18 de set. de 2013

Conheça: 5 a Seco

Cinco homens, cinco vozes, 5 a Seco. Uma das melhores bandas nacionais que eu já ouvi – não que eu esteja menosprezando outras, é só que eu acho realmente impossível que 5 a Seco não entre no ranking das bandas favoritas de alguém – esses meninos tem vozes realmente incríveis e letras ótimas (em outras palavras, eles são talentosos demais).
5 a Seco é um projeto independente, mas tem um projeto muito inteligente: se você quiser baixar o cd deles no site, você “paga” ajudando a banda na divulgação no cd com um tweet ou um post no facebook, ou seja, além de escutar música boa, você está ajudando seus amigos à conhecer música boa também, o que é bem legal.
O cd possui apenas uma participação, de ninguém mais, ninguém menos que Maria Gadu! A faixa Em Paz é uma das mais gostosas e tranquilas do álbum, e há uma participação da artista no DVD da banda (gravado no Ibirapuera, ele vem com o cd no download), parceria que ficou mais legal ainda ao vivo e a cores. Deixo aqui embaixo algumas das minhas músicas favoritas:

Em Paz




Uma das mais famosas da banda, a música é daquele tipo que é impossível de não amar. As vozes, as diferentes guitarras, o conjunto da obra inteiro é incrível e extremamente harmonioso.

Faça Desse Drama




Não há palavras no mundo para expressar o quanto eu amo essa música. O instrumental é bem feito, todos os cinco tem uma participação boa na música (o que é muito legal, já que a tendência em alguns grupos é de destacar apenas um ou dois integrantes) e a letra fica na cabeça e te faz refletir sobre a vida.

Pra Você Dar o Nome



"Pode crer,
Que essa dor eu não quero pra ninguém no mundo,
Imagina só, pra você..."
Eu ainda tenho que falar mais alguma coisa?

Então é isso, pessoal, boa quarta e espero que vocês tenham curtido 5 a Seco tanto quanto eu, beijos e até semana que vem!



17 de set. de 2013

[PLAYLIST] K-pop feminino!

Oieam, galera! Wes chegou com uma playlist maravilhosa especialmente pra vocês... e caso vocês não tenham lido o título: Adivinhem do que se trata? Isso mesmo, K-pop feminino! Eu não sou muito fã do masculino, vou deixar essa parte pra Samantha diva *u*

Vou postar aqui, nessa linda playlist, seis músicas maravilhosas (e suas coreografias) pra você que está entrando nesse maravilhoso mundo do K-pop! Vou fazer meio que um resumão dos melhores grupos e músicas mais empolgantes de cada, começando por:

1. Bang! - After School 


Como não citar After School aqui? Por mais que essa música esteja na versão japonesa (j-pop), eu coloquei ela aqui porque é no mínimo incrível! Bang! não sai da sua cabeça, mesmo que você queira eu nunca quis. A coreografia dela é maravilhosa e impressiona, então se alguém for se apresentar em algum evento, minha dica é ela ;)

2. I Feel Good - EXID



I Feel Good é uma música que te faz querer dançar logo no primeiro segundo que a escuta, sério. Inclusive estou dançando ela enquanto escrevo isso A coreografia dela é bem difícil, porém é maravilhosa.

3. I Am The Best - 2NE1


A grande questão do dia é: Como não postar 2NE1 aqui?! Tecnicamente, essa música é a mais conhecida do K-pop feminino, tirando, talvez, a versão feminina que HyunA fez de Gangnam Style. Essa é a coreografia obrigatória pra quem dança K-pop, ela é incrivelmente fácil e qualquer um sabe! Sem contar que a música é fácil de cantar, um Naega jeil jal laga aqui e ali, já sai cantando.

4. Pop Pop Pop - Rania


RANIA <3 Rania é CARA RANIA.
Tá.
Rania.
Ok.
Ok.
Rania é o melhor grupo feminino de todos os tempos! Tá, talvez nem pra tanto, mas eu sou super fã delas. Pop Pop Pop é uma música realmente envolvente e a coreografia dela conta com um bastão super estiloso, ou seja, você vai arrasar com ela! Além de Pop Pop Pop, eu recomendo Dr. Feel Good, que é outra música maravilhosa.

5. Like This - Wonder Girls


E é claro, deixando a melhor para o final, temos Wonder Girls divando com Like This! A música é muito maneira, e por mais que a coreografia pareça difícil, não é tanto assim. Eu poderia fazer uma playlist só de WG aqui, mas isso ficaria meio chato e
Acho que vocês deveriam ouvir Like Money, R.E.A.L. e Be My Baby, todas das WG, por que são maravilhosas!

Me despeço por aqui, galera, espero que tenham curtido! Acham que faltou algo? Querem me mandar uma coreografia/música que seja incrivelmente boa também? Quero ouvir a opinião de todos nos comentários :3 Ah, e também tô aceitando coreografias pra fazer na próxima apresentação

MÚSICA BÔNUS: Expectation - Girl's Day



Expectation é uma das melhores músicas EVER <3 Já apresentei ela em dois eventos diferentes com meu grupo e o pessoal grita bastante, até porque é uma coreografia bem sexy :3


16 de set. de 2013

[FILME] Flores Raras

Diretor: Bruno Barreto
Ano: 2013
Elenco: Glória Pires, Miranda Otto, Marcelo Airoldi, Tracy Middendorf.

















Um dos poucos, se não for o único, filmes nacionais a ter o casal principal formado por duas mulheres, Flores Raras chamou me atenção assim que vi o primeiro trailer. Com atrizes renomadas, inclusive Miranda Otto atuou em Senhor dos Anéis, e um diretor conhecido internacionalmente, o filme recebeu os olhares de todos os amantes de cinema.
Flores Raras, que é baseado no livro Flores Raras e Banalíssimas, conta a história da poeta norte-americana Elizabeth Bishop, e da arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares; ambas tiveram extrema importância na década de 50. Elizabeth vem ao Brasil em busca de inspiração para novos poemas e se hospeda na casa de Mary, uma antiga amiga dos tempos de faculdade, que mora com sua companheira Lota.
No começo Lota e Elizabeth não se dão muito bem, precisando da intervenção de Mary, que não enxergava Elizabeth como uma ameaça à seu relacionamento com Lota. Mas assim que a brasileira consegue compreender e conhecer mais de Bishop, as duas começam um relacionamento, formando o triângulo amoroso do filme.
A questão é que o filme abrange bem mais que o relacionamento de Lota e Elizabeth, ele traz de forma poética, o Brasil elitista de 1950 e os acontecimentos políticos que precederam a ditadura. O filme também deixa bem claro como cada ser humano é único e diferente, e que nunca conhecemos totalmente nem aqueles que amamos.

14 de set. de 2013

Dica de Sábado: Dom Casmurro

Só para avisar: o post contém BASTANTE spoiler e algumas cenas um tanto quanto detalhadas. Perdão, mas não sei escrever sobre livros sem dar muito spoiler. Sério, mil perdões mesmo.
Outro aviso: comecei como se fosse uma resenha, desenvolvi como se fosse um resumo, finalizei como se fosse uma dica. Acostumem-se com minha retardadice aguda, por favor. E perdão por isso também.
Espero que gostem do post, de qualquer forma. Simbora!

Publicado pela primeira vez em 1899, "Dom Casmurro" é uma das grandes obras de Machado de Assis (na minha opinião, uma das melhores também) e confirma o olhar certeiro e crítico que o autor tinha sobre toda a sociedade brasileira. Pegando a temática do ciúme – muito bem abordada, diga-se de passagem –, Assis conseguiu polemizar no caráter de sua protagonista, a Capitu.
Li esse livro duas vezes, uma, quando tinha uns doze anos, por pura curiosidade já que assisti toda a minissérie da Globo e fiquei perdidamente apaixonada pelo tema e romance. E outra, ano passado, aos dezesseis, para fazer uma prova de Literatura (só não gabaritei a prova por uma questão, aliás, por favor, morram de orgulho de mim, porque odeio ter que estudar literatura hahahaha).
Dom Casmurro é o típico livro que você se irrita e se admira ao mesmo tempo. É uma coisa bem esquisita, mas é realmente o que acontece. Machado consegue brincar com as palavras de uma forma incrível e, com isso, mexe com sua opinião também. Te deixa um tanto quanto tonto enquanto lê, porque ao mesmo tempo que ele explica e te faz ter uma opinião formada – no caso do ciúme que Bentinho sentia de sua mulher, Capitu –, ele faz com que você desista daquela ideia inicial e pense algo totalmente diferente. 
Mas vamos ao início de tudo. O romance começa com uma situação posterior a todas as coisas que já aconteceram, com Bentinho já sendo um homem de idade. E então, ele conta por que e como recebeu o apelido de "Dom Casmurro". A expressão é uma coisa bem fácil de entender, um jovem poeta sentou-se ao lado de Bentinho no trem e tentou ler pelo menos um verso de seus poemas, mas Bentinho simplesmente cochilou, o ignorando. Irritado, o rapaz decidiu, então, apelidá-lo de Dom Casmurro. E não foi que o apelido pegou?
E então Machado iniciou a narração de verdade. Começando um projeto de "rememoração de existência", que ele chama de "atar as duas pontas da vida". Logo, nós somos levados à infância de Bentinho, quando ele vivia com a família num casarão na rua de Matacavalos. Bentinho mostrava-se bem feliz, aliás. Confesso que foi uma das partes mais cansativas para mim, até porque, início de livro é sempre chatinho. Mas nunca me dei bem com o Bentinho, foi um personagem que eu não consegui me apegar, sempre preferi a Capitu. Bentinho sempre fora um menino cheio de complexos e brigas internas enquanto Capitu era uma menina decidida e precoce. Mas voltemos ao rapazinho complexado que leva toda a história. O primeiro fato relevante narrado é, com certeza, também o primeiro motivo de preocupação para o nosso querido Bentinho: uma conversa de sua mãe, donda Glória, com José Dias, um encostado qualquer que vivia às custas daquela família – mas um senhor adorável, também, apesar de fazer um inferno quando queria –, dizendo que Bentinho deveria ser mandado para o Seminário e tornar-se padre. Dona Glória prometera aos céus – desculpe o tom de ironia, é que não me aguento – que tornaria Bentinho um padre pouco antes do menino nascer, já que havia perdido um filho e queria que o outro nascesse em boas condições. É uma coisa bem pirada, até. Mas naquela época, convenhamos, devia ser muito normal. Confesso que não gostaria nem um pouco de viver naquela época. A sociedade era ainda mais maluca do que é hoje.  Mas voltemos à descoberta de Bentinho. O meninio ficara realmente mais furioso com José Dias, o encostado – perdão, mas o apelidei dessa forma e irei chamá-lo assim por um bom tempo –, depois que o ouviu falando sobre a Capitu. Sim! O encostado tivera a coragem de contar para dona Glória a respeito da amizade – colorida – entre Bentinho e Capitu. Uma amizade que era linda, vale frisar. Uma das amizades mais bonitas que já vi. Obrigada por compartilhar essa amizade com o mundo, Machado. Você foi realmente incrível. Meus comentários à parte, voltemos à história.
Bentinho, então, conta tudo para Capitu que não perde tempo e já começa a imaginar inúmeros planos para livrar o amigo – e também amor de sua vida – de toda aquela situação. Porém todos os planos dão errados, puro fracasso. Bentinho acaba sendo mandado par ao seminário, de qualquer forma. Mas antes de ir, selou, com um beijo em Capitu, uma promessa: voltaria logo e se casaria com ela. Pois é, amorecos, o rapazinho complexado ligou o "dane-se" para todos e decidiu, por si só, tornar-se padre coisa nenhuma. Iria para o seminário e daria um jeito de vir embora para casar-se com sua tão amada Capitu. E aí está o que eu mais gosto, a forma decidida em que os personagens resolviam as coisas. Capitu sempre fora assim, como já citei lá em cima, decidida, determinada e precoce. Gostei de ver Bentinho fazer essa promessa à ela já que nunca tive muita simpatia pelo rapaz.
Já no seminário, Bentinho conhece Escobar, que vem a se tornar seu melhor amigo durante toda a trama. Sim, aquele que ganhou fama de ser o traíra graças às cismas de Bentinho, mas isso é coisa para entenderem no fim da resenha. De quelquer forma, Bentinho, nunca visita à família, acaba apresentando seu mais novo amigo para a mãe e Capitu. Tudo normal, todos esperavam, obviamente, que o rapaz conhecesse a família do amigo e se aproximasse ainda mais.
Capitu, enquanto Bentinho estudava – ou fingia estudar – para ser padre, decidiu então se aproximar de dona Glória. E não é que a danada conseguiu convencer a mãe de Bentinho que a relação deles era uma coisa séria e verdadeira? Dona Glória não sabia bem como rsolver o negócio da promessa que fizera, mas queria que seu filho fosse feliz ao lado de Capitu que mostrava-se tão apaixonada por ele, assim como ele por ela. Acaba que dona Glória tira Bentinho do seminário e manda um escravo em seu lugar, alegando que Bentinho não era a pessoa certa para aquilo.  Logo, Bentinho realiza seu sonho e vai estudar Direito em São Paulo e, quando volta, volta sendo o Doutor Bento de Albuquerque Santiago. Por fim, ocorre o tão esperado casamento entre Capitu e Bentinho. Durante a leitura é impossível não sentir e ver o quão verdadeiro o amor que sentiam um pelo outro era, é realmente um romance incrível e intenso. Quando peguei o livro pela primeira vez, não esperava algo tão bom assim. E muito menos esperava me prender tanto à história. Afinal, era praticamente um bebê nesse mundo da leitura e tinha me interessado pela história só por causa de uma minissérie. Mas foi uma experiência que não me arrependi, de verdade.
Mas enfim, voltemos. Escobar também acabara se casando. E com uma antiga amiga de colégio da Capitu! Sim! A Sancha –  a garota de nome estranho, como eu sempre chamei. Mil perdões, mas esse nome realmente é estranho. Mas enfim. A história de Bentinho e Capitu é mais interessante. A propósito, eles formavam o "duo afinadíssimo". Entretanto, a felicidade do casal passa a ser ameaçada – sim, aquela velha história de crise no casamento, todos têm, tiveram e vão ter. Vejam só, até o casal maravilhoso teve. Tudo isso é causado por culpa de um bebê. Sancha, mulher de Escobar, dá a luz a uma bela menininha. Enquanto Capitu nem sequer tinha chances de estar grávida. Porém, em homenagem à Capitu, o casal dá o nome da menininha de Capitolina, o verdadeiro nome da precoce Capitu. Depois de alguns anos, finalmente, Capitu engravida de Bentinho e dá a luz a um belo menininho. Dando seu nome de Ezequiel, em homenagem a Escobar, já que esse era seu primeiro nome.  E então os casais vivem intensamente. Até Bentinho voltar a ter seus complexos e cismas. Bentinho simplesmente vê semelhanças entre seu filho, Ezequiel, com seu melhor amigo, Escobar. E então, sozinho, de repente, chega a conclusão de que Capitu o traiu e o filho é, na verdade, de Escobar. E então tudo desanda.

"Cantei um duo terníssimo, depois um trio, depois um quartuor..."*

Talvez a criança realmente tivesse semelhanças demais com o Escobar, mas, no caso de manias e um bocado da personalidade, poderia ser por causa da convivência, certo? Na cabeça de Bentinho, não. Todas aquelas semelhanças – e ele insistia em dizer que havia semelhanças físicas, acima de tudo – era o fruto da traição de Capitu, a mulher que ele tanto amou. Numa conversa entre Bentinho e Ezequiel, o homem dissera para o garoto que não era seu pai biológico. Imaginem a cabeça do garoto? Tsc, Bentinho e suas crises repentinas, vai entender! Até pensar em matar o filho ele pensou! Pensou em se matar com uma xícara de café envenenado, também. Bentinho estava ficando completamente maluco... Ou simplesmente se entregando à dor da traição? Vai saber.
Só um P.S. porque não me aguento: Escobar, apesar de ser um ótimo nadador, morre afogado. Aí mesmo que Bentinho fica surtado. Porque Capitu, se realmente o traiu, não demonstra nenhum resquício de que vai contá-lo a tão esperada verdade que, até então, só existia em sua cabeça. Sua última esperança, com certeza, deveria ter sido ouvir a verdade de Escobar, mas aí o cara decidiu bater as botas bem quando notou as semelhanças entre a criança e ele.
Depois de muitas brigas, Bentinho e Capitu decidem se separar. Para evitar os escândalos que na época renderiam muitos comentários humilhantes para Bentinho, arrumaram uma viagem para a Europa.  Um tempo depois, Bentinho retorna ao Brasil sozinho. No maior estilo forever alone, todo abatido. Mas oras, ele que arrumara a situação, certo? Capitu negara a traição até o último segundo. Mas, como disse, Bentinho sempre fora muito carrancudo. Orgulhoso. Bobinho. Complexado. Mas, ainda assim, apaixonado. O tempo foi passando e o famoso Dom Casmurro fora ficando ainda mais triste e nostálgico. 
Capitu, então, morre no exterior.  Nisso, Ezequiel tenta reatar as relações com Bentinho. Mas de nada adianta, Dom Casmurro continua com suas mágoas e o rejeita mais uma vez. Tempos depois, Ezequiel também morre. Só que de uma forma bem infeliz: febre tifóide – que nome horroroso, gente – durante uma pesquisa arqueológica em Jerusalem.
Completamente amargo, Bentinho constrói uma casa de arquitetura igual à  de sua infância. O livro, nada mais é, que uma tentativa de recuperar o sentido da vida. No fim, o narrador, Bentinho, parece menosprezar sua própria criação e acaba se convencendo que o melhor a se fazer é escrever outra obra sobre "a história dos subúrbios".
Sim, exatamente assim, como um completo deprimido fracassado. E talvez ele realmente fosse. Tudo isso fora gerado por uma desconfiança, ele não dera chances para Capitu explicara se havia o traído ou não. Mas confesso que também não tenho uma opinião formada sobre isso. Nunca decidi se acho que Capitu traiu ou não Bentinho. Ela parecia amá-lo bastante, pelo menos. Não fazia sentido toda aquela desconfiança, certo? Mas Bentinho, nosso narrador, insistia nas semelhanças entre Ezequiel e Escobar. Machado de Assis, de forma cativante, brinca com nosso cérebro durante o livro e essa é a parte legal. Isso rende inúmeras discussões com inúmeros argumentos. É um livro que eu recomendo, mas somente para quem tem paciência e gosta de obras antigas.
Para finalizar e polemizar: para vocês, Capitu traiu ou não traiu Bentinho? Leiam "Dom Casmurro" e tirem suas próprias conclusões, depois é só vir aqui e responder nos comentários. Até a próxima resenha/resumo/dica!


*Referência aos futuros – e supostos – triângulo amoroso Bentinho/Capitu/Escobar e o quarteto Bentinho/Capitu/Escobar/Sancha.


13 de set. de 2013

[Playlist] Trilha sonora, Supernatural

E nessa sexta-feira 13, que tal falarmos sobre Supernatural e música? E mais: Hoje o seriado completa oito anos, de oito temporadas, com uma nona por vir! Se você curte um estilo mais rock n’ roll, provavelmente a playlist desse seriado vai ser sua favorita. Mas curtindo ou não esse estilo musical, uma trilha sonora maravilhosa é só um motivo a mais para você assisti-lo.

Com músicas bem encaixadas nos momentos de um jeito que só os produtores maravilhosos sabem fazer, que deixam uma cena triste ficar a maior do mundo, uma animada te fazer querer dançar ou um suspense fazer você comer todas as unhas, eles adicionam a mistura perfeita para fazer você se sentir em cena.

Há mais ou menos três musicas em cada episódio – diferencia bastante, mas a maioridade é ao redor disso - e com todas as temporadas, há muitas, muitas músicas. Entre AC/DC, Kansas, The Rolling Stones, Ramones, Aerosmitch, Metallica, Gun’s N’ Roses, Scorpions, Bon Jovi e até bandas mais novas como Green Day e Linkin Park, e muito mais de rock n’ roll. Vamos ler o top 3 das músicas mais destacadas e tocadas da série?


Carry On My Wayward, Son, por Kansas


Carry on, you will always remember
Carry on, nothing equals the splendor
Now your life's no longer empty
Surely heaven waits for you


Carry on my wayward son,

there'll be peace when you are done
Lay your weary head to rest
don't you cry no more

Se você quer uma música que lembre Supernatural, não tem uma melhor que Carry On My Wayward, Son. Com um ritmo que dá vontade de chutar os ares, e uma letra que dá vontade de sair gritando “CONTINUEM EM FRENTE, WINCHESTERS!”, a mais clássica e foda pra caramba.


Eye Of Tiger, por Survivor


Com uma música cheia de ação e energia (sucrilhos, ganhe com garra!), eles mostram como são incríveis e ousam mais que a música. Olho Amarelo pro lado, Winchesters pro abalo! Espera aí, não. E, gente, quer coisa mais engraçada e gata que essa dancinha?


Back In Black, por AC/DC


Back in black, I hit the sack
I’ve been too long, I’m glad to be back
Yes I’m let loose from the noose
That’s kept me hangin’ about

I’ve been livin’ like a star ‘cause it’s getting me high
Forget the hearse, ‘cause I never die
I got nine lives, cat’s eyes
Abusing every one of them and running wild

Eles estão de volta! Com tudo, e prontos pra arrebentar. Enfim, eles estão sempre prontinhos pra quebrar a cara de um espírito do mal (ou qualquer coisa assim) e fazerem isso lindamente e com estilo. Essa música é simplesmente incrível pra descrevê-los de volta com tudo.


Tomara que tenham gostado! Boa noite de sexta-feira 13 pra vocês, e até semana que vem.




12 de set. de 2013

Tutorial DIY: Unhas de Jornal


Vamos ser sinceros: você está precisando de uma manicure. Está mesmo. Só que está cansado de pintar sempre da(s) mesma(s) cor(es), tudo tão monótono, chato e previsível. Você queria mesmo ser original dessa vez. O problema é que você não tem toda essa profusão de ferramentas, sabe nem o nome do negócio que faz aquela pintinha bonita – sabe do que eu tou falando? aquela coisa pontiaguda… essa mesmo que você está pensando! –, e não vai sair comprando tudo e mais alguma coisa, até porque a mesada acaba antes de sobrar para as unhas.

Se você se identifica com esse problema, caro leitor, posso dizer que arranjei a solução ideal para ele: unhas de jornal. É simples, rápido, baratíssimo e ainda expressa seu amor pela leitura. Já para não dizer que está para lá de original – não é tão comum assim achar alguém com uma unha dessas, pois não? Também acho que não.
Vamos deitar mãos (e unhas) ao trabalho?


Materiais:
- Um jornal, recortado em retângulos ligeiramente maiores que cada uma das suas unhas (10 retângulos, portanto, e pode aproveitar o resto do jornal para colocar sobre o seu local de trabalho, evitando manchar a mesa);
- Esmalte de tom claro, para que se possa notar as letras por cima;
- Esmalte transparente, para passar por cima;
- Álcool etílico;
- Algodão;
- Acetona.


Instruções:
(1) Se você costuma seguir alguma rotina antes de passar o esmalte, esteja à vontade para fazer tudo isso. Se for preguiçoso, como eu, pode começar já por passar a camada de esmalte. Recomendo passar pelo menos duas camadas, visto que a cor do esmalte é bem clarinha.
Deixe secar completamente.



(2) Pegue uma bolinha de algodão e deite bastante álcool na mesma. Coloque um dos seus retângulos de jornal por cima da unha já pintada e pressione firmemente a bola de algodão por cima, durante 10 segundos. Retire o algodão e o jornal com cuidado.
Outras pessoas preferem mergulhar a própria unha no álcool e pressionar o jornal por cima, mas, pessoalmente, acho que assim você obterá melhores resultados.

(3) Repita o processo com cada uma das suas unhas, sempre com cuidado ao retirar o jornal, para que nenhum pedacinho fique agarrado. Deixe que o álcool se evapore por completo das suas unhas.

(4) Passe cuidadosamente uma camada de esmalte transparente, de forma a evitar que a tinta esborrate. Deixe secar.


(5) Passe uma bola de algodão limpa, com um pouco de acetona, ao redor das unhas, de modo a retirar qualquer vestígio de tinta de jornal ou esmalte que tenha ficado ao redor da unha.


E aí está! A sua manicure original, fácil, rápida e barata! O que achou? Fale sobre os seus resultados nos comentários e não tenha medo de experimentar com palavras específicas ou imagens. Desde que seja tinta de jornal, garanto que pega! Mas não roube aquele jornal de hoje que seu pai ainda não leu – garanto também que ele não ficará muito feliz ;)


Fotografias no seguinte tutorial: http://www.wikihow.com/Make-Newspaper-Nails






A evolução de Miley Cyrus


A cantora teen mais lucrativa dos Estados Unidos está na mídia desde a pré-adolescência obviamente não é mais a mesma. Desde sua saída da Disney, empresa que lançou ela na televisão e nas paradas musicais, em 2010, Miley alterou totalmente seu estilo: roupas, estilo musical, modo de falar, etc.
Vamos tentar montar uma linha do tempo, de Hannah Montana até agora. A série na Disney mostrava uma adolescente que queria viver seu sonho, ao mesmo tempo em que queria uma vida normal, então, eis que surge uma ideia brilhante: ponha uma peruca loira platinada que ninguém vai notar que você é uma estrela do pop/country. Parece que eu estou dizendo que a série é ruim pela descrição feita (e não é das melhores mesmo), mas eu gostava (e você também, admita).
Até então, tudo bem, Miley não se envolvia em escândalos e era (e ainda é) modelo de conduta de milhares de crianças e adolescentes. Até que, depois de um tempo, foram surgindo algumas fotos da atriz fazendo poses sensuais, ou apenas de lingerie, mas o caso foi logo abafado pela Disney. Em 2010, um episódio bem parecido aconteceu: surgiu uma foto de Miley nua, no quarto de um hotel. E sim, em 2010 ela já estava com o Liam Hemsworth (falaremos sobre ele depois), mas nessa época eles estavam separados.
Definitivamente, a era de Can’t Be Tamed deu início à fase ousada da cantora. Não que ela estivesse aprontando do jeito que está agora, mas ela apresentou Miley de forma adulta, sensual e encerrou de vez a era Hannah Montana. Mas aí é que está: de tanto que Miley tenta se livrar da imagem do personagem, mais ele volta para ela. Pense bem: se você é um santo e fica um diabo do dia para a noite, tu acha que não vão se lembrar da sua fase mais “inocente”?
Enquanto Miley estava noiva, parecia que Liam Hemsworth a mantinha com a cabeça no lugar. Ela não se envolvia tanto em polêmicas na época que estava com o ator do que quando eles estavam separados (até porque eles eram aquele famoso tipo de casal ioiô), usava roupas mais comportadas e suas apresentações causavam tanto “auê”. Pena que se separaram.
Aparentemente, 2013 foi o ano em que as maconhas que Miley usa funcionaram. A guria liberou geral, tá usando roupas à La periguete da 25 de março e roubando a cena em apresentações alheias. Na real, a menina tá vulgar sem ser sexy por motivo nenhum. E nem adianta falar “ela sempre foi assim, a Disney que prendia ela para não manchar a imagem deles”, porque, sim, eu admito que isso seja verdade, mas enquanto eles cuidavam da imagem deles, eles cuidavam da imagem dela também, então sossega aí.
Pelo amor de Deus, pessoal, what the hell foi aquela apresentação do VMA? Tá feio, Miley, tá escroto. Quando vi o clipe de We Can’t Stop, a primeira coisa que veio na minha cabeça foi “Música boa, clipe apelativo. Qual a necessidade disso?”. Aí ela lançou o clipe de Wrecking Ball, que dispensa comentários. Músicas tão boas, clipes tão apelativos com coisas tão desnecessárias e idiotas. O que aconteceu com você, Miley?



7 de set. de 2013

Dica de Sábado: Paramore





E esse é o momento em que vocês olham para o título do post e se perguntam: "mas cê jura que vai falar de Paramore justo NESSE blog?". Sim, irei falar de Paramore por mais que a Sarinha já tenha falado (e ainda fale) deles  por aqui. Algumas (poucas e amadas <3) leitoras pediram para eu falar sobre eles, já que hoje a banda completa nove anos (nove!!!!!!!!!!!!!). Até porque a maioria das pessoas que me conhecem há bastante tempo sabe que eu conheço a banda há sete anos e sou fã há seis.  Então hoje será uma dica de sábado um tanto quanto diferente (ou não, vai que tem alguém aqui que nunca parou para ouvir Paramore de verdade e vai e acaba curtindo, né?). Falarei sobre como conheci o Paramore, como comecei a gostar, como foi perder dois shows da banda e como foi ir no show desse ano (e o quanto chorei).

Bom, vamos ao início desse vício maravilhoso: conheci a banda em 2006 através de um amigo. Logo curti a música, mas, convenhamos, eu tinha dez míseros anos. Estava na minha fase RBD. Curti e logo deixei a banda de lado. Curti minha vida de Rebelde até o fim do ano. Sim, Rebelde. Eu sempre fui a Roberta/Dulce nas brincadeiras, porque sempre gostei de cabelos coloridos e tinha o jeitinho atentado da persangem e a Dulce era minha maior paixão. Exatamente por isso não deixei Paramore subir à cabeça. No ano seguinte, eles lançaram o "Riot!", meu amigo, novamente, veio me mostrar o CD. E aí fodeu, galera. Fodeu. Fodeu TOTALMENTE! Eu já tinha meus 11 anos completos e fiquei maluca quando vi o cabelo da Hayley. Não conseguia mais me importar com mais nada (famoso) além de Paramore. Paramore para cá, Paramore para lá, Paramore na escola, Paramore em casa às alturas, Paramore na parede no meu quarto, Paramore na minha estante, Paramore na minha vida, Paramore na minha cabeça, Paramore como plano de vida. E aí veio minha primeira depressão por causa da banda: primeiro show no Brasil, em 2008. Eu acho que nunca me deprimi tanto na vida quanto daquela vez. Eu tinha 12 anos, não entrava no show se não fosse acompanhada por um responsável. Meu pai não quis me levar nem pagar pra mim, minha mãe ainda não tinha se apaixonado pela banda pra poder me levar. Só me restava meu computador com os vídeos dos shows daquela turnê e minhas lágrimas. E foi assim pelo mês inteiro. Sério, gente, perder show de ídolo é a pior sensação que existe e eu já experimentei disso mutias vezes. Não só com o Paramore, mas isso não vem ao caso. Paramore é, com certeza, um dos maiores orgulhos da minha vida. Uma das bandas que mais me traz alegria e tristeza ao mesmo tempo. Alegria porque a cada álbum, música, clipe novos me traz orgulho. Orgulho demais! E tristeza porque não posso vê-los todos os dias e dizer o quanto os amos e me orgulho de cada coisinha que eles fizeram durante esses nove anos de banda. Só eu sei o quanto já chorei por Paramore, o quanto já sorri, o quanto já superei, o quanto já escrevi e me inspirei. Paramore sempre foi A banda na minha cabeça. Sou fã de MUITAS coisas, muitas coisas mesmo! Mas Paramore foi meu primeiro vício de verdade, por mais que eu tenha amado RBD com todas as minhas forças. Paramore foi a primeira coisa que eu gostei, viciei e permaneci. E esse sentimento continua até hoje, pessoal. Até hoje.

2009 foi o ano do "Brand New Eyes". Eu, sinceramente, achei que o álbum não sairia, que a banda não se levantaria. A galera das antigas sabe bem a crise que a banda passou. E confesso que entrei em crise junto. Eu acho que nunca senti tanto medo de uma banda acabar como senti naquela crise da Paramore. Chorei, resmunguei, pedi pra todos os santos possíveis para minha banda favorita melhorar todo aquele clima e ficarem bem da forma que eram antes. E aconteceu! Gosto do BNE justamente por isso. É notável o amadurecimento deles, a superação, a força, a vontade. Cada música deve ter, com certeza, um significado muito mais além daquele que nós, meros fãs e mortais, criamos/deduzimos. Gosto muito dessas mensagens – com várias formas de interpretar – que eles conseguem passar pelas músicas. O BNE é meu orgulhinho, o Riot! é o meu álbum favorito, o All We Know Is Falling é meu xodó. O "Paramore" eu tô começando a simpatizar completamente agora. Ainda não superei a saída dos Farro e não escondo isso, sinto falta da batida mais rock alternativo da banda, sinto. Mas me sinto muito orgulhosa do que eles se tornaram hoje, de como superaram tudo.  Porque, bem, 2010 foi o ano mais complicado para mim. Eu era perdidamente apaixonada pelos cinco na banda. Sempre fui. Continuo sendo. Meus nenéns aka irmãos Farro fazem muita falta pra mim. Mas não posso negar que essa "nova fase" do Paramore é uma coisa maravilhosa. Não pude ir ao show de 2011 aqui no Brasil, logo, perdi o início disso tudo. E aí foi mais uma depressão do inferno, porque seria meu presente de 15 anos. Eu nunca liguei pra essas coisas, mas como meus pais viam como algo especial, decidi pedir o show. Pedi. Meu pai disse que me daria. Aí, na semana que eu compraria o ingresso, meu irmão bateu o carro e fodeu tudo. Tudo. E aí perdi o show, perdi eles tocando "In The Mourning", perdi uma das maiores emoções da minha vida pela segunda vez. Mas até que superei mais rápido porque tinha colocado na cabeça que iria no próximo show deles no Rio de qualquer jeito, eu daria meu jeito. Juntaria dinheiro, pegaria escondido (como fiz no The Kooks) do meu pai e só falaria com minha mãe porque ela me ajuda nessas coisas. E consegui. Consegui! Esse ano, depois de toda essa superação da banda e minha como fã, consegui ir ao show. Consegui vê-los de perto. Consegui dar um tchau para o Jeremy. Vi o sorriso da Hayley exatamente na minha frente quando cheguei à grade da pista premium, consegui ficar tão perto do Taylor em um momento do show que cheguei sentir a água que ele jogou na "bateria" (não sei o nome daquilo que ele tocou hahaha) voar na minha cara quando ele começou a batucar. Foi maravilhoso. Uma das melhores sensações do mundo. Ver meus ídolos ali na minha frente, depois de anos, depois de tantas coisas que passamos juntos mesmo que eles não saibam disso, foi maravilhoso, incrível, indescritível. Eu chorei o show inteiro, me desesperei, gritei até não aguentar mais, chorei de novo, gritei mais, passei mal, joguei água na cara pra não desmaiar, mas fiquei lá firme e forte. Foi, de fato, um dos melhores momentos da minha vida. Ver qualquer ídolo meu é sempre um momento feliz. Mas ver o Paramore tocando a alguns poucos metros de mim foi mais incrível ainda, porque eles foram a primeira banda que eu virei fã.  Foi realmente incrível, pessoal. Eu sempre digo para todos que conheço: se tiver chance de ver seu ídolo, vá. E surte muito, porque é maravilhoso. É um momento único. Uma sensação única. É tudo realmente maravilhoso.

E eu vou parar por aqui. Eu adoraria contar o que cada CD, cada música, cada segundo daquele show me fazem/fizeram sentir. Mas eu não força pra isso, não tenho emocional. Paramore é o tipo de banda que me toca demais, mexe demais comigo. É uma coisa esquisita mas maravilhosa ao mesmo tempo. Deixemos isso para quando eu amadurecer mais um bocado e parar de ser bobinha assim a ponto de conseguir dizer mais que isso. Mas, por enquanto, só posso dizer e demonstrar o quão orgulhosa estou do Paramore durante todos esses anos. Feliz 9 anos, Paramore! E que venham muito mais e que eu possa continuar acompanhando-os com tanta emoção e amor.

Mas me digam vocês! Tem algum artista/grupo que faça vocês sentirem tudo isso? Me contem nos comentários! Vou adorar ouvir as histórias de vocês também!