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10 de fev. de 2013

Capítulo 4

Ardência




OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII <333333333333333333333333333
ÇSOKQÇPIWJAÇOHIJQÇOJA~IKPQOQÃ COMO ESTÃO VOCÊS?
Pfvr, abaixe esta faca e vamos conversar. EU SEI QUE NÃO TENHO ATUALIZADO ESSA FIC (e nem fic nenhuma) MAS EU QUERO QUE VOCÊS ME ESCUTEM ANTES DE COMEÇAREM A ME ESFAQUEAR E ETC
Se vocês me esfaquearem não vão ler hentai Joshay nunca nessa Trucker. HÁ!
(Daí eu chego no cap que tem a hentai e vcs me matam felizes e sexualmente satisfeitos -n)
Não pensem que tem hentai nesse capítulo.
Não tem.
Há.
juro, não quero morrer D:
Mas vamos conversar.
MINHAS AULAS COMEÇARAM, MANO. Tipo, eu mudei de escola por motivos de: se vocês acompanhavam a OAV2, me viram muuuuuuuuitas vezes falar sobre o quanto eu odiava minha escola por que era muito longe e por que os professores eram ruins e por que tinha muita vadia e etc etc etc.
(Se você não acompanhou, mil perdões. Eu costumo conversar muito com os meus leitores nas notinhas iniciais. Enfim. Caso não saiba, ano passado eu fiz o 1º série do EM numa escola PODRE. só isso.)
Aí eu saí de lá e fui para uma escola menos podre, porém, MAIS PERTO \O/ Enfim. A questão é que o ensino é um pouco mais puxado mesmo e eu tenho professores meio piradões. Além de não conhecer quase ninguém (a não ser de vista, né. E devo ter feito a pré escola com metade da minha sala). Mudanças meio que acabam com a inspiração de uma pessoa, entendem? Então escrever para esta fanfic se tornou um projeto complicado por que eu não sabia o que fazer.
E quando fazia, faltava paixão. Quer dizer... não sei se vocês notam, mas cada palavra que eu escrevo para cada fanfic é carregada de paixão. Para mim, pelo menos. Eu sou apaixonada por isso, galera. Sou apaixonada por escrever, por imaginar um enredo, por montar um personagem, por digitar essas coisas aparentemente bobas na velocidade da luz  (-n). Sou apaixonada por postar essas histórias. Sou tão apaixonada que quero viver disso.
Então imagina. Se, mesmo profundamente apaixonada do jeito que sou, as palavras saem sem paixão, eu não posto.
É simples assim. Fica ruim. Não consigo nem ler.
(É sério, eu sou a guria mais sentimental e romântica que vocês já conheceram).
Por isso não postei nada sábado passado. E nem esse sábado tb açpsok~pasoas mas na verdade foi por pura falta de tempo, explico isso depois.
Essas notas vão ficar grandes. Se fosse vocês, ia logo pro capítulo. É só pular a parte em vinho (ou seria vermelho escuro? D:).
ANYWAAAAAAAY, não é só a escola nova que me fez não postar.
É que estou escrevendo um livro.
Leitor: OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO: COMASSIM SARINHA CONTA PRA NÓS QUE QUE ISSO QUE HISTÓRIA É ESSA OMGOMGOMGOMGOMG
Acalme-se, leitor.
Eu estou escrevendo quatro livros na verdade, mas vamos falar só sobre o que eu tipo to apx nessa semana.
ÇASOKASPOKAS É UMA HISTÓRIA NACIONAL! Meu Deus, eu aaaaaamo histórias nacionais, e queria muito fazer uma. Então eu peguei os nomes e parte da personalidade de alguns oavlovers (para quem não sabe, são os fãs da minha fic mais famosa, a Odeio Amar Você) e estou fazendo um livro. Já escrevi o cap 4. 
É isso aí.
Quem quiser saber sobre a história pode ir no ask (http://ask.fm/SahMS) ou no tumblr (http://con-textuando.tumblr.com/ask) e perguntar, que eu responderei com muito gosto :3
Essa história tomou toda a minha vida <3 eu estou muito apaixonada por toda ela e escrevê-la está sendo uma coisa nova e muito gostosa e apaixonante e a+. 
Por isso eu negligenciei as fanfics. Estava escrevendo um livro. Chamado "Me Provoque", baseado na música Stall Me da Panic! at The Disco (por que Ingryd, minha principal, é mt fã de PATD).
E aí na minha playlist de músicas "Para escrever a Trucker" começa a tocar Panic! QUE COISA MAIS PLANEJADAMENTE AMOR.
(Sim, eu tenho uma playlist para escrever cada história minha. Quem quiser saber sobre elas: ask).
Aí eu falei pra todo mundo que postaria a Trucker (por que todo mundo tá apx por essa fic) ontem (sábado, 9/02), por que se você olhar ali do lado, vai ver que eu digo que todas as fanfics serão atualizadas ao sábados.
Bom, em algum lugar do mundo eu sei que ainda é sábado. Então vamos relevar (: ÇOASKÇQOPJWS~´AOL 
Estou abrindo uma exceção pq tão me enchendo mt o saco mesmo pela Trucker. Ontem não deu pra escrever por pura falta de tempo, e eu terminei hoje pela manhã e estou postando agora para vocês, ok?
Vamos falar sobre esse capítulo. 
Veja o nome. SÓ EU QUE TIPO A~SOLQ~PSKA~POL  AMEI ESSE NOME?
Mas não pensem besteiras.
E eu sei que quando eu falo para vocês não pensarem besteiras, é exatamente o que vocês fazem.
(Foster The People: s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2)
Esse capítulo ficou amorzinho, mas acho que vocês vão curtir mesmo é o final. Preparem seus corações para Zachary Farro.
Vou mandar um salve especial para o Guilherme que decidiu que iria voltar a ler minhas fics após ter me abandonado sem causa, motivo, razão ou circunstancia *u* Outro pra Arielle, que se diz ser a fã nº 1 da Trucker. Outro pra Kassia, que fez uma capa linda *u* mas eu não salvei e agora nao sei onde está G_G Outro pra Isabelle que apareceu do nada para me fazer feliz <3 E, sempre, para Nats, Iza, Lu, Mary, e a Vitória. Minha vida sem vocês não seria nada <3
Aproveitem o capítulo e sintam-se arder *u* vejo vocês lá embaixo.




Cortar a própria franja é uma arte, eu sempre costumo dizer. Não é um bicho de sete cabeças. Antes de você sair metendo a tesoura em tudo, é necessário que você faça uma série de cálculos mentais e, acima de tudo, tenha uma boa imaginação. Passei aproximadamente vinte minutos encarando-me no espelho, pensando de que maneira uma franja poderia ficar bem no meu rosto, a tesoura marcando os dedos da minha mão direita. Olhei, pensei, calculei, e por fim decidi cortá-la pouco acima da sobrancelha. Meu cabelo já estava todo tingido de vermelho-tinta-guache (é como eu gosto de chamar o mais vermelho dos vermelhos), por que, por sorte, eu havia trazido um tubo de tinta comigo. Quando precisar de novo, não sei como lidarei para comprá-la. Algo me diz que não se encontra esse tipo de artefatos em Franklin.
Certo! Tudo já estando devidamente decidido, pus a tesoura para trabalhar antes que me arrependesse. Com muito cuidado, puxei alguns fios — para que a franja não ficasse muito certinha, sabe, e desse aquele efeito repicado-puro-arraso. Modéstia a parte, eu sempre fui a rainha do corte repicado-puro-arraso, e não podia simplesmente abandonar meu posto. Você sabe que uma rainha sempre renova seu glamour.
Terminei rapidamente e escovei o cabelo com os utensílios de Cate — que eram muito melhores do que o que minha mãe me deixava usar, em Meridian. Quer dizer, se eu acionasse o sopro mais forte do secador de Cate, provavelmente sairia voando.
Uma vez limpa, cheirosa, de cabelos novos, apresentável e bonitinha (usava um vestidinho azul muitíssimo fofo), saí do único banheiro da casa de meu pai e dirigi-me à minha rua-quase-suburbana, em direção ao meu destino: uma casa três ruas acima. Da qual, se tudo desse certo, eu sairia empregada e teria com certeza dinheiro no fim do mês. Sendo babá, é claro.
Você provavelmente está se perguntando o que perdeu. Terei o maior prazer do mundo em contar.
Certamente você se lembra do meu primeiro dia de aula. Deve se recordar de Dakotah, Jenna e Katt, e provavelmente também tem guardado na memória quando fui tomar sorvete com minha irmãzinha e minha mais nova amiga. Também deve se rememorar de que, pela tarde, eu e minha irmãzinha fomos tomar sorvete com Dakotah e seu joelho esfolado no centro da cidade. Caso se lembre disso, irá lembrar ainda de um casal de crianças que brigava, enquanto seu irmão mais velho tentava separá-los a todo custo.
É aí que a história fica interessante. Estávamos nós duas, eu e McKayla, assistindo a cena, quando finalmente minha irmãzinha terminou de tomar seu Sunday. O garoto de quatorze/quinze anos separara os dentes das carnes de seus respectivos irmãos, mas agora a menorzinha fazia o maior escândalo do mundo, dizendo que “Jonathan havia mordido seu braço com muita força”. Todos os encaravam, enquanto o garoto, envergonhado, ordenava que a garotinha se calasse.
Não me pergunte por que, mas eu simplesmente pensei que aquele era o ponto ápice da minha paciência. Senti que precisava intervir. Pedi para que McKayla ficasse quietinha em seu canto e prometi que depois brincaríamos no parque, e assentindo, assim ela permaneceu. Posso me gabar para sempre do bom comportamento de minha irmãzinha?
Enfim. Dirigi-me até a mesa, e delicadamente, sugeri ao garoto que tentasse conversar calmamente com seus irmãos. Afinal, se ele, que era o responsável, estava visivelmente desesperado, imagine o estado que as crianças iriam ficar?
Expliquei isso a ele, mas o menino deu de ombros e disse que aquelas crianças eram as maiores pestes que ele já conhecera na vida, e que sua mãe o obrigara a levá-los para a sorveteria. Assenti com a cabeça e controlei meu impulso de dar um soco no estômago do rapaz.
Dirigi-me as crianças ao invés.
Disse que me chamava Hayley e que seria amiga deles, caso parassem de chorar. Expliquei que ainda havia muito sorvete naquela loja e que eu os ajudaria a tomar, juntamente de minha irmãzinha, então apontei para McKayla que acenou para nós (amo essa menina!). Prometi a eles que iríamos para o parque e compraríamos pipoca doce, um pacote para cada um. Mas se e somente se parassem de chorar e pedissem desculpas um ao outro.
Isabelle, a garotinha, reclamou. Chorou mais um bocado. Jonathan permanecia calado, com o semblante culpado, mas sem querer dar o braço a torcer. Conversei um pouco mais com cada um deles até que, relutantes, eles trocassem um abraço. Fiz cócegas neles para fazê-los rir e voltei minha atenção para o adolescente, que me encarava com o semblante mais surpreso de sempre. “Ei, quer ser a babá deles? Só precisa falar com a minha mãe”.
Apresentei as crianças à McKayla e levei-as, juntamente à Zac (o adolescente) para o parque, e balançamos as crianças até às cinco e meia da tarde. Voltei para casa e McKayla passou o resto do dia contando ao meu pai e à Kate sobre seus novos amigos e sua tarde “muito legal”. O velho Joey disse que não se oporia caso eu arranjasse o emprego, e só iria querer que eu deixasse o endereço e o telefone em casa. E, se fosse sair de casa, que ligasse para ele.
Papai queria saber sempre onde eu estava, e, diferentemente de como eu me sentia com minha mãe, não estava sendo sufocada. Ele confiava em mim. Seu tom de voz demonstrava claramente que ele simplesmente estava preocupado.
Então assenti prontamente e prometi sempre fazê-lo. Cumpriria isso.
Agora, depois de ligar para ele, estava atravessando os gramados perfeitos de meus vizinhos desconhecidos em direção à casa da qual Zac havia me explicado no outro dia. Infelizmente, eu não me lembrava da localização exata. Mas tive a perspicácia de anotar o telefone do garoto, portanto, não estava preocupada. Esperava que meu vestido azul e meu cabelo vermelho deixassem-me suficientemente meiga para a mãe daquelas três crianças. Não coloquei meu piercing. Aprendi da pior maneira que “pais + piercing no septo = babá desempregada”.
E a cruz na minha coxa estava coberta pela saia do vestido. Então eu estava bem por enquanto.
Quando cheguei à rua e vi todas aquelas casas perfeitamente parecidas, retirei o celular de minha bolsinha e disquei o número de Zac.
Hey, Hbomb — disse ele, todo saidinho.
Franzi o cenho, confusa.
— Explique-se.
Zac riu ao telefone.
Apenas um apelido que te arranjei, não fique brava. É uma graça. H de Hayley e Bomb de bomba. Não é exatamente o que você é?
Respirei fundo.
— Escute, Zac, não me dê mais motivos para te socar do que eu já tenho — disse eu, incomodada. Deixei claro para o garoto ontem à noite a coisa sobre minha paciência: só não se esgota como um pavio se eu estiver lidando com seres menores do que eu. Eu já havia me irritado muito com Zac na tarde anterior e hoje ainda mais, quando ele me ligou às sete e quinze da manhã para saber se eu iria mesmo a sua casa. Mesmo que ele houvesse me salvado de não perder o segundo dia de aula, eu ainda estava com vontade de bater nele. — Estou na rua que você me explicou. Qual é a sua casa?
A amarela cercadinha.
É claro que você imaginou que absolutamente todas as casas do quarteirão eram amarelas e cercadinhas. Juro que quando vir Zac na minha frente, vou feri-lo e torturá-lo até que ele implore pela morte. Infeliz miserável.
— Eu vou arrancar sua cabeça — ameacei.
Ele riu novamente. Simplesmente parece não ter medo da morte.
— Segura aí, Hbomb, estou indo te buscar.
Não demorou trinta segundos para que eu visse seu corpo em forma de bola aparecendo três casas a minha frente. Zac retirou o cabelo dos olhos e sorriu para mim, acenando como um maluco. Sem conseguir me controlar, acabei rindo também.
— Hbomb! — gritou ele, quando me aproximei. O que não fez o menor sentido, uma vez que eu poderia escutá-lo caso ele sussurrasse. — Você tá gata.
Mostrei o dedo do meio a ele, simpaticamente.
— Onde está sua mãe? Vim conversar com ela.
— Já foi para o salão — Zac esclareceu e eu assenti com a cabeça, achando-me na minha imensa falta de memória. Esqueci-me de que Zac havia me contado que sua mãe trabalhava em um salão de beleza no centro da cidade. — Falei que a encontraríamos por lá. Ela só quer conversar um pouquinho contigo, eu já falei do que você é capaz. De todos os filhos, acredite, é em mim que mamãe mais confia.
— Que sorte a minha — murmurei, fazendo com que Zac risse de um jeito familiar. Não sei exatamente o quê. Mas algo me era familiar, tanto nele quanto em seus irmãozinhos mais novos. O que me lembra... — Jon e Belle estão no salão de beleza com ela?
— Sim, senhora — respondeu Zac, pondo-se a andar. Acompanhei-o, batendo minhas sapatilhas fofas contra o paralelepípedo. — Não se preocupa. Mamãe vai te amar.

Não demorou nada para chegarmos até o centro da cidade. Uns cinco minutos no máximo. Zac foi me explicando toda a cidade no caminho, para o caso de eu precisar sair outra vez, e tentei guardar tudo no meu mapa mental da cidade de Franklin. Finalmente chegamos ao salão de beleza da mãe de Zac, que parecia muito grande e bem equipado, todo em tons de rosa. Fiquei curiosa e animada. Uma mulher havia construído tudo aquilo sozinha?
Zac entrou no salão de beleza completamente convencido, como se não fosse um garoto gordinho de quinze anos que tinha o cabelo maior que o cérebro. Cumprimentou a todos ali — inclusive os clientes e um cabeleireiro completamente gay — até, enfim, chegar a uma mulher de meia idade e dar-lhe um susto por trás. Sorrindo, beijou-lhe a bochecha.
— Zachary, menino! — gritou a mulher, assustada, irritada e feliz com a presença do filho ao mesmo tempo. Abraçou-o por alguns segundos até voltar-se para mim, sorrindo, simpática. — Você deve ser Hayley, sim? Zac me contou sobre você.
Sorri. A mãe de Zac parecia mesmo ser um amor de pessoa.
— Sim, sou a Hayley — disse eu, sem abandonar meu sorriso de entrevista de emprego. Ser simpática e a garota legal sempre cola bem para mães de crianças pequenas. Experiência própria. — Onde estão as crianças? — preocupar-se com a pirralhada também cola bem.
Mas aquilo não era de todo estratégia. Eu realmente queria saber onde estavam os pequeninos.
— Saíram com o irmão mais velho — disse a mãe de Zac, sorrindo para mim. Sorri de volta. O.k., acho que nunca sorri tanto assim na vida. Valeria a pena. — Podemos conversar por um minutinho, Hayley?
Assenti prontamente.
— Claro, tudo bem.
Não me ache bipolar (ainda que eu seja um pouco) por há cinco minutos querer matar Zac de porrada e agora estar distribuindo sorrisinhos para a mãe dele. Quer dizer, cada pessoa tem de mim exatamente o que merece. Além disso, realmente gostaria de ver Belle e Jon e me certificar de que eles não se bateram/estapearam/socaram/arranharam/empurraram/chutaram/morderam/puxaram/gritaram/maltrataram um ao outro. Fazer com que dois irmãos pequenos se gostem pode ser a coisa mais difícil do mundo, acredite. Tudo o que há entre eles nessa idade é ciúme, raiva, chateação. Ainda mais quando os dois não têm o mesmo sexo.
Acredite em mim. Aos quatorze anos eu cuidei de gêmeos de quatro anos. Landon e Lexie, embora fossem muito tranquilos, também costumavam me dar trabalho.
Mas eu não me importava muito. Deixe eu te dizer um segredo: acho que esse deve ser o meu único talento. Lidar com crianças, quero dizer. Provavelmente, quando terminar meu terceiro ano, eu consiga uma graduação em Pedagogia para ensiná-las a ler ou algo assim.
Enfim. A mãe de Zac pediu para que uma moça chamada Patricia cuidasse do cliente que ela atendia e, em seguida, falou para que eu a seguisse até uma sala longe de toda aquela química e loucura de salão de beleza. A espécie de maca me fazia acreditar que era a sala de depilação, mas eu não disse nada sobre isso. Decidi me manter fofa e meiga. Já conversei com mães de crianças em lugares muito menos propícios do que esse.
Mas Zac não estava sendo tão discreto quanto eu.
— Caramba, mãe, como eu nunca soube da existência desse lugar?! — perguntou ele, animadíssimo. Subiu em cima da espécie de maca e deitou-se sobre ela. — Oh, Beth, por favor, apare a grama aqui, colega. Hoje é meu aniversário de casamento e eu gostaria de presentear meu marido com...
— Zachary! — a mãe de Zac repreendeu-o antes que ele terminasse sua frase. Eu mordi meu lábio enquanto meus órgãos internos se comprimiam de vontade de rir. — Desça daí!
Zac deu uma gargalhada alta e desceu da maca, enquanto sua mãe fazia que não com a cabeça de tanto desgosto. Eu estava com tanta vontade de rir que já devia estar azul.
— Não ligue para o meu filho desnaturado, Hayley — disse ela, suspirando. — Ele tem um parafuso a menos no cérebro.
— Repare o quanto a dona Elizabeth me ama — disse Zac, piscando para mim.
Eu não entendia como tudo o que ele fazia conseguia ser tão cômico.
— Zac, se você não ficar quieto eu vou te colocar para fora — ela tentava ser dura, mas acabou rindo também. Acho que é impossível não rir perto daquele garoto idiota.
— Ok, parei — disse ele, fazendo uma expressão séria. — Entreviste a Hayley.
— Isso não é uma entrevista, apenas quero conhecê-la — a mãe de Zac, Elizabeth (pelo que eu concluíra), sorriu para mim. — Então, querida, de onde você vem? Não mora aqui há muito tempo, eu me lembraria de você.
Seus olhos estavam direcionados ao meu cabelo. Sorri, tentando ser simpática, para que ela não me julgasse apenas pela cor maluca do meu cabelo. Você se assustaria com o número de pessoas que fazem isso hoje em dia.
— Sou de Meridian, Mississippi, na verdade — fui me explicando. — Morava com a minha mãe, mas ela achou melhor que eu terminasse meu ensino médio aqui, então... mudei-me para a casa do meu pai. Dois quarteirões abaixo da sua.
Elizabeth assentiu com a cabeça.
— Quem é seu pai?
— Joey Williams — disse eu. O rosto da mãe de Zac se fechou por um segundo, como se o nome lhe fosse familiar, mas ela não conseguisse lembrar-se exatamente dele. — Dr. Williams, o dentista — esclareci, notando sua expressão.
— Ah, claro! — agora ela havia se lembrado. — Dr. Williams. Fizemos o aparelho do Zac com ele, é verdade.
— Por favor não me lembre dos piores anos da minha vida — Zac revirou os olhos. Bem que eu havia notado que seus dentes eram certinhos demais para um garoto.
Hoje em dia todas as crianças têm dentes tortos e tudo mais.
— Zac me disse que você fez Jon e Belle abraçarem um ao outro? — agora Elizabeth me encarava como se eu fosse uma alienígena.
Sorri.
— Não foi o abraço mais amistoso do mundo, mas é um início — expliquei. — Zac estava muito nervoso, sabe? Se o responsável não se mostra firme, a criança não será firme também. É como uma pirâmide. Desenvolver o afeto, mesmo que forçadamente, entre eles, pode ajudar.
A mãe de Zac me encarava com um brilho genuíno nos olhos, e eu soube que tinha acumulado pontos no meu ranking.
— Você já cuidou de crianças pequenas antes? — perguntou ela, o brilho ainda presente em seus olhos.
Assenti com a cabeça.
— Cuido de crianças desde os treze anos. Tenho dezessete — expliquei. — Quando saí de Meridian, cuidava de um garotinho e uma garotinha que tinham a relação muito parecida de Jon e Belle. Então pode-se dizer que eu sei como lidar com eles.
Elizabeth sorriu. Pontos.
— Você estuda?
Tive de controlar meu riso por que Zac imitava sua mãe, colocando uma mão na cintura e mexendo a franja de uma maneira muito feminina.
— Comecei o terceiro ano na Centennial High School — disse eu. — Depois vou ver se me graduo em Pedagogia. Se eu precisar trabalhar para me sustentar, que seja rodeada de crianças.
Sabia que estava mandando bem. Zac fazia coraçãozinho com a mão para mim, o que era um sinal claro de que sua mãe fora com a minha cara. Tudo o que eu dizia para ela era verdade, mas imagine minha voz mil vezes mais meiga do que o normal e você vai saber como exatamente eu estava me portando. Se Dakotah estivesse aqui, vomitaria na minha cara.
O que me lembra de passar na casa dela quando sair daqui.
— Você pode cuidar deles durante a noite? Quero dizer, você sai da escola às 14h — ela começou, meio preocupada no geral. Assenti com a cabeça. — Pode ficar de 14h até às 20h?
Torci meus lábios, assentindo com a cabeça.
— Não tem problema — disse, e não tinha mesmo. Era quase o mesmo horário em que eu cuidava de Landon e Lexie, em Meridian. Depois me dirigia para casa ou Chad me levava para o Darkness em seu carro. — Meu pai não vai se opor, eu acho. Mas, havendo qualquer problema, eu ligo.
Elizabeth sorriu para mim daquele jeito.
— Quando pode começar?
Got’cha!



[...]



— Então você arranjou um emprego cuidando de dois pirralhos? — Dakotah estava enjoada do meu instinto maternal.
Talvez por isso eu já a considerasse minha melhor amiga. Ela era enjoada de toda e qualquer coisa meramente humana. Às vezes eu achava que ela era um robô construído para andar de skate e fazer joias mirabolantes.
Eu havia dado uma olhada em seu catálogo. Um brinco mais estranho do que o outro. Deveria saber disso pelos seus anéis estranhos. Um deles parecia uma cobra que se enrolava por todo o dedo do meio. Ela havia me explicado que mostrar o dedo às pessoas é muito mais interessante se acompanhado do veneno de uma peçonhenta.
Dakotah Rae não era uma adolescente comum.
— Sim — dei de ombros, andando enquanto ela apoiava um pé no skate e se empurrava lentamente com o outro. Seu joelho esfolado estava enrolado por uma atadura. Eu o havia visto na noite anterior. Está realmente nojento, mas ela parece não se importar, de modo que passou a tarde anterior inteira na pista de manobras. — Gosto de cuidar de crianças, você sabe. Minha paciência não se esgota rápido se eu estiver lidando com seres menores do que eu.
Dakotah gargalhou.
— Não existem muitos seres menores do que você andando por aí.
Essa piada é minha.
— Você fala como se fosse muito alta — revirei os olhos, avistando o prédio do Centennial à nossa frente. Os alunos já estavam entrando.
Ela mostrou a língua para mim.
— Sou mais alta do que você.
Mostrei a língua para ela. Dakotah agarrou o skate com as mãos quando entramos no colégio e subimos as escadas em direção aos armários. Enquanto Dakotah, Kathryn, Jenna e Kevin (o namorado de Jenna, caso você não se lembre) tinham armários um do lado do outro, o meu ficou bastante afastado. Mas eu gostava dele. Era o antepenúltimo armário, perto dos bebedouros e de uma máquina de sucos naturais — eu nem sabia que existia esse tipo de máquinas, muito menos que era lícito ter uma dentro de uma escola de ensino médio.
Foi para lá que me dirigi quando me despedi de Dakotah. Minha primeira aula seria sociologia, e como não haviam me entregado uma apostila para essa aula em especial, coloquei um caderno e algumas canetas dentro da mochila. Fechei o armário e o tranquei — os armários do CHS não tinham combinação e eu me encarreguei de trazer meu próprio cadeado —, e então segui para um dos bebedouros. Não havia mais ninguém nos corredores e eu tinha a leve sensação de que chegaria atrasada na minha aula. Bem, não era minha culpa se o meu armário era afastado de tudo. Inclinei-me para o aparelho de metal e deixei a água entrar na minha boca.
— Linda vista daqui.
Congelei. A voz masculina ecoou atrás de mim, forte, imponente, e profundamente maliciosa. Quase pude ver o meio sorriso no rosto dele.
Josh Farro.
Merda.
Virei-me, limpando o rosto com as costas da mão.
— Você não tem nada melhor para fazer? — perguntei, a fúria crescendo dentro de mim. A vergonha também estava lá. Josh me encarava daquele jeito de sempre: os olhos presos nos meus olhos e no meu corpo, desejando cada partezinha dele e deixando isso muito claro. Suas mãos estavam pousadas nos bolsos da calça jeans gasta e apertada. Algo me dizia lá dentro que ele só não usava seu chapéu de couro por que a escola proibia qualquer tipo de bonés.
Ele se aproximou.
— Olha... — ele mordeu seu piercing no lábio, desviando seu olhar de mim por um segundo. — Eu até tenho. Mas passar por esse corredor e poder te ver desse ângulo é muito mais gratificante.
Bufei.
— Você é ridículo — cuspi, jogando a mochila nas costas e andando para longe dali.
Não queria olhar para aquele rosto antipático do Josh. A cada dia que se passava, sua presença me irritava mais. Você se engana se pensa que ele perdeu o interesse por mim desde que eu passei a desprezá-lo. Agora ele está praticamente me perseguindo.
Sempre com aquele seu olhar comedor. Sempre sorrindo para mim como se eu fosse dele, como se eu fosse ser dele a qualquer momento. Como se tudo isso fosse uma brincadeira. Como se ele soubesse quem eu era e que cederia aos seus encantos no momento em que ele estalasse os dedos. De todas as formas possíveis.
Eu odiava aquilo, e odiava ainda mais tê-lo beijado no outro dia. Gostaria de saber quem ele era antes de interessar-me.
A vida seria tão mais simples se as pessoas viessem com manual de instruções.
— Por que está me tratando assim, baby? — agora Josh estava me seguindo. Colocou-se na minha frente, o peito forte quase encostando no meu rosto. Parei de súbito, meu peito arfando, furioso, assustado, irritado. Meu coração decidiu que iria sair de seu lugar. Meus pelos colocaram-se todos em pé.
Deus. Ele me deixava tão alterada.
Não me chame assim — eu disse entre dentes. Estava com raiva, mas ao mesmo tempo não estava. Queria dar-lhe um soco ao mesmo tempo em que queria morder aquele piercing gelado. Queria odiá-lo. Mas queria-o acima disso.
Estava confusa. Irritada. Excitada. Completamente alterada. Não sabia bem o que queria fazer, mas sabia que o certo a se fazer era sair dali. Sair de seu cheiro de desodorante e graxa, sair de seus olhos chocolates penetrantes, sair de seu corpo forte e profundamente desejável. Sair de sua boca sacana, seu cabelo liso. Precisava sair de Josh Farro. O quanto antes.
— Vamos lá, baby, não faça assim — ele se aproximou mais. Senti seu hálito de bala de hortelã.
Mas no momento que sua mão tocou minha cintura eu não segurei minha raiva e minha confusão de sentimentos. Virei minha mão em seu rosto barbeado e bonito com toda a força que tinha. Senti a dor imediata, a adrenalina correndo nas veias. Ouvi Josh xingar enquanto massageava o maxilar.
Com a mão ardendo, dessa vez, eu me aproximei dele. Olhei-o com toda a raiva que tinha no corpo. Mas no fundo dos meus olhos, camuflada, lá estava a indecisão e o desejo. Rezei para que ele não os notasse.
— Não estou brincando com você, Josh — disse, apontando o dedo em seu rosto. Meus pulmões arfavam com ferocidade. — Saia de perto de mim. E não me chame de baby.
 Josh, ainda com a mão massageando seu maxilar — que a julgar pelo ardor na minha mão devia estar doendo para valer —, olhou para mim como se não acreditasse na minha coragem. Dessa vez, seus olhos não me devoravam; eles tentavam me decifrar. Tentavam saber que tipo de garota eu era, para ter cedido aos seus encantos e agora ter batido nele com tanta força. Seus olhos iam além da minha alma, vasculhando, tirando conclusões, fazendo anotações.
No momento em que Josh sorriu para mim, eu soube que seus olhos haviam descoberto minha personalidade.
— E não é que você é mesmo uma garota incrível?







*u*
Como falei muito ali em cima, aqui embaixo serei mais breve. PÕASKPÇ~JQOÇWHJASÇOPJQ APENAS UMA COISA QUE NUNCA DISSE A VOCÊS:
Eu me inspiro mt em muita gente para fazer esse Josh da Trucker. Ele é meio que a mistura dos meus principais mais amados de todos os tempos (de livros, é claro), encorpada naquele homem delícia que é o Joshua Neil Farro.
Coisa linda <3
(Josh é uma mistura de Patch (HushHush) com Paul (The Mediator) e Augustus Waters (A Culpa É das Estrelas). SÓ QUE MT MAIS CAFAJESTE).
Tipo, muito mais cafajeste. Não esperem que o Josh vai se tornar um príncipe e ficar romantico e mimiminhenhenhe pq ele não vai. Ele é um cafajeste. Um galinha. Desses que você não pode se relacionar.
Mas pode ler, então AÇSOIQJOAWSHOAUIJS YESSSSSSSSSSSSS <3
E quem não ama essa Hayley? E essa Dakotah? E ESSE ZAC??????????
Eu ri com esse Zac ok ~spk~qpowjpç~sihqpçjwas
E sra Beth Farro <333333333
(EU NÃO SEI O NOME DOS FARRO'S PAIS. Desculpe, não sei mesmo. Então aqui eles se chamam Richard e Beth mesmo. Tudo fictício etc).
E essa última cena mostra claramente a cafajestice de Joshua Farro. ÇOPASKÃPOSKASPOASÃS Por que, mano, tu tem que ser mt puto pra olhar pra bunda duma mina e dizer "bela vista, hein"
Enfim.
COMENTEM PARA MIM AÇSPOKQÇPWOKW~SOPKSA Sábado que vem eu vou ver se atualizo Trucker de novo. Ou Renascer. Ou, se vocês forem bonzinhos, atualizo as duas.
MUITO AMOR,
Sarinha ;3



26 de jan. de 2013

Capítulo 4

Perco-me em teus lábios

 

 

 

No céu, as estrelas exibiam todo o seu esplendor, brilhantes e maravilhosas, dando um show de luz como bem fazia a Lua cheia, tão grande e linda que um homem com boa imaginação poderia alcançá-la com as mãos. Movido por um impulso jovial, ainda com as palavras do amigo ecoando em sua mente, o soldado encaminhava-se para um dos dormitórios acompanhado apenas de suas amigas estrelas. Um sorriso pairava levemente em seu rosto recém-barbeado, dando a quantidade de leveza, jovialidade e paixão para um belo homem de vinte e um anos.
Incomum, no meio de uma Guerra Mundial, estar tão feliz. Em um lugar onde predominava a violência e o ódio, no coração do rapaz tudo o que se encontrava era felicidade, leveza, vivacidade. Não sabia onde perdera tudo o que tinha de ruim no coração, mas substituíra por tudo o que havia de bom. Tudo o que ela lhe dava de bom.
— Vou contar-lhe uma novidade, meu amigo — havia dito Taylor, alguns minutos atrás, soltando o braço de seu violão encordoado em nylon para segurar no ombro de Joshua. — Você está apaixonado.
Recordando as palavras de seu amigo enquanto cantarolava uma das músicas que ele tocava há poucos minutos atrás, Josh pegou-se sorrindo mais uma vez. Obviamente, ele negara de todas as formas que estava apaixonado, e viu até mesmo Jon retirar o cigarro de sua boca para dar uma risada que baforou todo o ar ao seu redor.
— Não adianta negar, Farro — dissera o artilheiro, sem a camiseta e com os pés levantados para cima, o cabelo bagunçado e o cigarro no canto dos lábios enquanto ele falava. — Está amando. Uma moça não faria com um homem o que ela faz contigo, caso ele não estivesse apaixonado. Aceita teu rumo.
Taylor rira, o chapéu curto pairando no canto de sua cabeça e um sorriso despreocupado nos lábios. Como sempre, à noite, ele se livrara de toda a farda que usualmente utilizava. Dedilhou uma sinfonia qualquer em seu violão barato, apaixonadamente, e só retirou os dedos do instrumento para aceitar o cigarro que Jonathan acabara de partilhar com ele.
— Quando conheci minha Dakotah, estava indo para o cinema mudo, ver um clássico de Chaplin — disse ele, seus olhos verdes brilhando e encarando o teto, enquanto tragava o cigarro e baforava o ar. — Lembro de tê-la visto, sozinha, na sala. Sentei-me ao seu lado e, curioso, perguntei o porquê de ela não estar no cinema colorido, com som, assim como todos o faziam naquele momento. Ela olhou-me, então, e sorrindo disse-me que em sua opinião, a magia do cinema se encontrava em sua linguagem não-verbal, na música, na ausência de cores. Foi então que eu concordei e pensei, com um sorriso: é com essa garota que vou me casar.
Jonathan e Joshua já riam, principalmente no final, quando Jon decidiu dublar as palavras de Taylor, sempre as mesmas, quando ele contava-lhes a “história de quando conheceu sua amada”. Intimamente, Joshua concordava sobre a magia do cinema mudo, mas nunca dizia tal coisa por que sempre precisava rir da alma extremamente apaixonada de Taylor e da áurea que ela transmitia. Era simplesmente contagiante.
— Já sabemos, York. Depois você passou a ir à casa dela, e quando o pai da menina ameaçou-te com uma espingarda, passou a encontrá-la às escondidas, blábláblá. Casaram-se e tiveram uma filha, justamente como você previra naquele dia, no cinema — Jonathan continuou a história no automático, fazendo pouco dos sentimentos do amigo, mas sem exatamente desrespeitá-lo.
— Não entende onde quero chegar, não é, Howard? — o sorriso de Taylor era irreparável. Ele encarou Joshua. — O que estou querendo dizer, é que assim que vi minha garota, soube que ela era minha, e quando saí do cinema já estava completamente apaixonado. Mas não quis admitir isso de imediato, é claro. Assim como nosso amigo.
Joshua sorriu, negando com a cabeça enquanto sacudia a camiseta branca que iria vestir. Seus amigos conseguiam ser bem piores do que as mulheres amigas de sua mãe quando chegava a hora da fofoca. Chegavam a ser irritantemente chatos.
— Não estou apaixonado — disse ele, suspirando. — Adoro-a, não nego. Seus olhos e seu sorriso são os mais belos que eu jamais vi, e, céus, vocês a viram! Ela parece de fato um anjo! E, além de tudo isso, curou-me. Sei que curou. Ela me deixa vivo.
Taylor deixou-se dar uma gargalhada.
— Joshua, você basicamente acabou de dizer: “eu não estou apaixonado, mas eu a amo” — Taylor afinou sua voz para imitar o amigo, embora, na realidade, sua voz fosse bem menos grossa do que a de Joshua. Isso fez com que Jonathan risse outra vez antes de baforar seu tabaco. — Não pode negar, meu amigo, você está completamente apaixonado. Adora-a, quer tê-la, e céus, eu te conheci antes de contrair a doença! Não via sorriso nesta tua cara. Seus olhos costumavam a serem sombrios, malvados, mas agora estão assim: brilhantes, vivos. Essa garota não te curou apenas fisicamente, ela te curou emocionalmente. Não consegue ver?
Jonathan assentiu com a cabeça.
— Taylor tem toda razão.
Josh coçou sua cabeça, procurando na mente alguma maneira de fugir daquele assunto, mas sabia que não conseguiria. Já havia algum tempo que ele vinha pensando nessa possibilidade e, a cada dia que se passava, mais ele se convencia de que era real. Hayley era seu combustível para continuar vivo. Era sua alma, seu coração. Seu sorriso era tudo o que ele precisava para ter um dia feliz. Não se cansava nunca de imaginar seu olhar majestoso, sua boca delineada, tão linda. Poderia passar a eternidade sentindo-a perto dele, o choque de suas peles, seu rosto macio, suas mãos delicadas, sua cintura fina. Seus cabelos louros, perfeitos para emoldurar seu rosto angelical.
Oh, céus, não havia alternativa senão a de que seus amigos tolos estavam completamente corretos.
— Ela curou-me — Joshua concordou, assentindo com a cabeça. — Mas não posso apaixonar-me aqui. Por Deus, estamos em guerra!
— E daí?! — Taylor exaltou-se. — O amor vem quando menos esperamos, meu caro.
Joshua encarou-o.
— Como posso cortejá-la neste inferno de lugar?! Certamente não era difícil fazê-lo se estivéssemos na cidade, mas, Taylor, estamos em guerra. No meio de uma operação. No deserto norte-africano.
— Há várias maneiras de se cortejar uma moça, Joshua, não se faça de tolo — Taylor deu de ombros, os dedos novamente pousando nas cordas de seu violão. — Certamente você não irá arranjar uma floricultura por aqui, mas mulheres gostam de criatividade e espontaneidade.
— Dê cigarros a ela! — Jonathan gritou num impulso, fazendo com que os homens dessem uma risada sonora. Certamente a nicotina já fazia efeito no cérebro do rapaz.
— Ela não fuma, disso tenho certeza — Joshua respondeu a Jon, ainda com o sorriso em seu rosto. Virou-se para Taylor, certo de que não haveria como ser criativo e espontâneo em um lugar onde predominava as armas e a morte. — E como eu poderia ser criativo e espontâneo, Don Juan?
Taylor sorriu, como se estivesse lidando com amadores. Seus dedos novamente tocaram uma sinfonia lenta e romântica e ele olhou para o amigo tranquilamente, deixando as mãos trabalharem por si só.
— Ora, que tal um passeio à luz da lua?

Agora Josh encarava a Lua, grande, e pensava consigo mesmo que essa talvez fosse a única vantagem daquele lugar inescrupuloso. O céu, cinzento, era composto pela mais bonita constelação que ele já presenciara, embora nunca houvesse observado-a em outra ocasião. O ar estava frio, mas não gelado. Chegava a ser quase aconchegante. O silêncio era geral, exceto pelo som das botas de Josh contra o chão seco, mas refletindo sobre isso ele chegou à conclusão de que isso parecia aumentar a beleza da noite.
Parecia perfeito para um rapaz apaixonado que agora queria levar sua enfermeira para um passeio e, de alguma forma, cortejá-la.
Com certo nervosismo presente nele, Joshua chegou ao dormitório das enfermeiras. Ajeitou a farda sobre os ombros, eretos e mais fortes, e preparou seu melhor sorriso. Sabia, entretanto, que estava muito mais apresentável do que deveria estar quando era apenas um doente na lista de Hayley. Fizera a barba, tomara um belo banho, penteara o cabelo. Embora soubesse que os pelos de seu rosto deveriam estar muito maiores do que fatidicamente estavam — supôs que foi barbeado por ela própria, enquanto dormia —, Joshua nunca deixara a barba crescer e não seria agora que deixaria. Raspou o rosto com a própria navalha assim que saiu da enfermaria e foi juntar-se aos amigos em seu dormitório.
Também estava curioso para saber como era Hayley fora daquele mesmo traje igual de enfermagem. Por isso, antes que se arrependesse e desse meia volta, distribuiu três batidas singelas na porta improvisada do dormitório das meninas. Ouviu sussurros e, então, pôs-se a esperar. Como era evidente, o dormitório estava completamente escuro, mas ainda era possível que houvesse uma lamparina acesa, como faziam Taylor e Jonathan naquele momento.
Antes que Joshua pudesse pensar mais sobre isso, a porta foi aberta, revelando uma garota de no máximo quatorze anos de idade, a julgar por sua altura, seu corpo e seu rosto travesso. Em suas mãos, uma lamparina improvisada queimava o óleo. A garota pareceu encarar Joshua por quase um minuto inteiro até, de súbito, reconhecê-lo e esboçar um sorriso maroto.
— Hay? — ela proferiu, sem virar seu rosto. Os olhos continuavam presos em Joshua, quase sapecas, de modo que o deixou quase envergonhado. Mas ao invés disso ele dirigiu um sorriso de cumplicidade para a garota. — É para você.
— Como? — Josh pôde escutar o sussurro dela, vindo do canto esquerdo do dormitório enorme. Parecia de fato que elas eram as únicas moças acordadas àquela hora da noite.
A menina olhou para Josh e fez um sinal para que ele esperasse por um segundo, sem abandonar seu sorriso esperto. Saiu, então, quase saltitante, de modo que ele pôde inclusive escutar o som de seus pés.
“Seu namorado está aí” ele ouviu a menina sussurrar, acompanhada de um risinho. Sorriu ao escutar a voz atrevida e impertinente dela.
“O quê? Josh?” Hayley havia respondido, e algo dentro de Josh se animou ao saber que era dele que ela se lembrava quando mencionavam um namorado. Nunca havia perguntado, mas, é claro, seria bastante improvável que Hayley mantivesse um relacionamento com alguém.
Mesmo assim, a notícia fez com que o arrepio de ansiedade e nervosismo em seu corpo se tornasse mais forte. O homem quase se sentia um adolescente.
“Não sei se é esse o nome dele, mas é o rapaz de olhos bonitos que te faz sorrir feito boba” Joshua quase pôde ver a menina dando ombros. “Acho melhor você ir agora. Não se preocupe comigo, te acordarei antes de embarcar naquele avião. Saia antes que a megera te veja”, novamente, as palavras da garota. Josh supôs que seria ela a enfermeira que embarcaria ainda essa noite, junto a tantos outros soldados doentes. Céus. Tão nova.
Então, meio minuto depois, lá estava ela a sua frente. Ele perdeu sua voz e seu juízo quando visualizou-a, tão linda, angelical, perfeita, à luz da Lua e da lamparina que ela provavelmente pegara da adolescente. Era a primeira vez que Joshua via seu cabelo solto, liso, sobre os ombros nus. Em seu corpo, um vestido azul claro que ia até os joelhos. Joshua poderia passar uma vida inteira apenas contemplando sua beleza estonteante. Poderia passar o resto de seus dias sentindo-se tonto e bobo, suas pernas bambas, seu olhar fascinado. Poderia olhá-la para sempre, e não se cansaria, nunca. Ela seria tudo o que ele precisaria.
— Josh! O que faz aqui? — perguntou ela, surpresa e animada ao mesmo tempo. Seus olhos verdes esmeralda eram sempre lindos, mas à luz da Lua eles estavam hipnotizantes. Ela o encarava com fascínio, o sorriso no rosto aumentando cada vez mais.
— Vim te convidar para sair — disse ele, ereto e com a voz bem encorpada, como se houvesse treinado para aquilo uma centena de vezes. Um sorriso brincava no rosto, como aquele adolescente que convidava a primeira namorada para tomar um sorvete.
Isso fê-la sorrir de uma maneira que fez com que tudo valesse a pena.
— O que deu em você? — ela perguntara, sem conseguir arrancar o sorriso estupefato e perfeito de seu rosto. Não poderia estar mais surpresa.
Mas também não poderia estar mais feliz.
— Vim te convidar para sair, ora! — ele afirmou mais uma vez. — Está certo de que não há cinemas por aqui, ou praças, ou sorveterias, ou parques. Mas quem precisa disso com uma Lua desse tamanho nos presenteando com sua beleza?
Estava claro como a água que ela não esperava pela súbita aparição de Joshua, e muito menos esperava que ele a chamasse para caminhar à luz da Lua. Ainda assim, também era visível em seu rosto delicado como uma porcelana que nada a deixara mais incrivelmente feliz e animada.
— Acho que ninguém — respondeu ela, sem saber exatamente o que dizer. Estava dominada pelo fascínio do momento, pela Lua, pela beleza de Josh. Não retirara o sorriso tímido do rosto, entretanto. Nunca sentira nada parecido anteriormente.
— Pelo menos, não nós — disse ele, ainda com o sorriso pairando em seu rosto. Estendeu a ela seu braço, para que ela pudesse segurá-lo e sair da frente de seu dormitório. Com um sorriso pairando confuso no rosto, Hayley olhou de soslaio para dentro do dormitório e deixou-se rir tranquilamente. Provavelmente sua amiga adolescente sibilara algo engraçado.
— Não nós — concordou ela, fechando a porta atrás de si e segurando o braço de Joshua com toda a determinação que tinha.
Mentalmente, Josh agradeceu à Taylor pela brilhante ideia. Claramente Hayley havia gostado, embora parecesse extremamente perigoso e imprudente sair tarde da noite em, praticamente, um campo de guerra. Mas a vontade que eles tinham de ficarem sozinhos parecia ir além dessa periculosidade, desse medo. Como passaram, basicamente, os últimos dois dias sem mal se ver, poderiam desfrutar da companhia um do outro sem doente nenhum ao redor.
Só isso parecia bom demais.
Eles caminharam devagar até lugar nenhum, ela agarrada ao braço dele, observando a Lua com toda a tranquilidade que exalava de seu espírito. Não disseram nada por um tempo. Apenas sentiam seus corpos tão perto, suas respirações tranquilas, as batidas calmas de seus corações. Sentiam-se como se estivessem aonde deveriam estar. Sentiam-se completos, felizes, em paz. Com um sorriso no rosto, Hayley desejou que ele fizesse aquilo mais vezes, e apoiou seu rosto no braço dele muito calmamente.
— O que te deu para aparecer, assim, de repente? — perguntou ela, quebrando o silêncio, dando-se conta do quanto gostava de sentir Josh tão perto dela. Dando-se conta do quanto ele era forte, alto, e bonito. Dando-se conta de que não se importava com mais nada naquela hora senão eles mesmos. Dando-se conta de que ele fizera a barba, colocara sua farda, e dando-se conta de que ela provavelmente nunca se sentira tão atraída por homem nenhum em sua vida.
— Senti saudades — disse ele, o sorriso pairando no seu rosto bonito. Ela sorriu por vê-lo sorrir. — Não a vi hoje e nem ontem. Estava com abstinência do meu anjo.
Uma risada ecoou da garganta dela.
— Já pedi para parar de chamar-me assim — disse ela, a voz manhosa. — Não sou anjo nenhum.
— E eu já pedi para que me deixe continuar a chamá-la assim — retrucou ele, triunfante, com a voz quase tão manhosa quanto a dela. Isso fê-la rir. — Para mim, você é um anjo.
Joshua escutou-a sorrindo novamente, e sentiu que ela apertava seu braço com um pouco mais de força. Continuavam a andar, tranquilamente e devagar, embora já não estivessem perto das tendas. Sentiam um ao outro e observavam singelamente à Lua, esplendorosa, eminente, linda. Nada poderia estar mais perfeito.
— Bem, se quer saber, também senti tua falta. Foi terrivelmente estranho olhar para tua maca e ver outro homem instalado nela — ela disse, virando o rosto só para encarar seus olhos castanhos chocolate que penetravam sua alma e aqueciam seu coração. Ele a olhou de volta, encantado, e sorriu o sorriso mais bonito que Hayley conhecia. — Meus dias são tão piores sem você como meu paciente...
— É por isso que estou aqui — ele riu, a voz cheia de entusiasmo e pretensão. — Para trazer a melhora para os teus dias.
Novamente, uma risada saiu da garganta da jovem, feliz.
— Não posso negar isso. Você me faz bem... — ela deixou a frase ecoar, e Joshua notou que ela já segurava seu braço com as duas mãos. Não conseguia entender como se sentia tão em casa ao estar com ela.
— Você me faz muito mais do que bem... Desde a morte de meu pai, nunca me senti assim... tão vivo, tão em paz... — tão apaixonado, ele completou mentalmente, mas ao invés de dizer aquelas palavras apenas deixou-se dar uma risada despreocupada.
Ela comprimiu os lábios.
— Eu entendo... — disse ela, respirando fundo. — Também já perdi alguém que amava muito.
— Pierre? — perguntou ele, enfim encarando seu rosto que demonstrava certa dor. Viu que ela virou o rosto imediatamente, encarando-o com a mais profunda surpresa estampada nos olhos. Josh apressou-se em explicar-se: — Foi esse o nome que você disse quando nos vimos pela primeira vez. Estava doente, sentindo dor, mas me lembro de que foi essa a primeira palavra que saiu de sua boca.
Hayley lembrou-se imediatamente. Não tinha ideia de que ele havia escutado-a. Ninguém sabia de Pierre, senão ela própria, mas seu descuido fizera com que Josh compartilhasse de sua tristeza mais aguda.
— Sim, é ele — disse ela, engolindo em seco e retirando os olhos de Josh.
Notando que ela não dizia mais nada, o jovem perguntou:
— Ele era seu pai? Namorado? Irmão?
— Irmão — ela respondera imediatamente, antes que ele pudesse sugerir outro parentesco. Olhou para o chão, esperando que a dor a atingisse como sempre fazia quando lembrava-se de Pierre, mas dessa vez isso não aconteceu. — Nossos pais morreram quando eu ainda era muito nova para me lembrar de seus rostos, e ele cuidou de mim. Sempre cuidou. Crescemos juntos, em um orfanato, e ele sempre me tranquilizava e me fazia rir. Cuidou de mim até o último momento de sua vida, três anos atrás.
Josh assentiu com a cabeça, lentamente, procurando não invadir muito a sua privacidade.
— Sinto muito — disse ele, passando o polegar lentamente pela mão que apertava seu braço. Viu que ela esboçou um sorriso, talvez não feliz, mas ainda assim verdadeiro.
— Eu também. Mas... acho que ele ainda cuida de mim, de qualquer maneira — disse ela, quase tranquila. Fechou os olhos por um segundo, sentindo a brisa fria da noite tocar seu rosto com cautela. — Ele me lembra você. Só que você é mais bonito.
Joshua deixou-se rir, e uma risada ecoou da garganta dela também.
— Acha que ele gostaria de me conhecer?
Hayley parou de andar por um segundo, olhando bem no fundo dos olhos do soldado.
— Duvido — disse ela, sendo sincera e deixando-se rir em seguida.
— Bom, ainda assim, se quer saber, meu pai ficaria muito feliz em conhecê-la — Josh apressou-se em dizer, ainda com um sorriso no rosto. — Tenho certeza que ele lhe acharia tão encantadora como eu acho.
— Sabe o que eu acho, Josh? — perguntou ela, retoricamente, enquanto voltava a andar com o braço entrelaçado ao do rapaz. — Acho que está exagerando.
— Meu pai iria adorar tua modéstia.
Hayley deu outra risada, respirando fundo o ar frio de noite, sentindo um pequeno arrepio correr seu corpo deliberadamente. Mas não era de frio, ela sabia. Não era o frio que fazia com que sua pele se arrepiasse, e sim a proximidade do soldado Farro com ela, neste momento.
— Não entendo como posso me sentir tão ligada a ti se te conheço há tão pouco tempo — as palavras saíram livremente de sua boca, sem que ela tentasse repeli-las. Não se importava nem um pouco de dizer o que sentia para o homem que causava tais sentimentos. Seria uma profunda tolice.
— Talvez não tenhamos nos encontrado por acaso — disse ele, com um esboço de sorriso calmo moldado no rosto. — Talvez já nos conhecêssemos.
— De onde? — perguntou ela, com um sorriso, tendo certeza de que aquilo era impossível.
— De outras vidas... ou de nossos sonhos... — ele começou a listar as possibilidades, ouvindo a risada dela. — As possibilidades são incontáveis. Podemos acreditar no que quisermos.
Ela fez uma pausa, mordendo o lábio inferior. A hipótese que Josh sugeriu a ela era praticamente impossível, boba, disfuncional. Ainda assim, parecia tão esperançosa, bela, luminosa. Ela quis apegar-se a uma dessas teorias e aceitá-las como se fosse sua verdade.
“Podemos acreditar no que quisermos”. Céus, ele tinha toda razão.
— Talvez... tenhamos sido enviados para o bem um do outro — disse ela, sorrindo. — Acha possível?
Ele parou de andar para encará-la de frente, seus olhos luminosos pela lua e pela lamparina a óleo. Engoliu em seco, ainda abobado por vê-la tão linda, e assentiu com a cabeça.
— Acho completamente possível.
Olhando para seu rosto, o vento batendo lentamente contra seus cabelos soltos e despenteados, Hayley deu um meio sorriso. Não sabia como agir ou o que falar; sua atenção fora toda direcionada a ele, seu rosto bem moldado, seu queixo acentuado e barbeado. Seus lábios carnudos, chamativos, extremamente sedutores. Seus olhos marrons e perfeitos, resplandecentemente lindos. Suas sobrancelhas não tão grossas, não tão finas, seus cabelos lisos, seus ombros largos, seu corpo esbelto e absolutamente belo. Ela não tinha palavras ou ações por que estava perdida demais na beleza dele, e em como se sentia balançada e entregue, embora apenas suas mãos estivessem entrelaçadas. A forma como ele a olhava, tão apaixonante e encantadamente, como se ela fosse a mulher mais linda do mundo. Podia ver em seus olhos que ele a desejava, mas via, além disso, que ele adorava-a. Que acreditava veemente que ela era, de fato, o anjo de sua vida.
Seu coração não se segurava mais dentro do peito, e lentamente, ela sentiu a mão dele se desprender da sua para acariciar seu braço. Seus dedos corriam sua pele delicadamente, passando pelo antebraço, e pelo ombro, como se acariciassem uma peça de arte moldada em porcelana. Sentiu os dedos dele correrem o alto relevo da alça de seu vestido e alcançarem, enfim, seu pescoço, para depois tocarem seu rosto com paixão. Uma corrente elétrica passava pelo seu corpo, seus olhos não conseguiam sair dele. Não conseguiam sair dos belos traços que o compunham tão perfeitamente, o homem mais bonito que ela já conhecera.
Ele deu um passo para frente, ficando agora tão mais próximo. Hayley levantou seu rosto, ouvindo a respiração desregulada dele, e quando deu por si, já não conseguia mais controlar seus sentimentos, sua respiração, seu desejo, seus atos. Olhou para baixo, por um momento, tentando colocar os pensamentos em ordem, e quando novamente ergueu os olhos, o rosto dele já estava tão perto que ela podia sentir seu hálito cálido. Sentia o calor de seu corpo, exalando, dominando-a. Podia ver o seu nariz acentuado, sua pele barbeada, e o contorno de seus lábios rosados e profundamente sensuais. Conseguia inalar o seu cheiro característico, vicioso, afável. Fechou os olhos, sabendo, enfim, que se perderia nele, densamente, avassaladoramente.
Perdeu-se. Não importou-se. Passou as mãos pelo rosto dele, sentindo a pele barbeada pinicar contra os seus dedos finos, e manteve os olhos fechados quando suas testas se colaram, lentamente, fazendo suas respirações se misturarem. Seu peito já arfava, sua pele queimava, seu coração martelava com todo o pudor.
Uma chama acendeu-se dentro dela quando seus lábios se tocaram timidamente.
O choque de suas bocas foi tão intenso e profundo que eles precisaram de alguns segundos, apenas pressionando seus lábios, lenta e brandamente. Nunca, antes, em suas vidas, eles sentiram-se tão enternecidos. As mãos de Josh detinham o rosto dela com firmeza, porém delicadamente. Seus lábios se encontravam ternamente tocados contra os dela, num gesto lento e ainda assim profundamente apaixonado. Em seu coração, explodia todo o amor e felicidade que ele possuía, desesperadamente e sem limites. Dentro de seu corpo, sua alma, seu espírito, o que falava mais alto era a felicidade e a emoção que sentia por estar, enfim, beijando os lábios da moça mais linda e angelical que ele já conhecera. Em toda a sua vida, Joshua nunca se sentira tão emocionadamente bem.
Suas línguas se entrelaçaram vagarosamente e ela embrenhou os dedos nos cabelos lisos dele, perdida e profundamente realizada, enquanto sentia os lábios do homem mais maravilhoso que já conhecera juntarem-se com os seus. Sentiu como se não houvesse mais nada com que precisasse se preocupar, senão Josh e o beijo que ambos trocavam, apaixonadamente. Sentiu-se tão bem, tão entregue, que achou que poderia ficar ali durante a noite toda, e a vida toda. Sentiu que encontrara, de fato, seu lugar no mundo. Sentiu-se completa, feliz, emocionada, apaixonada. Sentiu que era ali que precisava estar, com ele, por que ele era seu combustível para viver.
Agora as mãos dele corriam sua cintura, unindo seus corpos. Hayley podia sentir o coração dele batendo, tão forte e rapidamente, como se quisesse sair do peito, assim como o dela. Ainda mantinha os dedos perdidos nos seus cabelos pretos, ainda sentia os lábios dele presos aos seus, suas línguas tocando-se sem pressa, como se o mundo fosse deles. Sentiu que se a Terra acabasse naquele momento, ela e Josh não seriam atingidos. Tudo o que existia, tudo o que importava, eram os dois e o quanto eles estavam apaixonados um pelo outro, embora se conhecessem há tão pouco tempo.
Sem conseguir se desprender dos lábios dele, cada vez mais entregue, cada vez mais envolvida pelo beijo calmo, desejando-o cada vez mais, ela sentiu seu corpo ser erguido do chão e abraçou o pescoço dele com o braço, embora seus pulmões implorassem cada vez mais impiedosamente por ar. Desprendeu seus lábios por um segundo e abriu seus olhos, encontrando os de Josh, castanhos e lindos, encarando-a como se ela acabasse de fazê-lo se sentir o homem mais feliz do mundo. Como se não importasse mais nada, só ela, e apenas ela. Como se, embora ele não a conhecesse há mais de duas semanas, era ela a mulher que ele queria para sempre. Como se ele acreditasse veemente que era ela o anjo de sua vida, feita para fazê-lo viver.
E olhando para aqueles olhos marrons, pela primeira vez, ela acreditou nisso também. Acreditou que era possível. Com um sorriso bonito, terno e realizado escapando pelos lábios latejantes, e ainda suspensa no ar pelos braços fortes de Josh, ela fechou os olhos antes de aproximar seus lábios de novo. Provou de seu sabor mais uma vez, e percebeu que jamais se cansaria disso, dele. Novamente suas línguas estavam entrelaçadas, unidas, explorando-se comovidamente. Novamente seus braços estavam em volta dele, novamente seus corpos estavam colados. Novamente Hayley percebeu que Josh era o homem mais significativo para ela.
Não importava o que dissessem. Hayley soube, naquele momento, presa em seus braços e no beijo de seus lábios rosados, que Josh fora enviado para ela. Não sabia por quem, ou por que, mas ele era dela. Fora mandado para ela. E estar ao seu lado, senti-lo, beijá-lo, ou apaixonar-se intensamente por ele, era inteiramente e completamente certo.




Oiii?AUEHAUEHAEUHHAE
Eu não coloquei notinhas iniciais por motivos de: não precisava. Mas enfim, como vão vocês, amores mios?
ÇAPSOKAÇ~PSOKALS ESSE CAPÍTULO, HEIN?! EU FALEI QUE IA TER ATUALIZAÇÃO NO SÁBADOOOOOOOO *U* CURTIRAM? I hope so.
Estão me pedindo muito pela Trucker, mas eu tenho de dizer que não tenho como postá-la hoje. Tenho trabalhado em vários projetos pararelos, e isso acabou me abstendo de escrever para esta fanfique que os senhores estão gostando tanto *U* DESCULPAAA!! Eu não tenho nada do próximo capítulo e ainda estou me sentindo mau em relação à Sex and Stuff. 
Mas semana que vem tem Trucker pra vocês. Pro-me-to,
AGORA VAMOS FALAR DESSA RENASCER? AWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWW MY HEART <3333333333
Geente, esse capítulo. Eu o escrevi há umas duas semanas mas ainda sou inteiramente apaixonada por ele por motivos de: OLHA ESSES DOIS! ELES SÃO O SHIPPER MAIS PERFEITOS QUE EU JÁ ESCREVI, OK? FORAM FEITOS UM PARA O OUTRO E MEU DEUS DO CÉU O AMOR A LUA TUDO TUDO TUDO MEU CORAÇÃO MEUS SENTIMENTOS MINHA EXISTENCIAAAAAAAAAAAAA </3
Não sei lidar.
E isso é por que eu que escrevo.
Sinto que vocês sentem também <3 E GENTE, SOBRE O SEGREDO DA HAYLEY: eu tô entregando ele de bandeja, sos. Tem gente que já sacou. Vamos pensarrrrrrrrrrr *U* eu acho que vou demorar mais uns capítulos para que ele seja inteiramente exposto. MAS DICAS ESTÃO ROLANDO E VOCÊS SÓ PRECISAM, Ó, SACAR.
Seus lindos.
Sobre esse Taylor: a p a i x o n a d a.
Sobre esse Jon: o mesmo do Taylor.
Sobre esse Josh: socorro, me dá esse homem.
Sobre essa Jenna: por um mundo onde eu possa abraçá-la para sempre, soc.
Sobre esse beijo: ÃPOSKQÇOPJ~PSIQ~BNEOABSÇIUQVEIAÇSVBIYQVULWSVAUVQUIVSAIHASÇOIJQMNJH,SB ,JX BJHAV SJGCVQGQUWHIASPOIAKPSOIAKSPAOSKAPOJQWASAOPSIKAS socorro, escrever isso foi tão bom.
Foi tão lindo ;'3 tão lindo.
tão lindo.
Comentem pra mim? ;-;
Muito amor para vocês,
Sarinha ;3