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19 de jan. de 2013

Capítulo 3


Saber Lidar




E aí, seus gostosos. -qn PALSÃPSOALOP TUDO BEM COM OS MEUS BEBÊS?
Eu honestamente não sei por que continuo perguntando se vocês estão bem. Quer dizer, sim, vocês estão, e se nao estiverem, não me diriam anyway. Acontece que o "tudo bem" é uma linguagem bastante injusta com as pessoas, por que é uma casualidade. Você pergunta tudo bem por educação. Mas no meu caso, bom, eu realmente quero saber como vocês estão por que zelo pelo bem estar absoluto de vocês.
E se não estão bem, pelo menos, eu garanto uma risada até o fim dessa página. Tudo bem? *U*
PÕASLKAÕPSALKÕPS EU ESTOU IDIOTA HOJE, POR MOTIVOS DE: GENTE. A TRACKLISSSSTTT!!!!!! DO "PARAMOOORE"!
quem joshayzou a still into you bate aqui o/
Enfim. gente, eu surtei demais hoje, soc. Amei tudo isso e e OPALKSÕPASOLASPOL ME DÁ ESSE ALBUM NOVO. 
Mas enfim.
Gente, vocês ficaram tão felizinhos com essa fic que me motivou demais. AÇSOPKASÕPASLK POR QUE SEI LÁ, AMORES, VOCÊS GOSTARAM DESSA FIC MAIS DO QUE TODAS AS OUTRAS? Eu sei lá, eu confesso que adooooooro a Trucker, mas meu sentimentos são maiores pela Renascer. Enfim, GENTE, EU FICO FELICISSIMA COM VOCÊS GOSTANDO DISSO, OK? ASÇOPAKSAOPALKS 
Obrigada, mesmo *U* é muito legal ver vocês dedicados a uma fic.
Eu particularmente curti bastante esse capítulo AOPSLKAPSOLASPOAS por motivos de: vocês verão. Então, *U* ok, vamos ler. Não tenho mais o que falar, acho. :3





Mas só por que eu estava infectada, não queria dizer que iria ceder e me entregar. Josh Farro já me deu mais de um motivo para desprezá-lo, embora eu o conheça muito pouco. E essa minha vontade de beijá-lo e etc. só acontece por que eu não estou tendo autocontrole o suficiente. Se eu estiver suficientemente resolvida comigo mesma, posso rejeitá-lo e, como Josh tem mesmo toda a escola aos seus pés, irá se esquecer de mim em breve.
É isso aí.
Por isso, estava bem confiante quando me dirigi à primeira aula, ao lado de Dakotah. Nosso primeiro tempo era convenientemente o mesmo. Biologia.
— Vem sentar no fundo comigo — ela disse, mais como uma ordem do que qualquer outra coisa, assim que adentramos a sala pouco expansiva, dividida em três filas de mesas coladas umas nas outras. Era evidente que o laboratório era adepto das aulas pelo sistema de parceiragem. — Só quem dá aulas de biologia aqui é o Turman. E ele é um cara maluco e meio surdo, que não gosta muito dessas coisas de higiene pessoal, se você me entende. Não vale a pena se sentar na frente. Ele super ama ligar o projetor de imagem e quase nunca a gente usa os microscópios, então dá pra dormir bem tranquilamente.
Eu sorri, dirigindo-me para a última fileira da esquerda com Dakotah. Sentei-me ao lado da janela, que dava bem de cara para o estacionamento. Dava para ver alguns garotos matando o primeiro de aula com uma caixa de Budweiser. Que bela vista!
— Repetentes — sussurrou Dakotah no meu ouvido, com certeza se referindo aos moleques. — Já fizeram o primeiro ano mais ou menos nove vezes. Suas mães não os deixam sair da escola, embora eles quase nunca fiquem dentro dela.
Levando-se em consideração de que é necessário ter no mínimo quinze anos de idade para se entrar no primeiro ano, e que era muito improvável que aqueles garotos tivessem mais de dezoito, era óbvio que não era possível que eles houvessem repetido nove vezes a primeira série. Mas aprendo rápido que Dakotah era do tipo exagerada.
Por isso eu ri.
— Kathryn já fez uma matéria sobre o alcoolismo na adolescência? — perguntei. O Centennial Jornal era, na verdade, um jeito de conseguir uma verbinha extra para o colégio, pelo que Dakotah havia me contado. Cada exemplar custava 75 centavos, embora todos soubessem que o papel e a energia que a impressora a laser gastava não devessem custar mais de 20. Mesmo assim, a escola em massa passou a comprá-lo desde que Kathryn Camsey havia assumido o editorial.
Dakotah deu de ombros.
— Katt tem coisas mais interessantes para escrever. Ela mesma sempre diz que o difícil não é escrever uma matéria, e sim fazer com que as pessoas leiam — Dakotah direcionou o olhar para a porta, onde cada vez mais pessoas entravam. — Por isso que ela é má. Ela não mede esforços para fazer com que as pessoas comprem seu jornal.
Ergui uma sobrancelha, curiosa. Sinceramente, de todas nós, Kathryn era a que mais parecia ser uma menina legal. Mas Dakotah se referia a ela como má e determinada até demais.
— Como assim? — perguntei.
Dak riu.
— Ela sabe da vida de todo mundo — disse ela. — É a maior fofoqueira de todos os tempos, mas ela é esperta, por que se vangloria com isso. Não sei bem como ela se informa, só sei que ela sabe. Dos mil alunos daqui, eu tenho quase certeza de que ela sabe o nome de oitenta por cento. E já deve ter a ficha pronta de todos os novatos. Soube que o irmão do Farro está na primeira série, então esse é um ano que promete, por ter dois Farro’s na mesma escola, e blábláblá.
Assenti com a cabeça. Já tinha entendido que os Farro meio que mandavam na cidade.
— Por causa do império do caminhão — concluí.
Dakotah sorriu e assentiu com a cabeça.
— A mina de ouro de Franklin anda sobre seis rodas — disse ela. — Ou oito. Sei lá quantas rodas um caminhão tem. De qualquer maneira, é por isso que Katt anda conosco. Não nos importamos de ela ser a nossa Gossip Girl, e ela tem personalidade demais para andar com as Líderes.
— Justo — eu torci meus lábios.
Já tinha batido em cinco líderes de torcida durante minha vida, e sei melhor do que ninguém que elas são uns filhotes de pavão sem cérebro. Obcecadas pelo cabelo, pela maquiagem perfeita e pelo corpo esquelético perfeito na cabeça pequena delas. De todas as vezes que briguei com alguma, fiz questão de quebrar um nariz ou deixar um defeito permanente no rosto.
Mas não pense que nunca tentei fazer amizade com uma patricinha desse estilo. Uma vez, confesso, uma líder foi minha dupla na aula de Biologia, e eu pensei: “vamos lá, Hayley. Dê uma chance à garota. Vai ver ela apenas se finge de burra para ser aceita pela trupe. Vai ver ela só gosta de dançar e dar piruetas. Não é? Talvez ela até seja legal.
Bem, deixe-me contar uma coisa: ela não era.
Seu olho esquerdo ficou roxo por três semanas seguidas.
— Mas espera — eu disse, de repente sendo bombardeada por uma possibilidade que me assombrou —, Katt não vai escrever nada sobre mim, vai?
Dakotah olhou para mim como se eu houvesse pedido dinheiro emprestado a ela.
— Você acha que ela te pouparia? — perguntou retoricamente. — Katt é má, Hayley. Não tem escrúpulos. Escreveria sobre a própria mãe se isso lhe trouxesse leitores.
— E como é que você me deixa contar tudo pra ela sendo que ela muito provavelmente vai dizer isso para a escola inteira?! — eu quis gritar, mas minha voz saiu como um sussurro esganiçado. Não sabia nada sobre o Centennial, mas certamente não queria entrar no colégio como “a primeira infectada do ano”.
— Calma! — Dakotah riu. — Kathryn não vai publicar nada se você for esperta. Todos temos segredos, e ela tem os dela. Por isso que ninguém nunca soube sobre a ficada do Farro e da Jenna na festa de aniversário dele.
Minha cabeça raciocinou rapidamente.
— Jenna a chantageou.
Dakotah assentiu com a cabeça, sorrindo para mim. Como se gostasse de meu raciocínio rápido em relação às coisas más.
— Isso. Acontece que Katt tem um caso antigo com um quarterback, não tão poderoso como Josh Farro, mas é com certeza o seu melhor amigo — a voz de Dakotah havia se tornado um sussurro. Ela se aproximou de mim. — O nome dele é Jeremy Davis. Ele e Farro cresceram juntos, pelo que sei, e ambos são farinha do mesmo saco. Mas Jeremy tem uma garotinha preferida. E ela é a editora-chefe do jornal do colégio. Só que ninguém sabe disso, a não ser eu, Jenna, e agora, você.
Deixei um sorriso nascer tranquilamente em meus lábios. Incrível estar em um colégio há meia hora e já saber dos podres de uma das garotas mais importantes dentro dele. Parece que Deus não poderia me dar uma vizinha melhor do que Dakotah.
— Tranquilo. Depois de saber disso, meu nome nunca vai aparecer no jornal de Kathryn — disse, sorrindo, e me recostei um pouco. Olhei para a janela mais uma vez. Os repetentes continuavam rindo enquanto acabavam com suas Budweiser’s.
Dakotah deu um tapinha no meu ombro.
— Por isso que gosto de você — disse ela, com uma risada fraca escapando pela garganta. — Ei, olha lá a sua maldição.
Encarar a porta foi inevitável. Lá estava Josh, com sua jaqueta de couro preta colada ao corpo, dois garotos sorridentes entrando na sala junto a ele. Seu olhar grudou em mim e seu sorriso só ficou mais aberto. Ele deu uma cotovelada em cada garoto, e então os três estavam me encarando.
Olhei para Dakotah.
— Mas que merda é essa? — perguntei, sabendo que ela percebia que havia três garotos bonitos até demais parados no meio da sala enquanto me encaravam e sorriam. Dakotah torceu os lábios.
— Josh, Jeremy e Taylor — disse ela. — Parece que ele andou contando sobre você para os amiguinhos dele. Ignore-os. Pelo amor de Deus, desinfecta. Você é maneira demais para se deixar levar pelo idiota do Farro.
A voz de Dakotah saíra também como um sussurro, mas antes que eu pudesse dizer a ela que não estava infectada — o que era também uma grande mentira —, os três garotos já estavam à nossa frente. Josh, Jeremy e Taylor, embora eu não soubesse quem era Jeremy e quem era Taylor. Mas agora eles também olhavam para Dakotah, que havia tirado o boné e deixado seu cabelo louro e verde amassado caído pelos ombros. Estava bem gata. Algo me dizia que o moreno de olhos verdes notara isso.
— Olá, meninas — quem falou foi o louro, esfregando uma mão na outra. Encarei-o inexpressiva assim como Dakotah fazia. — Parece que tivemos a sorte de pegar o mesmo tempo em Biologia, não?
— Se importam se nos sentarmos aqui na frente de vocês? Sabe como é, não estamos a fim de levar cuspe do Turman — o moreno continuou a fala do louro como se eles fossem a mesma pessoa, embora sua voz fosse pouca coisa mais grossa do que a dele. Josh ainda me encarava com seu meio sorriso no rosto, divertindo-se só em me ver. Encarei-o com a melhor cara má que tinha. Não estou infectada pela sua maldição, seu caminhoneiro idiota! Não importa o quanto você seja gato!
Céus. Pelo menos eu estava na janela.
— Nos importamos, sim — Dakotah respondeu com desprezo. — Mas como não podemos impedir vocês de ficarem aí, façam a merda que quiserem.
Os dois riram de novo. Concluí que estavam mexendo com Dakotah exatamente por que ela os desprezava. Devia fazer isso desde que entrara no Centennial. Com certeza eles teriam todas as meninas do colégio aos seus pés — ambos tinham jaquetas de atletas —, mas assim como todo garoto, queriam o prêmio mais difícil. Mas, notoriamente, Josh não fazia parte da tentativa frustrada de paquera à minha nova amiga. Seus olhos estavam grudados em mim, sem escrúpulos, tentando me dizer alguma coisa que eu sabia exatamente o que era. O olhar de Josh era tão profundo e arrebatador que parecia, honestamente, que ele estava vendo através da minha blusa. Se eu não estivesse encarando-o com a expressão de “vou te matar a qualquer momento”, provavelmente enrubesceria.
Isso se já não estivesse enrubescida. Não estou acostumada com esse olhar “comedor” de garoto nenhum.
— Wow, alguém não acordou de bom humor hoje — o moreno havia dito novamente para Dakotah, um sorrisinho cafajeste no canto de seus lábios. — Vamos lá, Dak, seja legal. Sabia que você tem um péssimo hábito de pré-julgar as pessoas? Podíamos nos conhecer melhor. Tenho certeza de que se você passasse um período comigo, mudaria de ideia sobre minha índole. Por que não fazemos um teste? Vamos trocar de duplas. Você se senta comigo, e nossa querida Hayley fica com meu amigão aqui — ele deu um tapa particularmente forte nos ombros de Josh, fazendo-o dar um sorriso tão cafajeste quanto o dele, senão mais. Olhou para mim mais uma vez e ergueu uma das sobrancelhas.
— Estou super de acordo — disse ele, comendo-me com os olhos mais uma vez.
Apesar de me sentir imensamente atraída e tal, eu sinceramente não estava gostando disso. Josh me encarava como se eu já fosse dele. Eu o tinha beijado uma única vez, e isso não iria acontecer de novo. O fato de sua boca ter encostado uma única vez na minha não lhe dava o direito de me olhar como se fosse me levar para um motel no fim do dia, quer dizer, eu não sou uma dessas garotas. Apesar de não ser uma fresca, não sou uma vadia.
E foi aí que eu comecei a sentir uma vontade muito grande de mandá-lo tomar naquele lugar por me encarar daquele jeito. Mesmo que um dos meus mantras fosse o “não se arrependa de nada”, era exatamente esse o sentimento que crescia dentro de mim a cada segundo que eu segurava o olhar de Josh sobre o meu corpo. Eu não era uma dessas. Posso tê-lo beijado, o.k., mas eu não sabia que ele era um mauricinho, arrogante, pegadorzinho, quarterback e riquinho. Se eu soubesse disso, posso garantir que não teria ficado com ele em hipótese alguma.
Por isso eu decidi naquele momento que não gostava de Josh Farro. Não gostava de seu maldito Império do Caminhão, não gostava de seu jeito caipira, não gostava de seu cabelo idiota, não gostava de seu ar de superior. Não gostava do seu atrevimento. Não gostava do jeito que ele me olhava. Não gostava do jeito que ele falava comigo. Mesmo que muitas outras garotas possam achar isso excitante — a coisa toda do “estou te olhando como se na minha mente você já tivesse satisfeito todas as minhas fantasias sexuais” —, eu estava começando a não pensar justamente o contrário. Na verdade, estava começando a me irritar de verdade com isso.
— Eu não vou me sentar com ele — eu disse, a voz saindo até mais impaciente do que eu fatidicamente estava. A propósito, como o moreno de cabelo grande e olhos verdes sabia o meu nome, mesmo? Josh havia saído contando para geral que tinha ficado comigo, era isso?
Mais um motivo para odiá-lo. Filho da mãe. Eu já deveria saber.
— Deixe de ser idiota, Taylor — disse Dakotah ao garoto. Taylor. Então ele era o Taylor e lourinho que nos encarava com um divertimento iminente nos olhos era Jeremy, o peguete de Kathryn. — Primeiramente, não, eu não pré-julgo as pessoas. Apenas sigo a filosofia de “pense mal e acertarás”. Se eu acho que você é um idiota, mauricinho, pegador de merda e retardado, provavelmente você é mesmo. E não estou a fim de comprovar isso por que sua presença me irrita. Além disso, Hayley já disse que não quer fazer dupla com Josh.
Tive de me deixar dar um risinho após o discurso de Dakotah. Wow, ela manda mesmo bem na hora de dizer o que pensa. “Pense mal e acertarás”. Vou aderir.
— Ai — Taylor levou uma mão ao coração e fez uma imitação muito boa de um homem que foi apunhalado no peito. — Isso doeu, amor. Doeu de verdade.
— Vá. Se. Foder. — Dakotah rosnou, ficando realmente irritada. Estava vendo a hora de ela se levantar e dar uma cadeirada nas costas dele.
— Só se for com você — seu sorriso cafajeste tomou uma proporção imensurável. Realmente, agora seria a hora de Dakotah enfiar a cadeira em suas costelas, mas ela não fez isso. Apenas bufou de um jeito bem assustador e o xingou novamente de outro nome bastante feio. Mandou-o se sentar em outro lugar com seus “amigos de merda”, ordem que os meninos obedeceram, embora Taylor carregasse um sorriso tranquilo no rosto e houvesse lhe jogado um beijo no ar quando ela o fuzilou com os olhos.
— E é por isso que o homicídio não devia ser ilegal no Tennessee — ela disse para mim, bufando, antes de passar a mão pelo rosto, cansada da presença de Taylor.
— Sério, o que foi isso? — perguntei curiosamente, referindo-me totalmente à minha nova amiga. Evidentemente, o caso dela e do garoto chamado Taylor era antigo. Quis saber mais sobre o assunto, sim, mas só para ignorar o peso do olhar de Josh que ainda pairava sobre mim. E minha raiva dele.
— Taylor York — apontou ela, sem sequer olhar para a figura do garoto que se sentara na terceira fila, do outro lado da sala, sozinho. Josh se sentara na última fileira com seu amigo Jeremy, pude ver com o canto do olho. — Me enche o saco desde que entrei nesse colégio. É obcecado para ficar comigo, mesmo que seja, como você deve saber, farinha do mesmo saco do Farro. Entenda, Hayles, essa escola está lotada de idiotas.
Dakotah estava muito irada. Bufei e assenti com a cabeça, encarando Josh por meio segundo com uma última mensagem subliminar: pare de me olhar, inferno!
— Não consigo duvidar — anunciei, antes que um velho muito estranho adentrasse a sala e se apresentasse como Bob Turman, o professor de biologia.
Já estava dormindo antes de ele pronunciar seu sobrenome.


[...]


Felizmente, meus últimos tempos não estavam munidos de Josh Farro ou sua trupe. Depois de um período de biologia, tive um de química e um de álgebra, ambos acompanhada de Kathryn.  A propósito, concluí a missão “não-deixar-a-editora-chefe-do-jornal-espalhar-para-geral-que-a-Hayley-agarrou-o-Josh-Farro-no-dia-trinta-de-agosto-de-dois-mil-e-doze-às-quatro-e-cinquenta-e-cinco-da-tarde”. Mencionei levemente o assunto “Jeremy Davis” e logo minha amiga havia ficado muda. Depois de, é claro, ameaçar matar Dakotah de umas quarenta formas diferentes. De qualquer forma, não parecia envergonhada ou mesmo irritada comigo. “Perdi a matéria da semana”, dissera ela, chateada apenas pelo jornal.
Foi aí que eu percebi que Kathryn era obcecada por manter sua personalidade profissional e por isso não deixava que o mundo soubesse de seu caso com o amigo louro de Josh. Como se ela quisesse viver apenas para seu jornal, e ser a garota genial por trás de tudo, um robô, que não tinha escrúpulos, não amava e nem tinha necessidades. O que era mais ou menos o que ela era mesmo.
— Jeremy, às vezes, vai as festas de Kathryn e beija meninas, um monte, na frente dela — Dakotah me dissera, alguns minutos atrás. — Ela não esboça reação nenhuma. É completamente indiferente ao ciúme ou qualquer coisa assim. Ela meio que namora o garoto há dois anos, mas, sinceramente... não está nem aí para nada. Não sei como ela consegue ser tão fria.
E foi neste momento que Kathryn Camsey se tornou minha diva. Estou idolatrando-a como jamais idolatrei alguém. No almoço, quando eu, Katt, Jenna e Dakotah nos juntamos novamente, disse isso a ela. Exibindo sua elegância britânica, ela sorriu:
— Não é difícil, Williams. Você pode fazer melhor do que eu. Prove-nos que é a única deste Centennial que resistiu à Maldição.
Mais ou menos nessa altura, eu descobri que Dakotah era a única garota das três que não era comprometida de certa forma. Katt tinha um caso com um dos quarterbacks, e Jenna tinha um namorado desde os oito anos de idade, ou alguma coisa assim, pelo que Dakotah havia me dito na aula de filosofia, um tempo depois.
Dakotah: Eles eram amigos na infância, aí cresceram e começaram a namorar, e são o casal mais grudento do mundo. Vão se casar e ter crianças melequentas e continuar nesse fim de mundo pra sempre.
Eu: Mas a Jenna não foi amaldiçoada?
Dakotah: Foi, mas isso foi quando o Kevin tinha viajado e eles aderiram ao “relacionamento aberto”. Não deu certo para nenhum dos dois. Jenna só agarrou o Farro, estando ela completamente bêbada, e depois chorou duas semanas inteiras por ter traído o amor de sua vida e blábláblá. Quando Kevin voltou, achei que eles fossem se engolir. Parecia uma cobra tentando comer outra pela cabeça.
Eu: Ai, que nojo.
Dakotah: É. Nojento. Aqueles dois são terríveis.
Eu: Espero nunca me apaixonar na minha vida.
Dakotah: É por isso que eu adoro você!
Conheci o Kevin Perkins na hora de ir embora. Agarrei minha mochila e, enquanto conversava com Dakotah, fui me despedir das meninas; Kevin e Jenna estavam abraçados como se fossem casados. Ela mantinha um sorriso bonito e simples no rosto, assim como ele, que estava com uma mão levemente pousada em suas costas.
Tipo: o quê?
Mas ele é um garoto bem legal. Conversei com ele durante três minutos inteiros e não senti vontade de bater nele nem uma vez. Isso é um ótimo sinal, se é que você quer saber. Desde que conheci Dakotah, já senti vontade de bater nela aproximadamente oitocentas vezes. E olha que eu gostei dela.
Voltamos para nossa rua e então Dakotah descobriu que havia perdido as chaves de casa. Seu pai já estava em sua loja — a única joalheria da cidade, da qual Dakotah Rae era a designer —, e não atendia o celular. Ela xingou algumas vezes a capacidade do pai de “não atender a porcaria do telefone, por que diabos ele tem aquele aparelho idiota se nunca o atende?” e então eu a ajudei a arrombar sua porta. Depois disso, segui para minha própria casa, feliz e saltitante.
Tudo bem. Não.
Mas estava realmente contente por ter conhecido todas essas garotas malucas e ter entrado dentro da rotina Centennial de educação. Não era o pior colégio do mundo. A comida era boa. Tinha um grupo de gurias legais que não precisavam ser Líderes de Torcida para serem populares com os garotos ou com qualquer outra coisa. E... bem, a comida era boa.
Quando chegou a hora de escolher uma atividade extracurricular, entretanto, foi um momento difícil. Uma folha A4 estava completa, cheia de nomes impressos na fonte Arial 12 para que os alunos pudessem se inscrever em qualquer uma delas. Na parede que dava o acesso à secretaria e à sala dos professores (o mesmo andar dos armários), seis folhas de papelão grudadas. Cada uma dividida em quatro partes. Para participar de uma atividade, bastava o aluno escrever seu nome em um dos papelões.
E encarando aquilo muito bem, durante o que o relógio apontou serem dois minutos e meio, eu me peguei assinando com minha caligrafia desigual o nome “Hayley Nichole Williams” no papelão que dizia, eminente:
“VÔLEI”.
Mas as atividades extracurriculares começariam só dali a uma semana, portanto, agora eram 14h de uma tarde ensolarada de segunda-feira, e eu estava cuidando de minha irmãzinha menor. Aparentemente, ela passara a manhã inteira colorindo — a porta do meu quarto entupida de “desenhos da Hayley” comprova este pequeno fato — e só depois que eu cheguei que a criança resolveu fazer bagunça. Em quarenta minutos, ela correu pela casa inteira e bateu seu próprio recorde de subir as escadas, dançou e cantou a mesma música infantil aproximadamente vinte vezes na frente da TV, pulou do sofá para o chão e então se desembestou a pular sem motivos três vezes, até eu mandá-la parar. Além disso, parecia que meu nome se tornara a palavra preferida dela.
Quando ela finalmente se jogou no chão de cerâmica e anunciou, com sua voz dengosa, que estava “com caloooooooor, Haaaaayleeeeeeey”, consegui convencê-la a tomar um banho frio (desde que ela usasse o biquíni, ok, você tem que aprender a lidar com uma criança). Ajudei a pequena a vestir o sutiãzinho minúsculo e molhei-a dos pés a cabeça com a mangueira da ducha, escutando-a gritar e rindo, enquanto dava uns bons gritos também. Só estávamos nós duas em casa — Cate saíra assim que eu chegara —, e podíamos fazer a bagunça que queríamos.
A melhor parte de se cuidar de uma criança é que você também pode se tornar uma criança e ela nem vai ligar. E nada é mais divertido do que um banho; isto é, se você souber como dá-lo. E eu sou uma babá bastante competente, se quer saber.
Quando terminamos, vinte minutos depois, enrolei McKayla em sua toalha da Hello Kitty e carreguei-a no colo até seu quarto. Sequei seu cabelo e ajudei-a a colocar seu vestidinho preferido sobre o corpo: o azul. O que era estranho, uma vez que ela tinha um milhão de vestidos com estampas diferentes, rodadinhos, rosinhas, com bichinhos, e etc. Mas ela quis o azul. Que... simplesmente era azul.
Depois de arrumar seu cabelo em duas marias-chiquinhas (seu penteado favorito) e calçar nela os “chinelos de sair”, saímos de casa, ela no meu colo. McKayla queria tomar sorvete de morango, e, para ser sincera, já fazia bastante tempo que eu não saía de casa para um sorvete com uma criança. Mas não sabia como chegar à sorveteria alguma, de modo que quando tranquei a porta da casa do meu pai, me dirigi até a casa de Dakotah.
— Oi, e aí, Williams — ela disse assim que me viu, um sorriso no rosto. Ainda estava com a mesma roupa que usou na escola, mas seu joelho estava completamente esfolado. — E quem é essa menina fofa?
McKayla sorriu e disse seu nome.
— Hayley vai me levar para tomar sorvete e viemos pedir que você nos acompanhe — disse minha irmãzinha em seguida, me fazendo rir. Dakotah me acompanhou. Ela não falava sempre assim, mas na maioria das vezes que ia interagir com alguém que não era da família, se esforçava para que sua frase saísse completamente correta.
Coisas do meu pai, se eu bem sei. Ele que força uma criança de quatro anos a ver adaptações cinematográficas de 1930.
O pior é que ela gosta também.
— Não conheço o caminho de uma sorveteria e minha pequena Lady não vai me deixar em paz se eu não levá-la — disse eu para Dakotah, que mancou de uma perna para outra. — E aí, tá a fim?
Dakotah sorriu imediatamente. Mesmo sem conhecê-la por muito tempo, eu sabia de alguma forma que ela era do tipo de garota que topava praticamente todo tipo de diversão, por mais bizarra que fosse.
— Com certeza! — disse ela. — Você vai pagar por que estou sem dinheiro.
— Você fica me devendo — eu dei de ombros. — Aliás, que merda aconteceu aí?
Dakotah fez uma careta, olhando para seu próprio joelho esfolado.
— Hayley! Você sabe que não é nada educado ficar falando palavrão! — McKayla, ainda no meu colo, me repreendeu. Tapei a boca com a mão que estava livre.
— Oh, certo, me desculpe! — murmurei, fingindo-me de envergonhada. — Não voltará a se repetir, Senhora.
McKayla bufou, irritada comigo.  Cruzou os bracinhos em volta do peito.
— É bom mesmo — ela respondeu.
Dakotah estava rindo a minha cara.
— Sua irmã é uma graça — disse ela, sorrindo. — E é que eu estava voltando da quadra e minha roda passou em cima de uma pedra. Meu skate empenou e meu joelho vai ganhar uma nova cicatriz.
— Tem que passar Mertiolate — McKayla apontou para o joelho de Dakotah, os olhinhos apreensivos em minha mais nova amiga. — Mata os bichinhos que ficam dentro do machucado e não arde, sabia?
Dakotah sorriu para ela.
— É, eu soube. Já passei, não se preocupe, os bichinhos estão todos mortos.

 Depois que McKayla insistiu para que Dakotah despejasse mais remédio sobre o seu novo machucado, comaçamos a caminhar, debaixo do sol quente, até o que eu pensava que seria uma sorveteria. Fomos conversando com minha irmãzinha durante o caminho e, mesmo com o joelho ferrado e mancando, Dakotah não hesitara em carregar seu skate. Chegamos depois de mais ou menos dez minutos. Demoraríamos menos se McKayla não parasse de pedir colo o tempo todo. Ela pedia para ser carregada, e eu a colocava no colo. Ela pedia para descer trinta segundos depois, eu a fazia descer. Após cinco idas e vindas, decidimos que ela iria andando de qualquer maneira, decisão que ela não aceitou de imediato e que lhe gerou um belo bico no rosto.
Mas ela se animou quando entramos em uma das sorveteriazinhas que havia no centro da cidade.
Dakotah e eu pedimos um milkshake pequeno, enquanto McKayla escolheu o Sunday mais caro da casa. Paguei tudo e nos sentamos em uma das mesinhas coloridas do lugar, observando o sol torrar o asfalto lá fora. Quase não tomei meu sorvete, uma vez que tinha que ajudar minha irmãzinha cabeçuda a acertar o buraco da cara. Mesmo aos quatro anos, ela era incapaz de colocar uma colherada na boca sem cuspir metade do sorvete ou melar todo o rosto. Portanto, enquanto eu alimentava uma criança, minha amiga se alimentava com nossos dois milkshakes. E eu estava com muito mais calor do que quando havia chegado.
— Sabem como chegar em casa? — anunciou Dakotah, do nada, levantando-se.
— Sim, mas a Srta. não vai embora sem nós — disse eu, tranquilamente, colocando mais uma colher do Sunday na boca de McKayla e limpando dos lados. Embora sua boca estivesse cheia, seus olhos ficaram miúdos e pidões. A mensagem era clara: ela não queria que Dakotah fosse embora.
— Preciso — disse ela. — A loja do meu pai fica na rua aqui de cima e eu não fui trabalhar hoje. Vou escutar um monte. Preciso desenhar pelo menos um brinco legal para conseguir o conserto do meu skate... e te pagar o milkshake — ela deu um sorriso amarelo.
Dois milkshakes — eu corrigi. — Você tomou o meu, Rae.
— Mas você o comprou para si mesma. Teria pago por ele mesmo se eu tivesse trazido o dinheiro. Não é minha culpa — disse ela, levantando os braços. Rolei os olhos enquanto ela se aproximava para deixar um beijo na bochecha da minha irmã. — Tchau, Princesa. Te vejo outro dia, o.k.?
— Mas... — McKayla deixou a voz morrer e suspirou, derrotada. — Passa Mertiolate no seu machucado para sarar direitinho.
Dakotah deixou-se gargalhar.
— Eu prometo.
Assim que Dakotah saiu, eu continuei a alimentar minha irmã enquanto tomava também do sorvete dela, entre uma colherada e outra. Como toda criança, McKayla era extremamente lenta para comer, mesmo quando se tratava de uma guloseima que ela simplesmente adorava. Mas eu via em seus olhos que ela estava se divertindo e provavelmente contaria de seu dia para Cate hoje no jantar.
— Meu Deus, Jonathan! — virei meu rosto abruptamente, vendo um rapaz de uns quinze anos com duas crianças pequenas em uma mesa bem afastada da nossa, mais para o fundo da sorveteria, perto de uma mesinha de totó. — Não consegue comer sem se melar inteiro! Olha só o que você fez com a sua camisa, moleque!
Continuei encarando o que eu presumia serem irmãos. McKayla também se calou, portanto, concluí que prestigiava a cena assim como eu. O menininho que se melara com o sorvete, Jonathan, começou a gritar que não tinha culpa.
— Jon é um bobão, Jon é um bobão, Jon é um bobão... — começou a cantarolar a menininha que se sentara ao lado de Jonathan, fazendo chacota. O menino virou-se para ela com raiva.
— Boba é você, sua idiota! — gritou ele.
— Eu não te chamei de idiota, seu bobão!
— Eu vou te matar!
Torci meus lábios enquanto Jonathan agarrava os cabelos da garotinha e ela começava a mordê-lo.
— Ai, merda! — gritou o moleque de quinze anos, que provavelmente cuidava das duas pestinhas. — Parem com isso agora! Pelo amor de Deus, não conseguem ficar um segundo sem brigar! Vão se ferrar, vocês!
Fui anotando na mente todos os erros do garoto enquanto cuidava do que eu presumi serem seus irmãos menores. Primeiro: ele não ajudou as crianças a tomarem seus sorvetes, quando claramente eles não tinham mais de cinco anos. Segundo: ele falou pelo menos quatro palavrões desde que eu passara a observá-los, e isso já era um péssimo exemplo. Crianças imitam o que os adultos fazem. Se a menina chamara Jonathan de bobão, provavelmente ouvira alguém fazendo isso anteriormente. Terceiro, e mais grave: o garoto idiota repreendeu uma criança na frente de outra.
Se você está cuidando de duas crianças ao mesmo tempo, isso é mais ou menos como a regra número um de coisas para não fazer. Nunca se repreende uma criança na frente de outra, pois isso mexe com o equilíbrio das coisas. A outra criança vai pensar que também tem o poder de repreender, ou vai querer ridicularizá-lo de alguma maneira. Geralmente não é por mal. É o senso de humanidade na criança lhe impulsiona a fazer essas coisas.
No fim, tudo acabava em briga; exatamente como acabara ali. E ao invés de repreender os dois com a voz firme, o garoto mais velho se desesperava e tentava apartar a briga com a violência.
Torci os lábios de novo, fazendo que não com a cabeça.
— Ele não é um bom irmão maior — disse McKayla, abrindo a boca como um sinal claro de que precisava de mais sorvete. Assenti com a cabeça e atendi prontamente o seu pedido, ciente de que minha irmãzinha de quatro anos era mais esperta do que o adolescente que agora tentava retirar os dentes de sua irmã da carne do braço de Jonathan.




E aí?
Aqui eu já apresentei para vocês duas coisas que amo nessa fic: crianças e Taylor+Dakotah. PAÕLSA~PSOAPASL~POAL POR QUE, GENTE, AMO TUDO ISSO?????????? AÕLPAÕPALSA~POSK ESSA FIC É UM AMOR.
E o Centennial. Vale lembrar que é mesmo uma escola de Franklin (uma das três públicas de ensino médio), e eu não vi nada sobre ela, e então ela exista na realidade, a Centennial High School da Trucker é fictícia.
Assim como tudo aqui PAOSKLA~SOALK~SOPS~PO
E eu sou apaixonada por essa McKayla??????? apçoskaolasp adoro crianças. E eu sempre digo que uma criança dá o brilho correto a qualquer história.
É por isso que o Nicholas Sparks vende tanto. De 10 obras dele, 8 tem uma criança apaixonante. Juro! Eu li pelo menos 70% do trabalho dele. ÇPAOSLK~SOA~PSALS CRIANÇAS SÃO UM AMOR. Descobri isso depois do Luke. E do Henry.
Então é difícil não escrever crianças, ainda que elas sejam uns pestinhas, como Jonathan e a "menininha sua irmã", que vocês já sabem quem é.
~POALSÃPSOLAS ENTÃO, POR FAVOR, COMENTEM PRA MIM! Tentarei responder tudo <3 E mesmo que não o faça, eu amo os senhoritos, tá? *u*
Lots of love,
Sarinha :3

12 de jan. de 2013

Capítulo 3


Só estou vivo se estiver contigo 





Oooooi bebês lindos *U* Como vão vocês?
Eu estou muito bem, obrigada. Com saudade de ter internet todo dia, mas sobrevivendo. AUEHAIEUAHEIUAHEIUAEH
Não farei outro update por que as coisas continuam na mesma pra mim. Mas, como prometi, babys, SÁBADO É DIA DE ATUALIZAÇÃO. Daí vai ser sempre assim a partir de agora. Sábado, att. Always. Não esqueçam isso. Escrevam em suas agendas e marquem em seus calendários. Sábado é dia de atualização das fanfics do (Con).
Hoje Sarinha escreveu para esta fic amor <3
Mas vamos falar sobre a atualização passada.
Gente, sem querer ser chata mas já sendo insuportável, kd vcs? ._. me sinto abandonada mimimi
Mas enfim. Quem comentou, eu percebi que gostaram muito do meu Pierre, embora ele nem tenha aparecido <3 açska~s´polps´pas e esta Hayleeeeeeeey *U*
Eu não escondi, nem nesse último cap e nem no Trailer, que ela tem um segredo. Enfim. Ando dando muitas pistas. Vamos ver se vocês acertam.
E o Josh é mesmo o mais romântico que eu fiz, por que a história toda envolve um universo densamente trágico. Dramático. E isso meio que eleva meu espírito românico e me faz escrever essas coisas. Pois é. PAÇOSLKÃSPÓLA~´SPL]S´PAÇS 
E PFVR ESTE JEREMY "SOU-UM-PAI-PARA-O-JOSHUA" É MEU JEREMY MAIS ÇPAKSLÇPOAJKAJKIEAOLS A~SÓLA~POKÕHJQWPOJÕKSAA~PJ ASOPKEPOAIK´POLAS SÉRIO <3 amo amo amo
Mas enfim, amores. Essa fic é forte, sabe, embora esteja no começo e vocês ainda nao percebam isso. Eu tenho que ficar estudando e ._. anyway. Vamos para a att <3 ela ficou maiorzinha do que as demais, mas vocês vão gostar. Como prometi, terá uma nova personagem que <3 ai. só que </3 por que nao posso dizer. Mas ai. Além disso, OLHEM SÓ O TÍTULO SUGESTIVO. af ãpso][s´ça´[sças ai 
OPÇASK~POL~´SLPASP vão ler <3 





Havia sangue em suas mãos.

Com a ânsia correndo o estômago, a moça praguejou a si mesma por aquilo em pensamento enquanto tentava lavar-se em uma bacia enorme, mas com pouca água. O estoque potável estava cada vez mais escasso, e honestamente, ela perguntava-se diariamente o que aconteceria com a operação quando não houvesse mais o que se beber, sobretudo naquele lugar inescrupuloso. Sem que pudesse perceber, ela comprimiu os lábios ao tentar retirar o sangue seco de suas unhas.
Detestava quando os pelotões voltavam das guerras. Precisava fazer os piores curativos, limpá-los, conter todas as suas hemorragias, enfaixar e passar o pouco remédio em feridas e cortes já antigos, sujos e empoeirados, inflamados, cheios de pus. Tudo isso só para mandar aqueles homens de volta para suas trincheiras e seus tanques eminentes, de modo que eles pudessem servir a pátria como verdadeiros cidadãos, matando seus inimigos sem qualquer peso na consciência. Então, após a guerra, se conseguissem, voltariam para casa, sem os dedos da mão ou com uma bala alojada na coxa, mas encheriam o peito de orgulho ao dizer para os filhos que contribuíram em uma guerra onde milhões de pessoas morreram sem qualquer motivo.
Porcos imundos. Ela detestava todos eles.
— Hayley, não te esquece de passar as ervas nos braços, pelo amor de Cristo! — a voz fina da garota seis anos mais nova que Hayley e a urgência que ela empregara na oração fez com que a mais velha desse uma risada quase descontraída.
— Não me esquecerei, não te preocupe — ela direcionou um olhar quase bem humorado para a menina, que assentiu com a cabeça enquanto sacudia as mãos para retirar os vestígios de água. Um absurdo que mesmo tão nova ela já era obrigada a ver tantas coisas, e lidava com elas de modo tão maduro.
De certa forma, Hayley se via nela.
— É bom que não o faça, por que do contrário, você sabe — a garota deu de ombros —, pegará a doença tropical como todos os outros. Aquelas ervas repelem os mosquitos!
— Deixa de ser tola, menina! — apontou a enfermeira Watson, com seu sotaque britânico acentuadíssimo e extremamente desagradável aos ouvidos das duas garotas ali presentes. Embora Hayley também tivesse um sotaque britânico e dissesse a todos que viera de Manchester, sua fala nunca fora tão acentuadamente irritante. A enfermeira Watson parecia fazer questão de enfatizar sua voz. — Estas suas porcarias mal repelem as muriçocas que me atormentam durante a noite!
Hayley não interferiu, mas viu os olhos azuis da garota queimarem. Entendia, entretanto. A enfermeira Watson, como superintendente, era a que ficava responsável por ditar todas as regras dentre as demais mulheres. Provavelmente a única que realmente trabalhou com medicina antes da guerra, conseguia ser mais desagradável do que um doente em seu pior estado.
— Pois bem, então! Não te darei mais as ervas e espero que os mosquitos comam-te viva, ou infectem-te da mesma forma que fez com todos aqueles homens que morrem na tenda que a senhora nunca arriou o pé! — a menina Jenna respondeu, o peito arfando e os olhos crepitando, com bravura, coragem, rebeldia, e um bocado de estupidez. Tinha apenas treze anos, e praguejar a superintendente jamais seria uma atitude sagaz, não importa o quanto ela estivesse correta.
— Cala a tua boca, criança, que você não está lidando com suas amiguinhas! Dou-te uma surra que nunca esquecerá! — a velha respondeu no mesmo tom, passando as mãos ainda sujas de sangue pelo avental branco.
Hayley fechou os olhos por um segundo e pediu a Deus para que aquela discussão acabasse. Simplesmente não queria colocar-se no meio das duas mulheres para aplacar uma briga. Céus, elas estavam em Guerra Mundial! Será que era pedir demais alguns minutos sem a profunda presença e convicção de violência?
— Pois dê-me! — provocou Jenna. — Dê-me, e quero ver como irá dar conta de cuidar de todos aqueles doentes infectados, se morre de medo do contágio! Quero ver quem, além de mim e Hayley, tem coragem de entrar naquela tenda e tratar os pobres moribundos como os seres humanos que são! Quero ver quem vai fazê-lo, senão eu mesma!
A enfermeira Watson aproximou-se de Jenna e encarou-a furtivamente, como se fosse matá-la com suas próprias mãos a qualquer momento. A menina, entretanto, não abaixou sua cabeça e retribuiu o olhar a altura, demonstrando com o rosto todo o sentimento de profundo desprezo que sentia por sua superior sem medo de ser castigada.
— Acha que é muito importante, não é, menina? — sussurrou a enfermeira Watson. — Pois deixe-me dar-lhe uma notícia: você não é. É apenas outra garotinha perdida, enviada a este fim de mundo para poder ajudar ao menos um pouco o seu país imundo. Terá sorte se sair viva daqui.
Mas a menina Jenna, ao invés de intimidar-se, esboçou um sorriso sarcástico.
— Honestamente, enfermeira, sem a ajuda ilustre de minhas ervas, quem em breve sairá morta dessa operação não serei eu — a hostilidade presente na calmaria do tom de voz de Jenna era assustador. — O nome da doença é malária, ela é transmitida por um mosquito, e a não ser que dê um jeito de mantê-los longe de sua pele, cedo ou tarde acabará tendo o mesmo destino de nossos conterrâneos: a vala.
— Jenna — Hayley decidiu interferir, já prevendo que a superintendente começasse a vociferar e xingar a menina de todos os palavrões possíveis e existentes. Sua voz saiu firme, limpa, sem escárnios, como uma repreensão bem colocada. A garota de treze anos calou-se, embora a superintendente houvesse saído dali xingando-a de tola e insolente.
— Mas nem todos os nossos conterrâneos acabaram na vala — como um milagre, agora o rosto da adolescente ganhara cor e leveza. Um sorriso nascera em seu belo rosto. — Não é, Hayley?
O abalo da frase de Jenna na jovem de dezenove anos foi muito maior do que ela deixou transparecer. Molhou as mãos mais uma vez e esfregou-as na pedra de sabão, trabalhando para que o sangue seco de dissipasse da parte de dentro de suas unhas.
— Não sei do que está falando, Jenna — sua voz, como sempre, saiu limpa e firme. Seus olhos concentravam-se na tarefa de limpar as mãos e não demonstravam o abalo emocional sempre presente nela quando Joshua era mencionado, ainda que implicitamente.
— Não sabe, não sabe... — a garota ecoou as palavras da colega com um sorriso bonito no rosto. — Certo, fingirei que acredito. Ei, escutou os boatos?
Hayley sorriu.
— O que mais escuto nessas terras são boatos, Jenna.
— Estes são diferentes! — ela aumentou o tom de voz, como se para dar total credibilidade aos seus argumentos. — Na realidade, estão confirmados. Vão levar os homens da doença tropical aos Estados Unidos. Parece que a cura espontânea de seu mais novo namorado lhes deu esperança, e um avião virá buscá-los disfarçadamente.
— Eu não tenho um namorado — Hayley se apressou a dizer, embora sua cabeça trabalhasse atentamente em outras informações às quais a adolescente acabara de confidenciar-lhe. — Tem certeza disto?
— Sim, ouvi a megera conversando com o Sargento Davis. Ele disse-lhe para providenciar uma enfermeira que cuide da estadia da viagem dos doentes, e como apenas eu e tu temos coragem de entrar naquela tenda... — a menina deixou a frase morrer, tendo consciência de que Hayley sabia o que aquilo queria dizer. Certamente não queria entrar em um avião, embora tivesse consciência de que não precisava preocupar-se com isso. Depois da discussão que a superintendente tivera com Jenna, era bem mais capaz que a menina se expusesse ao perigo. Não Hayley.
Não tinha tempo para sentir pena, entretanto. De certeza, era uma boa informação que lhe fora contada em primeira mão, sobretudo quando havia sido confirmada pela garota em que Hayley mais confiava dentre as enfermeiras. Não havia nenhum motivo aparente para Jenna mentir, e ela jamais o faria.
Por isso, quando elas terminaram de lavar suas mãos e Jenna se dirigiu à tenda dos doentes tropicais, Hayley disse-lhe que iria até o dormitório para espalhar as ervas sobre os braços. Mas ao invés disso, abriu seu caderno de couro preto, molhou sua pena preferida na tinta e pôs se a redigir a notícia com toda a destreza para qual foi treinada.



[...]



Desde sua cura, ele não sentira mais a dor martelar em sua cabeça, forte e implacável, como se uma marreta estivesse dentro de seu crânio e tentasse sair a todo custo, jogando-se com força contra sua testa. A enxaqueca era terrível, mas naquela época, simplesmente não passava. A única coisa que pudera curá-la foram as mãos de Hayley.
Agora, sentado em sua maca e aprendendo a ignorar os lamentos dos homens sangrentos que estavam por toda parte, a cabeça de Joshua doía de novo. A carta de sua mãe continuava com ele, ainda aberta, enquanto ele relia mais e mais vezes. Num intervalo de doze horas, já a havia lido pelo menos cinco dezenas de vezes, procurando naquelas palavras a resposta para sua decisão.
Deveria voltar?
Com um suspiro, o soldado afundou o rosto em suas mãos calejadas. Não sabia mais o que fazer. Adentrara a guerra com o objetivo único de morrer pelo país e vingar seu pai com toda a bravura e coragem que tinha dentro do peito. Sabia que nas poucas batalhas em que participara, Joshua o fizera. Sempre foi muito bom com as armas, e dentro daquelas trincheiras, atirava na linha de frente acompanhado do sargento de seu pelotão. Dizimara mais alemães do que podia se lembrar, mas também conseguira salvar a vida de alguns amigos. Antes de ser atingido pelos sintomas implacáveis da doença, preparava-se para mais uma batalha, sem nenhum peso na consciência ou medo da morte.
Mas agora algo mudara dentro de Joshua. Não se sentia mais o homem frio e voltado para guerra como era antes de ser infectado e curado. Não se sentia mais inútil. Era como se uma parte dele, a emocional, houvesse deliberadamente reaparecido depois de muito tempo. Como se uma parte dele houvesse renascido.
De certa forma, Joshua, agora, se sentia... vivo. E sabia que isso se intensificava quando estava ao lado dela, de seu anjo. Sabia que o renascimento de sentimentos como a saudade, a mágoa, a culpa, o amor, era culpa do aparecimento de Hayley em sua vida. E, agora, mais do que tudo, Joshua sentia medo de morrer.
A carta de sua mãe intensificara tudo. Ver sua caligrafia, itálica, com seu habitual risco fino, fê-lo lembrar-se e sentir uma falta tão grande da mulher, que quase não conseguia se aguentar. A saudade comprimia seu peito, e ele queria, como queria, ver seu rosto de novo.
A incerteza sempre fora o sentimento que ele mais detestara. Embora soubesse que prometera ficar na operação e vingar seu pai, agora se perguntava se era mesmo o que deveria fazer. Queria voltar, ver sua mãe, manter-se vivo, acima de tudo. Mas também queria ficar e lutar, como prometera, e ver o rosto de Hayley sempre que se dirigisse a enfermaria. Seu sorriso bonito, seus olhos verdes que aqueciam sua alma, seus cabelos louros e perfeitamente alinhados ao seu rosto. Seus lábios rosados e bem delineados, que Joshua esperava um dia pressionar contra os seus.
Não aguentaria ficar longe dela. Não mais.
E embora ele supusesse que, para um avião transportar doentes, era necessário uma enfermeira para acompanhar o trajeto, duvidava imensamente que Hayley fosse de fato a escolhida para tal. E se por acaso fosse, algo dizia dentro dele que ela não aceitaria a missão e continuaria na operação, ali mesmo, no norte da África.
Joshua estava dividido e não sabia que lado escolher, o que fazer. Queria e não queria voltar. Sentia falta de sua mãe, mas se fosse para os Estados Unidos, morreria de saudades de Hayley. Queria vingar o pai, mas não queria mais morrer. Queria continuar na guerra, mas ainda assim, queria mais do que tudo que aquela guerra acabasse.
Tudo parecia tão distante. Tão incerto. Sua cabeça martelou de dentro para fora novamente, implacável, lembrando-o de que ele tinha uma decisão a fazer, embora não conseguisse decidir com clareza. Ele deitou-se de uma vez e fechou os olhos com força, forçando seu cérebro a esvaziar-se e sua cabeça a parar de doer. Não conseguiu nenhum dos feitos, entretanto. As incertezas e pensamentos confusos continuavam lá, assim como a dor.
— Josh? Está dormindo?
Como um milagre, seu rosto ganhou um sorriso imediatamente. Ele poderia reconhecer aquela voz firme e majestosa em qualquer lugar do mundo.
— Estou — respondeu ele, bem-humoradamente, subitamente esquecendo-se de todos os seus problemas. Pôde escutar a risada dela também, e isso o aqueceu por dentro. — Estou em meu mais profundo sono e, nesse momento, estou sonhando com a mulher mais linda que já vi. Chama-se Hayley e parece-me um anjo.
Com um tapa singelo diferido pelo seu ombro, Joshua abriu os olhos e encontrou-a, linda, com um sorriso envergonhado perdido no rosto. Sentou-se na maca e segurou a sopa de grãos que ela o trazia, como sempre, todo dia naquela hora da tarde. Em verdade, já se sentia forte o suficiente para sair dali, mas simplesmente adorava a companhia de Hayley, mais do que tudo. Era só o que importava.
— Deixe de ser tolo e tome sua sopa, está bem? — disse ela, com o mais bonito dos sorrisos no rosto. Joshua assentiu com uma breve continência, fazendo-a rir mais uma vez. Não sabia como aquele homem tão sofrido conseguira transformar-se em um rapaz tão charmosamente bem-humorado. Não sabia, sobretudo, o que acontecia com ela para que gostasse tanto daquilo.
— Como foi seu dia? Não a vi ontem e nem hoje pela manhã — perguntou ele, de repente, enquanto começava a tomar sua sopa. Como vinham fazendo desde o dia que Joshua acordara, ela sentava-se ao lado dele e fingia ajudá-lo, enquanto ambos conversavam sobre assuntos cotidianos e similares. Não importava, na realidade. Simplesmente gostavam de desfrutar da companhia um do outro.
Hayley suspirou.
— Não pude vir por ter de cuidar dos novos feridos. Muitos homens chegaram ontem das trincheiras, ao mesmo momento em que mais deles eram enviados. Dois dias inteiros, Josh. Alguns deles traziam amigos nos braços, já mortos, na esperança de que nós pudéssemos trazê-lo de volta a vida. Outros, simplesmente estavam baleados. Um deles morreu na minha frente por ter sido atingido na garganta. Os casos mais simples, tiros de raspão nos ombros, na cabeça. Alguns deles perderam membros com as granadas. Muitos estão sendo enviados para a vala neste exato momento — ela simplesmente não conseguiu parar de falar, com os ombros encolhidos, o olhar triste baixo. Joshua sabia o quanto ela detestava tudo aquilo, como detestava tratar de doentes só para que eles voltassem para a guerra e morressem. Embora ela não admitisse, estava estampado em seus olhos o horror que sentia ao ver tanta gente morrer por um ideal para o qual ela não lutava e muito menos acreditava.
Quis abraçá-la, mas ao invés disso, apenas tocou sua mão pequena e apertou-a sentidamente. Notou que ela apertava de volta, massageando o polegar na palma da mão dele, com um meio sorriso no rosto. Parecia iluminada enquanto encarava suas mãos entrelaçadas.
— Por isso inventei qualquer desculpa e vim ver você — disse ela, enfim, sem olhar em seus olhos. Seu sorriso ficou maior. — Não sei o que acontece, apenas sei que você me faz bem.
Então ela o olhou, com aquelas suas órbitas verdes esmeralda, brilhantes e absolutamente lindas. Aquele seu rosto iluminado, aqueles lábios rosados e levemente secos. Angelicamente.
— Você sabe que é o que me faz vivo — retribuiu ele, com um sorriso no rosto, encarando-a furtivamente. Abriu a boca para dizer mais, porém foi interrompido por ela:
— Não chame-me de anjo novamente, por Deus — disse ela, sorrindo, envergonhada, adivinhando as próximas palavras dele.
— E por que não? — o sorriso não abandonara a face de Joshua.
Hayley olhou para baixo, torcendo seus lábios timidamente.
— Por que não é verdade, Josh — respondeu ela, em tom explicativo. — Não sou um anjo. Nunca fui, e não estou nem perto de ser.
— Eu digo que está enganada — ele deu de ombros, como se não se importasse com as palavras dela. — Pode não ser um anjo comum, mas é o meu anjo. Disso tenho toda certeza.
Hayley sacudiu a cabeça, vencida.
— É mesmo impossível contestar você — disse ela, resignada, sem forças para discutir com Joshua pela verdade. Detestava-se por não ser o anjo que ele pensava que ela era, e esperava que um dia ele percebesse isso sem que ela precisasse dizê-lo. — Não está tomando sua sopa, Josh. Trate de comer. Sairá daqui ainda hoje.
Joshua assentiu com a cabeça e soltou sua mão após apertá-la mais uma vez. Enfiou uma colherada garganta abaixo, forçando-se a engolir o líquido.
— Gostaria de não ir embora — lamentou ele, o rosto encarando a tigela.
Hayley sorriu.
— Por quê? Céus, você passou a última semana sentindo-se bem, enfurnado nesse lugar cheio de miséria, e quer ficar? — perguntou ela, sem conseguir entender como seria possível que o soldado dissesse uma coisa daquelas. Era apenas surreal.
Foi então que ele suspirou, e o humor anteriormente presente em sua face deu espaço a tristeza e a angústia. Hayley deixou seu próprio sorriso se dissipar ao perceber que Josh não estava bem.
— Ontem o sargento veio me visitar — começou ele, sem tocar sua sopa. — Disse-me que minha súbita cura deu-lhe esperanças, e disse-me que um avião estava vindo buscar os doentes para serem tratados na América. Porém... ele me pediu para ir junto. Deixou-me sozinho com meus pensamentos, com o direito de escolha, e com uma carta recém-chegada de minha mãe. E... agora... simplesmente não sei o que fazer.
O choque da notícia fez Hayley achar que fosse desmaiar. Viu o mundo rodar abruptamente, até que suas vistas ficassem completamente negras. Nada viu, nada escutou, durante o tempo que lhe pareceu uma eternidade. Sentiu o pânico nascer na boca de seu estômago e tomar todo o seu corpo, com força e deliberadamente, fazendo dela uma completa escrava. Tudo ainda estava escuro, seu corpo havia endurecido, e demorou uma eternidade para o mundo voltar a ter cor. Ela avistou os cabelos lisos e os olhos castanhos de Josh e sentiu vontade de chorar, o desespero domando-a por completo.
Suas mãos começaram a tremer. Josh estava pensando em embarcar naquele avião? Não! Josh não podia entrar naquele avião! Não podia, Deus, não podia entrar! Hayley estava estática, pasma, seus olhos pararam como se fossem pedras, e em sua mente apenas ecoava a culpa, o desespero. Seu coração pareceu parar por um segundo e, depois, passou a martelar com toda a força e velocidade dentro de seu peito. O pânico tomara conta de sua mente, seu corpo, e sua alma.
— Não vá! — suas palavras saíram mais altas e desesperadas do que ela calculara. Não se importou, entretanto. Josh não podia ir! Não podia entrar naquele avião, por nada nesse mundo! Não podia! — Por favor, Josh, por favor!
O soldado encarou a mulher com seus olhos agora confusos. Nunca a vira daquele jeito. O desespero em seu olhar, o pânico presente em sua voz vacilante. O rosto completamente pálido e sem cor, implorando-lhe, suplicando-lhe. Pegou Joshua completamente de surpresa, subitamente. O homem não esperava por aquilo.
— Ainda não decidi o que fazer, anjo — disse-lhe com a voz mais terna que tinha, os olhos encarando-a como se para tranquilizá-la. — Ainda não sei como sobreviver senão ao seu lado.
— Josh, por favor, por favor... — seu olhar suplicava, desesperado. Joshua viu-a se aproximar, deliberadamente, e suas mãos tocaram seu rosto de modo sentido. Como se ela precisasse senti-lo para saber que aquele momento era real, que ele realmente considerava a hipótese de deixá-la. — Não entre naquele avião, eu imploro! Não vá embora. Por favor, por favor... Eu não posso deixar-te ir... Não posso... Josh, por favor, não vá. Eu suplico. Não me deixe aqui...
Sua voz estava quase chorosa, desesperada, e seus olhos encaravam-no profundamente, com todo o pânico existente em seu interior. O medo era tão forte e desencorajador que contagiava-lhe, fazia com que ele tivesse o ímpeto de segurar o rosto dela também. Virou as pernas para o chão, ficando, então, de frente para Hayley.
Foi a primeira vez que ela o abraçou. Simplesmente jogou-se nos braços do rapaz, passando as mãos pelo ombro dele, sentidamente, sem parar de fungar e implorar para que ele ficasse. Segurava sua nuca como se nunca fosse deixá-lo. Apoiava seu corpo no dele num ímpeto desesperado de senti-lo, tão perto quanto possível, para que então não o deixasse ir. Não o deixasse embarcar naquele avião maldito. As lágrimas saíam de seus olhos sem que ela se importasse em secá-las, e as palavras que ecoavam de sua garganta eram as mesmas que verbalizavam o mesmo pedido incessante.
Hayley não aguentava a ideia de perder Josh. Embora o conhecesse há pouco tempo, ele acendia um sentimento novo e ao mesmo tempo familiar dentro dela. Como Pierre costumava fazer, porém, mais avassalador.
Se ele morresse, ela também morreria.
Joshua, sem pensar, passou as mãos pelo seu corpo pequeno e apertou a cintura dela contra si, sem se importar com o mundo a sua frente, enquanto ouvia-a implorar e chorar para que ele não fosse embora, não a deixasse, não entrasse naquele avião. Os apelos dela eram desesperados, tristes. Joshua apertava o corpo dela com força, sentindo-se como se houvesse encontrado seu lugar no mundo. Enquanto ela estava em seus braços, Joshua sabia, não conseguiria deixá-la ir.
— Por favor... — ela implorou mais uma vez, apoiando o rosto no ombro largo do soldado e apertando-o com toda a força que tinha no corpo. — Não sei mais o que será de mim sem você aqui, Josh. Não vou conseguir suportar que entre naquele avião e me deixe. Não faça isso, eu imploro. Fique. Por favor...
Em meio às suas súplicas, apertando o corpo dela contra o seu, Joshua percebeu que fatidicamente não poderia entrar naquele avião. Não conseguiria ir para os Estados Unidos com o fantasma dela em sua mente, com a saudade aterradora que cortaria seu coração em pedaços. Não conseguiria ir com esse choro, esses pedidos, pairando em sua mente a todo o momento. Não conseguiria deixá-la. Não conseguiria separar-se de seu anjo, da mulher que salvara sua vida, da única que fazia com que ele se sentisse vivo.
Joshua só era feliz ao lado dela.
— Está bem, está bem... — murmurou ele, enquanto ela continuava a implorar, sentidamente, desesperadamente. Apertou o corpo dela contra o seu, sentindo um arrepio corrê-lo todo, a emoção ameaçando transbordar de seus olhos. Levou os lábios, lentamente, até a testa dela e segurou seu rosto, encarando seus olhos vermelhos e sua face pálida, sem cor. Olhou-a com afinco. — Não me vou embora. Prometo a você, anjo. É ao teu lado que me sinto vivo, e é aqui que ficarei. Não entrarei naquele avião.
Os lábios dela estavam comprimidos, seus olhos ainda amedrontados. Joshua limpou uma lágrima que descia pelo seu rosto com o polegar, lentamente, e aproximou a boca de sua bochecha sem cor. Beijou-lhe a face, sentidamente, e sussurrou mais uma vez que ficaria com ela, afirmando a resposta de todas as suas perguntas e suas incertezas.
Quando ela o abraçou mais uma vez, completamente entregue a ele, Joshua soube que só se sentiria vivo ao lado de seu anjo. Se a deixasse, morreria.
E, agora, tudo o que ele desejava era manter-se vivo. 






Aaaaaaaaaaai <3 Essa fic acaba comigo. Nathalia ficou me dizendo ontem sobre ela ter um romance muito intenso por causa da época. Disse algo sobre ela ser perfeita. AP~LASPOLASPÓL EU FIQUEI MUITO FELIZ POR QUE ELA CAPTOU EXATAMENTE O QUE EU SENTIA, O QUE EU QUERO PASSAR COM ESSA FIC. Por que, cara, tá certo que isso tudo foge totalmente do normal, e é muito surreal, mas... eu amo tanto isso? <3 E eu sei lááá. Adoro essa fic por ser intensa assim.
Espero que vocês também.
GENTE, EU TO APX POR ESSA JENNA PSKA~´SPOLAS]´ÇPS~´PASLÁSPO EU FALEI QUE ELA IA SER FODA, NÃO FALEI? Não é comum ver uma Jenna foda nas fics, na realidade, mas essa é. <3 13 aninhos, desbocada <3 aaaaaaf. Adorei ela dms ;_;
E a Hayles <3 
E esse Joshua todo confuso. Ai socorro.
Não vou comentar sobre o desespero dos últimos parágrafos. Deixo vocês pensarem um pouquinho paç~sl´~psl]a´pçs]a´pslo~pól 
amooooooores, daí eu não sei se postarei mais alguma coisa ainda hoje, mas acho que não vou não. Semana que vem tem Trucker, ok? Até o próximo sábado.
Love you, guys.
Sarinha <3