26 de dez. de 2012

Fight For Me! - Odeio Amar Você 3


Bom dia, meus bebês lindos! Como vão vocês? 
UAUEHAIEUAHE aqui venho eu com outra oneshot, dessa vez, como um especial de natal. Listen, eu sei que o natal foi dia vinte e cinco, MAS DEIXE-ME DIZER O POR QUÊ NÃO ARRUMEI ISSO ANTES.
A ideia dessa one é meio antigazinha, claro, mas como é um especial de natal eu tive que fazer com algo a ver com o natal. AOPSKAPSOK e tipo assim, eu tenho um problema seríssimo com pontualidade.
Nada comparado a Hayles, mas tenho.
O problema é que eu ia fazer isso há dez dias atrás POSKPASOKAS MAS AÍ ACABEI DEIXANDO PRA LÁ E EMPURRANDO COM A BARRIGA E VOCÊS SABEM COMO PROCEDE, DAÍ CHEGOU DIA VINTE E QUATRO A NOITE E EU AINDA NÃO TINHA NADA. Minha ideia era escrever tudo dia 24, mas eu passei o natal como uma bola de pingue-pongue, de lá pra cá. Fui pra bsb mais de três vezes, tipo, plmdds. E aí não consegui escrever. Toda vez que tentava, aparecia uma boa alma para puxar assunto e PFVR eu só queria ter ficado em minha casinha e escrevendo, porém não deu. E eu sinto muito. Aí ontem ao invés de escrever eu fui fazer ustream. Cantei um monte de coisa, rimos muito e enfim. It's this.
Essa one ficou linda e eu curti muito apenas ;-; ela deveria se chamar "All I Wanted" ou "All I Wanted Was You" porém eu sei que existem oito mil fanfics com esses nomes. Então, deixei "fight for me", que na tradução literal significa "lute por mim". Fofo, não? nhac :3
Seguinte, é uma oneshot de Odeio Amar Você. É, isso mesmo que você leu. OAV. This. Odeio Amar Você. Só que você só conhecerá os personagens caso tenha lido a segunda temporada da fanfic (aka Odeio Amar Você 2), então se isso ainda não aconteceu e o senhorito está apenas na primeira temporada, pode até ler essa one, nada ficará confuso. Você irá conhecer os personagens e tudo mais. Só que se você leu a segunda temporada, essa one vai ter mais... valor emocional, se você me entende. 
Não vai ter hentai. Desculpa, a classificação disso aqui é livre. Não ocorrerá nada mais do que algumas coisas tristes e fofas :3
Justo que vocês coloquem a música All I Wanted, da Paramore para carregar, por que vai ter certo momento que ela entra. Isso não é exatamente uma songfic, mas é como se fosse. Se você leu as OAV's, vai entender a diferença de uma cena de songfic e uma cena onde a música entra na história realmente. Creio eu que isso não se trata de uma songfic. Devo estar certa. Ou não. Dane-se.
ÇOPAKSPÃOK ANOS QUE NÃO FAÇO UMA NOTA GRANDE ASSIM, se fosse no Nyah! Cocôction elas estariam enormes, por que a fonte é bem maior e menos arrumada. Mas acho que falei tudo o que tinha para falar, não? Sim? Não sei. Quem sabe. Talvez. 
Pare de divagar, Sarah.
Também não vou revelar o ship principal, como me pediram ontem na twitcam, e apenas duas pessoas sabem desse ship. Vocês vão descobrir bem em breve.
Tudo bem, é isso *U* Nos vemos lá embaixo que Sarinha tem coisa para tratar com os senhores ♥ Boa leitura, boa viagem :3 





Não havia mais mundo, não havia mais terra. Não havia mais luz, não havia mais céu, não havia mais estrelas. Não havia mais música, universo, pessoas, importância. Não havia mais nada.
Tudo o que havia eram eles. Eles, seus corações palpitando com força e descontroladamente, suas mãos entrelaçadas, o arrepio que corria livremente pelos seus corpos. Seus pelos em pé, suas emoções à flor da pele. Naquele momento, só o que havia eram os dois, e o beijo carinhoso que trocavam.
Toda a preocupação, toda a consciência, todo o martírio do sentimento tão errôneo e tão incerto se dissipara. Toda a dor desaparecera. Enquanto seus lábios se tocavam, timidamente, suas mentes deixavam de lado o sentimento e os pensamentos do quão errado aquilo seria. Enquanto suas línguas se entrelaçavam, calmamente, eles decidiam deixar-se entregar. De corpo, alma, e coração. Entregavam-se àquele beijo, mas sobretudo, àquele sentimento. Àquele sentimento que os envolvia, corroia, comia, e fazia com eles o que bem queria. Àquele sentimento avassalador e substancial, sempre retraído, que agora estava livre para satisfazer-se. Que agora juntava seus corpos, unia seus lábios, fazia com que as mãos dele corressem lentamente pela cintura dela, provocava todos os arrepios e toda a profunda satisfação que ambos sentiam nesse exato momento.
Era ele. Era o sentimento. Era ele que fazia isso com Henry e Anna.
Ela entregou-se, absorta, sem nada pensar. Deus! Ela o queria! E isso não era atual, não! Era tão antigo. Céus, Anna o amava desde que tinha consciência de sua existência. Sempre o teve como o melhor amigo, mas sabia, desde os dez anos de idade, que o queria como mais do que isso. Por anos teve de retrair esse sentimento, essa vontade, mas como poderia continuar com essa farsa? Como poderia continuar mentindo para si mesma, para Henry, e para o resto do mundo? Como poderia? Como conseguiria?
Ela não podia. Seu coração era todo ele. Era seu nome que ela imaginava pouco antes de pegar no sono, era seu rosto que ela via quando acordava. Era seu abraço que a fazia se arrepiar. Era Henry. Sempre fora! Por mais errado e pecaminoso, era ele. O que ela podia fazer? Como ela podia não se entregar?
Como ela podia deixar de amá-lo, se seu coração era todo dele desde sua infância?
As mãos dele agora seguravam seu rosto, tomando-o inteiro, fortes. Henry não queria deixá-la ir, Anna podia sentir. Sabia que ele sentia o mesmo. Conseguir sentir pelo modo como ele tocava-a, pelo seus lábios pressionados contra os dela, pelas batidas mais do que rápidas de seu coração. Sentia suas línguas se entrelaçarem, lentamente, provando-se, conhecendo-se, milimetricamente. Ela enfiara suas mãos no cabelo dele, louro e meio encaracolado, sempre maior do que o normal, como um surfista bobo. Claro que seus olhos azuis davam-lhe todo o charme, e seu corpo magro e esbelto de um garoto de dezessete anos fazia-a suspirar. Mesmo assim, enquanto beijava-a, Henry não era para ela nada mais do que o garoto que ela amava. Não importava se ele um dos melhores guitarristas e pianistas que ela já vira, se era o quarterback do time de seu colégio, ou se quase todas as garotas que ela conhecia dariam tudo para estarem no lugar dela, nesse momento. Henry, agora, era apenas o Henry. O garotinho incrivelmente fofo que ela conheceu ainda muito criança. Que costumava assistir a Harry Potter, ou brincar de pique esconde com ela. O mesmo que abraçava-lhe e beijava-lhe a testa, prometendo que seu joelho ralado iria sarar. O único garoto que dissera-lhe que a amava na vida.
E provavelmente, o único que ela iria dizer amar de volta.
O desejo comendo-a, o sentimento tomando conta dela, o beijo ainda durou muito mais do que poderia. Até que seus pulmões, exaustos, imploraram por um bocado de ar, e tanto Henry quanto Anna pegaram-se incapazes de continuar em seu único lugar seguro. Foram brutalmente arrastados de volta para a realidade sufocante da culpa, do arrependimento, do errôneo, da verdade.
Henry e Anna eram primos. E isso não deveria ter acontecido.



— É mais ou menos uma tradição — a mulher de cabelos flamejantes explicava para sua filha o porquê de tantas travessas de mousse em cima de uma única mesa, com bastante paciência. — Desde que eu me entendo por gente, competimos para saber qual família tem o melhor mousse. Embora ninguém ganhe de verdade.
— Mas se ninguém ganha não tem por que continuarmos fazendo — Katt Nichole, onze anos de idade, deu de ombros. Seus olhos azuis demonstravam claramente a vontade dela de não estar ali, em pleno natal, arrumando a mesa dos mousses. Mas Sophie sabia que era melhor ela manter suas mãos ocupadas com a arrumação ao invés dos socos que costumava diferir nos primos gêmeos, Josh e Jason.
Não que eles fossem anjinhos, por que não eram. Estavam muito longe de serem.
A garota de quinze anos refletiu sobre isso enquanto tomava seu copo d’água, assistindo a cena. Sua própria mãe estava enrolada com os preparativos para a ceia, em sua casa, e logo chegaria com mais alguns pratos. A pequena Nichole reclamou mais algumas vezes, fazendo com que Sophie e a própria garota rissem. “Anna, se você rir de novo eu vou te bater!”
Anna riu de novo e tratou de seguir para a sala principal da casa dos Davis. Foi inevitável. Era sempre inevitável rir do mau humor súbito de Katt, estando ela irritada com seus primos, seu próprio irmão ou o resto do mundo. A garota estava sempre com raiva.
Coisas da puberdade, Anna refletiu. Logo, logo, ela se tornaria uma garota maluca e cheia de personalidade, como sua mãe, ou Julia, ou ela própria. Em alguns anos, a filha de Danna reconhecia que mudara muito mais do que planejara.
Embora ainda sentisse certas coisas que preferiria simplesmente não sentir.
Anna respirou fundo, sentindo sua pele se arrepiar mais uma vez, lentamente, enquanto todas aquelas sensações domavam-na como um todo. A lembrança assombrou sua mente outra vez, inevitável, e ela pegou-se novamente cheia de culpa e arrependimento. Ainda conseguia escutar a voz de Sophie, sua tia por parte de mãe, e sentiu-se suja ao saber que era o filho daquela mulher que ela beijara, sete dias atrás.
Uma semana. Uma semana inteira de remorso, de assombração, de tormenta. Sete dias e sete noites sem conseguir pensar em outra coisa senão no quanto aquilo havia sido errado.
E bom.
Anna passou a mão levemente pelo rosto, voltando ao mundo real onde estava inserida. Se não tratasse de se normalizar, todos saberiam que havia algo de errado com ela. Sobretudo com essa casa tão cheia como estava agora.
Os rostos das pessoas que estavam na casa dos Davis para comemorar o natal eram todos conhecidos, embora Anna não visse alguns há bastante tempo. Como seu tio de segundo grau, Erich, sua esposa, Claire (que, pelo que Anna sabia, era filha de um amigo da família de seus avós), e seu filhinho de três anos, Benjamin. Ou como Adam, outro amigo, mas provavelmente o adulto mais brincalhão ali. Ou como Joe, seu tio que não morava em Nashville. Ou como mais tantos outros tios, de primeiro e segundo grau, e primos, muitos primos. Anna via crianças por onde olhava, estando elas quietas ou correndo.
Era incrível. O natal sempre era perfeito para unir as pessoas.
— Bu! — Anna deu um pulo para o lado, incrivelmente assustada com aquela brincadeira boba. Mas ela sabia que seu coração não palpitava por causa da brincadeira em si, e sim por quem havia feito.
Henry agora a encarava, um sorriso divertido no rosto, o cabelo levemente bagunçado, uma capa de violão nas costas.
— De onde você surgiu? — perguntou ela, ouvindo as batidas de seu coração. Certo, precisava acalmar-se ou iria sofrer um infarto ali mesmo.
— Das sombras — Henry deu de ombros, entoando a voz como se a resposta fosse óbvia. Palhaço. Anna pegou-se sorrindo.
— Não tem graça — disse ela, embora seu rosto mostrasse o contrário. — Você me assustou.
O rosto dele, apesar de demonstrar todo o humor e malícia naturais da personalidade de Henry, ainda conseguia ser incrivelmente angelical. Anna aliviou seu sorriso, olhando seus olhos azuis e penetrantes, que lhe encaravam como se fosse exatamente com ela que ele queria estar agora.
— Feliz natal — murmurou ele, consideravelmente perdido, mas com um sorriso bonito pairando levemente no rosto.
Ela também sorriu.
— Feliz natal pra você também — respondeu, virando-se de súbito. Passou a mão pelo cabelo louro recém-cortado num gesto nervoso, quase desesperado. — Comprei um presente para você, e outro para Katt, ontem, com minha mãe. Estão na árvore.
Anna tentou controlar a respiração, enquanto apontava para um pacote de presentes azuis embaixo da enorme árvore sintética de natal. De alguma maneira, ela pôde sentir o sorriso de Henry por trás de si.
Os pelos de sua nuca se arrepiaram.
— Legal, vou abrir assim que der meia-noite. Acho que já sei o que é.
Com um sorriso no rosto, ela virou-se para ele mais uma vez.
— O que é, então?
— O jogo de cordas que eu queria. Fender 0.11? — chutou ele, um sorriso quase malicioso na cara, os olhos parecendo ir além dela, lendo seus pensamentos. Ele franziu o cenho e levou um dedo aos lábios, diante do silêncio da garota. — Não, espera. Você comprou palhetas também.
De fato, ela o tinha feito. Três dias antes, Henry havia conversado com ela por mensagens de texto e dissera que quase comprara um encordoamento na loja de música, mas sua mesada havia acabado. Estava chateado por isso por que as cordas de seu violão já tinham mais de dois anos, além de não serem tão encorpadas como eram as Fender’s. Por isso, ao sair para o centro com Danna, alguns dias antes, ela sabia que esse seria o presente de natal que compraria para ele.
E também comprara duas palhetas brancas. Sabia que era sua cor preferida, quando, é claro, tratava-se  de palhetas. A questão maior era: como Henry sabia de tudo isso?
— Estive na loja hoje, Mike me avisou que você esteve por lá — ele disse de repente, como se estivesse adivinhando seus pensamentos. Ah, então era isso! Anna praguejou em pensamento. Michael! Ela iria matá-lo! — Me desculpe por estragar a surpresa.
— Não desculpo, não — disse ela, o tom hostil e ao mesmo tempo brincalhão presente na voz. — Vou matar o Michael. Aquele idiota.
— Ei, não suje suas mãos com o sangue daquele verme — disse Henry, fazendo-a rir ao mesmo tempo em que de súbito segurou suas mãos. Sem cessar seu sorriso, Anna sentiu seu corpo começar a tremer. Desde aquele beijo, era difícil tocá-lo amigavelmente como ela fizera durante a vida toda. Céus. O choque de suas peles era algo simplesmente surreal. — Vem cá.
Agora ele estava andando e puxava suas mãos para fazê-la acompanhá-lo, antes que ela pudesse se dar conta. Tropeçando em seus próprios pés, Anna quase bateu de frente com seu primo Josh, que corria de um lado para outro.
— Espera, para com isso — ela disse, alto, enquanto ele levava-a para a escada que dava o acesso à garagem. — Para onde está me levando?
Henry parou de repente e virou-se para ela. Seus olhos azuis estavam brilhantes, sapecas. Seu rosto estava levemente corado, tão lindo.
— Seu presente — disse ele, aquele mesmo sorriso apaixonante pairando nos lábios. — Vou te dar seu presente.
Anna forçou-se a não olhá-lo como fazia anteriormente. Largou suas mãos, correu os dedos pelos seus fios louros, sentiu o estômago revirar. O nervosismo agora tomava conta dela por inteiro, fazendo-a tremer completamente.
Não podia ficar sozinha com Henry na garagem. Simplesmente não podia.
— Escuta, não precisa fazer isso. Vamos voltar, sua mãe está precisando de ajuda... — disse ela, nervosamente, fazendo de tudo para ser breve e convincente, não olhar em seus olhos, controlar suas emoções, tudo ao mesmo tempo. Não podia sentir aquelas coisas! Não era certo!
— Não é algo material — disse ele, em tom apelativo. Embora ela não pudesse ver, sabia que seus olhos azuis deveriam estar implorando agora. — Por favor. É importante para mim que você ao menos escute.
Atordoada e perdida, Anna fechou os olhos por meio segundo. Não era certo, não deveria estar acontecendo, ela não deveria ceder, eles deveriam voltar para a sala onde havia meio mundo de pessoas que certamente os impediriam de fazer algo do qual se arrependeriam depois.
Mas ela olhou em seus olhos. E aquelas órbitas azuis, como o céu limpo de verão, como o mar mais claro e substancial, as mais bonitas que ela jamais vira, iam além dela. Penetravam-na. Pediam, imploravam, brilhavam incondicionalmente. Faziam-na acreditar que, se ele dissera que era importante para ele, de fato deveria ser.
E isso faria com que fosse importante para ela também.
Mesmo sabendo que se arrependeria, ela cedeu. Assentiu com a cabeça, viu seu primo sorrir e arrastá-la até a garagem equipada com alguns instrumentos musicais, enfim. A bateria de Miles — melhor amigo de Henry —, uma um teclado, uma caixa de som e um bocado de fios. Henry soltou sua mão e dirigiu-se até o teclado, procurando o fio que o ligaria até a tomada, e depois de algum tempo conseguindo plugá-lo em uma extensão. Ligou o teclado e, timidamente, Anna aproximou-se dele. A opção “piano” foi acionada.
— Eu... — Henry mantinha os olhos presos no instrumento. Começou a fazer um solo, poucas notas, mas ainda assim, perfeitamente melódico e lindo. Anna concentrou-se no som. — Eu compus... há pouco menos de uma semana. Não é muito grande, e eu ainda acho que uma voz feminina seria o ideal, com toda uma banda. Mas enfim. Por enquanto sou só eu. — Seus lábios esboçaram um sorriso nervoso, e ele finalmente levou seus olhos ao encontro dela. — É para você.
Anna sentiu os pelos se eriçarem e o coração bater mil vezes mais forte no peito. Simplesmente paralisou-se, sem saber o que fazer, o que dizer, o que sentir. Sua respiração estava desregulada enquanto ela tentava entender o que Henry havia acabado de falar. Ele... havia composto uma música para ela? Para ela?
As mãos dele, habilidosas por toda uma vida dedicada à música, recomeçaram a melodia por meio daquele teclado simples. Um arrepio percorreu toda a garota, sem piedade, principalmente quando a voz rouca de Henry começou a ecoar.


Think of me when you're out, when you're out there. I'll beg you nice from my knees.
And when the world treats you way too fairly… well, it's a shame, I'm a dream.

All I wanted was you… All I wanted was you…

Pense em mim quando você estiver fora, quando você estiver lá fora. Eu irei te implorar de joelhos.
E quando o mundo te trata de uma forma tão razoável... bem, é uma vergonha, eu sou um sonho.

Tudo que eu queria era você... Tudo que eu queria era você...



A voz de Henry era encorpada, rouca, sentimental, provavelmente a melhor que ela já escutara. Anna sempre soubera que Henry era um dos melhores cantores que existiam, e já o escutara cantar outras tantas vezes, mas agora era tão diferente. A emoção estava tão presente em sua voz, seu teclado, sua melodia. Anna pegou-se arrepiada e emocionada antes mesmo da música atingir seu refrão, enquanto ouvia as palavras que ele cantava, embora muito baixo, quase desesperadamente para ela. Para ela. Aquela canção — provavelmente a mais bonita que ela já ouvira — fora composta para ela. Por que... ele a queria da mesma forma que ela.
E isso não era certo. Ela sabia que não era.
Mas eles não conseguiam deixar de sentir.



I think I'll pace my apartment a few times and fall asleep on the couch.
And wake up early to black and white re-runs…that escaped from my mouth…

Oh-Oh…

All I wanted was you… All I wanted was you…
All I wanted was you… All I wanted was you.

Acho que eu vou percorrer meu apartamento algumas vezes e cair no sono no sofá.
E acordar cedo para reprises em preto e branco... que escaparam da minha boca.

Oh-Oh..

Tudo que eu queria era você... Tudo que eu queria era você...
Tudo que eu queria era você... Tudo que eu queria era você.


O tom da música subira uma oitava no refrão, e Anna precisou retirar seus olhos dele para não deixar as lágrimas caírem. Precisou fechar os olhos, lentamente, e levar as mãos ao rosto. Precisou sentir aquela letra, aquela melodia, aquela voz, tocarem-na de dentro. Seu coração estava uma loucura dentro do peito. Sua mente estava paralisada. Suas pernas perdiam a força gradativamente. E, honestamente, ela não sabia mais o que fazer.
Tudo o que eu queria era você, ele gritava, repetia, cantava novamente, com um tom de angústia e desespero. O som do teclado ficava mais encorpado e forte, por que seus dedos martelavam as teclas com toda a sua agonia. Aquela música, nada mais dizia do que a verdade.
De todas as garotas do mundo, era Anna que Henry amava. Era ela que ele queria. Tudo o que ele queria era ela. Mesmo que fosse errado, ele sabia que era, mas a amava! O que podia fazer em relação a isso?
Anna não era apenas sua prima. Era também sua melhor amiga, sua confidente, e a garota mais incrível do mundo. E ele queria que ela fosse dele!
Seria pecado querer amar?



I could follow you to the beginning… and just relive the start.
And maybe then we'll remember to slow down at all of our favorite parts.

All I wanted was you!

Eu poderia te seguir até o começo... e apenas reviver o início.
E talvez depois nós lembraremos de desacelerar todas as nossas partes favoritas.

Tudo que eu queria era você!


Ambos sabiam que houve épocas em que as coisas eram muito mais simples. Épocas em que, na ingenuidade de uma criança, eles podiam fazer o que bem entendiam, e se amar mesmo assim. Henry sabia que amava Anna desde o dia em que saiu de Londres rumo à Nashville e passou o dia brincando com ela. Sabia que a amava, como sua melhor amiga, ou até mesmo como uma namoradinha de infância. Apesar de tudo, invejava essa época, em que preocupações e empecilhos não existiam.
Agora ele crescera e enfrentava uma guerra pessoal por querê-la tanto.
E sabia que a fazia sentir o mesmo. Estava evidente em sua face que Anna sentia medo. Os olhos dela estavam brilhantes e chorosos. Ele sabia que, nesse exato momento, ela deveria estar enfrentando a maior guerra interna de sua vida. Por que, ele sabia, ela o amava também. E apenas por isso ele decidira não deixar isso ir, por mais errado que fosse.
Era certo para ele.


All I wanted was you… All I wanted was you…
All I wanted was you… All I wanted was you.

Tudo que eu queria era você... Tudo que eu queria era você...
Tudo que eu queria era você... Tudo que eu queria era você.



Foi a mesma conclusão que Anna chegou, quando a última palavra saiu da boca de Henry e a última nota do teclado foi arrancada. Ela o viu encará-la, sem nada dizer, como se esperasse uma reação. Uma palavra qualquer. Um sentimento, uma ação, um sorriso, quem sabe algumas lágrimas. Seus olhos azuis a encaravam, nervosos, quase arrependidos por tê-la mostrado a música. Anna sabia que ele estava desesperado por uma demonstração de satisfação ou insatisfação por parte dela. Ele só queria que ela reagisse.
E foi por isso que, esquecendo tudo por um momento, ela aproximou-se dele e acabou com a distância entre seus lábios.
Henry foi pego de surpresa, mas antes que pudesse processar o que estava acontecendo, seus braços já envolviam a cintura dela com força até retirarem-na do chão, e seus lábios já retribuíam o beijo à altura. A boca dela tinha um leve sabor de chocolate, e mesmo que não tivesse, conseguia ter o gosto mais alucinante que ela já havia provado. Embora esse mesmo beijo houvesse acontecido uma semana atrás, ele conseguia sentir a mesma sensação de euforia. Seu coração estava mais do que acelerado, seu corpo era percorrido por uma corrente elétrica, sua emoção dava cambalhotas dentro do seu corpo.
Mesmo que fosse errado, aquele beijo parecia apenas tão certo. Fazia com que ele sentisse que encontrara seu lugar no mundo, e ele era ao lado dela. Fazia com que ele acreditasse que estava no lugar certo, com a pessoa certa, fazendo a coisa certa. Fazia-o acreditar, cada vez mais, no amor por ela que inundava e sangrava seu peito. Fazia-o acreditar que ela sentia o mesmo e que não fugiria. Que amaria. Que lutaria.
O beijo não era calmo, mas nem por isso era urgente. Não era voluptuoso, mas nem por isso era sereno. O beijo que os envolvia tinha seu próprio ritmo, sua própria vontade. Suas línguas se entrelaçavam sem pressa, seus corpos se colavam gradativamente, suas mãos exploravam seus corpos sem nenhuma culpa. O ritmo estava traçado, a melodia era deles. O beijo que Henry e Anna trocavam, apaixonadamente, parecia não existir para mais ninguém. Parecia ter sido inventado para eles.
Anna pegou-se querendo que aquilo não acabasse nunca. Queria ficar nos braços de Henry para sempre. Queria beijar seus lábios e senti-lo tão perto até o fim dos tempos. Queria não acabar com aquele momento perfeito, e mergulhar nele, sem medo, até que ele a engolisse. Queria segurar Henry e mantê-lo para sempre perto de si, para que ela não tivesse medo de enfrentar o mundo, seus pais, seus amigos, por ele. Queria não ser arrastada para a realidade bruta e injusta de que isso não deveria estar acontecendo, quando tudo de errado que ela fazia era amar!
Mas, infelizmente, seus pulmões pediram por ar. Os pés de Anna alcançaram o chão, e suas mãos finas arranharam a nuca de Henry lentamente, antes de apertá-la, como um pedido desesperado para que ele não a deixasse. Seus olhos queriam transbordar, seus lábios pinicavam, ela queria beijá-lo de novo. E de novo, e de novo, e de novo. Sabia que era errado, mas queria errar. Queria errar com ele. Por que ela o amava. Por que tudo o que queria era ele.
A parte racional de sua mente martelava. A parte emocional implorava por mais. Seu corpo estava domado pela guerra interna que Anna queria simplesmente não ter.
— Isso... — ela começou a falar, sem separar suas testas, ainda sentindo suas respirações se misturarem. Céus, ela o amava tanto. As lágrimas ameaçavam sair de seus olhos, enquanto a parte racional de sua mente tomava mais de seus pensamentos. Entretanto, ela apertou a nuca dele novamente, desejando que ele não a soltasse. — Isso é... errado — ela conseguiu proferir, embora não quisesse sair dali.
Henry suspirara. Anna percebeu que ele não levantara os olhos, embora o aperto em sua cintura houvesse ficado mais forte.
— Mas eu te amo — murmurou ele, a voz rouca e cheia de desespero. Anna engoliu em seco, e antes que pudesse se controlar, seus lábios retribuíram a mesma verdade:
— Eu também te amo — sua voz também estava rouca e agoniada, angustiada. O nó já fechava sua garganta gradativamente. Porém ela não queria ir embora. Não queria sair de seus braços. Não querida deixar de senti-lo. — Mas nós somos primos.
Henry sabia que era verdade. Sabia que não podia ignorar isso. Sabia que isso seria um problema. Sabia que seria difícil.
— Eu sei — murmurou ele, suspirando, fazendo de tudo para conter a vontade de esquecer a verdade e a dificuldade. Só queria ficar com ela. Era tudo o que ele queria na vida. Nada mais. Por que tinha de ser tão difícil?
— Ninguém vai nos apoiar — ela murmurou outra vez, e ele percebeu que seus olhos começavam a transbordar, lentamente. Sentia-se mal por fazê-la se sentir mal, mas nada podia fazer contra o que sentia. Amava-a. Precisava dela consigo. Já não conseguia mais viver nessa mentira, nessa farsa. Não era ele.
Henry precisava fazer o que seu coração mandava, errado o quanto fosse. Para ele era certo. Amar era o certo.
— Quero lutar por isso — disse ele, então, decididamente. Segurou o rosto dela com as mãos e olhou no fundo de seus olhos castanhos, profundos, chorosos. — Quero lutar por você. Por nós.
Duas lágrimas escorreram pelas suas bochechas coradas. Ela estava desesperada. Desesperada pelo rumo que sua vida tomaria, desesperada pelo amor que transbordava seu peito, desesperada para se jogar nos braços de Henry novamente, desesperada para fazer o que era certo quando o certo para ela parecia errado para todo mundo.
 — Eu te amo — foi a única coisa que saiu de sua boca, conforme o choro se fazia mais presente dentro dela. Era a única coisa da qual Anna tinha certeza agora. Era a única coisa que ela sabia que era verdade e que era certo, por que seu coração gritava e sangrava por isso desde que ela podia se lembrar. Eu te amo. Era verdade. A mais pura verdade.
Henry passou o polegar por sua bochecha, e olhando dentro de seus olhos profundos, quase suplicou:
— Então lute comigo. Lute por mim — ele juntou suas testas, quase chorando como ela fazia. Aproximou seus lábios em um selinho demorado, provando-os minuciosamente, querendo ter aquilo para toda a sua vida. — Eu vou lutar por você. Lute por mim também.
Anna nada mais pôde fazer do que juntar seus lábios em outro beijo desesperado. Nada mais pôde fazer do que aproveitar o momento, enquanto sabia que não conseguiria viver sem tentar. Sem tentar ser de Henry, e tê-lo para ela. Sem tentar lutar.
E, enquanto ela se entregava de corpo e alma àquele beijo e àquela paixão, ela soube que lutaria. Lutaria não só por eles, mas por ela. Lutaria pela felicidade. Lutaria pelo amor. Lutaria pelo certo, embora para os outros fosse errado. Lutaria pela paixão. Acima de tudo, lutaria por ele.
Por que o amava mais do que podia suportar. E se isso fosse um erro, bem... ela queria errar.  





Wow. Eu curti escrever isso, se posso ser sincera com os senhores amigos bebês. Foi muito... intenso, e foi como se eu estivesse escrevendo pra OAV de novo, ou seja: quatro mil e quatrocentas palavras saíram muito facilmente. Isso não acontece com todas as fics que eu escrevo, é necessário um pouco mais de esforço de minha parte para escrever. Com a OAV tudo sempre foi muito simples, muito fácil, os bloqueios não eram muito grandes, eu sempre tinha ideias, e a escrita sempre fluía. Enfim. Amei isso por causa disso. -q 
POASAPOSK eu cheguei a mencionar nas twitcans que há uma possibilidade muito grande de a Odeio Amar Você virar uma trilogia. Sim, OAV3. Porém, isso não acontecerá agora, já aviso à quem não viu minha face na câmera, por que eu não... posso. Não consigo lidar com quatro fanfics ao mesmo tempo, sabem? E além disso, OAV é uma fic que me fez crescer, e eu preciso sair um pouco dela antes de retomar. Morro de saudades da OAV2, mas se eu simplesmente começar a OAV3 agora eu vou... cagar com tudo PAÇOSKÃPOSLA~PSOL eu preciso crescer como escritora, sozinha, com minhas outras histórias. Além do mais, eu preciso estudar demais esse ano. Então....
It's complicated. PAOSKPAOSK mas é provável que até março de 2014, vocês tenham uma OAV3 para ler. Nosso shipper principal?
Oras, Henry e Anna! POAKSPAOSK
O que acharam dessa one? Man, eu amei ela. Amei mesmo. Ela é mais ou menos como se fosse um prólogo, sabe, o início de tudo para uma possível OAV3. A coisa toda do beijo, da culpa, e pela decisão dos dois de lutarem por isso ♥ enfim, eu curti demais. Quero que vocês comentem pra mim e digam o que acharam das personalidades desses meus novos lindos protagonistas <3 Henry e Anna, nhaw, please, morrendo~
ÇOPKASÇÕPASLK~PAOLS~PSOLAS
É ISSO, GALERA. Feliz Natal, ok? Bom ano novo pra todo mundo, e eu amo vocês for real. 
Lots of love, 
Sarita *u*  

17 de dez. de 2012

Happy Birthday, Taylor York.

Notas da Sarinha: Oi pra vocês que estão perturbados *U* AOPSKASOPKASOPAKSOK -sqn
ÊÊ! HOJE É ANIVERSÁRIO DO NOSSO GUITARRISTA BARBUDO FAVORITO! HAPPY BIRTHDAY, TEILO <33
Ao julgar pelo título da postagem, VOCÊS JURAM QUE ISSO É UM POST AMORZÍSSIMO SOBRE O ANIVERSÁRIO DELE E NÉ, SUPER AMOR, PORÉM não. Isso não é um post comum.
"Happy Birthday, Taylor York" é o nome de uma oneshot.
Uma oneshot escrita por mim. E por minha amiga linda, Nathalia Ivanoff. 
E ELA É SIMPLESMENTE INCRÍVEL, GALERA. EU SUGERI QUE ELA ESCREVESSE A ONE COMIGO POR QUE (se não, sinceramente, eu não faria nada) E AÍ ELA SUPER TOPOU E NÓS NO JUNTAMOS HOJE PARA ESCREVÊ-LA E
BOOM!
Meu Deus, isso ficou bom. Vocês vão notar as diferenças nas narrativas, mas às vezes, nem vai dar pra perceber. Escrevemos toda esta oneshot no chat do facebook. E.... eu estou exausta mentalmente por que escrever hentai cansa. Cansa muito. Desgasta. Enfim :3 
É uma oneshot, e antes que venham encher o saco, NÃO VAI TER CONTINUAÇÃO. Ponto. Não tenho pique pra escrever quatro fanfics ao mesmo tempo, PFVR, NÃO SOU ESCRAVA. O fandom é Paramore (dãããã), o protagonista é Taylor York e a protagonista é Dakotah Rae POR QUE SIM. EUAHEUAHE na verdade, fizemos uma votação no face.
É isso.  Ponham uma música hot aí e curtam muito essa fanfic de Sarinha feat. Nats. Nos vemos lá embaixo \o/
Notas da Nats: EAE GALERA. Pfvr eu primeiro devo mencionar que isso é super honra de fazer, uma one com sarah foi tipo... mágico. Sarinha mil ideias e nats mil ideias e narração fodas (pfvr não curto mt a minha mas né -q) E PÁ. ONE SHOT FODÁSTICA. Eu amei essa one mais que o normal e eu tenho certeza que vocês vão amadorar porque somos fodas  pfvr e agora todos batam palmas pro tio taylos e leiam essa one~





Wow. Dakotah ofegou, tentando acompanhar o ritmo do beijo de Taylor. Estava bêbada — ok, meio bêbada — mas ainda conseguia pensar um pouco!
Mas não estava pensando. Ah, que fosse a puta que pariu, a boca de Taylor contra a sua era o que importava. Chutou a porta do apartamento para que fechasse e continuou beijando Taylor. Um gosto de cerveja com um suave gosto de menta, talvez ele tivesse chupado uma bala antes disso tudo acontecer.
Um gemido inesperado saiu do ponto mais profundo de Dakotah depois de tanto tempo na seca, ela jogou a cabeça para trás e deixou com que Taylor beijasse seu pescoço, deixando leves marcas. Claro que não estava pensando, mas deveria? Poderia?
As mãos de Taylor já corriam por dentro de sua camiseta fina nas costas, provocando arrepios leves em Dakotah. Seus dedos já brincavam no fecho de seu sutiã. Os dedos dela provocavam o couro cabelo de Taylor com sua unha, agarrando seu cabelo.
Se aquilo era rápido, quando Taylor tirou a blusa de Dakotah foi mais rápido ainda. Não paravam de ser beijar, apenas quebravam o ósculo quando desciam os beijos para a garganta e ombros – agora descobertos – ou quando foram retirar as camisetas. E logo estavam ali, tronco nus, se beijando desesperadamente.
Taylor estava excitado, muito excitado, e não conseguia deixar de se sentir feliz por finalmente sair da seca que o cercava. Duas semanas eram muita coisa, e ele sentia que ia explodir por finalmente conseguir sexo. Ainda mais com uma menina como Dakotah. Ele pulsou por dentro e por fora quando a ouviu gemer em seu ouvido. Ela gostava de ser beijada no pescoço. Ela se arrepiava.
A calça jeans se Dakotah logo passou a ser jogada a qualquer lugar. Poderiam quebrar algo, mas não se importavam. O beijo não era apaixonado, era enlouquecedor, era cheio de desejo, de luxúria, de prazer. As mãos de Taylor estavam cravadas nos cabelos loiros de Dakotah enquanto ele beijava seu pescoço e ela colocava suas pernas em volta da sua cintura. Ele não perdeu tempo, colocou uma mão em sua cintura para mantê-la ali e a jogou no colchão. Agora, ela só vestia calcinha.
Ele retirou as calças enquanto andava até ela, e antes que ela pudesse dar conta ele a capturou em outro beijo feroz, fazendo-a perder o ar rapidamente. Os dedos dele, espertos e marotos, brincavam com o elástico da calcinha dela. Seus beijos alucinantes desceram de seu pescoço até o peito, mas não houve cerimônias. Não havia necessidade para isso. Estavam ali para transarem e ponto.
Tão rapidamente, bruscamente, ele retirou a calcinha e sua própria cueca, enquanto Dakotah procurava mais do que desesperadamente por uma camisinha em sua cômoda ao lado cama. Seus corpos estavam colados, as mãos de Taylor apertavam todas as partes de seu corpo voluptuosamente, seu fogo interior queimava-a sem nenhuma piedade. Finalmente. No fundo da gaveta, um pacote lacrado. Ela pôde escutar o sorriso satisfatório dele no pé do ouvido, enquanto o preservativo era arrancado bruscamente de sua mão. Enterrou seus dedos nos cabelos curtos do rapaz, suspirando só por saber o que viria a seguir. Cada célula de seu corpo estava ansiosa pela sensação.
Não houve cerimônias. Rapidamente, ele estava encapado. E então ela estava completamente preenchida por ele.
Dakotah arqueou as costas, um gemido gostoso escapando de sua garganta. Oh, já fazia um bom tempo, mas ainda era um prazer inconfundível, inconcebível. Delicioso. Oh, talvez melhor. Era bom, muito bom. Claro que não havia consciência alguma no que eles faziam ali, naquela hora, fundindo seus corpos da maneira mais carnal existente. Dakotah apenas deixava-se fazer, entregando-se àquela inconsciência, dependência pelo prazer. Não se importava com o que fazia, apenas fazia. Seu corpo pedia, implorava, por mais. E ela suspeitava que ele também estava na mesma situação.
Lentamente, Taylor retirou seu membro, os suspiros ecoando de sua garganta, e penetrou-a novamente. Seu corpo entrou em erupção, e ele deixou com que um sorriso esboçasse em seus lábios, embora sua visão estivesse turva. Ah, o prazer. Aquela garota, linda, gostosa, o levaria facilmente ao êxtase. Sem parar, Taylor ergueu uma das coxas fartas de Dakotah e estocou novamente, forte. O suor ameaçava sair de seus poros, e ele gostava. Amava a sensação, apertando-o, comprimindo-o, deliciando-o. Agora Dakotah estava com ambos os braços em volta do pescoço de Taylor, e ela gemia, gemia devassamente, loucamente. Talvez tivesse sido a transa mais prazerosa que a jovem conseguia se lembrar.
Mas estava tão bêbada que não fazia diferença.
Sua concentração estava voltada apenas em Taylor, em seus movimentos espertos, fortes e rápidos, suas costas batendo deliciosamente contra a parede, seu quadril se mexendo de acordo com o quadril dele. Seus corpos entrando em sincronia, Taylor gemeu baixo em seu ouvido, aproveitando para deixar uma mordida maldosa no lóbulo de sua orelha. Dakotah não controlava mais o que escapava de sua garganta. Ele maltratava. Acelerava, aumentava a força. Mais rápido, mais forte, mais gostoso.
Ela gemeu mais alto. Mal conseguia acompanhar. Sua cabeça estava sendo levada a loucura.
Se estivesse em sã consciência, Dakotah se odiaria por se entregar tão rápido e ainda gostar — não, amar — de tudo que estava acontecendo. Gemer como uma vadia, transar com um quase desconhecido. Mas não estava em sã consciência, então tudo que importava era o sexo ali e nada mais. Só o que importava era a sensação maravilhosa de seu corpo se fundindo com o dele. A sensação do preenchimento, do sexo. Nada mais.
Mais estocadas, fortes, voluptuosas, Dakotah sentiu que ia explodir, que estava chegando ao seu máximo, que não aguentaria por muito mais. A julgar pelo suor que grudava seus cabelos na testa, ele provavelmente sentia o mesmo, mas Dakotah não queria parar. Não podia parar, ela queria mais. Mais daquela sensação, daquele preenchimento, daquele prazer inconfundível, daquela loucura, daquela transa em si. Agarrou-se mais ao pescoço dele, jogou a cabeça para trás e continuou se mexendo, rebolando o quadril da melhor maneira que podia, mais uma vez esboçando um sorriso no rosto do jovem. Taylor logo entendeu que ela ainda tinha sede de prazer.
Ela fechou os olhos com força e se deixou deliciar com a sensação maravilhosa de um orgasmo tão forte e dominador após tanto tempo. Taylor fez o mesmo, deixando a sensação de gozar preencher seu corpo, sua mente. Caíram cansados, um do lado do outro, na cama de casal. Taylor retirou a camisinha, amarrou e jogou em qualquer lugar. Mas quando olhou para o lado, Dakotah já dormia.
Talvez ele devesse ir embora. Não queria pensar nisso, então apenas se reencostou na cama e dormiu também. Dormiu tranquilamente com a sensação pós-transa que ambos sentiam. Sensação pós-orgasmo. E, quem sabe, talvez mais que isso.



[...]



Luz. Droga, como sempre, Dakotah havia se esquecido de fechar as cortinas durante a noite. Poxa, queria dormir só mais um pouquinho. Involuntariamente, ela jogou os braços por cima dos olhos, desejando só mais cinco minutos de sono. Só cinco minutinhos, sem nenhuma luz chata. Então ela poderia se levantar, tomar um banho, ir para a casa de sua melhor amiga que provavelmente estaria preocupada com ela por ter saído da festa ontem a noite...
Com um cara.
Caralho! O lampejo de memória fez com que os olhos dela fossem abertos imediatamente. Sentou-se na cama abruptamente, virando a cabeça para o lado, e viu a figura esbelta do homem nu adormecido ao seu lado.
— Puta que pariu! — exclamou alto, levando as mãos ao cabelo louro desgrenhado. Só aí percebeu que também estava nua, embora seu corpo estivesse leve como uma pluma.
O sexo. Puta merda, o que ela tinha feito? Transado com um cara desconhecido, bêbada? Trazido o sujeito para sua casa sem nem sequer saber seu nome?
Espera, ela sabia. Taylor. Taylor era o nome do homem. Taylor de quê?
Ela não havia se importado. Apenas transara com o tal Taylor até perder todos os sentidos.
Puta que pariu, Dakotah!
— Mas que porra... — ela virou o rosto bruscamente, ao escutar o murmúrio. Os olhos de Taylor estavam distantes, encarando o quarto e a si mesmos. Foi quando ele a viu. — CARALHO! — exclamou ele, finalmente dando-se conta de onde estava e como parara ali. — Eu dormi com uma estranha! Tá, eu sempre faço isso. MAS EU FIQUEI NA CASA DELA, PORRA!
O quê? Dakotah estava dividida entre a vontade de enxotá-lo da sua casa e xingá-lo até o fim dos, ou de xingar a si mesma por deixar-se chegar a esse ponto. Meu Deus! Que tipo de mulher de respeito ela poderia ser agora?
— Puta merda — ecoou ela —, eu não deveria ter deixado isso acontecer, não deveria ter deixado isso acontecer. Merda. Merda, mil vezes merda! Dormi com um estranho! Puta que pariu!
— Que dor de cabeça do inferno — ele suspirou, passando as mãos pelo rosto. — Eu deveria ter ido embora ontem à noite. Por que diabos não fui embora ontem à noite?
Dakotah escutou as palavras ecoadas do homem quase desconhecido, sentindo suas bochechas corarem, o arrependimento apoderando-se vorazmente. Não deveria ter tomado todas aquelas caipirinhas com Hayley. A propósito, onde diabos estava Hayley? O lampejo de memória veio novamente. Havia deixado-a no ponto de táxi por que saíra com um moreno bonito.
Droga. Droga, mil vezes droga. Dak não deveria ter se deixado interessar por Taylor. Não deveria. Não. Deveria.
E o pior era que, da forma que Taylor organizava seus pensamentos em voz alta, ele era bem um daqueles filhos da puta que vão para a boate apenas nesse intuito. Mas que merda! Ela não era dessas! O último cara com quem transara teve de namorá-la por seis meses para conseguir chegar a essa fase!
Merda.
— Droga — ela ecoou, novamente, enrolando seu próprio corpo no seu lençol branco. Evitou olhar para Taylor. Ele ainda estava nu.
— Droga digo eu! — disse Taylor, encarando-a pela primeira vez.
Você?! — ela indignou-se. — Ah, claro, deve ser muito complicado você pegar no sono antes de abandonar a garota na casa dela e dar no pé! — sua voz levantou-se mais do que ela calculara. Estava gritando depois da quarta palavra. — DESGRAÇADO! — berrou.
Taylor fez uma careta e levou os dedos à testa, aparentemente não ligando para os berros da loura. Porra, sua cabeça doía, era muita informação. Um pouco de paciência. Não estava para chiliques femininos agora.
— Mas que porra, garota — disse ele, cansado. — Eu tô com dor de cabeça, para de gritar. — Seu tom de voz era despreocupado e, ao mesmo tempo, entediado.
Isso só aumentou o ódio da mulher.
— Só você?! — ela estava gritando de novo, a plenos pulmões, segurando o lençol contra o corpo. Precisava descontar sua raiva. — Você me embebedou, seu idiota! E ainda me estuprou!
Taylor deu uma risada sem um pingo de humor.
Estuprei?! Você que se jogou em cima! — disse ele em contrapartida, irritado, a cabeça latejando. Estupro. Essa só o que faltava! Tinha mesmo que transar com uma garota histérica e maluca?
— Eu não me joguei porra nenhuma! — ela gritou. Estava furiosa. Aquele maldito teve a coragem de embebedá-la, transar com ela sem que ela tivesse consciência de seus atos e ainda acusava-a como se ela fosse uma vadia? Filho de uma puta!
— Meu Deus, fala baixo — ele suspirou, exausto.
— Eu falo como eu quiser! A CASA É MINHA! — Dak berrou.
— MAS A CABEÇA É MINHA E TÁ DOENDO, CARALHO! — agora, ele também já estava berrando.
— QUEM MANDOU FICAR BEBADO?
— NÃO É DA SUA CONTA!
— TALVEZ SEJA.
— VOCÊ É UM PÉ NO SACO, SABIA?
— E VOCÊ É UM FILHO DA PUTA ESTUPRADOR!
— VOCÊ SE JOGOU EM MIM!
— VOCÊ ME EMBEBEDOU!
— VOCÊ JÁ TAVA BEBADA!
Dakotah bufou, tonta de raiva. Desgraçado filho da puta cretino miserável! Como podia?
— EU TAVA MEIO BEBADA, VOCÊ TERMINOU O PROCESSO! — ela finalmente disse, ofegante, xingando Taylor de todas as maneiras que podia e não podia em pensamento.
Mas agora ele dera outro sorriso, sem humor, sarcástico. Parecia caçoar dela.
— QUE PROCESSO, MENINA? VOCÊ PIROU? — ele berrou novamente. — E VOCÊ AMOU! GEMEU FEITO PUTA!
Desgraçado, filho da puta, cretino. Dakotah não viu o momento que sua mão direita acertou a cara dele com toda a força, estalando, fazendo um som alto ecoar. Toma, idiota! Estuprador de merda! O peito dela arfava violentamente, sua mão estava ardendo, mas ela não ligava. Tinha que tirar esse desgraçado da sua casa o quanto antes.
— CUIDADO COM A BOCA, IDIOTA! — ela berrou outra vez, enquanto notava que Taylor massageava a mandíbula e passara a encará-la com um ódio mortal. Seu olhar não estava menos fulminante, entretanto.
— MENINA, VOCÊ FICOU DOIDA? — gritou ele, puto de raiva. Agora seu rosto estava ardendo por que a garota era maluca? Que ótimo. Belo presente de aniversário ele estava ganhando.
 — TALVEZ EU TENHA FICADO! EU DORMI COM UM CARA QUE NEM O NOME SEI DIREITO NA NOITE PASSADA! — berrou ela, automaticamente, sem nem pensar nas palavras que saíam de sua boca. A adrenalina falava por si só.
Taylor sorriu.
— E curtiu.
Dakotah já sentia seu sangue ser substituído por ácido nas veias. Queria matar aquele idiota desgraçado de porrada! Maldito!
— VAI TOMAR NO CU, DESGRAÇADO, FILHO DE UMA PUTA! — ela berrou outra vez. Seu rosto estava quente de raiva. Seu corpo inteiro estava quente de raiva.
Taylor bufou lentamente, levando os dedos até a testa latejante.
— Fala baixo, pelo amor de deus.
— NÃO ME MANDA FALAR BAIXO! — Dakotah gritou.
— Cala a boca, que é melhor.
— A BOCA É MINHA, A CASA É MINHA, EU FALO COMO EU QUISER E...
Taylor revirou os olhos, cansado de tudo aquilo. Levantou-se, deixando-a berrar, e deu a volta na cama em poucos passos. Chegou na frente dela, puxou seu braço de modo brusco. Num segundo, Dakotah estava reclamando e gritando com ele. No outro, estava na sua frente, seu corpo colado ao dele, sua boca sendo — finalmente! — calada com um beijo.
Se ela não se calasse, ele a faria calar. Não importava como.
Dakotah não percebeu bem na hora o que estava acontecendo, ela ainda estava zonza devido aos últimos acontecimentos. Seus pensamentos estavam confusos. Num minuto, estava xingando aquele homem idiota, e no outro, sua boca estava contra a dela, beijando-a... como na última noite.
Beijando-a! Dakotah não podia deixar isso acontecer! Estava com nojo de si mesma, tinha ódio daquele idiota!
Ela fechou os punhos, com raiva, tentando cerrar os lábios, e diferiu os socos mais fortes que tinha contra seu peito largo. As mãos de Taylor agora pairavam em sua cintura, com força, puxando-o para perto dele. Os socos continuaram, ela sentia a insistência dele para invadir sua boca. Ela sentia seu cheiro de bebida, misturado ao cheiro de seu travesseiro. Sentia sua pele contra a dela, perto demais. Sentiu um arrepio correndo a espinha.
E de repente sentiu que não iria conseguir sair dali. Não por não ter força o suficiente, mas sim por... não querer.
Ela queria. Ou não? Uma batalha violenta se travou em sua mente. A parte racional não queria, afinal, eles era praticamente desconhecidos! Mas a parte que seguia seu instinto, seu... coração, pedia por aquilo. Seu corpo, sua alma.
Ela se xingaria por anos depois daquilo, mas desistiu. Ai, que se foda! A parte irracional de sua mente ganhou, triunfante, e Dakotah se entregou. Beijou-o de volta e deixou que sua língua batesse contra a dele. Deixou que a mão dele passeasse pelas suas costas nuas, deixou que ele colocasse a outra mão na sua nuca, deixou seu coração fazer o que queria uma vez na vida. Talvez funcionasse daquela vez. Talvez. talvez.
Sensualmente, a mão dele desceu por sua coxa, apertando levemente, fazendo uma chama acender nas partes mais obscuras de dentro de Dakotah. Fazendo-a se sentir excitada por seu beijo lento e sensual, fazendo-a sentir coisas que nenhum outro homem fê-la sentir antes.
Sem nenhuma espécie de aviso prévio, Dakotah sentiu dedos espertos e macios tocarem-na em seu ponto de prazer. Gemeu, entre o beijo, sem saber o que fazer mediante a tanto prazer.
O beijo não parou, entretanto. Taylor continuava a devorá-la, inescrupulosamente, impiedosamente. Suas línguas estavam em perfeita sincronia, traçando um ritmo só deles. Somando isso à mão de Taylor que fazia seu trabalho mais do que bem no ponto de prazer de Dakotah, ela praticamente já sentia todo o corpo pegando fogo, o suor sendo liberado sem dó pelos poros, a vontade e o desejo domando-a como marionete.
Dakotah se desequilibrou. O prazer deixou-a zonza, tonta. Era muito bom, bom demais. Taylor a empurrou para perto da cômoda ainda beijando-a, ela ficando de costas contra a pequena cômoda com seus livros, abajur e telefone. Mais, mais, mais. Seu corpo gritava por mais. Sua mão correu pela cômoda enquanto ela ainda beijava Taylor, derrubando e quebrando tudo. Quem ligava? Dakotah sentia que iria explodir só por sentir o calor corporal daquele homem à sua frente. Era uma sensação que a assustava e a excitava ao mesmo tempo.
Oh... os dedos dele continuavam massageando-a, embora seus lábios estivessem grudados aos dela, mordendo-os e beijando-os voluptuosamente. Seu sexo latejava e gritava por ele. Sua barba por fazer fazia seus lábios pinicarem levemente. Céus, que delícia. Taylor conseguia ser tão específico, sabia exatamente onde tocá-la, o que fazer, para deixá-la a beira da loucura! Mais. Ela queria mais. Mais daquele beijo sensual, daqueles dedos espertos penetrando-a, daquele homem quase desconhecido e imensuravelmente habilidoso.
Taylor parou, subitamente, fazendo-a suspirar em reprovação. Seus lábios foram momentaneamente separados e logo ela começou a ser beijada no pescoço, lentamente, quase torturantemente. Os dentes de Taylor arranhavam-na, em contraste com seus lábios molhados e deliciosos. Ele deixou-lhe uma marca, e logo Dakotah já não sabia mais seu próprio nome. Sua concentração e cérebro estavam centrados em apenas uma coisa: ele. Ele e o jeito que a deixava maluca.
Afastados os lábios do pescoço de Dakotah, ela sentiu-o envolver um de seus seios com apenas uma mão, apertando-os sem cerimônias. Gemeu fraco, apoiou-se nele, mordeu seu ombro sem muita força, apenas liberando sua excitação. Por que, céus, ela estava excitada! Estava mais do que excitada! Queria, precisava dele, mais do que qualquer coisa, naquele momento.
Taylor continuou a apertá-la. Brincou com o bico de seu seio, lentamente, fazendo-a suspirar e sua respiração ficar ainda mais desregulada do que já estava. Desceu a mão pela sua cintura, alisou as costas, apertou as nádegas. Quase arranhou as coxas, devagar, como se ele precisasse sentir cada partezinha de seu corpo. Como se precisasse provar que ali, naquela hora, ela era dele. E seria total e inteiramente dele.
O beijo de Taylor desceu até as coxas de Dakotah, fazendo pequenos arrepios subirem pelo corpo da loira e pararem, enfim, ali. Seu nariz roçou levemente em sua virilha, ele depositou um beijo, sorrindo ao ouvir Dakotah gemer em satisfação. Beijou mais uma e começou a oral sem mais cerimônias. Sugou, lambeu seu clitóris, fez movimentos circulares com a língua e apertou as coxas de Dakotah sem parar por nenhum segundo. E levou-a loucura lentamente. Torturando-a. Lambeu novamente, sugando com mais força; as costas de Dakotah já se arqueavam, sua respiração já estava completamente descontrolada. Ela imaginava se não iria ter o orgasmo mais intenso em toda sua vida naquele momento. Ela iria explodir, explodir de tanto prazer. Ele sugou mais uma vez quando ela arqueou as costas com força, gemeu alto e deixou-se levar nas sensações de um orgasmo intenso como aquele. Taylor lambeu seu clitóris mais uma vez e sorriu, feliz com o estrago mental que havia feito nela. O orgasmo mais intenso que já fez uma mulher ter.
Com um sorriso malicioso pairando nos lábios, Taylor estabeleceu contato visual com a loira. Com dois dedos, limpou os cantos da boca, fazendo-a revirar os olhos de prazer com a visão perturbadora.
O sorriso malicioso continuou lá, intacto, e só se desfez quando sua boca foi aproximada da dela. Dakotah prendeu a respiração, sentindo a boca invadida pela de Taylor, o próprio gosto impregnado no beijo urgente. Embrenhou os dedos nos cabelos dele, puxando-os levemente, mostrando para ele o quão excitante era toda aquela situação. Doentiamente excitante. E embora ela ainda sentisse os efeitos inegáveis do orgasmo, seu corpo, sua alma, sua mente, ela inteira, clamava por mais. Por mais daquele prazer imensurável.
Ela clamava por Taylor preenchendo-a como na última noite.
Se ela poderia ficar mais excitada, era impossível. Mas a cada segundo, a cada toque de Taylor, ela ficava mais e mais louca e desesperada por mais. Era algo incomum para Dakotah, era um sentimento nunca visto por ela, era incrivelmente bom. Seu beijo urgente fugiu do controle quando ele pegou a camisinha na gaveta da cômoda depois de muito trabalho e rasgou o pacote, colocando a camisinha sem enrolar. Ela desceu da cômoda desconfortável e ele a empurrou para a parede, recomeçando o beijo urgente. As pernas dela instintivamente foram parar em volta da sua cintura e ele penetrou lentamente, fazendo-a gemer alto. Já preenchida, ela gemeu. Ela simplesmente se sentia muito bem preenchida por Taylor. O prazer já era tanto, chegava a pulsar cada veia de seu corpo. Ele lentamente se retirou de dentro dela, repetindo o primeiro movimento. Começando o movimento de vai e vem que deixou Dakotah totalmente cega e zonza de prazer. Havia perdido todos os sentidos, havia ficado totalmente louca pelo prazer que ele a proporcionava. Era bom demais para ser verdade, era surreal.
Mas estava realmente acontecendo. Dakotah deixara-se chegar a esse ponto. Conhecera um cara, bêbada, deixou-o ir até a sua casa e fazer sexo com ela. Mas mesmo assim, ainda assim... não se arrependia. Droga, ela não se arrependia nem um pouco! O que Taylor era, o que Taylor fazia, era algo tão surrealmente prazeroso, tão... gostoso e sensual. Em meio aos seus gemidos, altos e substanciais, Dakotah percebeu que não ligava a mínima, e queria, queria mesmo, continuar até o fim. Queria sentir Taylor estocar forte dentro dela e gemer, loucamente, até perder todas as energias que tinha no corpo. Queria se entregar ao orgasmo novamente, como nunca fizera antes, e desmanchar-se nos braços daquele homem, após entregar-se total e completamente a ele. Ela queria isso mesmo. Não se importava mais com seu orgulho, com nada. Tudo o que ela queria estava ali, a sua frente, penetrando-a, enlouquecendo-a, excitando-a.
Quase como um apelo nos olhos de Dakotah pedindo mais, o desejo se manifestava. Taylor percebeu. Começou a estocar mais forte, investindo toda sua força naquilo. Geralmente era tudo monótono, ele fodia alguma garota, tinha prazer e sumia da vida dela. Aquilo era diferente. Dakotah era... diferente. Era mais que prazer, era muito mais que prazer. Taylor gostava e também queria mais. Queria mais força, mais sensualidade, mais e mais e mais. E começou com movimentos mais rápidos. As costas de Dakotah arranhavam levemente na parede enquanto ela cravava às unhas nas costas de Taylor, gemendo como nunca havia feito antes. Rodou os olhos, gemeu alto, engasgou com o ar. Ela sentia que ia explodir, explodir de uma forma totalmente incomum. Sentiu-se diferente, sentiu que iria virar pó e sumiria no espaço. Taylor ainda investia pesado, não parava um segundo. Dakotah gritou. Rapidamente, ela gozou, ainda gritando, e gozou longamente, como jamais fizera antes. Não demorou quase nada e Taylor gozou também, sentindo-se feito por um ano inteiro. Sentindo-se maravilhosamente bem pela primeira vez na vida. E sabia que ela sentia o mesmo. Não sabia como sabia disso, apenas... sabia.
Eles não sabiam bem durante quanto tempo ficaram naquela posição. Dakotah completamente abraçada a ele, sentindo-o acalmar-se dentro de si lentamente. Suas testas coladas. O único som que ecoava era o de suas respirações desreguladas e seus corações descompassados. As mãos dela estavam no cabelo dele. As mãos dele seguravam o quadril dela. E mesmo após o orgasmo, devastador e avassalador, eles continuavam ali, fundidos, grudados um no outro.
— Qual é seu sobrenome, mesmo? — perguntou ela, de repente, fazendo com que Taylor desse uma risada divertida acompanhada de um suspiro.
— York — disse ele, sem parar de sorrir.
— Rae — ponderou ela, embora ele não tenha perguntado.
Taylor segurou uma mecha de cabelo louro dela, que se mexia de acordo com a sua respiração. Prendeu-a na orelha, quase carinhosamente.
— Posso te ligar qualquer dia desses?
— Será um homem morto se não ligar — agora, ela também estava sorrindo.
Ele ainda segurava seu rosto, devagar. Céus. Aquilo não deveria estar sendo tão... bom.
— Acho que quebramos seu abajur.
Dakotah deixou-se dar uma risada fraca, rouca. Sua voz não estava a mesma de duas horas atrás. Com razão.
— Você vai pagar — mesmo rouca, ela conseguiu entoar o sarcasmo da maneira que quis. Taylor riu também, fracamente, sentindo-a ainda tão perto.
— Só se me convidar para cá mais vezes — ele impôs a condição.
Dakotah deu um sorriso quase bobo.
— Combinado.
Ainda com os sorrisos bobos dominando, Taylor subitamente lembrou-se de uma coisa, o pensamento rondando sua mente como um pequeno lapso. Deixou seu sorriso aumentar.
— Hoje é meu aniversário — sussurrou. Dakotah entendeu, na mesma hora, que com aquilo ele queria dizer que tudo havia sido seu presente. Talvez o melhor dos presentes.
E foi por isso ela sorriu.
— Feliz aniversário, Taylor York.






Chegaram vivos? EU DISSE QUE ISSO TINHA FICADO FORTE!
Ah, não disse? 
BEM, A CULPA É DE VOCÊS POR NÃO TEREM IMAGINADO ISSO AEUHAEUHAEUHAE u.u
Beleza, falando sério. Se é que dá. ISSO FOI MT FUNNY DE ESCREVER UAHAUEHAUEHAE POR QUE, CARA, EU DESCOBRI QUE ESCREVER É SEMPRE MAIS DIVERTIDO EM CONJUNTO. Boa parte dessa fic, principalmente a última hentai (cofcof), eu e Nats alternamos os parágrafos e isso foi incrível. Vocês não sabem os nossos surtos, as conversas. ENFIM, VER O TRABALHO FINAL, DO JEITO QUE A GENTE QUERIA (E ATÉ MELHOR!) É MUITO GRATIFICANTE. Sozinha eu não faria nada incrível desse jeito.
Mas, acima de tudo, isso foi uma brincadeira né galera. O aniversário é do Taylor, e a gente como fã tá super orgulhosa desse lindo s2 E QUE VENHAM SEUS SOLOS NO PRÓXIMO ALBUM!
E que ele assuma o rolo dele ca Dakotah -sqn
Gente, é isso. Comentem pra mim (e pra Nats), por favor. Amo vocês <3 Até a próxima.