).
Evidentemente, Racatanga não foi o único sucesso dessas gurias. Mas, com certeza, foi o mais ridículo.


Aserehe ra de re, de hebe tu de hebere
Seibiunouba mahabi, an de bugui an de buididipi


 
É sério. Quando criança, eu me lembro claramente de perguntar a todos os adultos que eu conhecia o que diabos significava o refrão dessa música, mas nunca fui devidamente respondida. Cheguei a pensar, na época, que era um ritual de iniciação satânico (o que explicaria o sucesso estrondoso). Ou, quem sabe, uma linguística indígena que faria chover. Algo em árabe.
Quando cresci, descobri que nem mesmo o google sabia a resposta, mas encontrei várias teorias satânicas legais sobre a música. Parece que tem algo a ver com heresia. 
E você cantava isso no intervalo da escola, hein, querido? Trate de pôr Jesus no coração depois dessa.


Música: Racatanga

Intérprete: Rouge

Disco: Rouge

Ano: 2002
Nível de vergonhice alheia:


Eu tive que fazer uma seleção detalhada entre todas as músicas ruins que gostei durante a infância e a pré-adolescência, é verdade. Muita bosta com farinha ainda poderia ter entrado nessa playlist. Quem sabe um dia eu não volto com uma segunda parte?
Mas vamos falar sério: na época em que essas músicas fizeram sucesso, nós sequer sabíamos que elas eram tão ruins. Gostos mudam, inibições também. Por enquanto, deixo a dica: cuidado com o que você ouve. Pode te envergonhar no futuro.
E você? Tem uma música supervergonhosa pra compartilhar comigo? Fala nos comentários aí pra mim, vamos trocar experiências musicais.
Muito amor ♥
P.S.: Desculpe se ofendi alguém.
P.S.S: #LUTOLACRAIA
P.S.S.S: Daqui a cinco anos volto para fazer uma playlist igual falando de One Direction, Carly Rae e Anitta. Beijos!