Mostrando postagens com marcador odeio amar você. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador odeio amar você. Mostrar todas as postagens

23 de set. de 2012

Epílogo


8 anos depois

Era uma segunda-feira incomum.
Na casa de Hayley e Josh Farro, todos estavam presentes.
Hayley havia feito uma festa um dia antes, e agora, havia tirado a segunda-feira de folga para cuidar do marido... e dos filhos.
Jeremy e Katt, Taylor e Dakotah apareceram para passar o dia com os amigos. Afinal, fazia um tempo que eles não se juntavam na casa de alguém, pegavam um violão e re-faziam a Paramore.
Eles tocavam as músicas antigas, e algumas novas (como Hallelujah e The Only Exception). A banda para eles agora era apenas um hobbie.
As crianças?
Elas amavam a música dos pais. Luke, por exemplo, já começara suas aulas de violão. Tinha como meta aprender a tocar Pressure.
Joseph Williams Farro, tinha apenas dois anos de idade, mas só dormia ao escutar We Are Broken. Outro fã dos pais.
Ah, claro! Os filhos de Josh e Hayley. Joe era o mais novo dos três.
Sim, três.
Nos dedos de Josh e Hayley, hoje, se encontravam alianças de ouro. As de papel, que eles usaram em seu casamento quando criança (no caso de Hayley, apenas ela guardou) e no casamento surpresa, estava emoldurada numa mesa de canto, na sala, ao lado de uma foto da família inteira.
— JOSH! — Escutou-se o grito de Hayley, vindo da cozinha.
— O que foi? — Ele disse, entrando.
— Olha só o que o seu filho está fazendo. — Ela disse, irritada.
Joe estava sentado no chão da cozinha, com o rosto, a roupa e as mãos completamente meladas de pasta de amendoim.
— Oh Deus.
— Vá limpar o seu filho, ok.
— Meu filho? — Josh indignou-se. — Agora é meu filho? Incrível, por que quando ele é elogiado pelas professoras da escolinha, é seu filho também.
Hayley revirou os olhos.
— Escuta, faz o que eu te mandei! Pega o Joe e leva ele pra banheira, ok?
— Por que você não faz isso?
— Por que eu estou mandando você ir!
— Mas você é a mãe. Esse é o seu dever.
— Eu já carreguei esse bebê nove meses na barriga. O mínimo que você pode fazer é dar um banho nele quando ele arranja encrenca!
— Mas eu já dei um banho nele hoje!
— Não sei se você notou, mas não foi o suficiente. — Ela apontou pra criança que enfiava toda a mão dentro da boca.
— Vamos fazer o seguinte: Você dá um banho nele agora e da próxima vez eu dou.
Hayley suspirou.
— Certo. — Revirou os olhos. — Mas se você não der da próxima vez, eu...
— Pode deixar, eu dou. — Ele sorriu.
Ela fez que não com a cabeça, deu as costas e foi em direção a criança.
— Ei. — Josh a chamou e ela se virou para ele.
— O que foi?
— Eu amo você. — Ele sorriu e a olhou ternamente nos olhos.
Hayley, sem êxito, tentou reprimir um sorriso. Acabou sorrindo de verdade e indo em direção ao marido.
Beijou-o.
— Ei, vamos parar com a sacanagem aqui! — Katt disse, chegando à cozinha. — Tem criança na casa.
Hayley e Josh separaram os lábios e terminaram o beijo com alguns selinhos, enquanto riam.
— Como acha que eles foram feitos? — Josh.
— Urgh. — Katt rosnou e Josh gargalhou.
Hayley, finalmente, foi em direção a pequena criança.
— Joe! O que eu te falei sobre comer pasta de amendoim sem eu autorizar, hein?! — Ela bronqueou o garoto, que a olhou com culpa.
— Desculpa mamãe. — Ele respondeu com lágrimas nos olhos.
— Tudo bem, mas eu só estou dizendo que você não pode comer! Se você fizer isso de novo vai ficar de castigo e...
— Mamãe... Eu amo muito você, mamãe... — Ele começou a mexer na perna de Hayley, chamando sua atenção, e não deixando-a falar.
— Eu sei, eu também amo você. Só estou dizendo que...
— Mamãe... mamãe... eu amo muito você... mamãe...
— Joe, eu sei. Mas você não pode comer nada sem que eu não deixe!
— Mamãe... mamãe... eu amo muito você... mamãe... — Ele começou a chorar.
— Own, seu lindo da mamãe. — Ela o pegou no colo. — Eu também amo muito você, ouviu? Vamos tomar um banho.
Hayley se deu por vencida, afinal.
Katt assistia toda a cena sem acreditar.
— O seu filho é muito malandro. — Ela comentou com Josh.
— Eu sei. — Ele riu.
Joseph era realmente o mais sapeca. Vivia se metendo em confusão e sempre saía dela dessa forma.
Ele tinha os olhos perfeitamente verdes, como os da mãe, e os cabelos levemente loiros. Os lábios eram carnudos e avermelhados.
Parecia um anjinho. Só parecia.
— Falando em seu filho, onde está o Nate? — Katt perguntou.
— Não sei. Vou procurá-lo.
Josh começou a gritar o nome de seu filho do meio enquanto o procurava.
O achou em seu quarto.
Nate estava se olhando no espelho. Em seu pequeno corpo, havia uma enorme farda de soldado. Ele levava a mão a cabeça e tirava, cumprimentando a si mesmo militarmente.
— Nate... — Josh suspirou. — O que eu te falei sobre pegar as minhas fardas?
— Desculpa papai, não pude evitar. — Ele torceu os lábios e Josh o pegou no colo, sentando-o no criado-mudo, e fazendo o pequeno garoto de cinco anos de idade ficar quase do tamanho dele. — Eu queria ser como você... queria poder vestir a minha própria farda e virar General...
— Nathaniel. Você tem o nome do soldado mais valente e corajoso que eu já conheci em toda a minha vida. Ele com certeza olha por você e, acredita, filho, com certeza você será um General melhor do que eu. Para orgulhar não só a mim, mas como ao Nate, e a você mesmo. Você só precisa esperar, Nate. Você será incrível, ao tempo certo.
Nate sorriu.
— Obrigado, papai. Você é o melhor pai do mundo. — Ele abraçou Josh, que colocou a mão na cabeça do filho.
Nathaniel Williams Farro era a cópia do pai. Parecia tanto que impressionava.
Tinha os mesmos olhos castanhos chocolate, grandes e puros. Tinha o mesmo sorriso cativante. O mesmo cabelo liso. Os mesmos traços faciais...
E não era só nisso que Nate se parecia com o pai.
Ele era forte, se importava com os outros, e o sonho de sua vida era ser um General.
A relação de pai e filho que havia entre os dois era linda de se ver.
Josh bagunçou o cabelo do filho, que sorriu. O ajudou a tirar a farda enorme e colocar sua camiseta normal.
— Vamos para a cozinha. A tia Katt deve estar preparando algo bom para nós comermos.
— Oba! — Ele gritou e pulou no colo do pai, que o levou para a cozinha.
Quando eles chegaram por lá, tinham razão. Katt e Dakotah estavam preparando brigadeiro.
— Hm... chocolate! — Josh disse olhando as panelas.
— São para as crianças. — Katt bufou.
— Se é que o Joe agüenta mais doce, porque né. — Dakotah riu.
Ela não tivera filhos com Taylor, mas estava crente de que um dia, Deus lhe daria essa benção.
— E onde estão as crianças? — Josh perguntou. — Só estou vendo meu garotão aqui.
— É! — Nate se manifestou.
— Joe está saindo do banho e Luke está brincando com a Soph. Não se preocupe, mais cedo ou mais tarde eles aparecem para comer.
— Quero chocolate, tia Katt! — Nate pediu e Kathryn sorriu.
— Espera um pouco, tá quase pronto.
Sophie Williams Farro era a filha mais velha de Josh e Hayley. Nasceu um ano depois do casamento surpresa dos dois.
Tinha os olhos castanhos do pai, e os cabelos loiros da mãe (na época em que não conhecia a tinta capilar). Seus dentes eram levemente separados, o que a fazia lembrar mais de Hayley. Suas bochechas eram rosadas e seu sorriso, cativante.
Ela era muito esperta, mesmo tendo apenas sete anos. Começara a fazer aulas de piano há pouco tempo e já havia aprendido muita coisa. Sua voz... era linda... Mesmo com pouca idade, alcançava notas que a mãe dela só foi alcançar tempos depois.
— Tá contigo, Soph! — Gritou o garoto de oito anos e meio. Ele tinha os cabelos castanhos claro e os olhos azuis como o oceano. Seu sorriso poderia levar qualquer um aos céus.
Sophie correu atrás dele o máximo que pôde, até alcançá-lo.
— Tá com você agora, Luke! — E saiu correndo.
Luke correu atrás da melhor amiga e a alcançou novamente.
— Certo, certo. — Ele parou de correr. — Acho que me cansei dessa brincadeira.
— É, eu também. — Sophie concordou e encarou o amigo.
— Vamos entrar.
Eles deram as mãos e entraram na casa da mãe de Sophie.
Deixaram-se cair no tapete da sala.
Luke se sentou e olhou para Sophie. A abraçou sinceramente.
— Eu amo você, Soph. — Ele disse.
— Eu também amo você, Luke! — Ela disse retribuindo o abraço.
Luke pensou um pouco e logo após, indagou:
— O que duas pessoas que se amam devem fazer?










Fim

Capítulo Final [Part 2]

I love to hate you



Hayley empalideceu.
Isso não estava no projeto. Quem havia deixado Josh subir?
Olhou para Tamiris, que estava a frente do palco, sorrindo.
Um arrepio passou pelo seu corpo. E ela não soube mais o que esperar.
— Antes da história que eu vou contar... — Josh continuou. — ...eu quero propor uma salva de palmas à organizadora dessa festa maravilhosa. Aquela mulher de cabelo vermelho, linda, ali no canto. Aplausos para a Hayley, por favor. — Ele puxou palmas e todo o salão também aplaudiu. Hayley sorriu, para ser simpática, mas na verdade, ainda estava muito nervosa. — Obrigado, pessoal. — Ele suspirou por um momento. — Enfim, vamos ao início da história. Era uma vez... — Josh começou, arrancando diversas risadas de todos no salão. — Ok, sério. Enfim... Eu era só uma criança. Tinha meus irmãos, meus pais, e eu era feliz, mas a coisa que eu mais gostava naquela época era a minha melhor amiga. Ela ia todo dia, eu juro, todo dia mesmo pra minha casa. Nós brincávamos de todas as brincadeiras possíveis e já inventadas. Nós corríamos, jogávamos videogame, nos machucávamos, como qualquer outra criança. — Ele continuava rindo. — Nós éramos felizes. Felizes de verdade. Conversávamos sobre tudo... Dividíamos nossas experiências juntos... E nos amávamos. — Ele parou por um segundo. — Então, quando eu tinha sete anos e ela seis, nós... nos casamos. — Todo o salão riu, afinal, não era comum duas criancinhas se casarem, certo? E de fato, ninguém esperava isso daquele General tão sério. Josh continuou: — Nos casamos debaixo de uma mangueira que havia no quintal da casa da minha mãe. Me lembro de que sugerimos que trocássemos um beijo e aquilo foi provavelmente a coisa mais nojenta pela qual passei na infância. — Os convidados riram novamente. — Mesmo assim, nós estávamos contentes, afinal, tínhamos oficializado o casório. Desde então ela passou a ser a minha melhor amiga e esposa. Nós éramos muito unidos... mais do que tudo... E dizíamos que ficaríamos juntos para sempre... Mas o “para sempre” não durou muito. — Ele suspirou. — Depois de uma noite que ela dormiu na minha casa, minha mãe me deu a notícia de que ela se mudaria. Então ela se foi... e eu não tive mais notícias dela. Eu fui o garoto mais infeliz do mundo inteiro sem a minha melhor amiga para brincar, para dividir segredos e comer... pasta de amendoim escondidos da minha mãe. — Ele sorriu sem mostrar os dentes. — Eu fiquei triste. Mais do que isso, eu fiquei arrasado... E foi assim durante anos. Eu guardei uma grande mágoa dentro de mim. Mágoa dela, da mãe dela, do pai dela... Guardei mágoa de tudo. Ela não estava comigo e eu não queria mais saber de nada... Foi assim durante vários anos... Eu convivia com aquilo dentro de mim, e não houve um só dia que e figura dela não me veio à mente. Mas eu passei a viver a minha vida e me ocupar com outras coisas, para esquecer. Quando eu fiz doze anos, tempos depois, eu tentei entrar pro colégio militar, mas não fui aceito. Então eu prometi a mim mesmo que me alistaria para o exército e passaria, custasse o que custasse. E assim foi feito. O tempo passou e quando eu tinha dezessete, eu me alistei. No caminho de volta para casa, a minha namorada na época me achou andando e veio comigo até a volta para casa. Até que esbarramos numa garota, no meio da rua. Essa garota era baixinha e tinha um cabelo estranho. Nós discutimos e eu passei a detestá-la. Por pouquíssimo ela não bateu na minha namorada... Então eu voltei para casa. Lá, a minha mãe me disse que a mãe da minha melhor amiga havia voltado à cidade naquele mesmo dia, e que ela iria nos visitar assim que a mudança fosse feita completamente. Eu fiquei eufórico. Mesmo magoado, tudo em mim queria ver a minha amiga de novo. Então, depois de alguns conflitos com a mesma menina da rua na escola, por que sim, ela estudava na mesma escola do que eu, chegou o dia. O tão esperado dia em que minha melhor amiga viria me visitar. Quando o meu irmão me gritou, dizendo que ela estava lá, o meu coração bateu tão forte que pareceu que ia sair pela boca. Eu fui correndo até a sala de estar e os meus olhos não acreditaram no que viram.
— Era a mesma garota da rua?! — Algum convidado dos fundos gritou e Josh riu.
— Era. — Todos riram, junto com ele. — E nossa, foi uma decepção! A garota que eu tanto amava era a mesma que eu detestava com todas as minhas forças. Enfim, não é preciso dizer que nós não nos suportávamos, não é mesmo? Ela detestava tudo o que eu amava e vice-versa. Ela vivia arranjando briga com a minha namorada e comigo, e isso durou um tempo. Só até a minha namorada terminar comigo e o meu irmão decidir arranjar outra namorada pra mim pela internet. Eu não queria ir ao encontro as escuras, de verdade, mas eles insistiram muito e a minha ex namorada ainda tinha ficado com o meu melhor amigo na minha frente. Então eu fui. Quando eu cheguei lá, surpresa! O meu encontro secreto pela internet era a mesma garota. — Os convidados, novamente, riram. — Ela ficou mais irada do que eu, até mesmo por que ela não sabia que estava tendo um encontro. Então, nós saímos e pegamos o elevador. Só nós dois. Juntos. Discutimos muito e no final, por pirraça, nenhum dos dois saiu do elevador. E ele acabou quebrando. — Josh fez uma pausa, enquanto algumas pessoas riam. — Nunca ouve tanta gritaria e insultos no mundo como naquele dia. Estávamos com medo de morrer, e o elevador deu um tranco, que nos jogou para baixo. Ela caiu por cima de mim e, acabou sendo inevitável, nos beijamos. Mesmo assim, discutimos outra vez. E eu não admitia a mim mesmo que gostava dela. Eu a odiava com todas as minhas forças, e era capaz de dar um soco em quem discordasse. O problema é que ela passou a ter que fazer parte de tudo o que eu fazia. Seja lá num trabalho de escola, por exemplo. Era sempre pedido que nós ficássemos juntos, e era obrigatório! Aturá-la ficava cada dia mais difícil. Até o dia em que a escola teve a brilhante idéia de nos mandar para um passeio por uma floresta da nossa cidade... E foi mais uma catástrofe. Eu não fiz par com ela. Na verdade, fiz par com o Taylor. Aquele rapaz ali. — Josh apontou para Taylor. — Mas na época ele estava conhecendo a atual esposa dele, e acabou que eu tive que fazer o trabalho de escola sozinho. Então, andando, eu a encontrei. Ela estava furiosa e nós discutimos muito, enquanto andávamos. Até... nos perdermos.
— OMG! — Alguém gritou e todos riram.
— Pois é. Pra quem acha que já estava péssimo, começou a chover. E ela, numa tentativa de me dar mais um tapa no rosto, caiu e torceu o pé... Então eu a ajudei. Deixei o seu pé imobilizado, a peguei no colo e a levei para uma raiz de uma árvore. — Ele suspirou. — E foi a primeira vez que eu a vi de um jeito... doce, frágil, angelical, desde a infância. Começou a re-surgir aquele mesmo sentimento que eu tinha por ela. E nós nos beijamos outra vez. Só que dessa vez, foi com o consentimento de ambos... Nós queríamos aquilo. E no final, fomos resgatados por bombeiros. Eu inclusive, senti ciúme de um deles. — Josh riu. — Foi quando eu percebi estar apaixonado por ela. Novamente. — Ele suspirou. — E o meu belo irmão, disse pra ela que eu tinha contado a ele do beijo. Ela ficou uma fera e não quis nem falar comigo. Eu fiquei mal, obviamente, e fui fazer a única coisa que eu podia fazer quando estava daquele jeito: Escrever. Eu comecei uma música chamada We Are Broken, no dia seguinte do deslize do meu irmão, e minha mãe me obrigou a ir até a casa dela, para ver como ela estava. Isso porque ela havia quebrado o tornozelo, então... Mesmo que eu estivesse com vergonha de vê-la, minha mãe me forçou. Felizmente ela não estava lá. Eu passei a olhar a casa dela, esquecendo de tudo, até chegar ao seu quarto. Entrei devagar e vi um piano. Toquei a minha música e quando acabei, ela estava lá. Nós fizemos as pazes naquele dia... E terminamos de compor a We Are Broken. Desde aí, paramos de brigar. Mas isso não quer dizer que assumimos que nós gostávamos. Isso aconteceu quando caiu no conhecimento de todo o mundo o que nós tínhamos feito, e passamos a negar mais. Porém os ciúmes diziam sempre o contrário. Havia aparecido um cara novo na escola que tinha bem mais a ver com ela, e já gostava dela, dava pra ver de cara. Eu fiquei com raiva, e a minha ex namorada estava dando em cima de mim também, o que fez ela ficar com raiva. Nesse mesmo dia, eu fui até a casa do pai dela, levar a minha irmã para brincar com a irmã dela e ela estava lá. Nós discutimos novamente, e, eu assumi que a amava. Começamos então a... ficar, digamos assim. E... cara, quem diria. A mesma garota que eu tinha detestado tanto estava agora tomando conta do meu coração. E mesmo com todos os defeitos dela eu ainda a amava mais do que tudo... Mas eu não admiti isso fácil. Isso só aconteceu no aniversário do Zac, quando pedi a ela para namorar sério comigo. Então passamos a namorar, e... fomos felizes novamente. Fazíamos passeios, fazíamos músicas juntos... Fizemos uma banda, chamada Paramore, com os nossos amigos. Nas férias nós fomos para Los Angeles e tivemos a semana mais perfeita da nossa vida. Nós éramos felizes e completos e eu não sabia o que fazer da minha vida se ela se fosse. Ela passou a ser tudo pra mim. Mesmo com todas as discussões diárias, eu ainda a amava. Muito mesmo... O problema é que eu tinha me alistado, e quando completasse dezoito anos, seria chamado para a guerra Israelense. Eu não queria deixá-la e não tinha coragem de dizer a ela que eu iria embora. O meu plano então foi deixar uma carta me explicando, porque eu não agüentaria vê-la sofrer... Não agüentaria... Mas ela descobriu antes e nós brigamos. Ela saiu chorando da minha casa e eu me senti absolutamente péssimo. Fiquei sabendo por um de nossos amigos em comum que ela estava desaparecida e passei a procurá-la, sem ninguém saber. Não a achei. A noite soube que ela havia voltado, achada pelo mesmo garoto do qual eu senti ciúmes e citei anteriormente. Eu... não tinha como interferir. Esse garoto ainda me deu um socos no outro dia e disse que eu não a merecia... Ele tinha razão. Eu me sentia péssimo. E ainda assim, fui à guerra. Deixei naquela cidade a minha vida e o meu coração. E prometi a mim mesmo que a faria feliz ainda, algum dia.
Hayley estava estática a seu canto.
Não acreditava no que havia ouvido. Simplesmente não acreditava.
Seus músculos estavam rígidos e ela não conseguia se mexer.
— E você encontrou ela de novo? — Outra pessoa, no fundo, gritou.
— Encontrei. Depois de muito tempo, depois da guerra e da minha longa estadia no exército de Louisville, eu voltei a Nashville e a achei. Não de propósito. Na verdade, ela era a pessoa que promoveria a minha nomeação a General. E confesso que fiquei feliz com isso.
Metade das pessoas que escutavam a história de Josh, fizeram um “Oh” em uníssono e começaram a cochichar coisas como “É a garota do cabelo vermelho”.
— E bem... Essa foi a minha história. A história da minha vida. O que vocês acharam dela? — Josh perguntou, sorrindo, e a maioria gritou, dizendo que era boa, ótima, etc.
Uma pessoa no fundo apenas, se manifestou:
— Falta um final feliz! — Gritou.
Josh apontou para a pessoa e sorriu.
— Exatamente. Falta um final feliz. Afinal, eu a amo, e ela me ama. Isso exige um final feliz, certo? — As pessoas disseram “certo” em uníssono. — Bem, eu ainda vou falar dessa parte. Antes, eu quero saber uma coisa de uma pessoa aqui presente. — Josh sorriu encantadoramente e olhou para Hayley, que ainda não conseguia se mexer. As pessoas abriram caminho e ela ficou totalmente visível por todos os outros convidados. — Você sabe que história é essa, Hayley? — Ele ainda sorria.
Apavorada, ela não soube como conseguiu assentir com a cabeça.
— Se lembra dela?
— Sim. — Disse baixo.
— Pois é... Mas eu acho que me esqueci de alguma coisa... Sabe, fazem muitos anos que nós nos casamos debaixo daquela mangueira... Você poderia me ajudar a lembrar? — Josh continha um sorriso sapeca no rosto. Ela bufou, sorrindo nervosa. — Vem aqui e me ajuda, vem. — Ele pediu, ainda sorrindo.
Hayley fez que não com a cabeça.
— Ahn, Hayles, vem cá. — Ele pedia. — Por favor.
— Não adianta, não vou. Para com isso.
— Eu quero saber da história por completo, Hayley Nichole Williams! — Escutou-se a voz aguda de Sarah ecoar pelo salão. — Sobe lá, vamos.
— Cala a boca, Sarah! — Ela olhou para a amiga com indignação.
Sarah, então, começou a gritar “sobe, sobe, sobe”, atraindo toda e qualquer pessoa daquele salão para gritar com ela. Josh ainda sorria ao ver aquele salão gritar para Hayley subir.
Ela, vencida, passou uma mão pelo rosto e foi em direção ao palco.
— Que bom que você veio por livre e espontânea vontade. — Josh.
— Posso viver sem o seu sarcasmo. — Ela disse e fez que não com a cabeça. Josh se aproximou do microfone.
— Então, Hayley. Você era a garota da história? — Ele perguntou, sem tirar o microfone do suporte. Deu espaço para ela e ela se aproximou.
— Sim. — Respondeu apenas e saiu de perto. Alguns convidados (lê-se Sarah, Dakotah, Katt e Brendon) gritaram.
— E você se lembra do dia em que nos casamos? — Ele saiu de perto do microfone e ela se aproximou.
— Sim.
— Então... Hayley, me diz. O que aconteceu quando eu disse pela primeira vez na minha vida que amava uma garota que não era da minha família?
Hayley suspirou e se aproximou do microfone.
— Eu disse que te amava também.
— E o que eu disse depois? — Ele sorria e a olhava. Hayley estava muito envergonhada.
— Você perguntou o que pessoas que se amam tem que fazer. — Ela respondeu, olhando para baixo. Deu um sorriso, ao se lembrar da cena de Josh criança, inocente, se casando com ela.
— E o que você disse?
— Eu disse... — Ela suspirou. — Eu disse que pessoas que se amam, se casam. Assim como os nossos pais.
— Então você quis dizer que pessoas que se amam, devem se casar.
— Sim, quis.
— Sabe, Hayley... Eu sempre acreditei nessa sua explicação, que você me deu quando eu ainda era um menininho. E por causa dela, hoje, que eu faço isso.
Josh se ajoelhou diante dela e pegou sua mão. Algumas pessoas gritaram.
Hayley levou a outra mão à boca. Não sabia mais o que fazer.
— Quando nós éramos crianças e casados, fomos felizes. Não sofremos nem ficamos tristes. Não tivemos desilusões e você não tinha medo de amar. É por isso que eu quero pular tudo isso. Todo o sofrimento, toda a dor, eu quero pular e ir direto para o “felizes para sempre”. Quero cumprir, Hayley, a promessa que fiz quando tinha apenas sete anos de idade. Quero ser feliz com você. Hayley, minha Hayley, minha menina brigona, minha linda de cabelo vermelho, meu amor desde sempre... Você aceita casar comigo?
Duas lágrimas surgiram no rosto de Hayley.
— Sim... — Ela respondeu apenas e puxou Josh pela farda, trazendo-o para um beijo.
Todos no salão bateram palmas e começaram a gritar.
As lágrimas caíam dos olhos de Hayley, enquanto ela beijava docemente o seu... noivo.
O salão estava em festa a gritos e assovios. Todos, absolutamente todos gritavam e batiam palmas. Até mesmo o pequeno Luke, que estava lindo com seu terninho preto.
Josh terminou o beijo deles dois com alguns selinhos e logo após, a abraçou. A abraçou como nunca a havia abraçado antes. Agora ela não era apenas Hayley, a sua namorada... Era a sua noiva. Oficialmente sua.
Ele pegou o microfone, e sem se separar dela, levou a boca.
— Então, linda, vamos nos casar.
— Sim, vamos, eu já disse sim. — Eles se separaram.
— Você não entendeu. — Ele gargalhou. — Vamos nos casar agora.
Hayley abriu a boca, completamente surpresa.
— Josh... Como... Como assim, nos casar agora? — Ela perguntou, ainda sem acreditar.
— Tamiris?
A mulher apareceu com o fone no ouvido e sorrindo. Se aproximou do microfone.
— Acendam as luzes. Todos os convidados, se dirijam para a outra ala do salão, por favor. — Ela saiu do microfone e ligou o bluetoof. — ALFAIATES, ONDE ESTÃO VOCÊS? — Gritou.
Então, dentre os convidados, apareceram três homens e três mulheres, com acessórios nas mãos. Um deles estava com um véu, outro estava com uma grinalda. Outros tinham pedaços de pano idênticos ao vestido de Hayley.
Ela olhou para tudo aquilo sem acreditar. Josh sorria enquanto o salão era esvaziado.
— Como assim?
— Pode levantar os braços pra mim, amor? Obrigada. — Uma das alfaiates disse, enquanto complementava o vestido. Ela levantou os braços e olhou para Josh com surpresa.
— Você...
— Sim, planejei tudo isso. Eu disse a verdade quando disse que queria pular todo o sofrimento e ir direto para o “felizes para sempre”. Por isso dei sumiço no seu outro vestido e arranjei esse em cima da hora. Por isso falei com Nicky para contratar Tamiris de Louisville para cuidar do casamento, sem você saber. Por isso eu comprei vestidos idênticos para as damas de honra, essas, Isabelle e Erica. Por que eu quero me casar com você, e quero fazer isso agora. Mas agora, deixa eu ir, porque dizem que dá azar ver a noiva arrumada antes do casamento. — Ele gargalhou e deu um selinho em Hayley, que ainda mantinha os braços levantados. Saiu do lugar com o maior do sorrisos no rosto.
Erica chegou com Isabelle logo depois, trazendo um belo ramo de rosas lilás.
— Ei, maninha. — Erica disse, chegando até ela. — Gostando do casamento surpresa?
— Tirando eu, meu irmão é a pessoa mais esperta do mundo, Jesus!
— Enfim. Esse é o seu buquê. Não se esqueça de jogá-lo quando estiver casada.
— Tem um buquê também? — Hayley ainda não acreditava no que estava acontecendo.
— Lógico que sim, né cunhada. — Isabelle disse.
— Mas... e aquela história... de vestidos iguais? Raiva e vingança?
— Erica, amiga, estou pensando seriamente em fazer a faculdade de artes cênicas, e você?
— Concordo, amiga. Levamos jeito pra coisa.
— Se levamos. Bate aqui. — Isabelle levantou a mão e Erica bateu nela.
Hayley sorriu. Era... loucura.
— Ok, Hayley, sente-se para eu colocar a saia do vestido.
— Ahn... ok... — Sem saber, ela se sentou.
— Bem, é melhor irmos. Bom casamento, maninha. — Erica disse e se virou, saindo daquela parte do salão com a melhor amiga.
Casamento...
Estava acontecendo, mas Hayley ainda não acreditava que faltavam poucos minutos para ela se casar! E ela nem sabia disso!
Menos de dez minutos se passaram e o vestido dela já estava quase todo pronto. Também pudera, com tantas pessoas trabalhando ao mesmo tempo nele.
Hayley viu Tamiris chegando. A garota sorria.
— E aí, tudo bom?
— Então você não é estagiária coisa nenhuma? Bem que eu desconfiei.
— É, não sou. Na verdade, eu sou a promoter mais procurada de Louisville. Quando Nicky me ligou e disse que tinha um casamento para eu fazer, eu não quis a princípio. Até ele me dizer que era uma surpresa para a noiva. Eu adorei a idéia toda e fiquei eufórica para representar um papel pra você. Estou realizando um sonho, de verdade. Produzir um casamento surpresa é... divino. — Tamiris parecia dizer tudo mais... maturamente. Hayley percebeu o quanto ela estava fingindo o dia inteiro.
— Nossa... Eu não consigo acreditar...
— Pois acredite, bonitinha. Coloque o seu véu, calce o seu salto e pegue no braço do seu pai. Você está indo para o altar. — Tamiris disse, enquanto um alfaiate levantou Hayley.
Em minutos o vestido dela havia passado de simples vestido de festa para um lindo vestido de noiva.
O alfaiate colocou o véu em Hayley, que sorriu.
Acompanhada por Tamiris, ela encontrou seu pai na porta do salão.
— Não acredito que a minha menina vai se casar na igreja. — Ele parecia ter lágrimas nos olhos. Hayley sorriu. — Eu quero que você seja feliz, Hayley. Muito feliz. Eu te amo.
— Também te amo, pai. — Ela abraçou Joey com força. Ele passou uma mão pelo seu véu e estendeu o braço. Hayley o segurou e Tamiris disse que ela entraria logo depois das damas de honra. Entregou-lhe seu buquê.
Ela suspirou ao ver Belle e Erica andando pelo tapete que dava caminho ao (que agora era um) altar.
Quando ela pisou no tapete com o pai dela, Rachel e Trevor, com o violão, deram início a música.
Todos ficaram de pé.

And I can’t do this alone...
(E eu não posso fazer isso sozinho...)
Stay with me... This is what I need, please.
(Fique comigo... É isso que eu preciso, por favor.)
Sing us a song, and we’ll, sing it back to you.
(Cante-nos uma música, e nós, cantaremos de volta para você.)
We could sing our own, but what would it, be without you?
(Nós poderíamos cantar sozinhos, mas o que isso seria sem você?)

Mesmo começando do meio, o som de My Heart era inconfundível.
Hayley sentiu as lágrimas molharem o seu rosto.
Aquilo era... um sonho.
Josh a esperava. Havia tirado seu chapéu e trocado de farda. Essa, agora, era branca. Na verdade, um terno militar.
Ele sorria como nunca sorriu em sua vida ao ver a mulher de seus sonhos, ali, vindo em sua direção.
Hayley caminhava lentamente. Sentia em si uma emoção que jamais sentira em sua vida.
Ela havia decidido parar de fugir.
Josh era o amor dela. E é isso que é pra acontecer. Fugir não adiantaria nada.
Decidiu perder o medo e encarar o futuro de frente. Decidiu ser feliz ao lado do homem que amava. Decidiu ter Josh, ser de Josh. Decidiu... deixar de sofrer da melhor forma.
E ela sabia que tinha feito a escolha certa.

This heart, it beats, beats for only you...
(Esse coração, está batendo, batendo apenas por você...)
This heart, it beats, beats for only you... My heart is yours.
(Esse coração, está batendo, batendo apenas por você... Meu coração é seu)
This heart, it beats, beats for only you... My heart... My heart is yours...
(Esse coração, está batendo, bantendo apenas por você... Meu coração... Meu coração é seu...)

Hayley e Joey chegaram ao altar. Josh apertou a mão de Joey. Ele deu um beijo no rosto da filha e Hayley entrelaçou seu braço ao de Josh.

My heart is...
(Meu coração é...)

A música acabou e Hayley e Josh se viraram para o padre.
— Estamos aqui reunidos para realizar a união de Joshua Neil Farro e Hayley Nichole Williams em matrimônio. — O padre abriu um livro enorme e começou sua narrativa. — Noivos caríssimos, estão aqui hoje, para que o vosso propósito de contrair matrimônio seja firmado com o sagrado selo de Deus, perante o ministro da Igreja e na presença da comunidade cristã. Cristo vai abençoar o vosso amor conjugal. Ele, que já vos consagrou pelo santo Batismo, vai agora dotar-vos e fortalecer-vos com a graça especial de um novo Sacramento para poderdes assumir o dever de mútua e perpétua fidelidade e as demais obrigações do matrimônio. Diante da Igreja, vou, pois, interrogar-vos sobre as vossas disposições. — Ele retirou os olhos do livro e passou a olhar os noivos. — Joshua Neil Farro e Hayley Nichole Williams, viestes aqui para celebrar o vosso matrimônio. É de vossa livre vontade e de todo o coração que pretendeis fazê-lo?
Hayley, ainda com os olhos cheios de lágrimas, olhou para Josh que sorriu para ela.

Juntos, responderam.
— Sim.
— Uma vez que é vosso propósito contrair o santo matrimônio, uni as mãos direitas e manifestai o vosso consentimento na presença de Deus e da sua Igreja.
Eles se viraram, olharam em seus olhos e deram as mãos.
— Repita comigo. Eu, Joshua Neil Farro...
— Eu, Joshua Neil Farro...
— Recebo-te por minha esposa a ti, Hayley Nichole Williams...
— ...Recebo-te por minha esposa a ti, Hayley Nichole Williams...
— E prometo ser-te fiel...

— ...E prometo ser-te fiel...
— Amar-te e respeitar-te...
— ...Amar-te e respeitar-te...
— Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.
— ...Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias de nossa vida. — Josh disse, segurando-se para não deixar as lágrimas caírem de seus olhos. Nunca na vida estivera tão feliz. Hayley chorava tanto que segurava-se para não soluçar, porém, com o sorriso em seu rosto.
— Repita comigo: Eu, Hayley Nichole Williams...
Ela suspirou e se recompôs.
— Eu, Hayley Nichole Williams...
— Recebo-te por meu esposo a ti, Joshua Neil Farro...
— ...Recebo-te por meu esposo a ti, Joshua Neil Farro...
— E prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te...
— ...E prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te...
— Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.
Ela suspirou e abriu mais o seu sorriso.
— ...Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.
— Tragam as alianças, que serão instrumentos de Deus, indicando a consumação do matrimônio.
Novamente, todos olharam para a porta.
O garotinho, com um terno lindo e perfeito, que continha uma rosa lilás no peito esquerdo, trazia numa almofada de camurça vermelha, uma caixinha preta.
Luke sorria enquanto caminhava lentamente. Hayley sorriu e soluçou.
Quando o menino se aproximou ela se abaixou e abraçou-o.
Luke, sorrindo, deixou um beijo em sua bochecha, ainda coberta pelo véu e, logo após, foi para o colo da mãe, que assistia tudo.
Josh pegou a almofada e abriu a caixinha de camurça.
Haviam duas alianças.
De papel.
Hayley não acreditava no que via.
— Joshua Neil Farro, coloque a aliança no quarto dedo da mão esquerda de Hayley Nichole Williams, simbolizando o amor e a fidelidade que comprometestes ter à ela, durante todos os dias de vossas vidas.
Josh pegou a mão de Hayley, que tremia, e colocou lentamente a aliança em seu dedo. Levou a mão dela até os lábios e a beijou.
— Hayley Nichole Williams, coloque a aliança no quarto dedo da mão esquerda de Joshua Neil Farro, simbolizando o amor e a fidelidade que comprometestes ter à ele, durante todos os dias de vossas vidas.
Hayley pegou a mão de Josh e colocou-lhe a aliança, sorrindo, e entrelaçando sua mão à dele.
— Confirme o Senhor, benignamente, o consentimento que manifestastes perante a sua Igreja, e Se digne enriquecer-vos com a sua bênção. Não separe o homem o que Deus uniu. — Ele fechou o livro a sua frente. — Pelo poder a mim investido, eu vos declaro, marido e mulher. Pode beijar a noiva.
Josh sorriu e retirou o véu do rosto de Hayley, aproximando-se dela devagar e dando-lhe um beijo calmo e demorado, enquanto segurava suas mãos.
Ainda com as mãos coladas, eles separaram seus lábios e saíram daquela ala do salão, conforme My Heart ecoava pelo lugar.
Tamiris os fez seguir até a outra ala do salão.
De braços dados com Josh, eles pararam em certo lugar do outro lado do salão.
— Eu ainda não consigo acreditar... — Ela sussurrou para o seu... marido, oficialmente.
Josh sorriu.
— Eu disse que você seria minha para sempre. Eu disse que eu te amaria para sempre. Acredite, minha Hayley... agora nada nos separará. — Ele disse sorrindo.
Ela pegou o seu rosto e lhe deu outro beijo demorado e cheio de emoção. Dentro de si, todas os sentimentos possíveis se misturavam. A verdade é que Hayley jamais imaginaria estar casada no final do dia.
Viu sua mãe se aproximar com Scott. Seu rosto estava vermelho e cheio de lágrimas.
— Oh, mãe. — Ela abraçou a mulher.
Christie olhou bem no rosto da filha e do genro.
— Vocês foram feitos um para o outro. Desde pequenos... Não acredito que é a segunda vez que presencio um casamento de vocês. — Ela sorriu, ainda chorando. — Faça dela feliz, Josh.
— Pode deixar. — Ele sorriu e abraçou a sogra.
— Ei, Hayles. — Sarah chegou, acompanhada de Brendon. — Parabéns, linda. — Ela abraçou a amiga.
— Você sabia, não é?
— Todo mundo sabia, amor. — Josh respondeu. — Exceto você.
— Parabéns, ruivinha chata. — Brendon se aproximou dela e abraçou. — Cuida dela, Sr. Gostoso. — Ele abraçou o amigo, que riu.
Só Brendon para lembrar de apelidos antigos como aquele.
— Pode deixar, Sr. Lindo. Obrigado.
— Ei, ruivinha. — Spenc a abraçou. — Parabéns, hein.
— Obrigada, Spenc.
— E você, rapaz, juízo. — Ele revirou os olhos e apertou a mão de Josh, que sorriu.
A Sra. Farro olhou para o filho e a nora. Ela também chorava.
Abraçou os dois de uma vez.
— Eu sempre soube que era pra vocês dois ficarem juntos. Mesmo com todos os empecidos, esse é o destino de vocês. Sejam felizes, meus amores.
— Obrigada... — Hayley deixou mais lágrimas caírem.
A mãe de Josh era a mulher que ela mais considerava depois de sua mãe.
— Obrigado mãe. Por tudo. — Josh abraçou novamente a mãe, que chorou um pouco em seu ombro.
Zac estava logo atrás dela.
— Deu certo, hein mano. — Ele pegou na mão do irmão e o abraçou fortemente. — Parabéns, cara.
— Obrigado Zac. De verdade.
— E você, minha mais nova maninha — Zac olhou para Hayley —, não deixe ele te perder outra vez.
— Isso não vai acontecer, mais novo maninho. — Ela abraçou o cunhado.
— Hayley! — Erica atravessou todo mundo para falar com a irmã. — Parabéns, mana. — A abraçou.
— Obrigada. — Ela sorriu.
— Bem, eu estava fuçando suas coisas, a pedido do cunhadinho aqui. — Erica brincou. — Eu achei isso... — Ela pegou uma cadernetinha. — Estava escrito “Hayley’s songs”... eu achei que você ia querer re-ler. Aliás, foi daqui que tiramos a My Heart para dar para a banda tocar. Isso por que eu não achei a melodia de uma outra que também tem tudo a ver... Se chama... — Ela abriu a cadernetinha e olhou as últimas páginas. — ...The Only Exception.
Hayley se lembrou da música que nunca havia terminado de compor. A música que havia começado na infância e nunca havia terminado.
— Enfim... Parabéns, cunha. — Ela brincou com Josh. — Felicidades pra vocês dois.
Josh aproximou seus lábios dos ouvidos de Hayley.
— Vamos? — Sussurrou.
— Pra onde?
— Nossa Lua de Mel, ué. — Ele disse como se fosse óbvio.
— Mas...
— Vem. — Ele pegou sua mão e a levou até o palco daquele lado do salão. Começou a falar no microfone.
— Bem, pessoal — começou —, quero agradecer a todos os amigos e colegas que compareceram aqui e me ajudaram com... o primeiro casamento surpresa que eu já vi na vida. — Todos riram. — Agora, eu e a minha esposa... nossa como é bom dizer isso. — Ele disse, arrancando risadas de todos. — Nós vamos viajar para a nossa Lua de Mel... Continuem curtindo a festa. Qualquer coisa, falem com a Tamiris. Obrigado! — Ele disse e saiu.
— ESPERA! — Escutou-se um grito. — A NOIVA TEM QUE JOGAR O BUQUÊ, QUERIDO.
Hayley reconheceu a voz de Nicky e sorriu.
— Certo. — Ela disse no microfone e virou de costas. Uma enorme aglomeração de mulheres (e Nicky, não posso esquecer) se formou na frente daquele palanque. Hayley começou a contar: — Um... dois... três!
Ela jogou o buquê alto.
Alto demais.
E ele caiu bem longe, nos braços da única garota daquele salão que não queria nem ouvir falar de casamento.
— AI MEU DEUS! SAI DE MIM, PRAGA! — Isabelle jogou o ramo de flores no chão. — Credo.
Hayley sorriu.
— Qual é o problema em se casar, Belle?
— Não é pra mim. Você jogou o negócio na pessoa errada, só digo isso. — Ela virou de costas e Josh e Hayley sorriram.
De mãos dadas, saíram correndo por aquele salão e entraram no Rolls Royce. O motorista já sabia para onde ir.
— Para onde vamos? — Ela perguntou.
— Não sei... Paris, Milão, Valença, Madrid... Quem sabe as quatro. — Ele respondeu sorrindo.
— Você é incrível.
— Eu sei. — Eles riram e Hayley puxou seu rosto para si, aprofundando um beijo de verdade. Cheio de amor e paixão. Suas línguas se entrelaçavam em uma só e eles sentiam que poderiam ficar ali para sempre.
— Eu... não consigo acreditar... Tudo isso... E se eu não tivesse aceitado?
— Valeu a pena correr o risco. A verdade é que se você tivesse dito não, eu continuaria tentando até conseguir um sim... Eu te amo. E eu iria lutar por você até todas as minhas forças acabarem... — Ele sorriu. — Você acha que fez a escolha certa?
Ela o olhou profundamente nos olhos.
— Tenho certeza que sim. — Ela também riu. — A verdade é que nós não somos perfeitos, Josh. Nós não concordamos em muita coisa e eu sei que ao longo da nossa vida, o que mais vão haver são discussões. Eu ainda odeio muita coisa em você. Mas... você me fez... amar odiar parte de você... E pode parecer confuso. Aliás, é totalmente confuso. Mas eu sei que por mais que nós discutemos e briguemos, eu vou continuar te amando até o fim. É o destino, não é mesmo?
— Sim, é. — Ele concordou sorrindo. — Mas eu entendo você. Eu me sinto exatamente igual em relação a você. Talvez... nossas diferenças nos façam nos odiar as vezes, mas sempre vamos acabar voltando um pro outro, porque a gente ama se odiar.
— Ou odeia se amar. — Eles gargalharam.
— Pode ser. De qualquer forma... Quero que isso dure pra sempre. — Ele a olhou nos olhos.
— Vamos fazer isso durar para sempre. — Ela disse e o beijou novamente.

Amor;
Ódio;
Essas palavras são dadas como antíteses uma da outra. Mas mesmo assim, é notável e incrível a forma de como as duas se parecem e se entrelaçam freqüentemente. É notável como elas vivem juntas.
Talvez elas não sejam tão diferentes...
No caso de Hayley e Josh, elas andam juntas. O ódio que sentem transforma-se em amor, e vice-versa. Mas eles aprenderam a lidar com esses dois sentimentos, e, agora, viveriam felizes com eles.
Se amando e se odiando.
Eles seriam felizes assim. Foi isso que o destino reservou para ambos. E é isso que os vai fazer seguir em frente... por que sim, eles Odeiam Se Amar, mas também amam se odiar. E amam um ao outro por isso.
E quem sabe, agora, isso dure para sempre.

Fim

Capítulo Final [Part 1]

It's all about us



— Não, não e não! — Hayley gritou pela décima vez naquela manhã. — A bateria fica mais atrás! É impossível que a cantora cante nesse espaço mínimo de lugar! Arrumem isso agora. Onde estão os decoradores? Quero todos trabalhando aqui! Nós temos um prazo pra cumprir!
— Hey, olha a minha promoter mais fina. — Nicky disse entrando no salão. Hayley estava com um fone no ouvido e alguns papéis na mão, planejando e gerenciando absolutamente tudo.
Ela tinha que fazer tudo ficar perfeito.
— Oi Nicky. — Ela suspirou e abraçou o chefe.
— Essa é Tamiris Poynter. Sua estagiária. Ela já está por dentro de todos os seus projetos.
— Oi Tamiris, sou Hayley, prazer. — Hayley apresentou-se a garota.
— É isso, gatas, agora mandem ver. Volto mais à tarde. Quando começa a cerimônia mesmo?
— Às nove da noite. — Hayley confirmou.
— Certo. Beijinhos e tchau. — Nicky despediu-se das meninas e saiu pela porta da frente.
— Então, Tamiris, já sabe dos projetos todos?
— Sim, eu tenho conhecimento de tudo.
— Então cuida das meninas da decoração que eu vou dar uma olhada na cozinha. — Ela disse.
— Aham.
Tamiris era uma bela mulher.
A única coisa estranha é que ela era uma mulher. E... mulheres mais velhas geralmente não são estagiárias. Elas, tem de dezessete a dezenove anos.
— Hey, Tamiris, posso te fazer uma pergunta? — Hayley estava intrigada demais com aquilo.
— Claro.
— Quantos anos você tem?
— Vinte e quatro.
— Ahn... Ok, vou mesmo olhar a cozinha agora. — Ela saiu andando.
Era estranho. Hayley entrou no mundo da promoção de festas com dezenove anos e havia deixado de ser estagiária antes de completar vinte! Por que uma mulher de vinte e quatro anos ainda tinha que ajudar em questões como essa?
E por que Hayley nunca a havia visto em lugar nenhum da PartyPromover?
Balançou a cabeça negativamente, afastando pensamentos confusos de sua cabeça. Havia muito trabalho ainda para fazer e faltavam menos de oito horas para que os convidados começassem a chegar. E ela ainda tinha que fazer cabelo e maquiagem!
Chegou na cozinha. Os petiscos estavam todos em andamento. Espumantes e outras bebidas no freezer. Os chefes trabalhavam da melhor forma com os seus funcionários.
Hayley sorriu. Tudo indo como o combinado.
— Hayley? — Ouviu-se a voz de Tamiris. — A banda está aí para passar o som.
— He Is We? Já? Perfeito! — Hayley saiu com Tamiris em direção ao salão.
— Hey! Rachel! — Ela foi em direção e abraçou a garota morena. — Trevor! — Abraçou também o rapaz loiro de olhos azuis.
— Olá Hayley! — Rachel sorria de orelha à orelha. — Como vai?
— Bem... tudo muito corrido, mas tá dando certo.
— Bem, esses são Aaron, Harrison e Carman... baterista, tecladista e baixista.
— Prazer em conhecê-los. — Hayley apertou a mão de cada um dos rapazes.
— Então... podemos? — Trevor perguntou, olhando para o palco, que já estava pronto para eles tocarem.
— Claro! Vão lá.
Cada um dos componentes da banda se posicionaram em seus devidos lugares. Rachel se sentou e testou o microfone. Eles ficaram afinando instrumentos e se aquecendo por aproximadamente vinte minutos, até começarem a realmente tocar.
Hayley escutou e assistiu eles tocarem Blame It On The Rain e Happily Ever After, mas logo depois teve de sair para ajudar com as pessoas da decoração.
E o trabalho continuou árduo naquele salão. Hayley trabalhava incansavelmente.
As horas se passaram e já eram cinco da tarde. Os fuzileiros haviam acabado de chegar e Hayley dava as instruções certas à eles.
Lá dentro, a He Is We ainda ensaiava as suas músicas.
— Hey, Tam... — Rachel chamou Tamiris, que cuidava das coisas dentro do salão.
— Sim?
— Precisamos ensaiar... aquela música. Como vamos fazer?
Tamiris coçou a cabeça.
Era a música mais importante de todas as que eles cantariam.
— Façam mais uma pausa, Rach. Vou cuidar disso. — Tamiris saiu do lugar e encontrou Hayley falando com um militar.
Esperou pacientemente até ela terminar.
— E aí? — Perguntou.
— Tudo certo. Vinte homens, mais do que o suficiente. — Ela sorriu.
— E você vai pro cabeleleiro hoje ainda?
— Tenho que ir. — Hayley mexeu em uns papéis em sua mão. — Mas antes eu tenho que falar com o pessoal da limpeza. O chão está imundo!
— Ei, deixa que eu cuido disso. Eu sei que ter cabelo colorido não é fácil. — Elas riram. — Vai arrumar seu cabelo e se vestir, e quando você chegar, eu vou. É só nós revisarmos. — Tamiris sugeriu.
— Dá conta mesmo? — Hayley.
— É lógico que dá. — Ouviu-se outra voz, entrando no lugar. — Ainda mais quando se tem a minha ajuda.
— Katt! — Hayley abraçou a amiga e Tamiris sussurrou “obrigada” para Kathryn, sem que Hayley visse. — Você está linda, hein?!
— Obrigada. — Katt sorriu. — Mas agora é sua vez. Eu cuido dos últimos detalhes com a Tamiris, você vai pra casa fazer cabelo, maquiagem e se vestir. Aproveita e dá uma olhada na Sarah, no Brendon e no Luke. O Jeremy comprou um terno pra ele, ficou a coisa mais linda do mundo, você precisa ver. — Katt disse a última frase, referindo-se ao filho, com um brilho nos olhos.
— Certo, certo. Volto em duas horas. Não fujam dos planos. — Hayley disse e foi em direção ao estacionamento.
— Cara, obrigada mesmo. Ela não iria embora se não fosse por você.
— Tudo bem. Precisamos agilizar isso. — Katt disse. — A banda já está aí?
— Sim, mas eles ainda precisam ensaiar a última música.
— Legal, vamos ver como eles estão.

[...]

Eram oito horas da noite.
Hayley estava divinamente vestida. Seu vestido branco parecia iluminar todo o lugar.
Havia feito uma maquiagem simples e iluminada. Seus olhos pareciam mais verdes do que nunca. Seus cabelos alegremente avermelhados estavam em um lindo coque malfeito, e alguns fios soltos caiam pelos seus ombros.
O salão estava perfeitamente arrumado. O chão de mármore branco poderia se passar por um espelho de tão limpo (sim, Tamiris havia feito um bom trabalho). Ele, que era muito amplo, estava dividido em duas partes.
Uma delas, havia um palanque, e vários assentos. É onde aconteceria a nomeação. O outro era destinado à festa.
Os fuzileiros estavam todos à seus lugares, aguardando a chegada dos primeiros convidados e, principalmente, de Josh.
Hayley checou que tudo estava pronto para a chegada dos primeiros convidados. Procurou Tamiris. Ela não estava em lugar algum do salão...
Foi até a cozinha e até ao banheiro, mas não a achou. Saiu do lugar e a viu falando no celular.
As palavras que ela emitia estavam inaudíveis aos ouvidos da ruiva, porém ela pode notar que Tamiris tinha total controle sobre a pessoa a qual conversava. Parecia dar ordens.
Parecia Hayley em trabalho.
Tamiris percebeu a presença de Hayley e empalideceu por um segundo. Não o suficiente para Hayley notar.
— Ei, escute. Apenas tragam-nas, ok? Preciso ir. — Ela desligou o telefone. — Oi, Hayley. Era a minha mãe. — Tamiris se explicou.
— Entendo... — Hayley passou uma mão pelos braços. — Falando nisso, a minha deve estar para chegar. Pedi para os meus familiares vierem antes. Não podem haver atrasos...
— Nunca trabalhei em festas militares antes, mas a pontualidade realmente é respeitada.
— E como é. — Hayley sorriu. — Enfim. E a He Is We, quando volta?
— Me disseram que por volta das oito e meia estão de volta.
— Certo. — Hayley concordou, olhando a fila de homens à porta. Estavam perfeitamente alinhados.
Um carro militar parou no estacionamento do salão. Saíram de lá alguns homens fardados. Todos mais velhos.
Hayley reconheceu um deles. Eles vieram até ela.
— Olá, General Shadows! — Ela cumprimentou o homem.
— Sra. Williams. Sra. Poynter. Como vão?
— Muito bem... — Hayley respondeu sorrindo, inibindo a curiosidade que a invadia por inteiro.
Como o General conhecia Tamiris?
Estava começando a achar que ela era conhecida por todos... menos por ela.
Um fato: Tamiris Poynter reunia muitos atributos estranhos. E Hayley sentia um pressentimento de que estava prestes a descobrir quais eram eles.
— Que ótimo! Pode me mostrar o salão?
— Claro que sim. Quero que o Senhores vejam. — Hayley sorriu ternamente outra vez e conduziu os homens até o interior do lugar.
— É aqui que devo ficar? — Perguntou o homem.
— Sim, Senhor. Já ensaiamos isso antes, o Coronel chega, o Senhor coloca as ombreiras e medalhas nele.
— Certo, está bem. — Ele sorriu. — Está realmente muito boa a decoração.
— Obrigada. — Hayley agradeceu e Tamiris levou uma mão ao aparelho bluetoof que estava em seu ouvido.
— A He Is We está a caminho
— Pode recebê-los para mim, Tamiris?
— Claro.
— Perfeito. — Hayley suspirou. — Com licença, senhores. — Ela pediu e saiu do lugar, deixando aqueles cinco homens fardados conversando.
Saiu pela porta novamente e viu um carro conhecido parar.
Joey saiu de lá com suas duas filhas e sua esposa. Foram em direção à Hayley, que recebeu-os com um abraço.
Ela os conduziu até o lugar onde deveriam ficar.
— Posso te ver trabalhar, maninha? — Erica pediu.
— Ok, mas vai ser meio corrido.
— Sem problema.
— Então tá. — Hayley sorriu, dando um abraço de canto na irmã que era um pouco mais alta do que ela.
— Ah, você viu meu vestido? Não é lindo? — Erica disse, rodando. Hayley gargalhou.
— É perfeito.
Ele era lilás com alguns detalhes branco. Claro, leve e bonito. E caia como uma luva no corpo bonito de Erica. Seus cabelos estavam totalmente soltos e lisos ao extremo. A franja que caia pela sua testa dava toda a leveza ao rosto da adolescente.
— Olha, é o carro do Zac! — Erica disse alto.
Zac saiu do carro, acompanhado de sua mãe e de Isabelle.
Isabelle sorria, até olhar a melhor amiga.
Seu sorriso foi embora numa fração de segundo, dando espaço a um olhar de tristeza e pavor.
Ela correu antes do irmão e da mãe até Hayley e Erica. Parou em frente a amiga, que também estava com a mesma expressão, e gritou.
Erica também gritou.
Por quê?
Os vestidos delas eram exatamente iguais.
— Não! É só um pesadelo. Eu vou piscar meus olhos fortemente e acordar desse sonho horrível. — Isabelle disse, mais calma. Aprtou os olhos e os abriu outra vez. Gritou novamente.
— Belle, sua vaca! Como você pôde roubar o meu vestido?
— Eu não roubei o seu vestido, vaca maior de todas! Você roubou o meu.
— Só pode ser sacanagem... Eu preciso me trocar!
— É! — Isabelle concordou, ainda olhando para a amiga loira.
— Sinto muito, amores, mas se vocês forem se trocar agora só vão chegar depois do Coronel. Eu não posso deixar isso acontecer. — Hayley disse fazendo as garotas ficarem mais tristes.
— Mas Hayley...
— Vocês estão bonitinhas. Parecem gêmeas... de outra mãe. — Hayley caçoou. Erica estava tão triste e apavorada que parecia segurar um nó na garganta.
E... Hayley precisava de um pouco de diversão. Já tinha se estressado muito naquele dia.
— Você é má, Williams. — Isabelle disse. — Agradeça ao Pai por você não morar na mesma casa que eu. Pois eu me vingaria. Ah, se me vingaria.
— Me lembro de você quando era só uma criança, Farro. — Hayley entrou na brincadeira. — E eu me lembro bem de que a má daqui é você.
— Fique esperta. Vamos, Erica. Alguém deve ter um colete para nos emprestar. — Isabelle adentrou o lugar com a amiga.
— Tá ferrada, Hayles. — Zac disse, de braços dados com a sua mãe. — Isabelle não vai descançar até te fazer pagar.
— Não tenho medo dela.
— Devia ter! — Zac disse mais alto do que cauculara. — De verdade, tenha medo. Ela é a pessoa mais maquiavélica e terrível que existe.
— Minha filha não é assim!
— NÃO? — Zac olhou para a Sra. Farro. — Você esqueceu de quando eu fiquei com o cabelo verde por quatro semanas? Ou de quando ela grudou os meus dedos do pé uns nos outros? Ou de quando eu pedi um aluguel de um carro caro pra impressionar uma mulher e, do nada, ele apareceu rosa? Sério que ela não é assim?
— Ok... Maldades à parte... Vamos entrar. — Hayley disse, levando os amigos para dentro do salão.
Colar os dedos do pé uns nos outros?
Tudo bem... era hora de ficar com medo.
Mas agora ela tinha coisas mais importantes para fazer.
Apenas dez minutos se passaram e os convidados começaram a se concentrar. Chegava cada vez mais e ela começou a ficar sem tempo para nada. Mal cumprimentou sua mãe e Scott, que estavam com Marcus. Esse último, a levantou do chão e gritou “Irmãzinha” durante alguns segundos.
Ele era muito divertido.
Logo Nate também chegou com sua esposa e a pequena sobrinha de Josh, Marie. Era uma bebê de colo realmente linda.
Katt chegou com Jeremy e Luke. No carro logo atrás, vinham Brendon, Spencer e Sarah. Hayley os cumprimentou em pouco tempo e Katt fez que ia se juntar ao trabalho com ela, mas Hayley garantiu que ela e Tamiris já bastavam para o trabalho. E Katt já havia ajudado bastante administrando tudo durante as duas horas anteriores que Hayley estivera fora.
Militares, amigos, e mais militares. Hayley olhou para dentro do salão e percebeu que ele já estava praticamente cheio.
Checou o relógio. Faltavam vinte minutos.
— Tamiris, eu acho que todos os convida-... Tamiris? — Hayley passou os olhos por si e viu que a estagiária não estava mais ao seu lado.
Tamiris e seus sumiços...
Revirou os olhos e decidiu não procurar a estagiária. Não outra vez. Precisava estar presente na porta até a cerimônia em si começar.
— Ei, voltei. Estava no banheiro. — Ela disse chegando à porta, após alguns minutos.
— Você vai muito ao banheiro... — Hayley murmurou para si mesma.
Tamiris engoliu seco. Não por vergonha.
Por medo de colocar tudo a perder.
— Faltam dez minutos, devo ligar para o Sr. Farro? — Ela perguntou.
— Ligue. Assim teremos certeza de que nada sairá errado. — Ela disse sem olhar para a estagiária.
Tamiris levou novamente a mão ao aparelho bluetoof em sua orelha e se afastou um pouco de Hayley.
— E então, quando chega?
— Chegarei na hora, não se preocupe. Estou saindo de casa agora.
— Perfeito.
— E tudo está nos conformes, Tam?
— Sim, está. Ela está desconfiada... Mas não está tirando conclusões nem nada. Está muito ocupada trabalhando.
— Great. Obrigado por isso. Diga à ela que já estou aí.
— Ok. Até logo, Josh.
Tamiris voltou até Hayley.
— Está a caminho.
— Ótimo. — Ela suspirou. — Vou lá dentro falar com o DJ para preparar o Hino Nacional para a entrada.
— Ficarei aqui, se alguém mais chegar. — Tamiris sorriu e Hayley adentrou o lugar.
Alguns minutos passaram e Hayley voltou ao lugar. Seu aparelho vibrou.
Ele estava virando a rua, como nos ensaios.
Hayley, com seu aparelho, deu o toque para que os Generais se levantassem. Fez gestos com as mãos para os fuzileiros arrumarem a postura.
O início do Hino Nacional prendeu a atenção dos convidados, que ficaram todos em silêncio.
O Rolls Royce preto, andando devagar, foi avistado. Estacionou exatamente na frente do lugar.
Hayley deu o sinal para os fuzileiros ficarem atentos.
O motorista do carro de luxo saiu e abriu a porta de trás. Lá de dentro, saiu um dos homens mais bonitos que Hayley já havia visto.
Josh estava com o rosto sério, que o deixava inacreditavelmente sexy. Isso, sem dizer de sua farda de General, que mesmo sem as ombreiras e as medalhas que ele ganharia por ter ajudado os Estados Unidos com seus planos geniais de guerra, caia-lhe perfeitamente bem. O chapéu propositalmente torto cobria parte de seus cabelos negros e curtos.
Em seu olhar havia... esperança, felicidade, ansiedade... talvez.
Era impossível dizer o que havia no olhar daquele belo homem. Mas qualquer pessoa se perderia se olhasse aqueles olhos por mais de um segundo.
De repente, para Hayley, tudo pareceu perder o sentido. A música que doía seus ouvidos, de repente, ficou baixa. Por um segundo, não havia mais nada no mundo a não ser... Josh. Lindo. Vestido militarmente. Como em câmera lenta, a mão direita dele foi até sua testa, num cumprimento aos fuzileiros, que apontaram suas armas para cima e abriram fogo.
Hayley, no susto, acordou.
Fez o gesto para Josh entrar. Ele o fez.
Todos estavam de pé e imóveis, vendo a bela figura adentrar o salão.
Josh subiu o palanque e cumprimentou Shadows militarmente. Shadows sorria.
Esse último homem foi até o microfone.
— Coronel Joshua Neil Farro... Agora, General Joshua Neil Farro. Apenas vinte e seis anos, e já conseguiu o posto mais alto militar. Aos olhos de muitos, parece injustiça, que esse jovem tenha esse título, que tantos outros levam décadas para conseguir... Mas esses só dizem tal bobagem por que nunca viram Joshua em campo de batalha. Por que nunca viram Joshua comandando um pelotão. Só dizem isso por que nunca viram Joshua, o destemido, inteligente e mais esperto soldado que já vi em toda a minha vida. Hoje, eu tenho orgulho de dizer, e aposto que os Estados Unidos também tem, que o Senhor, Joshua, é o mais novo General já nomeado. Parabéns, filho. — O General disse e acabou com as formalidades, dando um abraço forte em Josh.
Ele lhe colocou duas ombreiras douradas e as medalhas.
Josh foi ao microfone.
— Obrigado, General Shadows. Muito obrigado. — Ele disse. — Me orgulho muito de tudo o que tenho conseguido. Darei o meu melhor como General, assim como dei como Coronel. Mas... eu quero dedicar essas medalhas, e esse título, ao soldado mais competente que já vi. Nathaniel Vanderburg. — Josh fez uma pausa. — Fazem seis anos que aconteceu. Lutávamos na guerra Israelense e Nathaniel se atirou na frente de uma bala por mim. Ele deu a vida por mim, simplesmente por que era meu amigo. Sem ele eu não estaria aqui. E ele merece tudo o que eu ganhei e estou ganhando hoje. Obrigado. — Josh saiu da frente do palanque.
Mais alguns militares falaram sobre ele, que assitiu a tudo sentado. Hayley, a seu canto, comandava tudo.
Após todos os discursos serem dados, Josh foi a um canto e recebeu todos os “parabéns” de seus colegas de trabalho e amigos.
Terminada a cerimônia, as luzes se apagaram, e acenderam-se a do outro canto do salão. A mando de Hayley, é claro.
A introdução animada da música Happily Ever After fez com que todos fossem ver quem tocava.
Rachel sorriu e começou a cantar.
Hayley foi até a cozinha e deu início a distribuição de petiscos e bebidas. Os garçons, que já estavam preparados, começaram a sair com taças e tira-gostos em suas bandejas.
Logo essa parte do salão foi ficando cada vez mais movimentada. A He Is We cantava suas músicas. Algumas pessoas acompanhavam na frente do palanque. Outras, sentavam-se as mesas com suas famílias e tomavam suas bebidas. Outras andavam pelos corredores.
Hayley andava de cá para lá com Tamiris, dando ordens, deixando tudo absolutamente perfeito.
E Hayley não podia negar. Estava evitando Josh, ocupando-se ao extremo de propósito. Vez ou outra sentia seu olhar sobre si quando passava pelo salão.
Ela pegou uma taça de espumante e começou a tomar, enquanto via o decorrer da festa, que estava ótima. Com um sorriso no rosto ela checava o bem estar de todos.
— A próxima música... — Rachel começou, assim que terminou uma canção. — ...é uma música feita para todos os apaixonados... Se chama All About Us.
A introdução começou e Hayley viu algumas pessoas se levantarem para irem dançar.
— Ei. — Sentiu a voz grave vir por trás dela, e levou um susto.
Josh a encarava com um sorriso lindo no rosto.
— Oi. — Respondeu.
— Aceita dançar? — Ele ainda sorria perfeitamente.
— Tenho que...
— É só uma dança, Hayley. — Era impossível não ceder aquele sorriso de Josh.
Ela fez que sim com a cabeça e deu sua mão à ele.
Josh a conduziu até o meio da pista e eles começaram a dançar.

Pegue a minha mão, eu vou te ensinar a dançar.
Eu vou te fazer girar, não vou deixar você cair.
Quer me deixar guiar? Você pode subir nos meus pés.
Tente, vai ficar tudo bem.


Num movimento involuntário, Hayley recostou sua cabeça no ombro dele.
— Por quê, Hayley? — Josh sussurrou. Ela tirou sua cabeça do seu ombro, e sem perder o ritmo, passou a encará-lo. — Por que você foge de mim?
— Eu... só não agüento mais... — Ela olhou para baixo. — Eu já sofri muito, Josh... Muito...
— Eu não vou te fazer sofrer... Eu amo você.
— Eu também, mas... Se nós ficarmos juntos vamos sofrer. É isso que sempre acontece. Eu sinto muito, mas eu não agüento mais.
— Você não foi feliz comigo?
— Lógico que fui... Mas depois eu sofri... Por sua causa.
— Não quando éramos crianças
Hayley deu uma risadinha.
— É... pois é. Talvez aquela tenha sido a única época em que vivíamos sem brigar. Que tenhamos sido realmente felizes...
— Quando nos casamos. — Josh completou, fazendo-a rir.
— É. — Ela suspirou, depois da risada. — Foram os melhores tempos da minha vida.
— Da minha também. — Ela novamente recostou sua cabeça no ombro dele.

O ambiente está em silêncio e agora é o nosso momento.
Entre no clima, sinta e fique firme.
Olhos em você, olhos em mim.
Estamos indo certo...


— Nunca quis te fazer sofrer. — Josh disse num suspiro.
— Eu sei... Eu sei... Mas ele quis.
— Ele quem?
— O destino.
— Já que você acredita tanto nele, não passa pela sua cabeça que ele queira que você fique comigo, já que me põe tantas vezes na sua vida?
Ela gargalhou.
— Talvez. — Respondeu apenas.
— Amo sua risada. — Josh disse, mudando de assunto.
— Eu também amo a sua... não a sarcástica, é claro. Essa eu odeio.
— Oh, vamos falar de coisas odiosas. — Ele disse.
— Odeio quando você banca o superior.
— Odeio quando você banca a superior. — Ele rebateu e ela riu.
— Odeio quando você repete o que eu digo também.
Josh riu.
— Odeio quando você nega que me ama. — Josh olhou profundamente em seus olhos verdes.
— Odeio quando você me faz admitir que eu te amo. — Ela confessou.

Pois amantes dançam quando estão apaixonados.
Holofote brilhando, somos só nós.
Somos oh, oh, oh, oh, só nós uh, uh, uh, uh, nós.
E todo coração no lugar vai derreter...
Essa é uma sensação que eu nunca tive, mas
Somos oh, oh, oh, oh, só nós.


Josh apertou mais a cintura dela contra si e Hayley pousou o queixo no seu ombro enquanto o ritmo da música os guiava.
Ele continha um sorriso no rosto. Ela apenas emanava serenidade.
Josh não queria soltá-la. Hayley não queria sair de perto dele. Eles não queriam se separar. Mas ela sentia que isso aconteceria, mais cedo ou mais tarde. Decidiu então, aproveitar ao máximo aquele momento em que estavam juntos. Não era só uma dança.
Afinal, ela já tinha admitido que o amava duas vezes. Duas.
Mas nada disso importava agora. Nada. Eram apenas eles, dançando, naquela pista. Eram apenas eles novamente. As crianças que brincavam juntas, os adolescentes que se amaram como ninguém, agora, eram adultos. Maduros e cada um com uma vida para cuidar. Porém eles ainda se amavam e, aqueles quase quatro minutos que os fez ficarem juntos e próximos um do outro foram revigorantes.
Eram apenas eles. Amantes, dançando, aproveitando o momento. Só eles.

De repente, eu me sinto corajoso. Não sei o que deu em mim,
Por que me sinto assim.
Podemos dançar devagar?
Posso te segurar, posso te segurar pertinho de mim?


Por alguns segundos Josh se esqueceu de tudo o que era. Tudo o que havia de fazer. O perfume que emanava de Hayley o fazia esquecer de tudo e de todos. A vontade de tomá-la num beijo doce e cheio de amor fluía em seu peito como água em uma nascente. Contudo, ele se segurava, e se contentava apenas com o toque das mãos dela em seus ombros e sentir a sua respiração leve e serena em seu pescoço.
— Não precisa ser assim. — Ele sussurrou, pousando o queixo no topo da cabeça dela.
Ela suspirou.
— Não importa o quanto nos amemos. — Ela começou, sem retirar seu rosto do ombro dele. — Algum de nós sempre vai sair machucado. Eu prefiro que você seja feliz sem mim.
— Nunca serei totalmente feliz sem você. Até mesmo por que eu nunca vou estar sem você, em nenhum momento. Você sempre estará em mim, no meu pensamento e, principalmente, no meu coração.
Hayley não respondeu.
Ela sabia que era verdade, e sabia que ela também sentia o mesmo.
Porém, no mesmo momento em que ela pensava em ficar com Josh, fleshes de memória apareciam como um raio em sua cabeça. Ela se lembrava do quanto sofreu quando se separou dele a primeira vez, ou o quanto sofreu quando ele não acreditou nela, na questão da “traição”. Lembrou-se de quando ele foi pra guerra e garantiu que era “uma escolha dele ir ou não”. Lembrou-se da dor imensa que continha dentro de si e que, muitas vezes, precisava gritar para liberá-la. Ela só não queria outra vez. Só não agüentaria outra vez.
Isso a continha. Isso continha o desejo e a vontade de levantar o rosto e beijar aquele homem. Ela simplesmente não podia fazer isso. Não podia.

Você está ouvindo, amor?
Estão tocando a nossa música.
Você acha que estamos prontos?
Oh, estou sentindo.
Você está ouvindo, amor?
Você está ouvindo, amor?


— Me perdoa. — Ele sussurrou.
— O quê?
— Me perdoa por te feito sofrer. Me perdoa por ter te abandonado.
— Josh, não foi sua culpa...
— Hayles — Ela estremesseu. Era a primeira vez em anos que ele a chamava pelo apelido. —, eu amo você. E eu prefereria ter morrido do que ter feito você sofrer. Feito você chorar. Eu não fui uma pessoa perfeita, eu não fiz tudo certo na minha vida, eu admito, errei. Mas eu te amo e isso nunca vai mudar. — Ela levantou a cabeça e ele passou a olhá-la nos olhos. — Você ainda é tudo que eu tenho, mesmo que eu não te tenha.
— Eu te desculpo, Josh. — Ela disse num fio de voz. — Mas... talvez nós dois não devemos ficar juntos.
— Eu discordo de você. E ainda vou te provar isso. — Ela recostou novamente sua cabeça no ombro dele para dançar a última parte da música.

Pois amantes dançam quando estão apaixonados.
Holofote brilhando, somos só nós.
Somos oh, oh, oh, oh, só nós uh, uh, uh, uh, nós.
E todo coração no lugar vai derreter...
Essa é uma sensação que eu nunca tive, mas
Somos oh, oh, oh, oh, só nós.


— A verdade é que eu e você já existimos. Há muito tempo. — Ela disse, depois de um tempo, sem olhá-lo. — Mas isso já faz muito tempo, Josh. E você vai ter que aceitar que não somos mais dois adolescentes curtindo a vida. Agora nós temos responsabilidades. I’m sorry, por aquela tarde e começo de noite que tivemos. Mas nós não existimos mais. — Ela disse se distanciando dele e soltando sua mão.
— You’re wrong. — Ele sussurrou, sem que ela pudesse escutar. — Estamos mais vivos do que nunca. E você perceberá isso essa noite.

Pois amantes dançam quando estão apaixonados.
Holofote brilhando, somos só nós.
Somos oh, oh, oh, oh, só nós uh, uh, uh, uh, nós.

(Hey-ey Hey)
E todo coração no lugar vai derreter...
Essa é uma sensação que eu nunca tive, mas
Somos oh, oh, oh, oh, só nós.


Rachel agradeceu o público, que aplaudiu.
Hayley, sorrindo, teve grande participação nos aplausos. Depois da dança com Josh, ela se sentia bem mais leve. Feliz.
Sorriu abobalhadamente e pegou uma taça de champanhe de um garçon.
Volte ao trabalho, Nichole. — pensou.
— Hayley — Tamiris apareceu, dentre tantos outros convidados. —, o chef quer saber se já pode liberar os petiscos menos leves.
— Ok, vou cuidar disso agora. — Ela re-ligou seu bluetoof e foi em direção à cozinha.
Conversou com o homem durante apenas três minutos, até algo chamar sua atenção.
Não havia mais música.
Uma voz estava ampliada.
Era Josh.
Saiu correndo até o salão e viu Josh no palanque. Ele sorria enquanto falava no microfone.
— Bem, queridos amigos. Fiquem atentos, eu vou contar uma história...